Guarda dos filhos: um direito apenas da mãe? E do pai, não?
Sobre o título original, o “y” em vez de um “i” em happyness faz parte da história. É interessante o porque dele.
O filme é baseado numa história real. De início, parece um drama comum, atual, em tantos lares: questões financeiras. Contas a serem pagas e pouco dinheiro entrando. Bem, o diferencial, talvez esteja no fato do personagem querer manter seu filho próximo.
A história conta das dificuldades de um cara em tentar conciliar família, estudo e profissão. Acreditando no seu potencial, investe tempo e dinheiro numa venda. Acontece que escolheu um item difícil de ser vendido. Com a falência batendo na porta, a mulher vai embora. Para ela surgiu uma oportunidade de trabalho. Mas longe dali. Então, ele lhe implora para que não leve o filho. Até pela infância que teve… ele não quer o mesmo para seu filho.
Abrindo um parêntese. Não sou contrária ao pai ficar com a guarda dos filhos. E esse filme, meio que de leve, aponta para que isso deixe de ser algo negativo. Até porque as mulheres também têm direito de pensar e cuidar do seu lado profissional; de sua carreira. Antes, um papel só bem visto para os homens.
Sendo assim, mesmo quando sua vida parece descer ladeira-abaixo… Chris Gardner (Will Smith) faz o impossível para que o filho sinta que eles ainda têm um lar. Se quem se emocionou com a história do casaco ligando pai e filha no filme “Crash – No Limite”… Não tem como não se emocionar com a história da caverna para que filho sinta que têm um lar. A cena arrepia! Até mesmo num albergue para desabrigados… Ele mostra o significado da palavra Lar.
Também ficamos ciente do que fazem, alguns, com estagiários… Haveria também algo de discriminação por ele ser um negro? O que fizeram com ele não poderia ter sido um teste em paralelo ao estágio… Jogaram pesado!
Will Smith, me surpreendeu! Eu que sempre o vi como um ator cômico; a menção de seu nome, logo pensava em “MIB”, em “Hitch”… agora terei também esse personagem. Foi ótimo! Confesso que chorei com ele no finalzinho.
A trilha sonora é linda! Citando algumas: “This Masquerade”, com George Benson; “Jesus Children of America”, com Stevie Wonder; “Lord, Don’t Move That Mountain”, com The Glide Ensemble. E amei a versão que a Roberta Flack deu para “Bridge over troubled water”!
Um filme que entrou na minha lista de que será gostoso revê-lo. Gostei! Nota: 09.
Por: Valéria Miguez.
À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). 2006. EUA. Direção: Gabriele Muccino. Elenco: Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton, Brian Howe, Jay Twistle, James Karen, Dan Castellaneta, Kurt Fuller. Gênero: Drama, Bibliografia. Duração: 117 minutos. Classificação: Livre.

Dez esse filme! Uma lição de vida. Parece até que o personagem era brasileiro, pois não desistiu nunca!!!!!!! Essa foi a lição que me tocou. Maravilhoso!!!!!