“Há três coisas importante na História. Primeiro que tudo, os números; em segundo, os números; e, em terceiro, os números. A História não é uma ciência moral. A legalidade, a compaixão, a justiça são estranhas à História.” (filme: “O Declínio do Império Americano”)
Não irá para minha lista de preferidos. Como também pode ser que daqui a alguns anos somente uma cena fique na memória. E confesso que assisti por causa do Bruce Willis.
Talvez eu tenha assistido com um pré-conceito com o Tio Sam em se achar, não apenas o salvador-da-pátria, como também em mostrar que o outro lado é que é o feio. Um patriotismo exacerbado.
Porém, filmes como esse, ou até “Hotel Rwanda” e “O Jardineiro Fiel” (Dois que eu indico!), nos mostram uma África real. Não aquela dos safáris, dos belos animais. Com questões, conflitos que transpassam dos livros de História paras telas. O que fica um lado didático interessante aos adolescentes que não são chegados as leituras. Por eles, vemos uma realidade que choca.
Onde até nos perguntamos se o povo dessa terra, de escravos passaram a ser cobaias.
Entrando na história do filme…
Para quem gosta de muita ação em filmes de guerra, vai sentir falta. Aqui há muito mais uma ação contida, nos gestos, nos olhares dos personagens. O tema principal: o herói indo resgatar a mocinha. Parece um clichezão. E, é. Mas em nada compromete a história. Aliás, uma paisagem deslumbrante, aliada a uma belíssima trilha sonora, a diálogos curtos e diretos, e a câmera passeando de um rosto ao outro faz o roteiro. Ou, fazem o filme!
Agora, há uma cena… onde arrancaram os mamilos… Nesse momento, parei e me perguntei: “Que guerra é essa? Que ideologia é essa que faz isso com uma mulher?” Fica difícil entender as atrocidades que fazem em nome de uma guerra.
Claro que as cenas onde mostram crianças mutiladas por pisarem em minas também chocam. Mais ainda, quando logo no início um oficial americano diz que os abasteceram, os nigerianos, por 8 anos…
É, no mundo atual, duas potências ditam as regras do jogo: as indústrias bélicas e as farmacêuticas. Com o que lucram, não irão se intimidar com vidas humanas e nem de inocentes.
Enfim, com é dito no filme: “Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada“.
Nota: 08.
Por: Valéria Miguez (LELLA).
Lágrimas do Sol (Tears of the Sun). 2003. EUA. Direção: Antoine Fuqua. Elenco: Bruce Willis, Monica Bellucci, Cole Hauser, Tom Skerrit. Gênero: Drama, Guerra. Duração: 120 minutos. Classificação: 14 anos.








