Qual o melhor dia da sua vida?
No Filme Deixe-me Viver (White Oleander. 2002) essa pergunta é feita a personagem jovem. E ela responde: “Hoje!” Por fazer mesmo a diferença, por ser aquele que temos a oportunidade de fazer algo. Como já disseram: o passado já foi, o amanhã, quem sabe…
Uma sinopse do Filme: Após ser rejeitada, uma poetisa decide matar seu namorado usando o veneno de sua flor predileta (White Oleander). Condenada à prisão perpétua, sua filha então passar a morar com pessoas desconhecidas. E tem que aprender por conta própria a lidar com as frustrações da vida. Direção: Peter Kosminsky. Com Michelle Pfeiffer, Alison Lohman, Robin Wright Penn e Renée Zellweger.
São poucos os Filmes que nos brindam com universos femininos. Esse, merece ser visto. Mãe e Filha, numa história que não nos deixa indiferente. À primeira vista: uma mãe forte, castradora; e uma filha frágil…
A personagem de Michelle Pfeiffer, chega a intimidar. Alguém que não vacila mesmo. Forte? Ou se esconde por detrás de uma couraça? E por que? De onde veio essa frieza? Ou por que fez o que fez sem pensar na filha?
“O amor te humilha. O ódio te embala.”
Que força era essa que quis tanto passar para a filha? Por que não pensou, pesou os seus atos, antes? Por que de tanto veneno oculto por tamanha beleza…
A jovem, por sua vez, tenta re-pensar, re-avaliar o que a sua mãe lhe mostra… Se sua mãe estava mesmo querendo fazer uma cópia… Para lhe proteger? Mas de quem? Ou de que? O por que de uma “armadura”?
(Sei lá… Mas por mais que os pais queiram proteger, queiram ensinar como se defenderem, será outra história – outra vida.)
“_Mãe! Essas pessoas não são nossos inimigos. Nós somos: você e eu. Elas não nos machucam; nós que os machucamos.”
Verão quem é essa mulher. Que ficou mãe… Que seguiu por caminho… Que fez o que fez… Que quis de algum modo transmitir, ou colocar na filha uma armadura… E uma jovem, que apesar dos pesares…
“Não importa o quanto ela me machucou, não importa quantos defeitos tenha, eu sei que minha mãe me ama.”
Há outras personagens femininas que perpassam na vida dessa jovem. Que de alguma forma contribuem para o seu crescimento interior e solitário. Uma delas é da atriz Renée Zellweger que faz o oposto da personalidade de sua mãe.
Fica a sugestão! Um filme para ver e rever.
Por: Valéria Miguez. (LELLA)
