“Rir de algo é não concordar com as imbecilidades e incongruências… é afrontar o opressor, que te quer sério, ao lado dele, ou triste, sob sua bota… é escapar deste mundo, imaginando um outro…” (Xavier, Marco Antônio)
Esse é um filme que creio que há dois pólos em quem assiste. Tipo: ou adorou ou odiou. Que ninguém sairá indiferente após assistí-lo. Vai dai que àqueles que gostam de um filme comportadinho, todo bonitinho, é melhor passarem longe desse. Há filmes que eu até tento motivar. Mas esse, por conta de umas cenas… É melhor que assistam outro filme. As tais cenas, dizer que são puro escracho é até eufemismo.
Borat (Sacha Baron Cohen) é um jornalista em seu país, o Cazaquistão. A título de traçar um paralelo entre o modo de vida do seu país com o dos americanos, parte para os Estados Unidos para colher material para o seu Documentário. E acaba se encantando por lá. Inclusive resolve procurar a atriz Pamela Anderson para pedi-la em casamento.
Assim, ele percorre várias lugares dos Estados Unidos entrevistando as pessoas. Teve momentos que cheguei a pensar: “Esse cara vai apanhar!” O ator é sensacional! Não sei se pelo fato de ser inglês usa e abusa do humor à la monty python. As cenas são hilárias! Uma com o hino americano é sensacional! E que até me fez lembrar um pouco da dupla: Tangos e Tragédias, da Sbórnia.
Antes que pesem a sátira a judeus, vale lembrar que o povo judeu é reconhecido como aquele que faz piadas ou ri de seu cotidiano e de suas próprias vicissitudes. Até podemos lembrar de alguns artistas cômicos que eram/são judeus: Jerry Lewis, Woody Allen, os Irmãos Marx, Mel Brooks, Peter Sellers…
Eu gostei muito desse filme!
Por: Valéria Miguez.
Borat: o Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja À América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan). EUA. 2006. Direção: Larry Charles. Elenco: Sacha Baron Cohen, Ken Davilton. Gênero: Comédia. Duração: 84 minutos.
Curiosidade: A polícia foi chamada 91 vezes durante a produção de Borat, devido a cenas rodadas por Sacha Baron Cohen. Em Nova York um mandato de prisão chegou a ser enviado ao ator.
