O Clube do Imperador (The Emperor’s Club)

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No início do filme um breve presente, para em seguida mergulhar no passado e dele retirar lições. Afinal, não dá para reescrever o que já está feito. O que pode ser feito é não cometer os mesmos erros de outrora.

Quem faz esse balanço é o então aposentado professor William Hundert (Kevin Kline). Ele está de volta a escola St. Benedict. Um local para formação de jovens pertencentes a alta sociedade americana. Mas mais que receber uma justa homenagem, esse encontro irá mexer com uma certa turma, com os alunos que dela fizeram parte. E entre eles, o jovem Sedgewick Bell (Emile Hirsch), filho de um influente Senador. À época, mais do que a sua inteligência, a sua rebeldia, a sua indisciplina, atraiu a atenção de Hundert. Esse acreditando que o faria trilhar o caminho certo, creditou nele sua própria postura.

Nesse caminho de volta, ficamos sabendo o que de fato todos aprenderam. Ou seria, o que todos assimilaram do que fora ministrado. Em destaque, a frase símbolo de todas as lições: “O caráter de um homem é o seu destino.

Atualmente, onde há tantos pais presos em seus compromissos, onde há uma guerra urbana nas ruas, onde há uma grande competição no mercado de trabalho, o filme nos leva a algumas reflexões:

Qual é o papel de um Professor numa sala de aula? O que cabe ao Professor na formação de um jovem? O meio, corrompe? Os percalços, como serão absorvidos? Caráter é algo inato? Alguém tem mesmo o poder de influenciar outra pessoa? Que lições tirar em cada conflito? Ou até, quem estaria enganando quem?

Enfim, é um filme para assistir com tempo e com calma. Como se estivesse saboreando uma taça de um excelente vinho. Até para não confundir com “Sociedade dos Poetas Mortos” (Dead Poets Society). Confessando aqui que uma lágrima rolou no final.

Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Clube do Imperador (The Emperor’s Club). 2002. EUA. Direção: Michael Hoffman. Com: Kevin Kline, Emile Hirsch, Embeth Davidtz, Rob Morrow, Edward Herman, Paulo Dano. Gênero: Drama. Duração: 109 minutos. Baseado no Conto The Palace Thief, de Ethan Canin.