Ensina-me a Viver (Harold and Maude)

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Deixe seus sentimentos acontecerem. Não se vista de medo. Ou ninguém saberá que você está lá.

O filme mostra um relacionamento de um jovem com uma mulher com 79 anos. Uma relação nada convencional… Que emociona! Cheio de charme! E em alto astral.

Eles começaram a notar a presença do outro num enterro. Mas começam mesmo a dialogar num velório. Embora pareça locais fúnebres para dai nascer um grande amor… Cada um deles têm o seu motivo para freqüentarem esses rituais.

Àqueles que não conhecem esse Clássico, com o fato deles serem figurinhas carimbadas em funerais, creiam, o filme nos lava a alma! Há momentos hilários. Há momentos emocionantes.

Harold (Bud Cort) é jovem reprimido, com tendências ao suicídio… Numa de querer provocar sua mãe. Chamar a sua atenção… Não tem amigos. Investe seu tempo e dinheiro indo a missas, velórios…

Maude (Ruth Gordon) é um doce de pessoa. Uma senhorinha elétrica. De dá vontade de levar para casa. Ela possui o que Harold não tem: humor e alegria de viver. E é isso que ela tentar passar para ele. Numa de: “Acorda garoto! Você ainda tem muito o que viver. Muito o que fazer. Pois vida, é só essa!”

Além de amizade, de carinho, de respeito, de cumplicidade, de se despir de preconceitos… o filme toca num tema mais forte – a eutanásia. Até que ponto as pessoas tem direito de sair de cena… Se têm esse direito.

Quem assina a trilha musical é Cat Stevens. As músicas são lindas!

Um filme que vale a pena ver e rever, sempre! Nota: 10, com louvor!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Ensina-me a Viver (Harold and Maude). EUA. 1971. Direção: Hal Ashby. Com: Ruth Gordon, Bud Cort, Vivian Pickles, Cyril Cusack. Gênero: Comédia Romântica. Duração: 90 minutos.

A Rainha (The Queen)

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O filme aborda o período entre um pouco antes da morte da Princesa Diana até logo após o seu funeral. E como bem diz no título, o enfoque é… na instituição – a Rainha da Inglaterra. Claro que por detrás disso há a mulher/esposa/mãe/avó/filha – Elizabeth. É, alguém cuja profissão é ser uma Rainha. E que foi sogra da Princesa Diana.

Talvez, a escolha em retratar esse período deve-se ao fato de que a Princesa Diana rebelou-se a toda essa tradição. Diana e Elizabeth – duas mulheres em choque; ou seria em xeque!?? Por mais que a Rainha Elizabeth (Helen Mirren) quisesse esquecer… até com sua morte prematura, Diana ainda abala os alicerces do Palácio de Buckingham.

Num momento de solidão, há uma cena linda dela, Elizabeth, com um alce! Outra, com uma meninha com um ramo de flores, mas aqui em meio a multidão. (Fiquei com lágrimas nos olhos…)

É história, é tradição, são ritos preservados, e um mito. Mas não é um filme que entrou para minha lista de rever. Atuação, ótima! Fotografia, excelente!

Agora… O Príncipe Phillips é de fato aquilo que foi mostrado???

Ah! Não consegui segurar as lágrimas no discurso do irmão da Princesa Diana. Mas senti falta da música “Candle in the wind” do Elton John como fundo musical.

E gostei muito de ver um Primeiro Ministro lavando as louças do jantar!! Um ótimo exemplo a ser seguido.

Um bom filme para uma sessão da tarde! Nota: 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Rainha (The Queen). 2006. Inglaterra. Direção: Stephen Frears. Com: Helen Mirren, Michael Sheen, James Cromwell. Gênero: Drama. Duração: 97 minutos.

Elsa e Fred – Um Amor de Paixão (Elsa y Fred)

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Fiquei com vontade de reunir aqui um outro filme, o “Ensina-me a Viver” (Harold & Maude) . Pela lição de vida com que as duas personagens nos brindam. Mas ambos merecem um texto único. Sendo assim, a Maude seguirá em outra análise. Aqui, é a vez da Elsa. E ambas deram um show de interpretação!

E o que temos aqui? Dizer que um namoro entre duas pessoas com quase 80 anos é resumir muito. Dizer que um deles tenta motivar o outro que ficou viúvo recentemente, se aproxima. Mas tem muito mais…

Um, inventa doenças… O outro, tenta conciliar a existência de uma com a sede em viver até o último momento… Ambos, nos levam a sorrir, a emocionarmos, a torcer por eles…

Numa atualidade onde o novo é logo descartado por outro mais novo… O filme primazia por mostrar àqueles que discriminam os idosos, que eles ainda têm muito a dizer; que eles ainda têm muito o que fazer.

Elsa é uma explosão de alegria. Alguém que ainda quer aproveitar a vida, sem medo de ser feliz. E num jeito meio inconseqüente… nos cativa… como também no jeito em que prioriza os seus atos. Não apenas com os estranhos, mas também com seus filhos.

Fred, é um cavalheiro. E encantador!

O filme me levou às lágrimas numa cena com a Elsa. Quando ela, diante do espelho, diz: “Olá! Estranha!“… As lágrimas teimaram em cair… Quando o que o espelho mostra não condiz com o interior… o jeito é aceitar, para uma convivência pacífica… Novos tempos… Novos rumos…

Amei! Nota: 10. Em tudo!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Elsa e Fred – Um Amor de Paixão (Elsa y Fred). Espanha. 2005. Direção e Roteiro: Marcos Carnevale. Com: China Zorrilla, Manuel Alexandre. Gênero: Drama, Romance. Duração: 108 minutos. Classificação: 12 anos.

Moça com Brinco de Pérola (Girl with a pearl earning)

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Que tal uma viagem pelo século XVII? Quase como um conto de fadas… Mas com mais sensualidade. Temperado com um pouquinho de erotismo e na medida certa. O filme é também como um passeio num Museu. Onde cada cena parece sair de um belo quadro

O que temos nessa história? Uma jovem que vai trabalhar na casa de um renomado pintor. Por lá, além da criada com a qual ajudará nos serviços… há a esposa, uma mulher sempre as voltas com os nascimentos dos filhos e as inspirações do marido… uma sogra supervisionando a tudo e a todos… de vez em quando o mecenas que compra e encomenda as pinturas… e um belo e jovem açougueiro a lhe cortejar.

A jovem, Griet, ao começar a limpar o ateliê… descobre um mundo novo e fica fascinada. E o pintor, quase fazendo dela uma aluna… nos leva juntos nessa aula de luz e sombras, de cores… onde um olhar, uma respiração, um leve toque… nos seduz, também…

Gostei! Nota: 8,5.

Por: Valéria Miguez LELLA).

Moça com Brinco de Pérola (Girl with a pearl earning). Inglaterra. 2003. Direção: Peter Webber. Com: Scarlett Johansson, Colin Firth, Cillian Murphy, Tom Wikinson. Gênero: Drama. Duração: 95 minutos.