“Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.” (Charles Chaplin)
Mais do que um documentário, é um filme memória. Uma radiografia do século XX. Com imagens de arquivos, com pequenas frases e uma trilha sonora impecável, parece magia o que conseguiu, Marcelo Masagão, nesse filme. Há cenas chocantes, há cenas tocantes. Uma, onde colocou Fred Astaire e Garrincha – eu amei! É sensacional! E o título ganha um colorido especial no final. É um brinde de tão sensível que é!
Algumas das minhas impressões:
Uma delas seria em mostrar criador e criatura. Traçando um paralelo entre as invenções, criações, fatos, feitos com os desejos, sonhos, aspirações, desvarios daqueles que as realizaram… Como também traz alguns anônimos que vivenciaram os períodos mostrados. Eles, de alguma forma, também tiveram seus papéis.
O tempo é calcado num tema específico. Ele não faz uma seqüência por datas. Um exemplo: o do desejo do homem em alçar vôo. Nossa! A mudança de uma imagem para a outra ficou incrível!
Noutro tema, com os Ditadores, inicia com a imagem de uma criancinha (um bebê); depois, reparem num efeito com as fotos desses líderes.
Há também a frase que ilustra o kamikase. Ele seria o homem-bomba atual!? Algo que… Ultrapassou para esse Século?
Abordando a transitoriedade, a nossa efemeridade, num convite a reflexão. Como já citei, com imagens, frases e música, ele mexe conosco de um jeito ou de outro. Há cenas que embrulham o estômago. Outras que emocionam. Os desejos de poucos interferindo em muitos. As invenções sendo usadas tanto para o engrandecimento, como para o empobrecimento da humanidade. Valores materiais ou não em xeque. A maneira como cada pessoa absorve o seu tempo de vida.
Enfim, é meio por aí. Posso ter trazido impressões soltas, agora, eu realmente gostei desse Filme! Assistam! Esse, com certeza, entrou para minha lista de: vale a pena ver de novo.
Por: Valéria Miguez.
Nós que aqui estamos por vós esperamos. Brasil. 1998. Direção e Roteiro: Marcelo Masagão. Música: Win Mestens. Duração: 55 minutos.







sei lá filme brasileiro e antigo sou meio assim para ver =/
Oi Andreza,
esse é um excelente Documentário. Vale muito a pena ver! Essa sugestão, eu garanto: é quente!
Beijão,
só pela imagem já se nota. bela resenha
Oi Lindo!
Esse, deveria até ser passado num canal da tv aberta e num horário nobre.
Beijão,
Sem dúvida excelente filme, no curso de História na disciplina de Sociologia, foi me apresentado tal obra, um recorte da ” Era dos Extremos” que, na micro-história de Hobsbawn remete a elevação máxima da análise das relações quotidianas do indivíduo comum, dentro de determinado espaço-tempo, ou seja o ser anônimo (micro) e toda a sua estrutura de ligações inter-pessoais, que ocasionarão a precipitação do macro, remontado na questão antagônica, catastrófica e extremista do século XX.
Oi Rodrigo,
Se ainda servisse como lição aos que estão no topo da pirâmide, com o poder que detém… Mas parece que o século XXI, estão é criando mais muros.
Volte sempre!
Beijo grande,
Esse,sem dúvidas, é o melhor filme do gênero que já assisti. Simplesmente maravilhoso e esclarecedor.
Oi Erasmo!
Seu post, não sei porque, tinha caido como um spam. Só agora que ao ir lá, eu vi, e o liberei.
Sorry! E grata por participar!
Volte mais vezes!
Ótimo filme pra esses tempos líquidos…