Um Santo Vizinho (St. Vincent. 2014)

um-santo-vizinho_2014.Parodiando a máxima: dinheiro ou a necessidade dele que faz com que as pessoas mudem. Quer seja internamente ou mesmo por encarar novos desafios… o bom é quando não se deixa que certos sentimentos fiquem de fora… Mesmo que ela venha como uma trombada de um caminhão… Ops! Como uma trombada do destino de que mal se tem tempo de parar e pesar prós e contras. E foi meio por aí que o destino mexeu com a vida de uma mãe com um filho ainda criança, um veterano de guerra meio ranzinza, uma prostituta e por tabela um professor de uma escola católica. Tudo devidamente mexido… em “Um Santo Vizinho“.

O filme é muito bom! Não a ponto de ser uma obra prima, mas sim porque conferiu bem tudo ao que se propôs apresentar e indo além. O que me levou a uma dúvida em como contar essa história: se com ou sem spoiler. Mesmo não sendo um Suspense, mesmo o título no Brasil já meio que entrega um pouco a trama… Mas até porque o filme abre um leque com temas tão interessantes que mesmo numa simples análise corre-se esse risco. Como também até por não querer deixá-los de fora. Por tudo isso daqui em diante será por sua conta e risco! Eu até tentarei, mas ao traçar um perfil desses quatro personagens pode ocorrer sim algum spoiler.

um-santo-vizinho_2014_02.Sou fã do Bill Murray acho que desde os “Os Caça-Fantasmas“, de 1984. Daí tendo ele no elenco eu assisto e sem medo de que encontrarei ou não um bom filme no geral! Bill Murray navega muito bem entre a Comédia e o Drama, dando a tônica perfeita que prende a atenção. Por mais tédio que o personagem esteja passando fica uma pulguinha nos atraindo para cada cena com ele. Quem o viu em “Encontros e Desencontros“, de 2003, ou mesmo em “Flores Partidas“, de 2005, pode constatar. Para quem não viu ambos os filmes poderão ver nesse aqui e na subida dos créditos finais um melhor exemplo disso. Ele é de fato ótimo até estando o seu personagem entediado! Em “Um Santo Vizinho” é o tal veterano de guerra, Sr. Vincent. Um cara meio alheio aos problemas de sua casa, tendo nela mais um abrigo, ou quem sabe a deixe com um péssimo aspecto numa de “Afastem-se!” para com seus vizinhos… Cuida melhor do gato do que com sua própria alimentação. Avesso às mudanças. Tanto que continua usando os préstimos de uma mesma prostituta que se encontra numa avançada gestação. Ela é Daka, personagem da sempre ótima Naomi Watts. Daka também terá a sua vida afetada, mas não apenas pela gravidez. É que um certo menininho também a levará reavaliar sua vida.

Não sei se a escolha do elenco partiu do Diretor – que também assina o Roteiro -, Theodore Melfi. Creio que sim porque também é o produtor do filme. De qualquer maneira deixo aqui meus parabéns! Muito bom em se vê uma gama diversificada de atores interpretando pessoas que comumente encontramos a nossa volta. Sinal também de que Hollywood está mais “pé no chão“.

Por conta disso é muito bom também em ver Melissa McCarthy fugindo do esteriótipo de “gordinha“. Em “Um Santo Vizinho” ela é Maggie, uma mulher que ciente de que o marido a traía abandona até as mordomias que o casamento lhe oferecia para se aventurar com o filho num outro local. Até para provar que conseguiria dar um certo conforto ao filho, assim como uma boa escola. Acontece que nesse início se de um lado parecia já estar num fundo do poço… Por outro era então aproveitar que não teria mais de onde cair… Aceitando seu novo vizinho como um babysitter de seu filho, o Oliver. Até porque esse é meio que atraído por esse estranho vizinho. Numa relação meio simbiótica já que com ele Oliver não se sentiria o único “ser estranho“… Maggie capta colocando fé na relação dos dois. Oliver é muito bem interpretado por Jaeden Lieberher. Não tem como não se encantar com sua performance. Sendo assim, Vida longa a esse jovem ator!

um-santo-vizinho_2014_01Faltando entrar nessa história o tal professor. Ele é Irmão Geraghty, interpretado por Chris O’Dowd, cujo um outro trabalho que eu também gostei muito foi em “Missão Madrinha de Casamento”, de 2011. Geraghty apesar de ter que seguir tanto os preceitos da Igreja como o da Escola Católica, mais do que catequizar seus alunos, segue pelo caminho em levar a religiosidade até eles, até o dia a dia de cada um deles. Geraghty parece mais seguir a filosofia do Papa Francisco. Se bem que esse toque partiu mesmo de Oliver.

Assim, se foram questões financeiras e até um certo endeusamento que acabou colocando todos no mesmo barco, com certeza foi Oliver o mais frágil de todos que mostrou a eles o quanto uma mudança pode ser benéfica. Até em se notar que algumas vezes somos levados a continuar dando murros a esmo por uma rotina doentia. Com Oliver todos aprendem que o real valor dessa vida não está em ter, mas sim em ser por mais estranho que possa parecer aos olhos de todos. Algo que com certeza o final do filme mostra…

Então é isso! Creio que eu não trouxe spoiler significativo, até porque há muito mais para se ver inclusive com outras boas participações. “Um Santo Vizinho” é um filme muito bom! Para ver e rever! Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Um Santo Vizinho (St. Vincent. 2014). Ficha Técnica: página no IMDb.

O Cinema Mostrando o Lado Sombrio da História da Humanidade

hotel-rwandaNo princípio quando o homem decidiu viver em grupo o que seria para compartilhar até tarefas veio junto o sentimento de posse. Em uns, muito mais exacerbado. Dai só um passo para que sentissem donos do mundo. Onde vidas humanas eram mercadorias sem o menor valor; descartáveis ao seu bel prazer. O pior é que isso ainda existe… Então trazendo alguns Ditadores, como também Guerras, Genocídios… Enfim, páginas lastimáveis na História da Humanidade mostradas em Filmes. Vem comigo!

A foto inicial é do filme “Hotel Ruanda“, de 2004, que nos mostra um genocídio real e de um passado recente, em que o personagem do Joaquim Phoenix diz na cena desta foto ao de Don Cheadle vem com o efeito de um soco no estômago de tão verdadeiro. Assistam e vejam o que ele está dizendo. Ainda em território africano… “Lágrimas do Sol“, de 2003, nos mostra sobretudo a bestialidades de alguns homens quando estão em guerra. O pior é que fazem as barbáries também com mulheres… É! Aonde vão com a tortura… É por demais chocante! E saindo do território africano indo para a Europa, mas onde temos também um outro que mostra as selvagerias com mulheres, é o “A Vida Secreta das Palavras“, de 2005. São fatos que chocam até por saber por quem foi feito! Além do que é muita crueldade em todos.

in-the-valley-of-elah-posterUm pouco antes da internet invadir os lares, as guerras reais foram parar nas televisões: num acompanhamento quase ao vivo… Numa delas e desse passado recente foi a da invasão do Iraque pelos Estados Unidos. Claro que há inúmeros filmes sobre esse fato, mas eu citarei dois deles e saberão o porque. Num para não apenas conhecer um pouco do tão sem propósito foi essa guerra, mas principalmente porque “Soldado Anônimo“, de 2005, traz como enfoque maior quem são os que se alistam nessas guerras que o título original traduz bem: são mentes vazias na espera de encher com ideais dos outros. Um quase aliciamento desses jovens até no propósito de continuar com a cultura do porte de armas para qualquer cidadão americano. Agora, esse outro mostra com propriedade o quanto eles são programados para matar, mas que depois se esquecem de “desprogramar” esses mesmos jovens quando voltam dos campos de batalha, é o “No Vale das Sombras“, de 2007. Filmaço!

Focando essa região ainda, Oriente Médio, mas voltando o tempo em alguns anos, chegaremos ao Afeganistão… Mostrando um pouco da invasão pelos russos temos o “Caçador de pipas“, de 2007. Muito embora o filme trouxe uma versão muito mais leve do que foi relatado no livro… Mas temos nele a visão dos que moram nesses territórios sitiados. Dos que perdem muito mais do que os bens materiais. Agora, mostrando como os russos saíram de lá do Afeganistão, assistam “Jogos do Poder“, de 2007. Por ele também se vê como se dá as reais regras do jogo, e que só por isso já vale a pena assistir!

Paradise-Now-2005_02Subindo no mapa… E parando ali entre a Palestina e Israel… Um filme que muito que querer tentar entender o que se passa na cabeça de um homem-bomba, “Paradise Now“, de 2005, nos deixa a certeza que tanto por uma nação como para outra os jovens não passam de joguetes nas mãos desses que detém o poder. Que são meras peças dessa engrenagem até para os que continuam fomentando a guerra e num conflito que não tem previsão de acabar. Principalmente por Israel pois poderia vir a perder grande parte de um território que usurpou ao longo desses anos. Mas também é um filme que mostra como é viver num território muito sitiado. Sem o direito de ir e vir onde se vive.

Essa outra história ocorreu em 2002… E na apuração dos fatos ao ataque as Torres Gêmeas, um jornalista americano é sequestrado no Paquistão. O filme é “O Preço da Coragem“, de 2007, quem conta essa história é sua esposa. O que pesou também sobre ele era o fato de ser judeu. Um filme que também de certo modo faz uma homenagem aos jornalistas que apuram os fatos, que não ficam nos achismos. Vale muito a pena ser visto!

der-untergangPor falar em judeus… Não dá para esquecer do carrasco-mor desse povo: Hitler. Nesse filme “A Queda – Os Últimos Dias de Hitler“, de 2004, quem conta a história foi a secretária particular desse ditador. Nele também se vê o que motiva mais as pessoas, como também o quanto disso “ajuda” aos que se aproveitam disso. Esse é um dos filmes que deveria ser passado sempre nas escolas até pelo documento histórico. Agora por outro lado tem quem resolve contar de um jeito muito divertido essa terrível perseguição aos judeus: o filme “Trem da Vida“, de 1998. Onde os esteriótipos são inseridos de propósitos até para ver o quanto é insano todas as guerras. E ainda por conta do nazismo… Naqueles que conseguiram sair… Um que retrata uma única família, mas por ser contada por alguém que era criança nessa época, o enfoque foi onde foram morar fugindo dessa perseguição nazista: na África. É um belíssimo filme o “Lugar Nenhum na África“, de 2006, até em mostrar quais são as reais bagagens a se levar quando se vê  frente até em escapar de uma guerra insana ao abraçar uma nova terra, como também por fazer frente ao preconceito racial muito mais do que ao cultural.

Infelizmente não são poucas essas páginas lastimáveis na História da Humanidade e que o Cinema sempre traz.. Sendo assim posso voltar à elas com outros Filmes… E para encerrar esse, a história contada por um jovem quando conviveu com um dos mais cruéis ditadores desse passado, é o “O Último Rei da Escócia“. Até porque é mais um a mostrar o quanto alguém se deixa iludir por um podre poder. Ficando a esperança que as novas gerações venham até com mais humildades para não perpetuarem um poder que enoja e que em nada é pensando na população.

Uma ótima releitura a Todos!
See You!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

P.s: Esse texto faz parte de uma coletânea que escrevi e postados numa coluna de uma revista eletrônica, a qual não exite mais. Dai readquiri o direito sobre eles até para postar onde eu quisesse. Por conta disso tenho trazido eles para cá. Já trouxe outros dando uma repaginada. Neste aqui também. E que é 2008.

Série: How to Get Away with Murder (2014 – ). Numa de Livrai-os da Culpa…

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Kerry Washington, Shonda Rhimes, Viola Davis

Kerry Washington, Shonda Rhimes, Viola Davis

How to Get Away with Murder” é uma criação de Peter Nowalk, mas que traz a chancela da produtora Shonda Rhimes. Sendo assim já começa bem e com chances de ter vida longa. Até porque Shonda traz como bagagem “Grey’s Anatomy” e “Scandal“. Não sei partiu dela a escolha por uma atriz negra para ser a protagonista. Pelo sim ou pelo não… A decisão merece aplausos! Pois tanto o Cinema como a Televisão ainda tem muitíssimo mais atores branco. O Oscar está ai para confirmar!

How to Get Away with Murder” trata-se de um Thriller Jurídico que acompanha a vida de Annalise DeWitt (Viola Davis) uma professora de direito que ministra o curso que da nome a Série. Brilhante, apaixonada por sua profissão e pelas leis, carismática, implacável e manipuladora, Annalise também tem um lado pessoal onde diria que também esconde alguns fatos… A vida de Annalise sofrerá uma reviravolta quando ela e seus alunos se envolverem em uma trama de assassinato. Nessa primeira temporada ela terá como estudantes: Michaela (Aja Naomi King), Gibbins (Alfred Enoch), Connor (Jack Falahee), Asher (Matt McGorry) entre outros.

Em seu Curso de Direito Criminal, Annalise já deixa claro no início que eles não irão aprender ali teorias das leis, mas sim como praticá-las em um tribunal e como um advogado influente. Além do que, anualmente escolherá quatro dos alunos para irem trabalhar no escritório dela. Para isso terão uma tarefa em especial e que irá ajudá-la nessa decisão: de encontrarem a defesa que libertará um cliente. Tendo no tal teste – “Como se livrar de um assassinato?“-, deverão seguir essas três regras básicas:
_ Desacreditar a testemunha.
_ Introduzir um novo suspeito.
_ Enterrar as evidências.

how-to-get-away-with-murder_cenaCom isso deixando margens para que sendo necessário levar a alguém a mentir em juízo. Ou não! Já que a interpretação à essas regras será pelo próprio aluno. Muito embora faça parte do jogo não procurar por inocentar o réu, mas sim em retirar a culpa de cima dele, até porque ele pode ter sim cometido o tal crime. Então caberá a esses jovens escolherem por completar o curso e partir para estágios em outros escritórios ou tentar por uma dessas quatro vagas e irem trabalhar diretamente com Annalise. Até onde eles irão para ser um dos eleitos ficaremos cientes no decorrer da Série.

Confesso que estou altamente motivada para ver essa Série! Até por gostar de tramas que envolvem os bastidores de Tribunais! Dai até me arriscando a comentar partindo apenas da chamada do Canal Sony Brasil para essa Série! Mas confiando no taco da Shonda Rhimes! Por ter gostado das atuações de Viola Davis até então! Expectativas mil! Se será sucesso no Brasil? É esperar para saber! Ah! A Série tem estreia marcada para 05 de Março!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Ficha Técnica na página no IMDb.
Confiram o trailer legendado e vejam se também ficaram interessados:

A Teoria de Tudo (The Theory of Everything. 2014)

a-teoria-de-tudo-2014Seguindo a máxima popular que diz que por trás de um grande homem há uma mulher excepcional… Mesmo sendo esse homem um gênio da Cosmologia e um consagrado cientista do nosso século… Mesmo assim eu ouso dizer que ele só chegou a mostrar ao mundo tudo que ele é, por conta de uma mulher: o seu primeiro e talvez único amor. Como estamos falando de um gênio no campo da lógica, mesmo não parecendo ser lógico em dizer que ela teria sido a sua musa inspiradora. Talvez pela religiosidade dela, ela era o contraponto que o levava a se desafiar sempre. Sendo assim, além do amor, da dedicação incansável, ela foi sim sua musa. E é pelos olhos dessa mulher que conhecemos de perto a trajetória de vida de Stephen Hawking em “A Teoria de Tudo“.

_ Você não falou por que não crê em Deus.
_ Um físico não pode deixar que a crença num criador sobrenatural atrapalhe seus cálculos.
_ É um argumento contra físicos, não contra Deus.

a-teoria-de-tudo-2014_02O filme começa um pouco antes da doença se manifestar por ser o período em que ela o conhecera. Ela é Jane, interpretada Felicity Jones. Digna de aplausos pela performance! Muito embora no futuro talvez essa atuação possa vir a se apagar da memória, mas por conta da figura de Hawking, pelo carisma que passou ao longo da história numa performance incrível de Eddie Redmayne. Se muitos já admiram o cientista até pela superação, conhecendo-o mais de perto por esse filme… A admiração chegará aos Cosmos! Assim pode-se dizer também que temos em “A Teoria de Tudo” o começo de sua limitação motora, em contrapartida juntamente com a ascensão de sua genialidade. Onde por mais que ele tenha sido um estudante medíocre anteriormente, quando ele então se desvencilhou de outras disciplinas, pode enfim focar naquelas que realmente lhe interessava. Onde também o talento que ainda despontava, caiu nas graças do Professor Sciama (David Thewlis), na Universidade de Cambridge. Sciama até poderia ser severo durante as aulas, mas foi um verdadeiro Mestre ao dar as chaves para as ferramentas necessárias para Hawking embarcar em suas teorias. E Sciama o acompanhou de perto por anos.

Eu vivi com uma perspectiva de uma morte próxima pelos últimos 49 anos. Em não tenho medo da morte, mas eu não tenho pressa em morrer. Eu tenho muita coisa para fazer antes.” (Stephen Hawking)

a-teoria-de-tudo-2014_01Claro que ao se receber um diagnóstico como o dele – ELA (esclerose lateral amiotrófica), uma doença degenerativa motora, baqueia qualquer um. Para ele com um futuro promissor e além de estar apaixonado, não foi diferente. Ainda mais quando o médico lhe dera como expectativa de vida de no máximo três anos. Vale lembrar também que isso se deu na década de 60… Com o diagnóstico Hawking se entrega de vez a doença… Fora Jane que o tirou da letargia… Levando-o a ver que ele não teria tempo para ficar sentindo pena de si próprio. Quanto mais a doença tomava conta do corpo dele, mais a incansável Jane dava a ele garra para mais do que superar – já que estamos falando de uma doença castradora -, de ir se adequando à ela. E numa tentativa dele aprender a se comunicar por ter perdido a fala… a cena em si com Jane… me fez lembrar de uma outra em “O Escafandro e a Borboleta“… e que mesmo retratando em ambos os filmes um drama real vivido… me fez sorrir porque se de um lado a própria doença diminui até uma qualidade de vida… é muito bom quando se encontra pessoas, ferramental… para se continuar vivo, e até produtivo!

Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não há céu nem vida após a morte para computadores quebrados, isto é um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro“. (Stephen Hawking)

a-teoria-de-tudo-2014_casal-do-filme_e_casal-realTalvez Hawking teria tido o mesmo sucesso na carreira estando sozinho. Mas nada se comparado ao empenho dessa jovem grande mulher ao seu lado. Até porque fora ela que o havia tirado de uma possível desistência pela vida que ainda teria pela frente. Lhe dando o amor que lhe era a injeção diária para que não perdesse a batalha contra a doença. Para que viesse a se tornar esse pequeno grande herói do nosso tempo: exemplo também de superação para todos nós. E ele rendeu a ela sua gratidão. Onde numa delas fora como uma bela homenagem ao levá-la a a certa visita, e mesmo já estando divorciados: o que então fora a segunda gratidão a sua inestimável Jane. Bravo Jane!

Bem, como contei no início o filme veio do olhar de Jane porque o roteiro foi inspirado num livro dela, o “Travelling to Infinity: My Life with Stephen“. Não o li ainda, dai não sei tudo o que ela conta por ele. Mas com certeza do Roteiro de Anthony McCarten, o Diretor James Marsh fez um ode ao homem aprisionado pelo próprio corpo. Até porque toda a carga da limitação motora ficou mesmo na cena da escada. Até porque a cena em pegar uma certa caneta, é um sentimento comum a muitos de nós limitados pelo próprio corpo. Até porque “A Teoria de Tudo” é um filme que em vez de fazer um drama mostrou que com ajuda certa, a pessoa poderá sentir com propriedade: “Yes! I can!”. Bravo! Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Teoria de Tudo (The Theory of Everything. 2014). Ficha Técnica: página no IMDb.

O Erro e os Muitos Acertos num Oscar 2015 bem Politizado!

oscar-2015_politizadoOscar-2015_Jack-Black_Neil-Patrick-Harris_Anna-KendrickEu até que deveria começar com os pontos positivos, mas sendo um evento com um anfitrião no comando, partirei dele. É que eu não gostei da performance de Neil Patrick Harris no geral. Ele até canta bonitinho, mas aí quandro entrou o Jack Black no show musical, esse roubou o espetáculo. Harris não tem o carisma de Hugh Jackman, por exemplo, que deu um verdadeiro show quando foi ele o apresentador do Oscar. Eu não sei porque a Academia não retorna com o Jackman. Enfim, saindo da área musical, Harris ao tentar fazer piadas acabou que as deixou sem graça, para não dizer quando nem seria algo cômico. Mesmo que não tivesse sido escrito por ele, faltou-lhe bom senso em vetar certos comentários. Ou, por ser ele realmente sem graça. Um dos episódios onde o que poderia ter sido uma crítica pelos atores do filme “Selma” que não foram indicados, não ficou de bom tom: “Hoje celebramos os mais brancos, ops, os mais brilhantes“, mas se redimiu no decorrer do programa ao dizer: “Agora vocês gostam dele…” pelos aplausos a premiação de Melhor Canção para esse mesmo filme. Mas foi deselegante ao criticar o vestido de uma das premiadas. É! No geral, no mínimo faltou-lhe bom senso. E que para mim não seria mais convocado.

Como citei número musical… Além desse no início homenageando filmes premiados – Neil Patrick Harris, Anna Kendrick e Jack Black -, além dos com as concorrentes ao Oscar de Melhor Canção, outros dois se destacaram. Um pelos 50 Anos do filme “A Noviça Rebelde“. Muito bom que Lady Gaga não tenha mudado os arranjos! Uau! Ela conseguiu atingir a nota em “The hills are alive” como a de Julie Andrews no filme. Um outro foi com a Jennifer Hudson cantando “I can’t let go“, após uma apresentação com atores e pessoas ligadas ao mundo do cinema que faleceram em 2014. Muito bom!

oscar-2015_meryl-streep-vibra_discurso-da-patricia-arquetteA 87ª cerimônia da Academy Awards foi marcada com discursos em protestos a causas dos direitos civis, aos direitos humanos, a causas feministas… Outro ponto alto do Oscar 2015. Bem melhor do que recusar o prêmio, estaria em ao recebê-lo aproveitar que é ao vivo e de alcance mundial, e protestar. Se houver retaliação da Academia será num depois.

Por conta do vazamento de emails entre executivos da Sony dizendo que atrizes ganhavam menos que atores num mesmo filme mesmo elas sendo mais famosas que seus colegas… Levou a premiada da noite – Melhor Atriz Coadjuvante – Patricia Arquette então clamar “Essa é a hora de ter salários e direitos igualitários para todas as mulheres dos Estados Unidos”, sendo ovacionada pelo público, em destaque pelas câmeras do programa: Meryl Streep e Jennifer Lopez. No geral, as mulheres premiadas aproveitaram também para a importância dos personagens femininos. Abraçando também a causa por equiparação em todos os setores num mundo dominado por machos. Destaque ainda pela reclamação de que no Tapete Vermelho só perguntam às atrizes pelos modelitos e para os atores é sobre o trabalho deles. Boa!

oscar-2015_documentario-citizenfourUm outro discurso que merece destaque veio do premiado Documentário, CitizenFour. Por conta de retratar a trajetória de Edward Snowden, eles saudaram a atitude e coragem desse, concluindo: “Sem liberdade não há democracia“. Outro foi com os autores da Canção premiada “Glory“, do filme “Selma“: “É dever de um artista refletir os tempos em que vivemos. Nós escrevemos essa canção para um filme baseado em eventos de 50 anos atrás, mas nós afirmamos que ‘Selma’ ainda existe porque a luta por justiça ainda continua. Vivemos no país mais encarcerados no mundo. Há mais homens negros sob controle correcional hoje do que estavam sob a escravidão , em 1850“. Esse filme além de não ter nenhum de seus atores indicados, também deixou de fora a Diretora Ava DuVernay. Pelo jeito parte significativa dos “eleitores” da Academia devem ser os mesmos que deixaram o Congresso dos Estados Unidos mais “elitizado”. E mesmo tendo votado em um “mexicano” creio que para eles o que contou no filme foi por mostrar carreiras artísticas. Sendo que para mim, Alejandro Iñárritu mereceu os de Melhor Direção e Melhor Filme por ter revolucionado com “Birdman“.

Falando em Iñárritu, houve uma certa troca meio pesada entre Sean Penn e ele. É que Penn ao anunciar “Birdman” como o vencedor, falou: “Quem deu o green card para esse cara?“, indo logo em seguida ao encontro do outro para abraçá-lo, e que foi retribuído. Iñárritu então já no microfone entra na brincadeira dizendo: “Talvez no próximo ano o Governo imponha alguma regra de imigração à Academia… Dois mexicanos em anos seguidos… Suponho que possa parecer suspeito.” (É que Alfonso Cuarón ganhou o de Direção em 2014.). Em entrevista após a premiação Iñárritu falou que há liberdade para isso na amizade entre eles. De qualquer forma, Iñárritu deixou claro num pequeno discurso de que os Estados Unidos é uma nação de imigrantes. Boa!

Um outro destaque vai para o discurso de Graham Moore, premiado em Roteiro Adaptado por o “O Jogo da Imitação” e que vale trazê-lo na íntegra: “Quando eu tinha 16 anos, eu tentei me matar porque eu me sentia esquisito, diferente. É como se eu não me encaixasse. E agora eu estou aqui. Eu queria que esse momento fosse dedicado à criança que está lá fora e que se sente estranha, e diferente, e que sente que não se encaixa em lugar nenhum. Sim, você se encaixa. Continue esquisita e continue diferente. Então, quando for a sua vez e você estiver em pé neste palco, por favor, passe a mesma mensagem“. Bravo!

J.K Simmons, premiado com o de Ator Coadjuvante também fez um discurso emocionante, algo que muitos também gostariam desse tipo de lembrança: “Ligue para sua mãe, ligue para seu pai. Se você tiver a sorte de ter um deles ou os dois vivos neste planeta, fale com eles. Não mande mensagem. Não envie e-mail. Fale com eles por telefone. Diga a eles que você os ama, agradeça”. O mundo está carecendo disso! Bravo!

Oscar-2015_O-Grande-Hotel-Budapeste_premios-tecnicosAnd the Oscar goes to… “Birdman” levou 4: Melhor Filme, Melhor Diretor (Alejandro Gonzáles Iñárritu), Melhor Roteiro Original (Alejandro G. Iñárritu…), Melhor Fotografia. Pode até acharem que Michael Keaton merecia ganhar até pela idade… Mas Eddie Redmayne, por “A Teoria de Tudo” mereceu o de Melhor Ator. Não tenho muito o que falar para o de Ator Coadjuvante para J.K. Simmons por “Whiplash” é que eu ainda não vi o filme, mas pelos comentários de antes: era vitória certa. Assim como também o era para o de Melhor Atriz para Julianne Moore por “Para sempre Alice” – ela levou o filme nas costas. Também era esperada a vitória em Melhor Atriz Coadjuvante para Patricia Arquette por “Boyhood“, outro que eu ainda não vi. Um filme cativante que até poderia ganhar nas categorias principais caso não existisse “Birdman” no páreo é “O Grande Hotel Budapeste” que eu amei e fico satisfeita que pelo menos saiu com um bom número das estatuetas douradas: Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Design de Produção, Melhor Trilha Sonora. E que até colocaria o ator Tony Revolori que fez o Zero como indicado ao de coadjuvante por ele ter um que de Chaplin. E para constar, os demais premiados… “Whiplash” além do de Ator Coadjuvante levou também o de Melhor Edição/Montagem, Melhor Mixagem de Som. “O jogo da imitação” o e Melhor Roteiro Adaptado. “Interestelar” o de Melhores Efeitos Visuais. “Selma” o de Melhor Canção, “Glory”. “Sniper americano” o de Melhor Edição de Som. “Operação Big Hero” o de Melhor Animação. “Ida” de Melhor Filme em Língua Estrangeira. “CitizenFour” o de Melhor Documentário. “The phone call” o de Melhor Curta-Metragem. “Feast” o de Melhor Animação em Curta-metragem. “Crisis Hotline: Veterans Press 1″ de Melhor Documentário em Curta-metragem.

Então é isso! O erro foi escalarem Neil Patrick Harris. Mas por todos os posicionamentos e pela maioria em causas séries, o saldo foi muito positivo. Até porque nas edições anteriores quando havia algum discurso era quase de uma única pessoa. E quem tiver curiosidade em saber o perfil dos “eleitores” da Academia, segue o link.

Série: Scandal (2012 / ). Oba! Vem Ai Nova Temporada!

scandal-serie-tvQuem assistiu o filme “Mera Coincidência” (1997) e gostou, vai gostar ainda mais de “Scandal“. Uma Série que veio mostrar mais do que os bastidores de uma firma de advocacia, também traz o marketing político tão indispensável no jogo do poder e do mundo real também. Pois é! Uma casadinha que não deixa por menos: assessores de impressa + equipe altamente especializada em espionagem = felicidade e principalmente sucesso na carreira ou vida pessoal do cliente. A trama foi baseada numa ex-assessora de imprensa do governo de George W. Bush, a Judy Smith. Que aliás além de co-produtora Smith também é consultora da Série. E “Scandal” é uma criação de Shonda Rhimes que já traz como bagagem uma Série de sucesso como “Grey’s Anatomy“.

_ Não da para se afastar quando as coisas ficam feias. Se está acreditando nisso, então está vivendo uma fantasia“.

Ambientada em Washington (D.C) “Scandal” também traz os bastidores da Casa Branca, como também do Congresso. Passando um raio-x na Política e nos Políticos e até nos Lobistas do Estados Unidos. Em um dos episódios, por exemplo, a Séria trouxe uma discussão sobre a 2ª Emenda: a que garante o direito de todo americano portar uma arma. Onde até fora da ficção, os que defendem um controle armamentista, se veem derrotados no Congresso. “Scandal” também traz o Grande Júri; até porque muitas das tramas começam e terminam nos Tribunais.

serie-scandalAntes mesmo de começar, a Série rendeu um buchicho de bastidores. Pelo o que contam a atriz protagonista foi uma militante na campanha de Barack Obama e diretamente ligada a ele. Com isso, ciente de que seu personagem na ficção teria um envolvimento com o presidente, ela pediu para que colocassem um ator branco para o papel. Algo prontamente atendido. E fora dos bastidores, o comentado também seria o ciúme da Primeira Dama real para com essa atriz. Disseram até que ela teria passado também a usar franjas como a atriz. Bem, se tudo seria mera coincidência ou não… O certo é que o Presidente Obama é um gato!

scandal_kerry-washingtonScandal” traz como protagonista uma ex-consultora de mídia do Presidente dos Estados Unidos; o porque saiu é mostrado ao longo da trama. Ela é Olivia Pope, numa grande atuação de Kerry Washington. Ciente de seu talento, Olivia não abre uma simples firma de advocacia, indo além: uma empresa apta a tirar o cliente do meio de uma monumental crise e que não é para qualquer um! Para quem já teve, e ainda teria livre acesso na Casa Branca, sua clientela teria que ser da elite, seja ela da política ou não, desde que fosse alguém que atrairia para si próprio os holofotes da grande mídia: se já no meio ao crise ou na iminência dela… Para se verem livres… Manter todo o aparato da empresa nessa empreitada: o custo é bem alto. Até para manter sua equipe escolhida a dedo. Olivia buscou também pelo talento de cada um deles em resolver toda a situação e sem deixar rastros, mas há também um outro motivo contado também ao longo da Série. Enfim, Olivia até pode não cair na simpatia de todos, mas até fora do Capitol Hill, se estivessem vivenciando uma crise ou um grande escândalo, sabiam que ela era pessoa certa a ser chamada. Olivia só não era muito boa quando o assunto se resumia a sua vida pessoal. Ah! A personagem tem em seu guarda-roupa algumas das marcas mais famosas como: Armani, Christian Dior, Prada, Gucci… Como se diziam antigamente, ela é uma moça de fino trato!

serie-scandal_os-gladiadoresUm pequeno perfil dos que ela trouxe para a “Olivia Pope & Associates“, que ela denominou como os seus gladiadores:
– Huck (Guillermo Diaz): Um ex-agente da CIA. Com um passado nebuloso. Tem uma dedicação/devoção extrema por Olívia. É um hacker dos bons: algo que com certaza ajuda nas investigações. De pavio curto, tende a tomar medidas extremas. E que tenta a todo custo se livrar da “carcaça” podre que a CIA deixou nele.
– Harrison Wright (Columbus Short): Wright é o oposto de Huck. Esbanja elegância e refinamento, e que contribui como sua principal arma nas investigações: a sedução. É uma pena que o ator Columbus Short não pode ser escalado para a 4ª Temporada. Pois se envolveu numa briga de bar: foi indiciado; pagou fiança e aguarda a sentença que pode até a vir ser condenado à 4 anos de prisão. Pena mesmo! Seu personagem era um gato! Como um suspense: no último episódio da 3ª temporada seu personagem apontava uma arma para a própria cabeça. Morreu? Não Morreu? Saberemos na Temporada que vem por aí…
– Abby Whelan (Darby Stanchflield): É a investigadora mor da equipe. Sem papas na língua. Indomável. Poucas coisas escapam à ela em suas pesquisas. Mantém uma grande amizade com Olivia. Além de uma gratidão por algo de seu passado que até a fez perder seu grande amor.
– Quinn Perkins (Katie Lowes): Quinn fora a última aquisição da equipe. Perita em explosivo, mas sem muita utilidade para a firma. Até porque discrição é fator fundamental para as soluções dos casos. Com isso sente que caiu ali de para-quedas. Aos poucos desvenda o seu próprio mistério. Em busca de adrenalina… terá a sua perdição ao se envolver numa relação explosiva com um agente da B-613, que até por conta disso Huck e Olivia a mantém em “monitoramento”.

Essa B-613 é… Digamos que é mantida por um “caixa 2″ do Congresso. Eles sabem que o dinheiro terá que ser liberado, mas sem saber para que.

Olívia: É tão engraçado.
Cyrus: O quê?
Olívia: Eles são todos assassinos. Reston, Sally, Fitz… o debate presidencial. É literalmente a fileira de assassinos (em referência ao apelido do time dos Yankees, Murderers Row). Não importa quem seja eleito, eles são todos assassinos.
Cyrus: Ninguém é perfeito.”

serie-scandal_elencoAlém deles, destaque para outros personagens que continuarão na Série:
– President Fitzgerald “Fitz” Grant (Tony Goldwyn): Do Partido Republicano. Só irá saber como ganhou de fato a eleição mais tarde. Casado. Tem três filhos: Jerry, Karen e Teddy. Mais parece um menino mimado que recebeu tudo de bandeja. Ou que teve tudo facilitado pois o queriam na Casa Branca. De verdadeiro mesmo seria o seu amor por Olivia. Por ela até abandonaria a presidência. Mas isso também não estaria nos planos daqueles que o colocaram “no topo do mundo”.
– Mellie Grant (Bellamy Young): Primeira Dama dos Estados Unidos. Sabe do caso de Olivia com Fitz. Muito ambiciosa, acaba engolindo sapos demais. Domina bem a arte da manipulação.
– Cyrus Beene (Jeff Perry): Chefe de Gabinete e “braço direito” do Presidente. Cy vive e respira todo o jogo de poder conquistado. Mantém uma relação de amor e ódio por Olivia: amor em admiração pelo talento dela, e ódio por quase sempre ter que recorrer a ela. Por conta das “ideologia” de Fitz, esconde a sua homossexualidade. Até que ao conhecer o tempestuoso James Novak (Dan Bucatinsky), se apaixona assumindo de vez a relação em um grande baile na Casa Grande. Uma relação que terá de tudo, de tudo mesmo ao colocar em cheque o “animal político” Cy…
– Jake Ballard (Scott Foley): Amigo antigo de Fitz, que ao receber desse uma missão, acaba abalando essa amizade. É que Jake se apaixona por Olivia. O que o coloca também como mais um a protegê-la. Mas aí a B-613 entra em cena…
– David Rosen (Joshua Malina): David tinha um alto cargo na Promotoria do Estado. Sendo um calo no pé para Olivia por não concordar com os métodos que ela empregava. Até que acaba perdendo esse emprego e um pouco da credibilidade ao investigar o caso Defiance sobre a eleição presidencial. Quando então e ainda sempre tentando seguir a lei, passa a ser um Promotor Distrital. David se apaixona por Abby e ela por ele.

serie-scandal_pais-de-olivia-popeAinda vale destacar mais esses que também continuarão nessa 4ª Temporada: são os pais de Olivia. Rowan Pope (Joe Morton), o pai e Maya (Khandi Alexander), a mãe. Bem, Olivia já descobriu que ele era o temido Comandante da B-613 e que também a mãe além de estar viva é uma terrorista perigosa. Bem servida de pais essa jovem, hein! Resta saber o que aprontarão agora.

A Série “Scandal” teve início em 2012. Agradando a muitos desde então! Eu virei fã! A 3ª Temporada foi abreviada por conta da gestação já avançada da atriz Kerry Washington, que aliás ganhou uma menina. A nova temporada aqui no Brasil estreia no dia 5 de março, às 22:30h, pelo Canal Sony. Estou aguardando ansiosa!