No mundo de hoje não existe mais lugar para idealismos?
O filme nos leva a conhecer a realização de um sonho. Ou, das aspirações de algumas pessoas em querer compartilhar esse mesmo sonho. Em querer perpetuar o calor, a alegria de momentos felizes passados juntos. E ali, naquele Clube.
Mas a roda da vida por vezes passa que nem um trator… Pegando de surpresa alguns que deixaram de lado certos detalhes práticos. Logo, mesmo que por um adiar, os compromissos burocráticos não devem ser ignorados.
Foi o que aconteceu por aqui, a realidade batendo na porta do Clube. Por não terem apresentado Balancetes, se viram diante de uma grande dívida com a Prefeitura. Levando os sócios a buscarem uma solução. A que surgiu não fora a que esperavam, mas a única. Será? É que para piorar, todos estavam sem dinheiro. A própria localidade era atingida pela forte recessão do país. Com muitos desempregos. Sendo assim, a Diretoria não tinha como pedir aos associados para manterem em dia as mensalidades. Agora, teriam que correr contra o tempo.
E nessa busca, acabam por fazerem também um balancete de suas vidas. Com cenas belíssimas!! Algumas cujas onde um pequeno diálogo, traduz muito:
“_Não sei como se faz para mudar.
_Teria que descobrir…
_Eu faço o que você quiser.
_Faça, o que você puder.”
Ou mesmo como nesse “pedido”: “Me joga um pau que não esteja ensaboado.”
Entre risos e lágrimas, eu amei esse filme!! Ah! Logo após os primeiros créditos do filme, há uma certa continuação… hilária! Nota: 10.
Por: Valéria Miguez.
Clube da Lua (Luna de Avellaneda). Argentina. 2004. Direção e Roteiro: Juan José Campanella. Elenco: Ricardo Darín, Eduardo Blanco, Mercedes Morán, Valeria Bertuccelli, Silvia Kutika, José Luis López Vázquez. Gênero: Drama, Comédia. Duração: 143 minutos.