Uma Simples Formalidade (Una Pura Formalità)

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Uau! Filmaço! De dar vontade em já sair trocando impressões com quem já viu, muito mais que motivar aqueles que ainda não assistiram esse filme. Mas irei me conter. Pelo menos vou tentar. Até em não deixar passar spoilers. E o que temos no filme?

Um homem (Depardieu) é pego por policiais por estar sem documentos, andando sem guarda-chuva numa noite tempestuosa e levado para a Delegacia. Lá chegando, ele cria confusões. Com a chegada do Delegado (Polanski), tem início as perguntas. Que por conta de alguns indícios, em vez de ser liberado, ele fica detido. Para uma simples formalidade. Até porque ocorrera um crime nessa noite. E o filme vara noite nessa investigação, ou melhor, colhendo depoimentos.

Depardieu, entre lapso de memória, diz ser Onoff. Nome de um grande escritor. Que por coincidência é o escritor preferido do Chefe de Polícia. Que a princípio, recusa-se a acreditar que está diante de seu ídolo, mas depois, usa o fato de conhecer bem seus escritos, para avançar nas perguntas. Ou seria na mente do Onoff? Que ora está on, noutras, off.

Quem morreu? Quem matou? O que fazem ali todas aquelas pessoas? Que lugar é aquele? Mas muito mais que descobrir essas e outras dúvidas, acompanhem a tudo. Até o pinga-pinga das goteiras que não cessam. Além do duelo verbal dos protagonistas, destaco também os personagens do escrivão e o velhinho do leite quente. São peças importantes nesse quebra-cabeça.

Uma inebriante caça ao rato! Amei! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Uma Simples Formalidade (Una Pura Formalità). 1994. Itália. Direção e Roteiro: Giuseppe Tornatore. Gérard Depardieu, Roman Polanski, Sergio Rubini, Nicola Di Pinto, Tano Cimarosa, Paolo Lombardi, Maria Rosa Spagnolo. Gênero: Policial, Suspense. Duração: 108 minutos.