Dias Incríveis (Old School)

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Como eu gostaria de iniciar o comentário sobre esse filme com essa frase: “Meninas, esse é um filme para meninos!”, mas iria parecer uma discriminação; ou até que fosse um aviso para não assistir. Na verdade é um desabafo. Para quem já leu meus textos, pode ver que cito que há muito mais filmes mostrando o universo masculino (E esse, é mais um.). Antes que alguém diga que é óbvio, estou sim registrando o meu queixume: que os roteiristas também poderiam olhar um pouco mais para o nosso lado. Pois também temos (Aqui sendo sobre universo feminino.) histórias interessantes; que não somos apenas objeto sexual… (ou peitos & bundas).

Focando nesse filme…
Há nos Estados Unidos uma forte ligação (Fugiu um outro termo.) com as Fraternidades Estudantis. Como também, muito mais filmes focando os rapazes nessas irmandades; centralizando neles as histórias. E, esse é mais um deles. Daí, me desliguei e comecei a assisti-lo como um sessão-da-tarde. Fiquei surpresa! Embora com um tema tão comum, ele nos leva a uma divertida distração.

Ele traça um curto período onde três amigos (Desde o colegial) se reúnem para uma… “despedida”… um revival… lembranças de quando curtiam a vida adoidado… Pois é, nesse embalo meio que alucinante, revivendo, ou melhor, vivenciando prazeres de outrora, acabam por fazerem um balanço, e com isso decidirem com qual “bagagem” seguirão adiante… Aqui, eles estão com 30 anos. Como também há por lá a chegada dos 40 anos para o homem, pode ser que venham com uma continuação. Ou não; caso a “crise” tenha baixado mesmo para os 30.

Ah, abrindo um parêntese. Em “Beleza Americana” (American Beauty), temos um belo filme retratando essa fase. E se quiserem rir, assistam “Amigos, Sempre Amigos” (City Slickers, 1991), com Billy Crystal. (Não torçam o nariz para esse ator; não nesse filme. Ele faz um cara de “39 anos” – hilário!)

Dias Incríveis“ nos leva a outros filmes, sim. Em algumas cenas, isso é bem explícito. Uma delas, com uma cena de “A Primeira Noite de um Homem” (The Graduate) – muito bom! Diferente do que eu citei ao falar de “Duplex“, quando cenas que nos remete a outros filmes incomodava, aqui não. E por conta dos atores. Houve uma química entre eles. Embora cada um com uma personalidade distinta, há um entrosamento.

O filme começa com o que seria (Ou é…) o mais “certinho” dos três: Mitch (Luke Wilson). Ele com pressa de chegar em casa para encontrar-se com sua jovem esposa (Uma Juliette Lewis, loira…), até levando um ursinho de pelúcia, mas ao chegar em casa é pego numa surpresa que o leva inclusive a repensar em seu comportamento até então.

Durante o percurso até a sua casa duas cenas nos mostra a sua preocupação com a segurança: a própria e a alheia. Claro que com estereótipos. Uma, para quem já se viu barrado num detector de metais, ou até já presenciou quem foi, vai rir com o exagero (Sei de um casal, onde o cara passou tranqüilo, mesmo tendo uma torneira de metal dentro da mochila. E a mulher, se viu barrada por causa de um chaveirinho.). A outra, que quando reivindicamos algo sério e elementar, somos taxados pejorativamente. Na cena em questão, com um taxista. Eu, que já sofri num acidente de carro, e por conta de um taxista ter avançado o semáforo, gostei do exacerbo dessa cena. Não sou uma sem noção quando é a minha saúde e vida que estão em jogo.

Então, ele sai de casa e aluga uma casa no… Esperem! Voltando um pouquinho para a entrada maior dos dois amigos, e que acontece no casamento de um deles: Frank (Will Ferrel) e Beanie (Vince Vaughn). Até esse casamento confesso que não prestei atenção ao fundo musical. Logo só posso garantir que a partir daí os temas musicais participam do filme. E que foram muito bem escolhidas.

E onde estaria, ou entraria a tal fraternidade estudantil, não é mesmo? É que ele, o Mitch, aluga uma casa no Campus. E para os outros dois aquilo caiu do céu! Onde resolvem curtir esse revival…

Mas… Tem sempre um mas! Farras dentro do campo universitário há que pintar um Reitor. E esse também foi um ex-colega de colégio dos três. Agora, era aquele que sofria com a zoa dos demais. Vai daí, que vê a sua chance de dar o troco.

Bem, já falei demais. Vou deixar que descubram além desses dois + o Reitor os que irão compor essa irmandade. Porque eles fundam uma nova Fraternidade.

Em tempo! Gostaria de destacar uma canção nesse filme: “Dust in the wind”. Ela é linda!
Não se agarre, nada dura para sempre…
Tudo o que somos, poeira ao vento.”

Enfim, peguem a pipoca e boa diversão! Nota: 09.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Dias Incríveis (Old School). 2003. EUA. Direção: Todd Phillips Com: Luke Wilson, Will Ferrell, Vince Vaughn, Julliete Lewis. Gênero: Comédia. Duração: 91 minutos.

Duplex (Duplex)

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Pela sinopse… Achei que seria um ótimo convite a me divertir com um filme sessão-pipoca. Até foi na primeira meia hora. Mas daí para o final… Um tédio!

As cenas lembravam as comédias pastelões. Até aí, nada demais, se há tantos filmes com assaltos a banco, normal que haja também com o tema sobre vizinhos, inquilinos, que incomodam. Em “Duplex”, mesmo com a sensação de piadas repetitivas, faltou algo mais.

Como citei, teve um início divertido. Mas depois, a cada cena me via pensando: Será que O Gordo & Magro fizeram isso, e com graça? Ou foram Os Três Patetas? Quem sabe o Jerry Lewis?… Não é pela cena em si, mas pela falta de não rir com ela. Olha que eu dou gargalhadas todas às vezes que, por exemplo, vejo “Um Convidado Bem Trapalhão (The Party)”, com Peter Sellers (Aquela parte então da explosão do forte… Eu quase caio da cadeira de tanto rir. Só em lembrar do diretor que fica com o braço suspenso, já estou rindo.).

Ok! Poderia estar querendo muito do filme… Mas se até a dupla Drew Barrymore e Ben Stiller deixou a desejar… Como também me deixou uma pergunta que não quer calar: “Será que com outros atores o roteiro estaria salvo?”

Ah sim! A história do filme: Atrás de uma casa ideal, onde o marido teria um local tranqüilo para escrever seu livro, um jovem casal compram um duplex. Acontece que no segundo andar mora uma velhinha. Que o Corretor avisa que terão que esperar que ela morra. E para piorar, a velhinha é surda e passa as madrugadas assistindo televisão com o com muito alto. Tornando um inferno a vida do casal.

Bem, o final é completamente previsível. Como não é um suspense não perderia muito a graça em se tratando de uma comédia, não é mesmo? Um gênero de filme onde queremos mais um momento de diversão. Mas o pior que nesse aqui perdeu toda a graça. Sendo assim, caso tenha outra opção de filme para assistir, fiquem com ela.

Nota: 05.

Por Valéria Miguez (LELLA).

Duplex. 2003. EUA. Direção: Danny DeVito. Elenco: Ben Stiller, Drew Barrymore, Eileen Essel, Harvey Fierstein, Robert Wisdom. Gênero: Comédia. Duração: 97 minutos.

Café da Manhã em Plutão (Breakfast on Pluto. 2005)

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A vida pode não parecer um conto de fadas. De começar como num conto infantil: “Era uma vez…” Mas que mal há em fantasiar trechos que ficaram perdidos? Ou desconhecidos. Em dar um colorido as páginas em branco?

É meio por aí que Kitten nos leva juntos: ao contar do seu jeito como tudo começou. Um bebê deixado num cestinho à porta do Padre local junto com o leite para o café da manhã… e por uma jovem.

Ele então é criado por uma família. Que com o passar dos anos, não gosta do que ele é de fato – um homossexual. Mas mesmo diante dessa opressão não revida com a vida.

Num intuito maior em descobrir quem é a verdadeira mãe, em saber o porque de tê-lo abandonado, descobre algo maior – e toma um café da manhã com ele.

E paralelo a isso vai levando a vida com o seu jeito meigo de ser.

Assisti o filme encantada! E no balanço das músicas, ficou um gosto de querer rever outras vezes. Ah! Outro ponto positivo desse filme é a participação, excelente por sinal, de um jovem com Síndrome de Down.

Nota: 10.

Por: Valéria Miguez.

Café da Manhã em Plutão (Breakfast on Pluto). 2005. Irlanda. Direção e Roteiro: Neil Jordan (The Crying Game). Com: Cillian Murphy, Liam Neeson e Stephen Rea. Gênero: Drama, Comédia. Duração: 135 minutos.

Obrigado por Fumar (Thank you for Smoking)

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O filme é ótimo! O início é hilário, de querer voltar algumas vezes por se perguntar: “E o pior que estou rindo!”. Pelas argumentações do lobista. Não por uma ingenuidade nossa, mas por ser um retrato da realidade. O roteiro é muito bom. E não se assustem com o título, pois ninguém vai passar a fumar, nem muito menos a largar o vício.

A história do filme… O protagonista (Aaron Eckhart) é um lobista das Companhias de Tabaco. Defende-las é o seu ganha-pão. Ele é um grande manipulador, ou melhor, como ele mesmo diz, é um ótimo argumentador. Separado da mulher, tenta manter um bom relacionamento com o filho. Numa ida a escola do filho, num dia onde os pais falam sobre suas profissões… o filho já ciente da causa defendida pelo pai, diz para ele não arruinar a infância dele… hehe!

As cenas com o filho (Cameron Bright; atuou em “Bird”) ficou muito bom! Houve química entre os dois. O filho acaba admirando o pai. Até por ver que ele é muito bom no que faz. O que leva o pai a reavaliar a sua profissão.

William H. Macy… Me faz lembrar de “Fargo”. Gosto dele. Mas no momento não consigo lembrar de outra atuação onde foge desse estereótipo: perdedor. Mas fez um belo trabalho. Um Congressista que está na outra ponta, a de querer culpabilizar a Indústria do Cigarro por tantas mortes.

Tem uma hora no filme que dá vontade de exclamar: “Que foda!!!” É sensacional! Ah, depois, tem um “troco”. Noutra, de certas “cenas melhoradas”, a minha exclamação foi um: “Que pqp!!” (Mas mais pausadamente; meio que no estilo do “O Filho da Noiva”).  Sorry por essas minhas “exclamações”, mas elas foram ditas com brilhos nos olhos e entre largos sorrisos.

Um trechinho entre pai e filho, até para terem uma idéia do que seria argumentar?

_ Dad, porque o governo americano é o melhor?
_ Pelas apelações infinitas. Está escrevendo o que eu disse?
_ Humhum…
_ Pare um segundo. Qual é o tema?
_Por que o governo americano é o melhor do mundo?
_ Sua professora que elaborou essa pergunta?
_ Sim, por que?
_ Vou ignorar os problemas óbvios da gramática e me concentrar na pergunta. Tem os Estados Unidos o melhor governo? Qual é o critério para julgá-lo? Crime? Pobreza? Analfabetismo? O dos EUA não é o melhor, nem é dos melhores. É um governo divertido.
_ Daaaad!
_ Sorry! Conhece o termo B.S.?
_ Significa “falar merda”.
_ Exato. B.S., se me permite, é feita para perguntas como essa que a professora fez. Ainda que fosse o melhor governo, não conseguiria provar. Quantas páginas?
_ Duas páginas.
_ Duas… Em duas páginas, impossível.
_ Então o que eu escrevo?
_ O que você quiser.
_ Ok.
_ Escreva sobre a incrível habilidade dos EUA de lucrar não cumprindo acordos comerciais internacionais e levando empregos daqui para o terceiro mundo. Ou o quanto somos bons para executar réus. São boas respostas.
_ Posso escrever isso?
_ Essa é a beleza da argumentação. Se argumentar bem, nunca estará errado.

Assistam, é diversão garantida! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Obrigado por Fumar (Thank you for Smoking). 2006. EUA. Direção: Jason Reitman. Elenco: Maria Bello, Aaron Eckhart, Robert Duvall, Katie Holmes, Adam Brody, Kim Dickens, David Koechner, Rob Lowe, Connie Ray, Sam Elliott, Todd Louiso, Cameron Bright, William H Macy, J.K. Simmons. Gênero: Comédia. Duração: 92 minutos. Classificação: 12 anos.

Herói por Acaso (Monsieur Batignole)

O filme traz algo mágico. Não sei se conseguirei explicar. É que não parece que estamos vendo um filme. Parece que estamos ali, olhando as coisas acontecerem. Não se “percebe” a câmera. Fica a impressão que nós nos transformamos nela. Meio louco o que digo. Mas talvez por méritos da direção, como também dos atores parecerem pessoas comuns, de não estarem atuando… Que viagem a minha!

Entrando na história do filme… No tempo que se passa: verão de 1942, sob uma ocupação  alemã, 2ª Guerra Mundial, em Paris. Embora, retrate uma página triste da História da Humanidade… Aqui, a troca de farpas entre franceses e alemães dão humor ao tema. É  muito divertido!

Para quem ache os filmes franceses muito lentos, e por isso, os evita, irá perder bons filmes. Esse, inclusive. Num diálogo com sua filha, Batignole respondendo do porque se propôs aquela missão, diz algo assim: “Eu nunca tirei férias. Estou tirando-as agora!” E é esse o ritmo do filme. Sem a menor pressa seguimos, prazeirosamente, assistindo-o.

O título brasileiro, mesmo “contando” o filme, não nos tira o prazer que essa história nos dá. E quem seria esse herói? O dono de uma salsicharia que se sente responsável por um menino judeu; e que depois, também por duas primas dele. Por conta de sem querer, ter facilitado dos nazistas levarem os pais do menino.

Os dois, o salsicheiro e o garoto, dão um show de interpretação! Há cenas que emocionam; outras que nos divertem. Uma, quando o menino conta que ele é médico; e ele se ver obrigado a cuidar de um alemão…Até que ele saiu bem…

O tempero picante, fica nas trocas de farpas entre franceses e alemães.

Um filme gostoso de ver e rever! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez.

Herói por Acaso (Monsieur Batignole). 2002. França. Direção e Roteiro: Gérard Jugnot. Elenco: Ticky Holgado, Elisabeth Commelin, Jules Sitruk, Gérard Jugnot, Hubert Saint-Macary, Michèle Garcia, Jean-Paul Rouve, Alexia Portal, Viollete Blanckaert. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 104 minutos. Classificação: 12 anos.