Pecados Íntimos (Little Children. 2006)

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Sem querer entrar no mérito da pedofilia, por não ser especialista nesse tipo de desvio de comportamento, como também por ser algo que abomino. Não entra na minha cabeça, um adulto tirar o que de mais belo existe na infância – que é a inocência. Eu seguirei por outros temas mais que há nesse filme.

Antes mesmo de chegarem aos tais pecados íntimos do título nacional, os personagens vão mostrando a criança perdida em cada um deles. Mães castradoras. Acontecimentos que os fizeram ficar adultos rapidamente. Cobranças por parte dos adultos. Com isso, terminam por reprimir até um simples e natural desejo.

Mas e aí? Não tem como apagar tudo aquilo. Todo o passado. Certo ou errado, já está feito. Se não souberam canalizar algo forte… ele virá à tona um dia.

Estando adultos, as responsabilidades atuais também devem ser pesadas. Um passo em falso e… Principalmente, quando há uma nova geração nesse presente. Sendo assim, mudanças radicais irão afetá-las.

Quebra-se ou não esse ciclo?
Há mesmo uma cartilha pronta para tudo na vida?
Há de se querer perfeição em tudo?
O medo cega as pessoas?

O filme traz à tona relações em conflitos. Desgastadas. Tentativas de manter tudo sob controle. Deixando até de viver num mundo real. Traições via internet. Fantasiosas ou não, não deixa de ser uma traição. Como também, relações que perduram apenas para manter as aparências.

E como se sai dessa salada? Ou, quem quer de fato mudar de vida? Deixar de ser criança. Crescer. Ser independente.

É meio por aí, que vi o filme.

O final, arrepia! Eu gostei muito desse filme! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez.

Pecados Íntimos (Little Children). EUA. 2006. Direção e Roteiro: Todd Field. Elenco: Kate Winslet, Jennifer Connelly, Patrick Wilson. Gênero: Drama, Romance. Duração: 130 minutos.

E Se Fosse Verdade (Just Like Heaven)

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Uma idéia que leva a outra e mais outra...

Creio que alguns roteiros começam assim. Nesse, um roteiro nada original, parecendo recortes de vários filmes. Muito embora é baseado no Livro “If Only It Were True” (Se apenas isso fosse verdade…), de Marc Levy. E nem me refiro aos explicitamente lembrados no início. Como também temas como mediunidade, em alguém ver espíritos eles exploram bem. A ponto até de plagiar histórias de autores brasileiros; vide “Dona Flor e seus dois Maridos”, de Jorge Amado.

Esse mostra um espírito de alguém que ainda não morreu. Me adiantei. Melhor contar um pouco da história do filme:

A jovem Elizabeth (Reese Witherspoon) prestes a sair da condição de estagiária do Hospital, onde trabalha, sofre um acidente, entrando num coma profundo. É, lembra a história da “A Bela Adormecida” (Sleeping Beauty). E onde entraria o príncipe que iria acordá-la? Ele é David Abott (Mark Ruffalo), um jovem arquiteto que aluga o apartamento dela. Os dois acabam se encontrando. Mas…

Após se darem conta de que ela é um espírito, meio desmoriado, ele tenta ajudá-la a ir embora de vez. Até que ela recupera a memória bem próximo de desligarem de vez os aparelhos onde seu corpo está. Então eles terão que impedir. E a única pessoa que legalmente pode fazer isso é a irmã. Sendo que essa não acredita nem pouco no que David lhe conta.

Enfim, tem um início bonzinho, mas depois entedia um pouco. E que a cada virada de cena, parece que irá aparecer a cena original de onde veio a “idéia”. Para mim, um sessão-da-tarde. Bom mesmo foi ouvir The Cure cantando “Just like Heavem”. Nota: 06.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

E Se Fosse Verdade (Just Like Heaven). 2005. EUA. Direção: Mark Waters. Elenco: Reese Witherspoon, Mark Ruffalo, Rosalind Chao, Donal Logue, Dina Spybey, Ben Shenkman, Jon Heder, Ivana Milicevic. Gênero: Comédia, Romance. Duração: 95 minutos.