Fazer do agora, uma vida melhor!
Passados 18 anos da Queda do Muro, Berlim. Um marco simbólico na reunificação das duas Alemanhas. Embora, ainda existindo diferenças entre elas…
Trago um convite: “Adeus, Lênin!” (Good Bye, Lenin!). 2003. Alemanha. Direção e Roteiro: Wolfganger Becker.
Aos que ainda não assistiram, mas mais em especial a essa moçada que pela idade não visualizaram o que de fato foi a Queda do Muro de Berlim. Creiam que não terão uma aula de História cansativa. E sim um ode do que isso representou para um jovem. Dêem um tempo as superproduções com mega efeitos especiais. Dêem a si esse tempo e conheçam um pouco da História real e contada por esse jovem: Alex (Daniel Brühl).
Alex, queria sua família perto de si, como também em ser um cosmonauta. Esse era seu sonho, ainda menino. Mas quis o destino, deixar que um membro dessa família feliz escapasse para o outro lado do Muro. Um outro mundo, desconhecido, mas que visto do espaço seria único; sem fronteiras…
E o sonhou acabou??? Parte dele sim. Pois um Muro era intransponível demais… Mas se a vida tomou outro rumo… Seus ideais teriam que se adequar. Mais até, a razão não poderia sobrepujar a emoção. E o menino foi crescendo…
Todo o carinho que poderia ter sido dividido… Vai para sua mãe. Alguém que sente também aquela perda… E que decide então abraçar o Socialismo…
Por mais um acidente de percurso, sua mãe, em coma, não vê a Queda do Muro. Ao acordar, e para que não sofra um grande choque, Alex decide que tudo continuaria igual. Que ainda existia as duas Alemanhas.
Nossa! Alex então, nos brinda com todo aquele esforço, com todo o seu carinho por sua mãe. De cá, ficamos juntos com ele nessa aventura em dar a entender que o Socialismo não acabara. Muito embora ele admita que estava fazendo como ele queria que de fato fosse:
“O socialismo significa chegar aos outros, e viver com os outros. Não apenas para sonhar com um mundo melhor, mas tornar este mundo um lugar melhor.“
No Harém (comunidade no Orkut), abri um fórum para os merchandising nos filmes que ficaram retidos na memória… Nesse, com certeza é uma faixa da Coca-cola. Que quase põe a perder todo o trabalho de Alex.
Por tudo isso, e muito mais, “Adeus, Lênin” é pura emoção!
Por: Valéria Miguez (LELLA).
