Confesso que a motivação para esse filme foi George Clooney. Afinal, ele é um colírio! Em segundo lugar, por gostar de filmes com advogados, tribunais. Nossa! Que filme, ou melhor, que causas advogam nesse! E tem uma cena, cuja fala vai bem de encontro em porque filmes assim são interessantes de se ver. Essa: “Advogados às vezes seguem as leis“.
Uma consideração inicial. Se Geoffrey Rush não foi dublado, deveriam dar correndo a ele um papel principal num Musical. Porque ele deu um show cantando “The Boxer“, de Simon e Garfunkel. Além claro, de marcar presença com uma pequena participação como fez nesse.
No início do filme, e bem rápido, me peguei a pensar num flagrante ao contrário, em como seria. Até porque é o mais corriqueiro. Ou era. Diante da história do filme, como também do que a mídia sensacionalista conta do mundo real, não sei mais o que pende mais na balança das relações a dois: se homens traindo as(os) companheiras(os), ou o contrário.
Mas logo depois, o choque! Gente! O que era aquele “clubinho” de mulheres. Chega a ser uma falta de respeito, uma falta de consideração, às mulheres que lutaram para que nós, nos dias atuais, pudéssemos estar lado a lado com os homens no campo profissional, e não mais em papéis secundários. Não ficando apenas nesse campo. No Brasil, por exemplo, no campo esportivo a participação das mulheres competindo em alguns, também é recente: e por um Decreto Lei em 1981. Como podem ler no Blog da Lunna: aqui. Embora lamentável, o empreendimento delas na tal reunião também existe no mundo real. Não é pura ficção. E vemos essas alpinistas em todas as classes sociais. É muita falta de perspectiva para uma mulher, nos dias de hoje, procurar num casamento o seu ganha-pão. Casar por interesse financeiro é o fim da picada. Algo só compreensível em gerações passadas.
A personagem da Catherine Zeta-Jones, Marylin Rexroth é mais uma delas. Que busca por marido ricos, que gostem de aventuras extra-conjugais para com um flagrante dessas escapulidas, pedir na separação um polpudo quinhão dos bens deles. É, é no plural mesmo, pois algumas delas, não se contentam com um único casa-separa.
Acontece que o primeiro e mais arquitetado do seu golpe, foi frustrado por conta do melhor advogado nessas causas, Miles Massey (George Clooney). Então, o jogo começa. Pois ela vai querer se vingar. E tendo ele uma considerável fortuna, vira a sua próxima vítima.
Mesmo com toda a sua astúcia nesse tipo de investida, nessas armações, Miles encontra-se entediado. Seu sucesso profissional está no topo. Mas… Para piorar seu ânimo, ao se deparar em como leva a velhice o sócio majoritário, ele fica baqueado. E estando fragilizado, vira uma presa fácil para essa belíssima interesseira. Como ele mesmo diz:: “Indefeso como um patinho na lagoa”.
E o final… Bem, o final é coerente com a proposta do filme. Afinal, business is business. Affe! Até por conta disso, embora com uma excelente trilha sonora, ao término do filme, foi essa música que me veio à mente: “Socorro, não estou sentindo nada. Nem medo, nem calor, nem fogo…“. Por fim, não entrou para a minha lista de que vale a pena rever.
Ah! Fiquei em dúvida com o lance do Sr. Smith, se teria sido uma homenagem ao filme “Sr. e Sra. Smith”.
Por: Valéria Miguez.
O Amor Custa Caro (Intolerable Cruelty). 2003. EUA. Direção: Joel Coen. Elenco: George Clooney, Catherine Zeta-Jones, Cedric The Entertainer, Geoffrey Rush, Billy Bob Thornton, Richard Jenkis, Edward Hermann, Jack Kyle, Paul Adelstein. Gênero: Comédia, Romance. Duração: 100 minutos.






Soundtrack: Intolerable Cruelty
1. The Boxer – Simon And Garfunkel
2. Intolerable Mambo – Carter Burwell
3. Suspicious Minds – Elvis Presley
4. Hanky Panky Choo Choo – Carter Burwell
5. Don’t Cry Out Loud – Melissa Manchester
6. Feels So Good – Chuck Mangoine
7. You Fascinate Me – Carter Burwell
8. April Come She Will – Colin Linden
9. Heather 2 Honeymoon – Carter Burwell
10. If I Only Knew – Tom Jones
11. Love Is Good – Carter Burwell
12. Non Je Ne Regret Rein – Edith Piaf
13. No More Working – Carter Burwell
14. Fully Exposed – Carter Burwell
15. Glory Of Love – Big Bill Broonzy
16. The Boxer – Colin Linden
No link, tem como ouvir um trechinho de cada uma das músicas:
Intolerable Cruelty
Oi Lella, boa noite, olha, claro que assisti esse filme pelos motivos que os seus: George. Claro.
Mas não gostei do filme, vi uma excelente atuação do referido bonitão, mas ficou só nisso. Não gostei do roteiro. Esperava mais (bem mais).
Beijos e grata pelo link.
Ps. Essa semana está meio complicada por aqui, por isso, talvez me ausente. Estou cuidando do meu jardim e meus dedos não estão muito a vontade com o teclado…
Oi Lunna!
Também não entrou para a minha lista de querer rever. Mas não deu para não escrever sobre esse filme.
Em relação ao link, tinha colocado de um outro jeito. Consertei. Agora sim, ele cai direto no seu Blog.
Boa distração com suas plantas!
Beijão,
Acho ele versátil, mas prefiro filmes de ação
Eu ainda não vi “Syriana” com ele.
“O Amor Custa Caro” é um pastiche de comédia romântica. Adoro esse filme dos Coen. Recordo-me que o vi no cinema.
Oi Breno!
Esse filme até que fica acima da média das comédias atuais. Mas não ficou em mim um gosto de rever.
E é muito bom vê-lo aqui
Beijão,