A Outra Face da Raiva (The Upside Of Anger)

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Eu que reclamo de que há muitos mais filmes que esteriotipam o comportamento feminino. Esse, exarceba um pouco, mas não deixa de mostrar que existem mesmo mulheres assim. Que fazem da vida de casada, sua profissão de fé. Vai daí, que vivem mais em função da família, da casa, do que os outros irão pensar…

Aqui, temos mais uma típica dona de casa, Terry Wolfmeyer (Joan Allen). Vidinha tranquila, até que de repente, o marido some, e sem a menor explicação. Então, ela desaba… Encontrando na bebida, um tipo de suporte. Elas e as filhas se desentendem…

A raiva cresce… as cobranças interna também…

Quando então conhece de fato, seu vizinho, Denny (Kevin Costner). Um beberrão. Juntos, irão trocar mais que copos de bebida…

Eu gosto do Kevin Costner! Ele deu o tom exato para algo do tipo: “E daí, cada um vive como quer!”. Pois o filme traz algo que incomoda os americanos: ou se é um vencedor, ou então será um fracassado. Isso também vem na personagem da Joan Allen, quando transfere o que não conseguiu ser para as filhas. Cobranças, dão o tom amargo…

Numa cena, eu cheguei a soltar um palavrão em voz alta, seguido disso: “Viu o que fez com a sua vida mulher!???” Vendo o filme, saberão porque.

Agora, o personagem que me identifiquei, foi a filha caçula. A sua maneira de ver o mundo. Por estarmos sempre aprendendo. Pois há sempre novas perguntas, não é mesmo!???

Gostei! Nota: 8.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Outra Face da Raiva (The Upside of Anger). EUA. 2005. Roteiro e Direção: Mike Binder. Elenco: Joan Allen, Kevin Costner, Evan Rachel Wood, Keri Russell e Alicia Witt. Gênero: Comédia Dramática. Duração: 116 minutos. Classificação: 14 anos.

Dreamgirls – Em Busca de um Sonho

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Um musical incrível! Fica uma idéia de homenagear mais que a trajetória de alguns cantores numa certa época nos Estados Unidos, o contar o início de um sonho. De ter uma gravadora onde pudessem mostrar, divulgar, vender suas músicas, seus trabalhos. É, houve algo assim… a Motown!

Os primeiros minutos do filme terão a tônica do que rolava… Quando um se apresentou… De cá pensei: a homenagem aqui seria a B.B. King? Que voz! Que performance!

O filme conta a trajetória de um Trio feminino: do início até o final… Descobertas num Show de Calouros, têm suas vidas mudada de uma hora para outra que chegam a entrarem num conflito se era mesmo isso que sonhavam. A amizade iria segurar essa exposição? Até em quem ficaria com a voz principal…

Entre desabafos e sucessos… Somos brindados com vozes e canções de arrepiar! Seria por isso que parte desse gênero musical foi denominada Soul? A música toca a nossa alma, de fato. Bem, eu amo esse estilo! Como outros mais.

Esse Musical entrou para a minha lista The Best. Confessando que não consegui segurar as lágrimas no final…

Amei! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Dreamgirls – Em Busca de um Sonho. EUA. 2006. Direção e Roteiro: Bill Condom. Com: Jamie Foxx, Beyoncé Knowles, Eddie Murphy, Danny Glover, Jennifer Hudson. Gênero: Drama, Musical. Duração: 130 minutos.

Hotel Ruanda (Hotel Rwanda. 2004)

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África – Que Continente é este? O que sabemos de seus habitantes, hoje?

Uma parte da história dessa gente, está nos livros. Mas… Ficamos nisso? Será que ao ouvirmos esse nome o que vem de imediato é esse “passado”? Ou os animais nos safáris? Um tempo atrás, tomamos (???) conhecimento de que lá haviam crianças passando fome (Biafra, Nigéria). Foram imagens chocantes; e que nos tocou.

Para quem assistiu, “O Jardineiro Fiel”, pode ver do que a indústria farmacêutica é capaz. Parte desse povo, virou “cobaia”. Outra grande indústria que usa e abusa de seu poder mundial é a bélica. “Tiros em Columbine” mostrou esse alcance. Visando lucro, ora fornecendo armas para os “governantes”, ora para os “rebeldes”. Sem se importar com os “inocentes”.

Por querer saber mais sobre essas pessoas, sobre a história recente nesse Continente, também motivada pelo ator principal, Don Cheadle, assisti Hotel Ruanda (Hotel Rwanda). Para alguns, ficará como uma aula de História que pulou das páginas dos livros, ou melhor, da tela da Tv – retrato de uma guerra que dividiu a população de um país. Um genocídio.

Um pouco dessa tragédia: Em um dos massacres mais sanguinários de que se tem notícia, Ruanda foi palco de política de extermínio. Sem intervenção internacional, um grupo de hutus radicais matou, usando facões, cerca de 1 milhão de tútsis.

Agora, deixo as minhas impressões em cima de alguns personagens e seus respectivos atores. Mas com certeza o documento histórico é muito importante. O título também tem razão de ser; muito bem escolhido.

E o que é mostrado nesse Filme?

Mais do que mostrar um genocídio, ele traz a determinação de um homem. Alguém que em meio ao caos, ciente das suas limitações ante uma guerra, segue em frente. Poderia ter sido mais um joguete nas mãos dos que detém o poder, mas até nisso ele usou como inspiração. Administrando bem as situações críticas. Por ter pouco tempo, sua tomada de decisão é em cima do fato; e o faz a cada reviravolta.

Quem o interpreta é Don Cheadle (Brilhante em “Crash – No Limite”). Faz um gerente de um Hotel 4 estrelas; de um Grupo belga. E o que faz? De que armas utiliza? É impressionante! É comovente! Ele, o ator, é perfeito! No olhar, na postura, na expressão! Não cai no caricato.

Por falar em caricato… Há uma cena dele com o Nick Nolte, onde a expressão facial desse último, até que veio a calhar. O diálogo, assusta; vendo, entenderão porque. Os dois ali, no bar do Hotel, o Nolte sentado num banquinho, o Cheadle, em pé, do outro lado do balcão, servindo… A câmera indo de um ao outro… Nos faz pensar: “Quem é ou está subserviente ali? Qual dos dois? E servindo a quem, ou, a que?”…

Outra cena, tocante, do qual se eu apenas falar que ele se atrapalha em fazer o nó da gravata, vocês não entenderão porque ela emociona. Fiquei com lágrimas nos olhos.

Um momento romântico dele no terraço com a esposa, também nos toca. E ainda nessa cena, um toque alegre com um merchan da Volkswagen.

Ele faz uma “dobradinha” também com Jean Reno. Que para mim, suas participações são sempre ótimas! Ele interpreta o presidente da Rede de Hotéis. Aqui também há a tal da subserviência – a serviço de quais valores. A cena final entre eles é tocante! Cada um, sentado em seu escritório, em seu país, ao telefone, dizendo… O texto choca… E a postura de ambos é um brinde em interpretação!

Ainda citaria o personagem de Joaquim Phoenix. Um fotógrafo que por sua ousadia mostra ao mundo o que de fato está acontecendo com aquelas pessoas. E ao se despedir de Paul nos traz uma verdade cruel.

Paul, dos obstáculos retira idéias. E sem contar o antes, nem o depois, trago uma delas. Mais ou menos assim: “Devem contar o que vai nos acontecer. Dizer adeus. Mas ao dizer adeus façam como que se através do telefone segurassem a mão deles. Façam com que saibam que se eles soltarem a mão, morreremos…”

Uma trilha sonora linda!

Assistam! Nota: 09.

Por: Valéria Miguez.

Hotel Rwanda. 2004. Reino Unido. Direção: Terry George. Com: Don Cheadle, Sophie Okonedo, Nick Nolte, Cara Seymour, Joaquin Phoenix, Jean Reno. Gênero: Drama, História. Duração: 121 minutos. Classificação: 14 anos.