Antes, é um filme de Kevin Smith. E ele gosta de falar de pessoas comuns dentro do universo que conhece bem: Nova Jérsey. Algo como morar na periferia, mas de olho na cidade grande. Logo, suas histórias tem o gosto de lugar-comum. Quem mora, ou morou em subúrbios, se identifica. Por que disso? Porque eu gosto de seus filmes.
Mais um pouquinho… Creio que essa frase – “Aviso: se alguém tentar encontrar um tema nesta narrativa, será processado; se tentar encontrar uma moral, será banido; se tentar encontrar um enredo, será fuzilado.” – de Mark Twain (Em relação ao seu livro: Hucklerberry Finn.) cairia bem a Kevin Smith dizer sobre esse filme. Ou, dizer sobre seus filmes àqueles que desconsideram seu trabalho.
Agora sim, entrando no filme… Além da relação pai/filho, há também algo implícito no personagem principal, por conta de não ter superado uma perda. Simplesmente a sufocou… E quando ela vem à tona… Saiam de baixo! Porque as cobranças não serão nada agradáveis.
O personagem de Ben Affleck é um RP de sucesso. Mora em NY e tem suas raízes em New Jérsey; e lá, vive seu pai. A quem apenas visita. Mas fica no ar que tem vergonha dessas raízes; algo sufocado… Ao apresentar o pai a futura mulher, mais que obter dela uma aprovação, creio que no fundo, ele quis encaixar o pai em sua nova vida. Mas vida, só há uma. Nela, temos as experiências… E que não dá para voltar atrás… Muito menos com a chegada de uma filha. Não é um brinquedinho.
Com a morte da mulher no parto, ele fica perdidaço. Pior, surta… perdendo aí, o emprego. Então, volta a casa paterna… Mas numa de que o seu pai seja um pai para a sua filha. O tempo passa… mas em sua cabeça: o voltar a ser o que era.
Sendo um filme de Kevin Smith, há: uma locadora de filmes; um balconista – nesse uma balconista; conversas sobre sexos (transas)… E em New Jérsey. Aqui, entra a personagem da Liv Tyler. A tônica está nas falas.
A atriz mirim é um encanto! Salva o Ben Affleck. Outro que rouba a cena, é o George Carlin. E Will Smith é ele mesmo.
Mesmo sem maiores pretensões, o filme traz um certo encanto. E emociona! Confesso que chorei no final.
Em relação a algo sobre o Will Smith no filme, na cena que culminou com a perda do emprego do personagem do Ben Affleck, me pareceu que foi uma ironia do Kevin Smith àqueles que desdenham alguém em início de carreira.
Peguem a pipoca, e curtam o filme! Nota: 7,5.
Por: Valéria Miguez (LELLA).
Menina dos Olhos (Jersey Girl). 2004. EUA. Direção: Kevin Smith. Com: Ben Affleck, Liv Tyler, George Carlin, Raquel Castro, Jason Biggs. Participação especial: Will Smith, Jennifer Lopez, Jason Lee, Matt Damon. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 113 minutos.
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esse filme eu vi na tela do top cine da tv bandeirantes
otimo filme
Esse filme é o melhor que eu já vi e tenho certeza disso. Porque Ollie Trinke achava que tinha tudo, mas quando perdeu sua amada esposa e o emprego, pensou que sua vida já não teria mais sentido. Foi aí que Maya o ajudou a perceber que ele já tinha tudo, e que ele tinha que descobrir o que deixava ele feliz: seu emprego ou sua filha. E quando foi para uma entrevista de emprego, conversa com Will Smith, e Will diz: ‘ Sei muito bem que posso ter tudo, mais meus filhos são tudo ‘ ou algo parecido com isso, Ollie parou e pensou no show que sua filha tinha, e sem duvidas, foi até lá pra cantar com a pequena. Nessa cena eu me emocionei muito, ele largou tudo o que mais queria, quando realmente descobriu o que mais o fazia feliz. *-*
Na minha opinião, esse filme devia ter continuação com os mesmos atores. Ollie devia namorar Maya. Sua filha Gerty, já com 12 anos, conseguir um emprego bom pra ele, e comprar uma casa para eles viverem.
Me emocionei demais, demais mesmo, nenhum filme tinha mexido tanto comigo como esse.
Beijos, e desculpem escrever demais, UIASAHUSAHSAUSHAUSHUSAHUHSSUAHSASUHUHA’
quem quiser me adicionar no msn: diih.sca@hotmail.com ;D