Feeds:
Posts
Comentários

Liberdade, Beleza, Verdade, Amor .

moulin rouge 1

Frenético e romântico, a arte de Baz Luhrman num filme magnífico.

Baz Luhrman surge no cinema na década de 90, bem no início da década com o “animadinho” Vem Dançar Comigo, onde já mostra o seu cinema arte num filme a lá Dirting Dancing. Depois surge com a sua ótima versão de Romeu e Julieta, com Leonardo DiCaprio ainda um rosto ganhando espaço. Mas foi em 2001 que ele ganhou notoriedade, trazendo de volta o gasto, porém estiloso gênero “musical’ do cinema.

Os musicais, assim como os westerns, sofreram com o esquecimento e praticamente foram enterrados na década de 60. A partir da década de 70, poucos foram os exemplos de filmes, que seguindo essa fórmula (musical ou western) que deu certo, o que acabou contribuindo para o quase esquecimento do gênero. E Baz Luhrman trouxe de volta o gênero de uma forma renovada, com gás, num filme estonteante, brilhante e contagiante.

O ano é 1889, o mundo vive uma revolução boêmia e a França é o palco dessas transformações. O jovem Christian (Ewan McGregor em ótima interpretação) desafia o pai e vai até Paris para viver a revolução. Lá conhece Toulouse (o estranho John Leguizamo) e sua trupe, que planejam uma peça de teatro que seja apresentada no Moulin Rouge, o cabaré mais badalado da cidade.

Após a desistência do autor da peça, Christian assume, mas precisa convencer Harold Zidler (o ótimo Jim Broadbent) o dono do cabaré. Pra isso, Toulouse arma um encontro de Christian com a mais bela cortesã, Satine (a belíssima Nicole Kidman em interpretação inspirada), em que Christian terá de convencê-la para conseguir financiamento para a famigerada peça.

É nisso que a história de Moulin Rouge se desenvolve. No começo temos alguns showzinhos de clichê, o mocinho desajeitado, a troca de pessoas intencional, mas tudo embalado ao louco e empolgante ritmo da casa noturna, tocando a música “Lady Marmelaide”, que virou hit na época, há também uma versão de “Smeels Like Teen Spirit” do nirvana que eu achei ótima.

moulin rouge 2

É no balanço frenético da casa que Christian acaba criando um afeto pela cortesã, sem saber que a mesma estava prometida a um duque (Richard Roxburgh, asqueroso e divertido), que pretendia transformá-la numa estrela. Após um número musical bem divertido, Christian, Satine e Cia conseguem convencer meio “sem querer” o duque e Harold a financiar a peça. Começa aí o “grosso” da história. Christian e Satine se apaixonam (impossível não adorar a cena), após fazerem o número musical mais belo do filme, onde cantam algumas boas músicas num arranjo diferente é excelente. Na música tem desde Beatles a U2, e na interpretação de Kidman e McGregor ficou ótima.

Depois se segue mais um pouco de momentos clichê, mas que não comprometem a qualidade da obra, até que chegamos no trágico final, que na minha opinião foi um dos melhores já feitos.

Baz Luhrman fez uma obra de arte em pleno início de século. Tentar reviver os musicais pode parecer a princípio uma má idéia, mas Baz com seu estilo fez um trabalho magnífico, onde beleza e música caminha juntos. Quero começar pela direção de arte premiada. Há muitos detalhes que são percebidos quando se vê o filme mais de uma vez. Os quartos, o cabaré e principalmente Paris (eu só vi uma recriação digital boa assim em King Kong, que fez Nova York de maneira super competente). Depois vem a ótima fotografia. Colorida, esfuziante, bela. O figurino, também premiado, é outro show. A trilha, com performances incríveis, consegue empolgar, assim como os grandes musicais de antigamente.

Moulin Rouge é uma obra de arte mostrada na tela.

moulin rouge 3
(Solidão e a dor de perder quem ama: o personagem de Ewan McGregor consegue mostrar todos os sentimentos em cena)

Desde a brincadeira com o logo da 20th Century Fox na abertura, até aquele tango que toca nos créditos finais. Esse é um daqueles filmes arte, que veio pra dar novo fôlego ao desgastado e esquecido gênero musical, e Baz acertou em cheio em falar sobre o amor, o filme lembra muito uma tragédia de Shakespeare, e emociona e diverte como A noviça Rebelde ou Hair fizeram.

Mas que infelizmente foi bem injustiçado no OSCAR.
Uma Mente Brilhante não merecia aquele OSCAR de melhor filme e Baz Luhrman merecia muito mais a estatueta de direção. Dois prêmios foi pouco pra essa obra de arte ambulante.

Moulin Rouge – Amor Em Vermelho é um dos grandes filmes do século XXI.

Baz Luhrman fez um filme envolvente, mesmo que em algumas partes clichê, mas que diverte, conta uma história e termina da melhor forma.

Nota: 10

Moulin Rouge, EUA 2001.

Direção: Baz Luhrmann.
Atores: Ewan McGregor , Nicole Kidman , John Leguizamo , Jim Broadbent , Christine Anu.
Duração: 02 hs 06 min

moulin rouge

“Haja o que houver, eu te amarei até o fim da minha vida.”

Finalmente hoje tomei fôlego e assisti a um dos filmes mais comentados do ano: Precious, Based on the Novel “Push” by Sapphire (no Brasil Preciosa – Uma História de Esperança).

Desde que li reportagens sobre ele no final de 2009 eu queria ver, mas, confesso, temia minha reação emocional ao filme. Sempre me revoltei com a injustiça aos menores de idade e o descaso com que a sociedade trata os menores em situação de risco, mas depois que tive filhos, ver certas coisas me deixa arrasada mesmo. Não foi diferente do que eu imaginava. Chorei muito – e se você é do tipo que internaliza as coisas, sinceramente, eu recomendo que não veja o filme. Mas se tem um pouco de coragem e quer pensar no que nossa sociedade (o filme se passa nos EUA em 1987, mas poderia ser numa região empobrecida do Brasil ou de outro país em que a desigualdade de vida seja grande) aconselho que veja e pense sobre a história de Clareece “Precious” Jones (interpretada pela atriz estreante Gabourey Sidibe).

Eu chamava Enzo de “my precious” quando ele era bebê, uma brincadeira que fazia com o fato de ele ser tão amado e sua presença tão almejada por todos das duas famílias que ele era disputado como o Anel de Lord of the rings. A Preciosa do filme não teve esta sorte – na verdade, a impressão que temos é de que ela não teve sorte alguma, amor algum, cuidado algum na vida. Mas sobreviveu e aos 16 anos, quando o filme começa, é uma adolescente com obesidade mórbida grávida do segundo filho (ambos fruto de estupro paterno), que frequenta a escola para fugir de casa, mas continua analfabeta e diuturnamente é agredida verbal e fisicamente pela mãe – muito bem interpretada por Mo’Nique (de Garotas Formosas). Não há uma fada madrinha de verdade, mas a garota dá a volta por cima – e aqui nem tem spoiler, porque a história é real e a autora sobreviveu.

Vale registrar e enaltecer a presença, na produção ou na divulgação do filme, de personalidades como a apresentadora de TV Oprah, que tem se dedicado à divulgação do filme em seu programa e site. O cantor Lenny Kravitz  interpreta o enfermeiro John, Mariah Carey é Mrs. Weiss, a assistente social que acompanha a segunda gestação de Precious, Paula Patton a professora Ms. Rain. E é com ela, a inspirada e inspiradora mentora da escola alternativa Let Each One Teach One, que Precious passa a descobrir seu lugar no mundo.

A história nos dá fé quando mostra que a educação pode mudar a vida de alguém – mas é preciso ter um elemento humano para que a mágica aconteça. E este elemento pode ser vivido por mim, por você, por cada um que se permite enxergar no outro uma figura que pode ser diferente, mas é igual a nós em sua humanidade  – aliás, isso me lembra uma passagem de Up in the air, sobre o qual fico devendo uma resenha ;) .

Por: Sam Shiraishi (aka @samegui). Jornalista e blogueira responsável pelo A vida como a vida quer e diversos outros projetos de mídia online.

Preciosa – Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire). 2009.

Sherlock Holmes

sherlock

Criado pelo médico Sir Arthur Conan Doyle, protagonizando Um Estudo em Vermelho, publicado em 1887, na revista Beeton’s Christmas Annual, o detetive eficaz e sempre certeiro Sherlock Holmes, não demorou muito a ganhar o mundo, e se tornar uma figura ilustre da cultura mundial. Ilustres diretores levaram suas histórias ao cinema (Billy Wilder, Buster Keaton, entre outros), peças de teatro, programas de TV, inúmeros personagens criados como caricatura dele, dentre várias outras coisas.

E um personagem tão rico, e tão presente na cultura mundial, precisava ser reinventado, tal como James Bond o foi em 007 Cassino Royale. Mesmo o objetivo não sendo explicitamente apresentar o personagem para a geração coca cola, mas sim arrecadar muito em cima dele, foram para a solução mais simples possível: torná-lo pop fazendo essa geração se identificar com os heróis de hoje. E o que vemos na versão 2009 high-tech do detetive, funciona, mas deixa uma sensação de “hum, faltou alguma coisa…”.

Primeiro porque ele passa de um personagem clássico, para algo mais excêntrico. A arrogância continua, mas com um tom mais humorado. Ele ainda é orgulhoso e falastrão, mas muito mais sem a classe que tinha nos livros. Agora dá porrada, corre, leva porrada, enfrenta gente perigosa e ainda brinca com magia negra. Tudo perdoado. Levei pro lado liberdade poética da coisa. Diferente das mudanças drásticas de Crepúsculo por exemplo, que destrói todo um mito, o novo Sherlock faz de tudo e consegue o manter, mas quem conhece bem as histórias dele, sabe bem que não é o mesmo Sherlock dos livros.

As correrias, os socos, as artimanhas, os gracejos e mesmo atropelando com gosto os elementos considerados obrigatórios para uma trama Shelockiana (como por exemplo esquecer da célebre frase “Elementar, meu caro Watson”), o filme é tão carismático, tão simpático e tão divertido, que nos envolvemos com tudo o que é mostrado e, pelo menos no meu caso (fã assíduo dos livros), deixei passar e aceitei numa boa aquela mudança toda. Mas não deixo de reconhecer que faltou um muito pra ser um filme melhor.

E sem muitas delongas, o filme já mostra uma ação de Sherlock e Watson. Ele continua dedutivo e com uma destreza de tudo que chega a assustar. A princípio não dá de associar aquele brucutu violento com uma personalidade tão inteligente, mas o filme segue. Eles ajudam a Scotland Yard a evitar que o Lord Blackwood consume mais um assassinato, o que seria o 5°, em um ritual de magia negra. O Lord é preso e condenado à morte. Justiça feita, hora de as conseqüências começarem a aparecer.

Testemunhado pelo coveiro saindo de seu próprio túmulo, diga-se de passagem, feito de material pesado e indestrutível, o Lord ressuscita e volta ao mundo dos vivos para terminar com seus trambiques catimboseiros e volta a matar, dessa vez para tornar-se líder da seita que segue e assim de alguma forma ter o poder. Mas não contava com a astúcia de Sherlock, que enfrentará problemas e mais problemas, até solucionar este caso aparentemente insolúvel, pelo fato de ter magia e misticismos envolvidos.

A briga é boa? Claro. E esse filme abre bem o ano como um pipocão descompromissado, leve e muito divertido. O humor com timing preciso, a ação que entra na hora certa e não é simplesmente produto de nada, e claro, ver o detetive em ação, mesmo que não do jeito que o consagrou, foi bem legal.

O mito não foi desconstruído, e sim, apresentado de uma maneira mais diferente. Ele vira uma união entre James Bond com Indiana Jones e toques de Jason Bourne. Muito legal ver o personagem usando a lógica antes de fazer alguma coisa. Até mesmo seus erros aparentes, ganham uma explicação racional.

A aparição de uma feminina à aventura poderia até comprometer no início, mas ela é bastante relevante na trama, e em nenhum momento, faz a história se perder. E Watson, o mais diferente do filme, ele rouba a cena e ganha um espaço a mais no filme. Os elementos que fazem parte da cultura do detetive, como a rua e a numeração de sua casa (os lendários Baker Street 221B), o seu conhecimento de engenharia, química, física e o olhar de águia para o menor detalhe, que segundo ele é o principal, continua lá, e só tendem a ajudar na trama, mesmo alguns soando forçado.

E é aí que mora a maior enroscada do filme. A preocupação em reinventar o personagem foi tamanha, que esqueceram de cuidar do texto. Em muitos momentos, fica deveras confuso, e algumas saídas para o que propõe são um tanto infantis e outras, terminam sem explicação. Um detalhe esquecido, caros roteiristas (5 por sinal – o que quase sempre não é um bom negócio). Mas o que tem ainda dá pra entreter, e o objetivo do filme é justamente esse, entreter.

A direção de Guy Ritchie me surpreendeu. Fiquei meio receoso quando soube que ele dirigiria.

Se ele mantivesse o estilo rápido de seus filmes mais consagrados, como Snatch – Porcos e Diamantes ou Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, com idas e vindas durante todo o filme, cortes rápidos, diálogos rápidos e toda a influencia tarantinesca que apresenta, poderia ir longe demais e fazer de sua versão de Sherlock Holmes não ser tão boa. Ele deixou as pretensões de lado e seguiu à risca a mesma fórmula dos filmes de aventura como os do Spielberg e conseguiu se manter bem durante todo o filme.

Utilizando o recurso de flash-back na hora certa, mesmo que mantendo aquela edição de filme de terror revelador, ele soube nos fazer enxergar a maioria desses detalhes sem precisar do auxilio da tal volta. Acho que o que ele queria, era que tentássemos junto com o detetive, desvendar os mistérios, então, voltava e nos fazia ver se estávamos andando no caminho correto. Alguns chamariam isso de previsibilidade do roteiro, que até ocorre em determinados momentos, mas se você assiste o filme com um certo cuidado, consegue interagir com a trama, e ficar atento ao menor detalhe. Isso faz de Sherlock Holmes um filme divertido.

Ele também brincou com o slow-motion e fez uma coisa até caprichada, diferente de Zack Snider, que usou e abusou e colocou a perder boas premissas como 300 e Wathmen – O Filme. O efeito ficou bonito e detalhou de maneira curiosa e até diferente, algumas cenas. Ele também mostrou talento para lidar com cenas mais recheadas de efeitos especiais (a cena do navio que o diga) e arrasou em vários outros momentos.

Conseguiu nos deixar tensos em outras cenas e conseguiu graças a seus truques, roubar um humor involuntário da platéia. Ponto pro Guy.
Mas o que seria dele sem a equipe que trabalhou junto?

Começo pela direção de arte. Impecável. Recriaram a Londres da Revolução Industrial com um detalhismo lindo. Fumaça (mesmo que de CGI em muitos momentos), lama, sujeira, navios a vapor, prédios, construções, tudo o que nos fizer lembrar aquele progresso revolucionário. As casas, repare no quarto do Sherlock, rico em tudo o que for mirabolante imaginar. A direção de arte é um dos pontos forte do filme, perfeita. Os figurinos bem colocados e pertinentes a cada personagem. Por exemplo, o Lord Blackwood por ser o vilão, só aparece com roupas que o fazem parecer o vilão mais cruel/feio do mundo; Watson vem com roupas mais recatadas e que lhe dão um charme mais característico; Irene Adler, a personagem feminina da trama, aparece com roupas mais provocantes, dando o ar de ladra cachorra que ela tem.

E para Sherlock, vem o melhor. Descuidado, relaxado, mal vestido. Mas mal vestido com estilo. Gola pra cima, vestido da forma mais extravagante possível, chamando atenção onde quer que vá. A caracterização dele é bem diferente daquele sobretudo que ele vestia, com aquele chapéu diferente. O cachimbo ta lá, mas é a única coisa que sobreviveu de sua imagem original, no meio de tanta mudança. E ainda assim ele consegue se manter fascinante!

E para torná-lo realmente fascinante, deviam chamar alguém que o tornasse. Qual o melhor nome? Robert Downey Jr.. Depois de ver o filme, não consegui imaginar outro no lugar dele, sua atuação, creio eu, é o maior responsável pela reinvenção do personagem, sem fazê-lo perder o jeitão dos livros.

É canalha, é esperto, é cínico e acima de tudo, muito inteligente e esperto, sem contar a química forte que tem com os coadjuvantes. E Downey Jr. prova que mereceu o Globo de Ouro (e rendeu o melhor discurso da noite).

O elenco coadjuvante também ajuda, Jude Law fazendo um Watson excelente, divertido e genuinamente Watson, só que aparecendo um pouco mais. Assim como o Sherlock ele salta, bate, corre e ajuda a resolver os mistérios. Irene Adler poderia ser o maior ponto fraco do filme, mas Rachel McAdams deu o ar de sua graça e fez a sua personagem ganhar o espaço que precisava pra se destacar no filme. E Mark Strong, parceiro de Guy Ritchie em outros dois filmes (Revolver e Rock’n’Rolla – A Grande Roubada) também fez sua parte, personificando um vilão mais ator do que cruel. E se deu bem.

E finalmente Hans Zimmer me convenceu de que é criativo quando quer. Depois de manter o mesmo estilo metalizado que fez o seu nome, em Sherlock Holmes ele não exagera e cria boas músicas (a música tem do personagem é bem grudenta), atenuando bem as cenas de ação e dando um toque todo especial para a aventura. Uma melhora considerável, já que as trilhas de seus filmes anteriores eram mais do mesmo, recortes de outras músicas que havia feito. Reconquistou meu respeito.

E a grandiosidade do filme, sem precisar (e nem querendo) ser pretensioso, só somam, e fazem de Sherlock Holmes um divertido filme blockbuster acima da média. Infelizmente mal recebido pelos fãs puritanos do detetive, o filme vale cada minuto das duas horas que tem. Sentar, relaxar e se divertir.

Nota: 8,0
Sherlock Holmes, Austrália/EUA/Inglaterra (2009)

Direção: Guy Ritchie.
Atores: Robert Downey Jr. , Jude Law , Rachel McAdams, Mark Strong , Kelly Reilly.
Duração: 128 min

Saw – Jogos Mortais

“Quanto vale a sua vida? Quanto sangue você daria para continuar vivo?
Jogos Mortais (SAW) é um filme do gênero terror e fez um sucesso considerável no ano de seu lançamento, (mais de 600.000 assistiram nos cinemas) tanto que seus realizadores o transformaram numa série. O primeiro foi escrito pelo também ator Leigh Whannell, que se baseou no curta Saw ½ de aproximadamente dez minutos, de James Wan, o que deu origem a esta saga. Para muitos, Saw deveria terminar no terceiro episódio com a morte de John, o vilão, mas parece que está conseguindo sobreviver para sorte dos fãs do gênero tanto que conta já com um lançamento anual, caminhando para o sétimo exemplar.
Jogos Mortais não é um mero filme de terror com finalidade de mostrar simplesmente sangue e vísceras. Saw tem um argumento instigante, um roteiro criativo e inteligente; uma idéia original o que geralmente me atrai é exatamente o diferente. A produção é caprichada, este suspense psicológico é um dos melhores dos  últimos tempos. Destaca-se pela qualidade de um thriller, muito bem feito e de tirar o fôlego. A fotografia é o ponto alto como também a montagem, e a direção excepcional; as atuações competentes. Gostei do elenco, tudo nos seus conformes. Mesmo para quem não gosta de filme com cenas fortes e de muita violência acaba se interessando e assistindo por curiosidade, pelo trailer caprichado e também pelos próprios críticos que deram parecer bom, dando crédito e concordando que vale uma conferida, pois prende a atenção do inicio ao fim. Afirmaram que nada deixou a desejar aos clássicos de terror vampirescos, que sempre reservavam para o final o melhor dos sustos. Este não, é o tempo todo. O final surpreende, nada do tipo obvio.
Diz em um dos cartazes desta série: É o melhor  serial killer desde Seven e uns dos melhores do gênero feito nos últimos tempos.
JOGOS MORTAIS – SAW – nada mais é que um jogo comparado aos simples ou super produzidos para computadores, ou aqueles joguinhos nossos velhos conhecidos de damas, xadrez, cartas etc, que certamente precisa de parceiros para que se concretize. Jogos Mortais, porém, vai além; é um Jogo de vida ou morte.
E o filme começa com a seguinte frase: QUE OS JOGOS COMECEM!
Jogos Mortais é um dois em um: um filme e um jogo. Quando se assiste em DVD, para se começar a rodá-lo, deve-se clicar, interessantemente, na palavra JOGAR, o que chamou a minha atenção.
Nesta primeira edição John é o vilão interpretado pelo ator Tobin Bell, mas aqui ele está desfocado, não é o centro das atenções, só será foco a partir do II episódio.
O jogo começa com duas vítimas trancadas e que acordam acorrentadas pelo pé num banheiro úmido, sujo e assustador; uma delas desacordada numa banheira cheia de água, e ao despertar, tamanho é o susto, esvazia a banheira e uma chave que se encontrava lá acaba indo pelo ralo; e outro corpo ensanguentado estirado de bruços no chão, parece estar morto, em uma das mãos segura um mini-gravador e em outra uma arma. Eles não sabem exatamente o que aconteceu e o motivo de estarem nessa situação até que o mistério aos poucos vai sendo desvendado.
Um dos presos é médico, Dr. Lawrence Gordon, e outro, um detetive, Adam Faulkner. Conversa vai, conversa vem, eles acabam seguindo pistas do porquê estarem naquele lugar e daquela maneira.
“Adam: – Socorro, alguém me ajude!

Dr. Lawrence: – Não adianta gritar, ninguém vai te ouvir, eu já tentei.

Adam: – Acende a luz!

Dr. Lawrence: – Acenderia se pudesse. Eu sou médico. Acordei aqui como você. Sabe por que veio parar aqui?

Adam: – NÃO! E quanto a você?

Dr. GLawrence: – Hoje você vai se ver morrendo, Adam. O que pensa a respeito disso?
Dr. Lawrence  – Temos que pensar por que estamos aqui. Há um relógio novinho na parede. A pessoa que fez isso nos monitora através do tempo.“
A primeira pista é Adam que encontra em um de seus bolsos, uma fita cassete dizendo: TALK ME. Conseguem dar um jeito de pegar o gravador que está na mão do corpo estirado no meio do chão. (No final é que se descobre que aquela pessoa estirada é o John, o vilão ou anti-herói desta história que acaba se levantando e eis o desfecho inesperado e surpreendente dessa história). A fita lhes dá a primeira coordenada, dizendo que devem encontrar algo para que se livrem da armadilha. Adam encontra dois pequenos serrotes. O maquiavélico jogador colocou com o objetivo de serrarem o tornozelo para se desvencilharem e escaparem, mas a dupla entendeu que era para serrar as correntes, o que não deu certo por serem grossas e acabaram desistindo. E foram encontrando outras pistas, outra fita e um celular que serviria somente para receber chamadas do jogador-mor.
Enquanto isso a polícia já começa suas investigações a partir de Amanda, garota bonita, porém transtornada por tudo que viveu e passou, nas últimas semanas e a sua luta para sair viva da situação absurda que se viu; ela uma ex-drogada que estava presa em uma armadilha juntamente com o namorado, e a pessoa que os prendeu é a mesma que agora “joga” com essa dupla. Amanda teve que matar o namorado para poder pegar uma chave que estava no estômago dele e se livrar da sua armadilha num tempo mínimo de menos de três minutos, caso contrário essa armadilha a detonaria, exatamente como acontece num game qualquer.
Para se entender essa história de vez, a filosofia de Jigsaw (John) é a seguinte: Quem ama a vida, não briga com ela, não a destrói, é “politicamente correto” E Amanda, não se amava, já que usava drogas o que acabava com sua vida aos poucos.
Amanda dizendo para o delegado: “– Foi por isso que ele te escolheu. Eu era uma viciada, e ele me ajudou, me salvou.”
Acompanhando as cenas dos próximos filmes se descobrirá a performance de  Amanda como seguidora e ajudante de John. Totalmente mudada. Transformada numa exímia jogadora e súdita do rei dos jogos mortais. Quem te viu, quem te vê.
O médico Lawrence é um dos suspeitos da polícia, porque encontraram na cena de um dos crimes uma caneta dele, e ninguém sabia nem mesmo ele como ela foi parar lá. John, o vilão tem tumor cerebral (câncer) e, coincidentemente é paciente de Lawrence. No hospital, um dos enfermeiros sabe muito desse vilão e descobre-se que está metido na história dos “jogos” da cabeça aos pés; a princípio é um dos colaboradores de John; é ele que está monitorando no momento aqueles dois do início da história.
A polícia, o detetive David Trapp (Danny Glover) que foi escalado para conduzir esta investigação, e rastrear o serial killer juntamente com o seu companheiro acabam descobrindo o esconderijo do jogador. E “voam” para o local. Lá encontram a próxima vítima, todo amarrado numa cadeira, pronto para ser executado. São recebidos pelo que passei a chamar de bonequinho vil andando numa bicicleta. Esse bonequinho está presente nas histórias falando por John, quase sempre pelo monitor, passando as informações aos jogadores.

A dupla de policiais procura se esconder ao perceber que o assassino esta prestes a executar essa vitima, mas John percebe a presença de ambos e tenta matá-los. Corta o  pescoço de um deles e acerta com um tiro o outro. Enfim, o sortudo vilão consegue escapar.

Enquanto isso o médico e seu colega continuam se questionando a fim de descobrirem o motivo de estarem presos e o tempo começa a se esgotar.
O médico era infiel, traia sua esposa com uma colega de trabalho; o detetive fora contratado para tirar fotos para o policial David (Glover) que o tinha como suspeito. Enfim, para o vilão, segundo a sua filosofia, todos teriam motivo de sobra para não continuarem vivendo até que se provasse o contrário. O médico resolve serrar seu tornozelo para poder escapar. Pega a arma que esta no chão, atira no seu companheiro de cárcere que não morre, enquanto o médico sai se arrastando e sangrando muito para procurar ajuda.
Na verdade, John, nunca matou ninguém, então ele não é assassino. Indiretamente ele tenta por meio de suas vítimas, fazer com que uma elimine a outra. O objetivo dele é dar propósito à vida dos jogadores.
E no fim ele diz que as pessoas não dão valor ao que possuem, e que algumas pessoas são ingratas por estarem vivas, e tem sempre aquele que merece segunda chance.
E ele fala: – “Nestes últimos anos você fez de tudo para morrer (jogo de vida ou morte). Agora você tem tanto tempo para tentar. A ironia de tentar viver. Mas seja rápido porque a porta estará trancada e o quarto será o seu túmulo. Mas não você; nunca mais.” E conclui dizendo a célebre frase:
“GAME OVER.” Trancando definitivamente Adam naquele lugar.
O Jogo Terminou.
Neste primeiro o clima de terror psicológico e mortes são considerados incríveis e sem clichês. A história é bem coerente e procura desvendar os mistérios e a razão em comum dos escolhidos a participarem desse Jogo Mortal.
***
Como dizem os fãs “Perfeito! Soberbo! Surpreendente! Tornou-se um clássico do gênero.”
O expectador acaba entrando no jogo, tornando-se bem participativo, mesmo não conhecendo as regras acaba aprendendo e como se sair delas. Ética e lição moral, conseqüências dos atos. A platéia em certas cenas parece se identificar e vê a vida girando como se estivesse em um carrossel, baseando-se nas vivências e experiências humanas. Ficção e realidade mesclam-se.

Usa-se freqüentemente da abordagem e função social de um filme para se dizer se ele é bom ou ruim e todos os elementos que se esperam do dito “qualidade”. A trama está bem amarrada. Pode-se assistir aos jogos seguintes independentemente de não ter assistido a sequência ou a todos da série, pois o recurso flashback está ativado. Assista e saberá.

É surpreendente do início ao fim. Gostei. Recomendo! Que venham os outros jogos!

Karenina Rostov.  Blog: Letras Revisitadas.

___________________________________________________
título original:Saw
gênero:Terror
duração:01 hs 42 min
ano de lançamento:2004
site oficial:http://www.jogosmortais.com.br
estúdio:Evolution Entertainment / Saw Productions Inc.
distribuidora:Lions Gate Films Inc. / Paris Filmes
direção: James Wan
roteiro:Leigh Whannell, baseado em estória de James Wan e Leigh Whannell
produção:Mark Burg, Gregg Hoffman Oren Koules
música:Charlie Clouser
fotografia:David A. Armstrong
direção de arte:Nanet Harty
figurino:Jennifer L. Soulages
edição:Kevin Greutert
efeitos especiais:Title House Digital

Topo.

É! Já iniciei com um baita spoiler nesse subtítulo que coloquei. Sorry! Confesso que não resisti. Até por querer que muitos mais vejam ‘À Procura de Eric‘. Um filme que para muitos, passaria batido. Cheguei a cogitar em avisar que o meu texto seria proibido para menores de 18 anos. Mas a censura dada ao filme, é de 14 anos. Então…

Nunca fiz, nem faria uma apologia as Drogas. Como também não vejo graça em se drogar. Mesmo para o exemplo do personagem desse filme. Falo dele já. O lance é que, sendo um filme, o grande propósito é nos entreter. Assim como, eu amei e recomendei ‘O Barato de Grace‘, também o faço com esse. Dois, que buscaram uma saída em algo politicamente incorreto, mas que não deixa de ser uma diversão garantida.

Creio que o pessoal da área Psico, se forem cuca fresca, também irão gostar. Deixo claro que sou à favor de uma Terapia com um Profissional. E aos menores de idade: não entrem nesse mundo das drogas. Poderá ser um caminho sem volta. Mesmo sendo maconha, melhor não entrarem nessa.

Em ‘À Procura de Eric‘, temos no próprio, um surto. Que só com o desenrolar do filme que descobriremos o que foi a fagulha que desencadeou o surto. É! Ele já vinha acumulando cargas… que represadas, um dia vem à tona. O de se comparar com alguém muito querido do seu passado, foi o motivador. E ai é que está: o ego não aguentou. Nesse lance, pinta até algo machista: de que para ele, ela não poderia estar tão bem, e ele um caco. Homens!

Se o Ego está no chão… um ‘nobre’ alter ego fora a solução.

Após o surto, seus amigos, carteiros, tentam ajudá-lo. ora animando-o com piadas, ora com lições de livros do tipo auto-ajuda. E sempre presente. Essa parte valoriza a amizade. Mas sem querer invadir a privacidade dele, eles não poderiam ajudar na raiz do problema.

Eric foi perdendo o controle da sua vida, da sua casa… Nela, só não reina um caos total, porque o quarto dele é uma ilha de limpeza em meio a tanta sujeira. Seus dois enteados, não querem nenhum tipo de responsabilidade. Pior! Um deles, se vende por muito pouco ao líder da gangue local.

Numa de aliviar a tensão, Eric pega escondido no quarto do filho, um baseado. É quando surge seu ídolo maior: o jogado de futebol Eric Cantona. Esse, fora um grande artilheiro do seu clube favorito: Manchester United’s. Cantona tinha como alcunha: ‘The King’.

Bem, como citei lá no início, para um tête-à-tête comigo mesma, não iria mesmo me drogar. Mas para quem curte a ervinha… pode ser um caminho. Eric, no passado, já dera indícios que não aguentava pressões… Talvez por isso, escolheu uma profissão metódica, que exigia muito mais força física que uso do raciocínio. Sem desmerecer aqui, a Profissão de Carteiro, ok?

A conversa entre o dois Eric, é de rir muito. Usam e abusam da psicologia-das-frases-feitas. Até que uma, encaixa na busca pela solução. Ai, é a vez do Eric, carteiro, tentar por ajuda dos amigos. Todos torcedores fanáticos e companheiros de copos.

É quando Eric toma de vez o controle de sua vida, de sua casa… e com um ego remoçado.

Tal como ‘O Barato de Grace’… esqueçam o politicamente correto¹, pois o filme é ótimo! Não deixem de ver!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

À Procura de Eric (Looking for Eric). 2009. Reino Unido. Direção: Ken Loach. +Cast. Gênero: Comédia, Drama, Fantasia, Esporte. Duração: 116 minutos.

(¹) – Quando fica dando voltas, sem condições de encontrar uma solução, melhor pedir ajuda de um Profissional.

Topo.

Sensacional! Um filme que fala à nossa alma! Principalmente pela atuação desses dois: Robert Downey Jr. e Jamie Foxx. E até por conta deles, eu, que estava em dúvida por onde começaria o texto, me sinto como um Mestre de Cerimônia, honrada, em apresentar-lhes. Pedindo até, àqueles que tenham algum preconceito em relação a esses dois atores, que dispam dessa carga. Porque eles estão magistrais. Ambos encarnaram de corpo e alma seus personagens em ‘O Solista‘. Great!

O filme é baseado numa história real. Só isso já me motiva a ver. Mas o que me levou de fato a assistir, foi para ver a atuação de Jamie Foxx. E fui recompensada com duas performances sublimes. Estou até repetitiva, mas é que eu amei esse filme. E o Downey também me motiva a ver. Mais! Porque vê-lo atuando, me leva a pensar que está se distanciando do mundo das drogas. Good!

Robert Downey Jr. interpreta Steve Lopez. Um jornalista dono de uma coluna diária, e na primeira página do LA Times. Ai, a princípio vem o óbvio: de que ele está sempre atrás de matérias. Numa mesmo de: precisar manter o emprego. E nessa, salvar o emprego de outros mais. Pois se a tiragem diminui, os acionistas irão chiar. Mais! Virão com um: ‘cortem as cabeças!

Uma pesquisa mostra que entre os americanos menores de 35 anos, só 40% ler jornal.’

É fala do filme. Eu a trouxe para que vejam que mesmo estando sempre em busca de estórias, quem escreve vive na corda bamba. Oscilando entre escrever um importante artigo, ou um que atraia leitores. Não se pode dizer que ele, o Steve, era pressionado. Além de já ter sido casado com a Editora Chefe do jornal, Mary (Catherine Keener), ele tinha leitores fãs. Gente que gostavam das suas estórias. Dessa união com Mary, tinham um filho que pouco se falavam.

Seria isso um fato de que Steve não tinha acesso aos mais jovens? Ou a sua ferramenta – mídia impressa – estaria ultrapassada?

Eu confesso que já não leio mais jornais como antigamente. Pagando pela internet, é nela que leio as notícias. Antes dela, mantinha o hábito de ler jornais desde a infância. No filme, uma enfermeira, bem jovem, diz ao Steve que o pai dela é que é fã dele, mas que ela não lê jornal. Dai ter ressaltado essa parte. Para tirar a ideia de que Steve fez o que fez somente por conta de aumentar a vendagem do jornal. Só por salvar vários colegas de serem demitidos, já seria louvável. Mas também nem foi pelo fato de que essa nova estória, quase em capítulos, tenha agradado o seu público cativo. Pode até ter sido por uma junção disso, a princípio. O lance é que nem Steve percebeu. Além de estar nascendo uma linda amizade, Steve conheceu sua própria essência.

Há algo maior lá fora. Ele vive nele. E ele está com ele.

É tocante quando se fala de religiosidade, sem falar dela, nem muito menos de religião. Quando não se fala na fé, mas a sente no âmago. O mundo carece dessa parada. Desse solo entre você e seu self. De parar e ouvir o que essa força está nos dizendo. E buscar no seu dom uma maneira de traduzir essa mensagem; essa sensação.

Nunca amei nada como ele ama a música.’

Sua ex esposa, Mary, se ressente ao ouvir Steve dizer isso. Me colocando no lugar dela… mesmo vendo o brilho nos olhos dele ao contar a sua experiência naquele dia… fica difícil entender em não ter sido assim tão importante para a pessoa amada. Por outro lado, há momentos solitários onde a sensação de êxtase é tão intensa, que fica difícil traduzir, que dirá comparar com outras emoções sentidas. Tem aquela que lhe muito íntima e pessoal. Não dá para pesar certas emoções. Steve recebeu uma graça junto a Nathaniel…

Bem-aventurados aqueles que são brandos e pacíficos… (São Mateus)’

Jamie Foxx interpreta Nathaniel Anthony Ayers. Um músico, morador de ruas que quis o destino que Steve o encontrasse. Ele tocava uma música de Stevie Wonder, num violino de duas cordas. Numa conversa meio doida, Steve vê ali mais uma estória para a sua coluna. Numa pesquisa, descobre que ele de fato cursou uma importante escola de música, a Juilliard. Mas por problemas mentais, não chegou a concluir.

Um homem só precisa daquilo que pode carregar.’

Nathaniel deixa Nova Iorque para trás, indo morar nas ruas de Los Angeles. Deixa o frio intenso, pelos dias ensolarados. Tendo um carrinho de mercado como casa portátil. Ali, carrega tudo que lhe é essencial. Mesmo sem entender o porque, deixa um pequeno acesso para que Steve se aproxime dele. Ele faz Steve cortar um dobrado… Ambos, possuem pesos diferentes para o que lhes é essencial…

Cante para expulsar o ódio!

Steve fica meio obcecado tentando ajudá-lo. Faz do violoncelo – que uma leitora enviou para o Nathaniel -, o objeto de troca: dele ir morar num abrigo para indigentes. É quando conhecemos um lado de Los Angeles não divulgado: uma zona onde a pobreza convive com a marginalidade. É de assustar! Tão diferente de onde tem as grandes mansões. O Prefeito, na frente de personalidades, diz que irá dar um jeito na pobreza que vive nas ruas de LA. Mas a solução encontrada… Limpeza na favela com policiais. Dados do filme, falam que há 90.000 sem-tetos nas ruas de LA. Alguém vê isso nas grandes mídias? Creio que só se pesquisar bem. Isso só dá manchete, se for de outro país.

Nathaniel termina cedendo. Vai até o abrigo. E dá um lindo solo para os que vivem ali. É de arrepiar! Quem disse que pobre não gosta dos Clássicos nunca viu o Projeto Aquarius. Mas ele não gosta dali. Steve então arruma um apartamento para ele. Dando de presente, um busto de Beethoven. A paixão de Nathaniel.

Nathaniel tem algo bom. Um amigo. Se você trai a amizade, destruirá a única coisa que ele tem no mundo.’

Depois, Steve pensa em interná-lo. Achando que com medicação, Nathaniel irá controlar a sua doença. Que sairá das ruas. Que concluirá os estudos. Que subirá ao palco. Steve acredita e investe nisso. É quando têm uma briga feia. Cortando a relação. Nathaniel tem medo das vozes que ouve, mas crê que precisa delas. Ele tem esquizofrenia. Isso não é a minha praia. Dai não sei se o fato de ter seu quarto num porão escuro, quando criança, já seria um sinal. Ele é como uma criança assustada. Steve, tenta ser como um pai zeloso, mas sem ao certo saber como agir.

Não pode consertar a cidade… E nunca vai curar Nathaniel. Só ser seu amigo e aparecer.’

Que bom que na vida de Nathaniel apareceu o Steve. Que esse, tinha na ex mulher uma amiga que aparece na hora certa… E bom também que Steve teve com Nathaniel, a chance de mudar… De reavaliar seus conceitos. E por que não? De dar mais tempo para si mesmo. Se abrirmos a nossa percepção o mundo se comunica conosco. Pois ele também pulsa a cada instante. Independe de estar são, ou não… É a vida nos chamando para vivê-la. A música, é mais um jeito dela chegar a nós.

Meus aplausos calorosos a Nathaniel e Steve! Bravo!

Nem precisa dizer que a Trilha Sonora também veio a somar para deixar esse filme na memória. Desse excelente filme! Não deixem de ver.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Solista (The Soloist). 2009. Reino Unido, EUA. Direção: Joe Wright. +Cast. Gênero: Biografia, Drama. Duração: 117 minutos. Baseado no livro de Steve Lopez.

Topo.

Outro dia tive meu début em cabines de imprensa para petit comité. No espaço de cinema que a Sony mantém em Sampa pude vivenciar a sensação de ver um filme em primeira mão numa daquelas salas pequenas de cinema onde se reunem diretor, parte do elenco e executivos para avaliar o filme antes da estreia. Claro que não era uma avaliação, mas foi mais intimista e especial, diferente de outras cabines de imprensa (sessões especiais para jornalistas) às quais tinha comparecido em cinemas paulistanos. E o filme em questão se passava nos bastidores do cinema: Nine, de Rob Marshall (diretor de Chicago), no qual Daniel Day Lewis interpreta um diretor de cinema. À sua volta, nove mulheres inclassificáveis dançam e cantam neste filme que na verdade é uma homenagem ao cinema italiano do meio do século XX. Para cinéfilos, eu diria, e, acima disso, para quem gosta de musicais.

Imagens de divulgação do filme como esta acima dão a impressão equivocada de ser quase um filme erótico, mas não é. Classifico-o mais como um drama masculino, a busca de si mesmo pela qual passam muitos homens na meia-idade.

Imagens como esta (e a frase da personagem de Penélope Cruz, "I'll wait for you with my legs open") dão a impressão de que se trata de um filme com grande apelo erótico, mas eu o classificaria como um drama retratando a busca do homem que chega na meia-idade por uma identidade há muito perdida.

A chance de ouvir o elenco cantar músicas inusitadas (em performances memoráveis, como a de Kate Hudson) vale o ingresso

Tem a amante insandecida Carla (Penélope Cruz), a esposa dedicada Luisa (Marion Cotillard, cujo personagem me pareceu uma homenagem à Grace Kelly e Audrey Hepburn), a musa Claudia (Nicole Kidman, no papel de uma atriz de sucesso), a figurinista e confidente Lilli (Judi Dench, cuja caracterização me lembrou a Edna Mode, de Os Incríveis! risos), a repórter sedutora e esfuziante da Vogue (Kate Hudson, encarnando a jornalista estadunidense da década de 1960, em busca de sucesso e aventuras), a prostituta que mudou sua infância (Stacy Ferguson, a Fergie). Acima delas, em todas elas, em nenhuma delas está a figura da mãe, vivida pela belíssima Sophia Loren, a verdadeira inspiração, fantasma e motivadora da vida do diretor de cinema Guido Contini (Daniel Day Lewis).

Baseado no filme Oito e meio, de Frederico Fellini, Nine mostra o mundo cinematográfico, desnudando-o de seu glamour e glória, na metáfora da busca de Guido por inspiração e uma possível salvação em meio à queda livre. No entanto estão lá duas coisas que não são facilmente digeríveis no cinema: a tragédia humana, o fundo do poço antes da busca da redenção, e o musical, gênero pouco popular nos dias de hoje. Mas quem for conferir, ganhará com interpretações inusitadas (nem todas, Nicole Kidman e Penélope Cruz parecem representar o mesmo papel no qual estão consagradas) e com a sensação de participar de parte da criação cinematográfica.

Por: Sam Shiraishi (aka @samegui). Jornalista e blogueira responsável pelo A vida como a vida quer e diversos outros projetos de mídia online.

Os Dez Mandamentos – Versão resumida – Velho Testamento – Êxodo 20.

1. Não terás outros deuses diante de mim.
2. Não farás para ti imagem de escultura, não te curvarás a elas, nem as servirás.
3. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
4. Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia é o sábado do seu Senhor teu Deus, não farás nenhuma obra.
5. Honra o teu pai e tua mãe.
6. Não matarás.
7. Não adulterarás.
8. Não furtarás.
9. Não dirás falso testemunho, não mentirás.
10. Não cobiçarás a mulher do próximo, nem a sua casa e seus bens.

DEUS

“Ninguém pode viver nossa vida por nós.
Se há algo que eu quero é paz.”
Kieslowski

Decálogo IV  -  Kieslowski
Quem já não viu um filme que envolva carta? São tantos, não? De amor, de escárnio, de conteúdos diversos… é o fetiche máximo do melodrama. Em Lolita de Stanley Kubrick, carta de Charlotte endereçada ao amado; Ligações Perigosas de Stephen Frears a carta ocupa lugar privilegiado, como também em Nunca te vi… Sempre te Amei de David Hugh Jones; Disque M para Matar de Alfred Hitchcock; Cartas de Iwo Jima de Clint Eastwood; Rastros de Ódio de John Ford; em Casablanca é uma quase carta; na verdade trata-se de um bilhete de conteúdo significativo e como este último tornou-se um cult, achei interessante destacar o de Isa para Rick. E a finalidade quase sempre é a mesma: é usada como pretexto para o desenrolar das ações e dos diálogos.
“Richard, não posso te acompanhar ou te ver outra vez. Não pergunte o porquê. Apenas acredite que eu te amo. Vá, meu querido, e Deus te abençoe. Isa”.
Umas das histórias mais tocantes da telona que eu me lembro e que a protagonista é uma Carta é exatamente aquela que não vi. Como é possível? Parece loucura, mas é isso mesmo. Trata-se de um dos filmes do DECÁLOGO de Kieslowski que eu batizei de A CARTA. Vira e mexe, me lembro desse filme. A minha irmã foi que me contou, e sempre tive a sensação de tê-lo assistido, lembranças de algumas cenas de certos detalhes, as sutilezas nos gestos, olhares, e não sei por que, na época,  ao ouvir tive uma sensação desagradável, que me deixou agoniada e triste.
Anos depois é que assisti ao belo filme, (em janeiro de 2010, no CCBB- Rio) e para minha surpresa, é como se estivesse revendo.
O Decálogo é uma adaptação livre de Os Dez Mandamentos do Antigo Testamento da Bíblia. Kieslowski realizou na década de oitenta para a televisão Polonesa e cada um deles com o tempo de 55 minutos, transformando, pouco depois os dois primeiros em longametragens:  o Não Amarás e o  Não Matarás.
São histórias dos tempos modernos, mostrando que desde que o mundo é mundo quase nada mudou, que o homem continua o mesmo: invejoso, ambicioso, mentiroso, egoísta e toda espécie de fragilidade no que tange “a moral e bons costumes’.
Os episódios são independentes, e  foram realizados em Varsóvia, num conjunto habitacional – lugar-comum para todos eles. Há  um personagem misterioso que entra mudo e sai calado, que aparece transitando em cada história apresentada. Se você ainda não assistiu, preste atenção para saber quem é ele. Se já assistiu é forçar a memória. Neste 4 episódio é o homem que carrega uma canoa nas costas e ao passar por Anka a encara quando ela tenta em uma das vezes abrir a carta, o que a faz desistir. Isso daria margem a um novo roteiro.  Às vezes de uma frase se cria um conto, uma poesia, uma novela. Veio-me essa ideia… viajo… Kieslowski explica: Seria uma espécie de anjo. Parece querer dizer “Faça a coisa certa.”
A Carta como eu a denominei trata-se do DECÁLOGO 4 – HONRAR O NOME DO TEU PAI E DE TUA MÃE. Kieslowski é bem didático, deixando claro a intenção da mensagem que se quer passar, daquilo que a pessoa faz, independente de certo ou errado, sofrerá a devida consequência; é metódico, tratando cuidadosamente questões éticas, morais e religiosas a cada respectivo mandamento, à maneira dele de interpretar e de  fazer a leitura do mundo.
Honrar o Nome do Teu Pai e de Tua mãe – É a história de Anka, uma jovem de vinte anos. A mãe morreu quando ela apenas tinha alguns dias de vida e passou a viver com o pai, Michel que a criou sozinho. Um dia ele viaja, e enquanto está fora a filha encontra em seu quarto um envelope escrito com a letra do pai: “Não abrir antes da minha morte”. Dentro, um outro envelope endereçado, com a letra de sua mãe, para ela. Anka é uma estudante de teatro, com um professor que marca em cima, só podia mesmo levar jeito para a coisa e ter talento de sobra para dar e vender. Como toda garota de sua idade, tem namorado, e confessa que já fizera um aborto (isso para justificar ao pai que toda mulher sabe que é mãe e quem é o pai;  enquanto que  e o homem nunca tem essa certeza).
Excelente atriz. Revela ao pai que encontrou a tal carta  enquanto ele estava viajando e  mentiu-lhe que leu. Imaginou o conteúdo, decorou e contou a ele que acreditou. Na verdade ela escreveu uma outra com tudo o que imaginara. Um devaneio. Vinte anos se passaram  e nenhum dos dois leu a bendita Carta.
Envolve outros mistérios e segredos da alma. Amor velado e não revelado; sentimentos não vividos por medo. O que me deixou agoniada, na verdade foi não saber o conteúdo da mesma. Curiosidade mórbida essa do expectador, mas claro, fiquei intrigada. Não se tem acesso como os outros exemplos que citados no início. Lembra o filme russo O RETORNO –   uma caixinha e o segredo de seu conteúdo revelado apenas ao fundo do mar.
A intenção  era não revelar o mistério. Havia uma desconfiança de adultério no  ar. E desde então a incerteza povoa a mente do viúvo: “É a minha filha ou não?” E de Anka que amava aquele homem não como pai: “É ou não meu pai?” Sem resposta, sem certeza, gostavam-se através de gestos e insinuações. Um pedaço de papel pode fazer um estrago enorme na vida das pessoas. Resolveram queimar. Um mistério que virou cinza.
Tudo poderia ser diferente se eles a tivessem lido.  Mas aí não haveria roteiro, não teria filme, esta história não existiria…
São tantas coisas que se deixa para trás…cartas que não são lidas ou que não se escreve, palavras que não são ditas, sentimentos que não se vive, desculpas que não pedimos…Tem coisa que é melhor mesmo não se saber. Nunca.

Karenina Rostov

O Diretor, e também Roteirista, Jason Reitman continua numa subida rumo ao topo dos Grandes Diretores da História do Cinema. Veio com ‘Obrigado Por Fumar‘, depois ‘Juno‘, nos brindando agora com ‘Up In The Air’. Os três filmes são ótimos! Até por trazerem críticas mordazes da sociedade atual. Por vezes, metendo o dedo na ferida. E que para mim, do melhor jeito: com um humor refinado.

O título dado no Brasil – Amor Sem Escalas -, foi péssimo. Até por deixar a impressão que se trata de uma Comédia Romântica. Mas não é! Tem Romance. Tem Comédia. Tem Drama. Mas tudo dentro do contexto.

O filme fala de escolhas.

De expectativas por elas. De ter a certeza de que fora a opção certa. Mas será que se tem de fato essa certeza? Mais! Quando o planejado não dá certo, o que fazer? Ficar, ou pegar outra rota? Ou até, ficar, mas tendo uma rota paralela, como válvula de escape?

Uma dessas escolhas, estaria em viver, morar sozinho.

Mesmo tendo família, há de se pesar o quanto vale a pena construir mais uma. Dando seguimento ao nome? Seria esse um forte motivo? Não teria outra forma de perpetuar seu sobrenome? Constituir uma nova família seria por opção, ou uma meta? Ou, porque é assim que tem que ser? Algo já estipulado pela sociedade. O ‘E foram felizes para sempre‘ existe de fato?

Enfim, o filme nos leva a várias reflexões, inclusive quanto ao significado do título original: Up In The Air. Para mim, seria algo como: ‘O céu é o limite!‘ Pelo fato do protagonista ter em mente uma meta… Mas também porque viver nas nuvens, o mantém em repouso para as suas tarefas mundanas. Ah! De vez em quando é muito bom a sensação de ‘Estar nas nuvens!‘ E qual seria o seu significado para o título original desse filme?

Ele é o personagem de George Clooney, Ryan Bingham. Que optou por viver sozinho. Ele tem no seu passado, algo que, se não justifica, pelo menos explica o porque de não querer criar raízes. Ele até tem duas irmãs, mas se não fosse por uma, mal saberia delas. Aliás, nem acompanhou o crescimento da irmã caçula. Voltando a vê-la ás vésperas do seu casamento. O que irá render ótimas cenas com o seu provável cunhado. Tudo por conta da sua feliz solteirice.

Ryan até tem um apartamento. Mas tem como lar, os aeroportos, os vôos, os hotéis onde se hospeda, os bares e restaurantes onde bebe seus drinks e faz sua refeições… Seu ‘Lar’ de fato cabe todo numa mala. Ali carrega os seus itens essenciais. E mais, que em nada atravancam sua rotina de vida. Mesmo viajando dentro do país, às revistas nos check-in, tendo muita bagagem lhe tomaria muito tempo. Aliás, as cenas nos aeroportos são divertidíssimas! Se para alguns, parecerão preconceituosas… o fato é que para quem viaja muito, e gosta de observar, tenderá a concordar com algumas. E no caso de Ryan, é fator primordial. Também no quesito: ganhar tempo. Ou melhor, em não desperdiçar tempo.

Por sua fidelidade numa certa companhia aérea, por suas milhas já conquistadas, ele consegue caminho livre – sem esperas em filas -, nos aeroportos, como também nas empresas conveniadas. Mas a sua grande meta, é entrar para um clube muito mais seleto ainda. E isso só conseguirá ao ultrapassar aos 10 milhões de milhas em vôos. Ai sim, ele ficará nas nuvens.

Acontece que, aparece alguém para atrapalhar seus planos de ‘vôos’. Seu chefe, Craig (Jason Bateman), compra a ideia de uma novata na empresa. A jovem Natalie (Anna Kendrick). Como todos recém formados, ela também acredita ter a ideia original. Natalie tem na internet a grande deixa para alavancar a firma. Como nessas fórmulas sempre constam corte nas despesas, os chefes acabam cedendo. Internet… Quem com ferro fere, com ferro será ferido

Ryan a põe em xeque diante do seu projeto. Inexperiente, e por conta do vacilo dela, Craig encarrega Ryan de ensinar-lhe como agir ante uma situação limítrofe. Embora aborrecido por ter que levá-la junto em suas viagens de trabalho, ele concorda. Pois com isso ganhará um tempo maior para alcançar o tão sonhado Cartão.

É nem só dinheiro que se transformou um cartão. Hoje, até um título de elite, também o é. Seria o cartão magnético o tapete voador das Mil e Uma Noites? Bem, como já bem disse o slogan de um… certos prazeres na vida, não tem preço.

Natalie ganha sua primeira aula no aeroporto. Pois se vai ter que viajar com ele, terá que se adequar. Tralhas demais, com o Ryan, nem pensar. Servindo de lições até para nós. Confesso que exagero um pouco no que coloco na mala. Numa de: posso precisar. Agora, aquela mala da Natalie, nem em sonho carregaria. Precisam ver. Ou seria, ouvir!?

Depois, suas lições recebidas são para ver que os métodos até então empregados na firma, e no caso por Ryan, não é nada jurássico. E por que? Porque eles lidam com um material humano, e num momento crítico. Tudo porque o que fazem é demitir pessoas. Trabalhadores que não mais serão necessários nas firmas onde trabalham. Porque a firma de Craig é contratada para fazer esse serviço que, como disse Ryan – um Chefe não teve culhões para fazê-lo. Natalie também ficará sabendo que o know how adquirido em tantos anos de trabalho, não se aprende nos bancos escolares.

Ryan também dá Palestras. Mais que de simples motivação, para que vejam que ‘bagagem’ demais, ‘pesa’ muito. Que o essencial basta. Mas ao longo do filme, ele será testado involuntariamente para saber que, ou quais, itens essenciais que realmente contam, ou contarão dali para frente. Que lhe bastam nessa jornada chamada vida. E quem lhe porá em xeque, é a pentelhinha. Ops! É a Natalie.

Entre uma escala e outra, uma mulher num bar lhe chama a atenção. Por quase meditar sobre um cartão em sua mão. De cartões, Ryan entende. Bem, sendo uma cantada ou não, é preciso que a outra parte também esteja afim. E ela estava. Ela é Alex (Vera Farmiga). Pausa para dizer que deu química essa dobradinha: Clooney e Farmiga. Alex se mostra uma mulher independente, até em romances passageiros, sem o menor vínculo. O que conquista ainda mais Ryan. A ponto de convidá-la para o acompanhar ao casamento da irmã. Inteligente e elegante, Alex tem ciência de seu fascínio. Mas que também traz um mistério…

‘Up In The Air’ é quase um homem posta à prova. Por o filme ser desse personagem – Ryan Bingham. Com algumas mulheres meio que contribuindo para esse check-in interior. Se ele vai decolar, ou ficar de vez em solo. E é um grande convite de irmos junto com ele. Agora… Sabe aqueles filmes que não faz muita diferença em se ver na Telona (Cinema) ou na telinha da TV? Mesmo tendo gostado muito dele? Para mim, esse é mais um deles. Assim, em tempo de grana curta… A escolha será sua, se irá aguardar em vê-lo pelo DVD, ou correr para o cinema. Afinal, George Clooney é um deus do Olimpo.

O filme também traz participações de peso. Ponto para o Diretor, um quase desconhecido antes de ‘Obrigado por Fumar’, de 2005! Alguns, participaram de seus outros filmes, como por exemplo: J.K. Simmons e Sam Elliot. Mas também tem um outro coadjuvante que está bem vivo em nossa memória: Zach Galifianakis (‘Se Beber, Não Case‘).

A trilha sonora é outro ponto alto. Como as tomadas vista do alto. Então é isso, ‘Amor Sem Escalas’ é imperdível.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Amor Sem Escalas (Up In The Air). 2009. EUA. Direção e Roteiro: Jason Reitman. +Cast. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 109 minutos. Baseado em livro de Walter Kirn.
Curiosidade: Ganhou o Globo de Ouro 2010, de Roteiro.

Topo.

O Sombra (The Shadow)

Enfim, navegando pela net, encontrei o DVD a venda num ótimo preço.
Não entedi porque esse filme é dificil de ser encontrado para alugar ou comprar.
Ele mal passou pelo cinema, nao empolgou , pouco se comenta dele pelas locadoras ou mesmo entre as pessoas. No entanto acho uma das estórias em quadrinhos onde as ilustrações e enredo foram das mais felizes em adaptações para o cinema.

Alec Baldwin personificou o perfeito gentleman (Lamont Cranston) da virada do século 20 rico, bonito, influente,com um passado nebuloso e ainda com a mocinha apaixonada.
Lamont Craston, no passado foi um homem vil, ganancioso entorpecido de todas as formas: pelo vicio em droga, pelo poder, pela crueldade, que alem de tudo controlava a produção e trafico do ópio. Após mais um assassinato ele é arrancado de seu “castelo”, levado a um reino místico e lá é obrigado a se redimir perante o mundo senão teria castigo eterno por tudo de ruim que fez no passado.

O Sombra é negro como foi o passado. Mas é atraves dele que Lamont deverá defender a sociedade dos bandidos. O filme todo tem a iluminação entre o azul profunda até o negro, quebrados pelas cores etéreas da heróina interpretada por Penélope Ann Miller. Alias a presença dela é de matar a maioria das mulheres hoje de vergonha pela falta de elegancia e um algo a mais.

A mais dificil das missoes será combater o último descendente do grande Genghis Khan, que volta a terra e quer destruir tudo com a bomba atómica.

Para quem gosta de ver os DC comics na tela, recomedo

Diretor: Russell Mulcahy
Elenco: Alec Baldwin, John Lone, Penelope ann Miller
Produção: EUA, ação. 107 min. colorido
Universal

Postagens Antigas »