Apenas uma coisa separa essa grande amizade. Saiba qual…
Segundo filme da trilogia de Monicelli que começa com “Meus Caros Amigos”. Creiam, não há perdas se vistos fora da seqüência. Politicamente incorretos, machistas e sem escrúpulos, eles não poupam ninguém. Nem Religião, nem Família e nem ética nenhuma.
O filme traz passado e presente na vida desses caros amigos. No presente, um deles já se foi. E no encontro dos quatro, no túmulo desse… Somos então apresentados a essa turma para lá de irreverente. São eles: um Conde falido, um arquiteto, um dono de um restaurante, um cirurgião e o amigo morto, fora um editor de jornal. Na fala do Conde, temos o elo que os unes:
“Apesar de toda as diferenças entre nós… todos reunidos por certa regras que não confessamos: o direito de nos pregar peças reciprocamente; a vontade de rir, de se divertir e o gosto difícil de não se levar nada a sério.“
O que eles aprontam!! É hilário!! Uma dica: não bebam e não comam nada durante as brincadeiras. Correm o risco ou de engasgarem, ou de quase cometerem um strike como eu bebendo um café logo no começo. Tive que voltar a fita, por não acreditar no que estava vendo e para rir de novo.
As brincadeiras continuam, sem que eles percam o pique. Há aquelas que fazem sempre, mas há também as que parecem vir de bandeja para eles. Que em vez do “Ai, ai, ai, ai!“, que é como um aviso do médico aos demais… nos vem um: “ô, ô! Mais um pato para eles.” E eles não nos decepcionam! Melhor explicado pelas palavras do arquiteto ao ver um dos amigos em ação; mais um que não deixou que a bola fosse embora. Eis: “Que coisa de gênio! A fantasia, a intuição, golpe de vista e velocidade de execução.”
Além da farra que fazem juntos… Um dos pontos positivos nessa amizade é a liberdade que dão aos demais de sacanearem entre si. Como na cena onde um guarda de trânsito os param, por terem entrado na contramão. Daí, o dono do restaurante descobre que não é dele a carteira que traz no bolso. A turma não perdoa! Também, numa de levantar a moral de um, armam um banzé na Torre de Pisa.
Agora, sem sombra de dúvida, eles mostram que são amigos até num infortúnio. Em ter prazer na companhia um do outro, sempre. Que darão um jeito de se divertirem juntos!
Adorei! Nota: 10
Por: Valéria Miguez (LELLA).
O Quinteto Irreverente [Meus Caros Amigos 2] (Amici Miei Atto II). 1982. Itália. Direção: Mario Monicelli. Com: Philippe Noiret, Ugo Tognazzi, Adolfo Celi, Gastone Moschin, Renzo Montagnani, Milena Vukotic, Franca Tamantini, Angela Goodwin.
