Em Nome da Honra (Catch a Fire)

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Até onde alguém suporta uma tortura? Qual o limite da resistência? A dor física ou ver a quem amamos ser torturado? Onde dói mais? E àquele que tortura, quando ouve algo assim: “O que seus filhos terão para contar de ti?”

É, o filme traz isso também: quem é a caça, quem é o caçador…

Uma história real, de alguém que fora levado a fazer a diferença entre os seus.

Primeiro, levava a vida como um pacato cidadão… Mas cidadão, um negro na África do Sul, ainda sob o regime do apharteid??? É, ele bem que tentou ficar de fora da política local. Além do seu trabalho numa Refinaria, era instrutor de futebol para adolescentes. Um jeito de contribuir para que elas praticassem esporte. Casado, pai de duas meninas; e de um garoto fora do casamento.

Na outra ponta, um policial branco… Casado, pai também de duas meninas. Que ensina a elas a usarem armas de fogo. Para se defenderem deles, dos negros.

E após uma explosão na refinaria, a vida desses dois se cruza…

Um filme válido até como uma aula de História. Mas que também prende pela atuação dos dois atores. Eles dão um show!

Nota: 09.

By: Valéria Miguez (LELLA).

Em Nome da Honra (Catch a Fire). 2006. África do Sul. Direção: Phillip Noyce. Com: Tim Robbins, Derek Luke. Gênero: Biografia, Drama, História, Suspense. Duração: 101 minutos.

Mais Estranho que a Ficção (Stranger Than Fiction)

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Não deixe a sua vida passar em branco, atue nela de fato e de direito!

Um filme que fala da morte. Mas de um jeito diferente. Até nos leva a pensar nela. Por mais estranho que isso possa parecer. Uma morte física ou de ciclos. Real ou não. Seja do jeito, ou da forma que for, a morte um dia nos desperta. Como um: “Acorda!”

Entrando no filme… De um lado, temos uma escritora, Key Eiffel (Emma Thompson), tentando achar uma morte perfeita para o seu próximo personagem. Mas não está conseguindo. Logo ela que sempre mata seus protagonistas. Como está atrasada, recebe da Editora uma assistente (Queen Latifah) para ajudá-la no término desse livro.

No outro lado, temos um auditor (Will Ferrell) que de repente tem sua vida mudada. Sua rotina passa a ser… detalhada. Ou, ele toma conhecimento do quanto era metódico. De que fazia tudo sempre igual. Mesmo não querendo quebrar essa rotina, ele tenta descobrir o porque desse detalhamento. Algo até então inusitado. E nessa de continuar com a sua vidinha, conhece o amor. Essa sim, é uma mudança bem-vinda. Que lhe daria vida nova. Agora, já seria tarde demais?

Assim, o filme também mostra um passar a vida a limpo antes da morte. Ou seria da passagem? Onde as histórias, reais ou fictícias, não seriam apenas coincidências. A cada dia nós escrevemos as páginas da nossa vida. Não sejamos meras cópias, mas personagem principal, e único.

Gostei! Nota: 09.

Por: Valéria Miguez.

Mais Estranho que a Ficção (Stranger Than Fiction). EUA. 2006. Direção: Marc Forster. Com: Will Ferrell, Emma Thompson, Queen Latifah, Maggie Gyllenhaal, Dustin Hoffman. Gênero: Comédia. Duração: 113 minutos.

A Estranha Perfeita (Perfect Stranger)

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Começarei pelos atores…
Bruce Willis, foi ele o motivador para ver esse filme. Mas… Atuação mediana.

Halle Barry, atuou legal. Mas… Não sei porque, mas durante o filme tinha a impressão de a qualquer hora veria ali, nela na Halle, a Angelina Joulie.

Giovanni Ribisi, gostei. Um coadjuvante que rouba a cena!

Agora, a trama…
Halle Berry faz uma jornalista (Rowena). Em suas investigações conta com o apoio logístico do amigo, personagem do Giovanni Ribisi. Juntos, vão fundo para não apenas fazer com que a matéria seja publicada, mas também para que chegue aos tribunais.

Até que, uma amiga de infância lhe passa um envelope contendo informações sobre um cara que ela conheceu via online e que acreditou que ele ficaria com ela fora do virtual. O tal em questão (personagem de Bruce Willis), é um publicitário conceituado. Casado. Que curte os namoros virtuais e reais.

Com a perda do emprego e a morte da amiga… Somos levados juntos na investigação que ela e o amigo fazem… Mais do que achar o assassino, vão atrás das pistas certas para colocá-lo atrás das grades.

Mas o que eu gostei mesmo nesse filme foi em mostrar um pouco desse lado da apuração de fatos de um jornalista. Mais até, em também mostrar a censura, ou mesmo o jogo de influência com que aborta, que impede da matéria ser veiculada. Uma democracia cerceada… Na frase dita por ela ao Chefe: “Se ninguém ver, talvez signifique que não tenha acontecido.

Enfim, um filme bom para passar um tempo. Revê-lo? Talvez apenas para ver algo que soube depois: que foi filmado no Marco Zero, NY.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Estranha Perfeita (Perfect Stranger). EUA. 2007. Direção: James Foley. Com: Halle Berry, Bruce Willis, Giovanni Ribisi. Gênero: Suspense. Duração: 109 minutos. Classificação: 14 anos.

Menina dos Olhos (Jersey Girl)

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Antes, é um filme de Kevin Smith. E ele gosta de falar de pessoas comuns dentro do universo que conhece bem: Nova Jérsey. Algo como morar na periferia, mas de olho na cidade grande. Logo, suas histórias tem o gosto de lugar-comum. Quem mora, ou morou em subúrbios, se identifica. Por que disso? Porque eu gosto de seus filmes.

Mais um pouquinho… Creio que essa frase – “Aviso: se alguém tentar encontrar um tema nesta narrativa, será processado; se tentar encontrar uma moral, será banido; se tentar encontrar um enredo, será fuzilado.” – de Mark Twain (Em relação ao seu livro: Hucklerberry Finn.) cairia bem a Kevin Smith dizer sobre esse filme. Ou, dizer sobre seus filmes àqueles que desconsideram seu trabalho.

Agora sim, entrando no filme… Além da relação pai/filho, há também algo implícito no personagem principal, por conta de não ter superado uma perda. Simplesmente a sufocou… E quando ela vem à tona… Saiam de baixo! Porque as cobranças não serão nada agradáveis.

O personagem de Ben Affleck é um RP de sucesso. Mora em NY e tem suas raízes em New Jérsey; e lá, vive seu pai. A quem apenas visita. Mas fica no ar que tem vergonha dessas raízes; algo sufocado… Ao apresentar o pai a futura mulher, mais que obter dela uma aprovação, creio que no fundo, ele quis encaixar o pai em sua nova vida. Mas vida, só há uma. Nela, temos as experiências… E que não dá para voltar atrás… Muito menos com a chegada de uma filha. Não é um brinquedinho.

Com a morte da mulher no parto, ele fica perdidaço. Pior, surta… perdendo aí, o emprego. Então, volta a casa paterna… Mas numa de que o seu pai seja um pai para a sua filha. O tempo passa… mas em sua cabeça: o voltar a ser o que era.

Sendo um filme de Kevin Smith, há: uma locadora de filmes; um balconista – nesse uma balconista; conversas sobre sexos (transas)… E em New Jérsey. Aqui, entra a personagem da Liv Tyler. A tônica está nas falas.

A atriz mirim é um encanto! Salva o Ben Affleck. Outro que rouba a cena, é o George Carlin. E Will Smith é ele mesmo.

Mesmo sem maiores pretensões, o filme traz um certo encanto. E emociona! Confesso que chorei no final.

Em relação a algo sobre o Will Smith no filme, na cena que culminou com a perda do emprego do personagem do Ben Affleck, me pareceu que foi uma ironia do Kevin Smith àqueles que desdenham alguém em início de carreira.

Peguem a pipoca, e curtam o filme! Nota: 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Menina dos Olhos (Jersey Girl). 2004. EUA. Direção: Kevin Smith. Com: Ben Affleck, Liv Tyler, George Carlin, Raquel Castro, Jason Biggs. Participação especial: Will Smith, Jennifer Lopez, Jason Lee, Matt Damon. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 113 minutos.

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A Vida Secreta das Palavras (The Secret Life of Words. 2005)

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E no início era o verbo

Numa plataforma petrolífera, quis o destino unir duas pessoas: uma jovem e um homem mais maduro. Ele, com uma cegueira devido a uma explosão. Ela usava seu aparelho de surdez apenas quando queria ouvir as vozes do mundo…

Como ela chegou ali? Por conta de umas férias forçadas…

Ela estava incomodando os companheiros de seção. Agora, vejam vocês o porque desse incômodo. Era o seu silêncio. Ela queria apenas cumprir somente a sua função. Incansável. Fazia o seu trabalho sem incomodar ninguém. Sem reclamar. Como se isso fosse ferir alguém. Mas para eles, ela não fazia parte daquela engrenagem. Então, seu chefe a obrigou a sair de férias.

Assim, foi parar num local à beira-mar. E estando num restaurante, ouve parte de uma conversa numa mesa. Precisavam de uma enfermeira na plataforma. Por conta das queimaduras, alguém ainda não podia ser removido de lá. Então se ofereceu. Teria algo para fazer novamente. Algo para ocupar seu tempo. Não ter tempo de ouvir a sua voz interior.

Naquela imensidão azul, havia um grupo pequeno. Que por lá permaneceram até saber quais seriam seus novos locais de trabalho. Seus novos destinos. Um grupo reduzido, mas que pareciam ter algo em comum. E aos poucos foram contando suas histórias para ela.

Achei interessante o título desse filme: “A Vida Secreta das Palavras“. Se de um lado, por elas há até o perpetuar certas atrocidades, por outro, ao proferi-las há algo meio catártico.

Que dizer então, de ouvir, ler, ver não apenas os registros das atrocidades existidas na História da Humanidade, mas também por aqueles que as vivenciaram?

Sabe quanto sangue, quantas mortes? Sabe quanto ódio cabe nestas fitas? Sabe por que as gravamos? Antes do holocausto, Adolf Hitler reuniu os seus colaboradores e para convencê-los de que o seu plano funcionaria, perguntou:” Quem se lembra do extermínio armênio?”. Foi isso o que ele disse.
Trinta anos depois, ninguém lembrava que um milhão de armênios tinham sido exterminados da maneira mais cruel possível.
Dez anos depois… Quem se lembra do que aconteceu nos Bálcãs? Os sobreviventes. Ou os que por alguma… virada do destino, viveram para contar.

O filme vai nos levando de mansinho. Como num livro. Não há pressas em dizer; em contar. Mas aos poucos, naquela plataforma, aquelas poucas pessoas, querem enfim, contar, falar, soltar aquilo que estava guardado. E eu confesso que chorei quando finalmente a personagem “soltou” a sua história, ou as suas palavras.

Amei esse filme! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Vida Secreta das Palavras (The Secret Life of Words). 2005. Espanha. Direção e Roteiro: Isabel Coixet. Com: Sarah Polley. Tim Robbins, Javier Cámara, Julie Christie. Gênero: Drama.

O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland)

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Uau! Forest Whitaker não me decepcionou nesse filme: deu um show de interpretação! Nos mostra um Idi Amin que chega a nos incomodar…

Pode até ser que aqueles que não saibam quem foi Idi Amin, venham a nutrir uma simpatia por ele, no início do filme. Agora, não a nós que sabemos que ele encontra-se numa reduzida lista de Ditadores sanguinários (ou carniceiros) da História Recente da Humanidade. Ficamos numa de tentar entender esse início. De querer saber o que se passou na mente desse homem. Não pode somente o de: o poder lhe subiu à cabeça.

Claro que essa visão nos é passada por um jovem (James McAvoy – fez uma ótima parceria com Whitaker). Alguém que saiu da Escócia também atrás de uma aventura. Isso é visto na maneira como escolheu para onde ir… Até porque não gostando da primeira opção… direciona o seu destino para abaixo do Equador.

Levando na bagagem: o querer ser médico de fato. Não quis ficar apenas dividindo um Consultório com o pai. Ih! Estaria aqui o deslumbre por tudo aquilo que Idi Amin lhe colocou nas mãos? Pode ser… Mas todo encantamento, um dia termina. Se bem que aqui, esse jovem avançou demais nesse Trono. Abusou e…

Vamos, ao longo do filme, num crescente, acompanhando a relação desses dois personagens. Essa amizade. A cumplicidade. O respeito. A cconfiança. Até o declínio desse relacionamento… Desse jogo do poder. De se deixar seduzir por ele…

E se houve um herói nessa história, sem a menor dúvida fora o médico destronado para dar o lugar ao jovem aventureiro. O personagem do David Oyelowo.

Deixo aqui, um convite aos mais jovens, não apenas por uma aula de História, mas sobretudo para um abrir os olhos

Gostei muito desse filme! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland). 2006. Inglaterra. Direção: Kevin Macdonald. Com: Forest Whitaker, James McAvoy, Gillian Anderson, David Oyelowo, Kerry Washington. Gênero: Ação; Drama; Guerra. Classificação: 16 anos. Duração: 122 minutos.