Confesso que mais do que pela história em si, o que me motivou mesmo a assistir esse filme foi o país de origem. Em conhecer o Cinema Uruguaio. Não saí decepcionada. A trama é boa e nem um pouco fora da realidade. Mesmo que esse título possa causar estranheza há alguns.
Antes, por lembrar que há quem torça o nariz por achar que o Cinema Brasileiro só mostra pobreza… a esses, aviso que esse mostra uma periferia bem humilde… Mas como muitas que alguns de nós conhecemos, também há solidariedade entre os vizinhos. Numa de compartilhar o pouco que têm. Sendo assim, se não querem ver essa realidade… Peguem outro filme. O que seria uma pena, mas…
O filme, como citei, foca numa Vila onde os adultos sobrevivem fazendo biscates. Ou, onde há uma terceirização para lá de informal. Onde às mulheres lavam, passam, costuram… Para uma outra parte mais abastada. Nossa! Quando a filha volta de uma das entregas, e o que ela diz… É, não é mesmo algo improvável. Isso acontece!
Para a maioria dos homens… O de irem buscar mercadorias, para o comércio local, em território brasileiro. Poucos são os que fazem todo esse trajeto com motos. A maioria faz essa viagem diária, de quilômetros, com bicicletas. Para ‘dificultar’… na estrada principal, no lado uruguaio tem um destacamento militar. Precisam ouvir do Oficial como guardam a fronteira do país… Então, eles seguem por um outro caminho. Que aumenta ainda mais o percurso. Pior até, pois o caminho é muito acidentado, com trechos em charcos… Onde numa de ‘se correr o bicho pega, se ficar o bicho come‘… Por essa trilha, por vezes, aparece um ‘rapa’…
Se falei de todos no geral, e até para chegar ao título do filme… Um pouco do Beto (César Troncoso), da sua família e das suas aspirações…
Ele sonha em ter uma moto para além de poder trazer mais mercadorias, poupar o seu joelho. A princípio, tenta convencer a mulher em deixar a filha fazer as viagens junto com ele. Nem a mulher consente. Nem muito menos a filha quer. Ela tem planos de continuar os estudos na capital. Entre ela e o pai há um estranhamento…
Eis que, com a notícia que o Papa passaria por lá… O pessoal da vila vê nisso um jeito de ganhar uns trocados a mais. Todos colocam em prática suas idéias. Até a mulher do Beto tem uma, mas que ele a descarta por conta da dele.
E qual seria a dele? É até engraçado, como triste ao mesmo tempo o momento que lhe vem essa idéia. O lado triste, e é até constado por sua mulher mais adiante no filme… Bem, para não estragar a surpresa de vocês, reparem para onde ele olhou. Creio que entenderão ![]()
Agora, o cômico é… algo do tipo: “Se vão comer tudo aquilo… Vai faltar matinho“. Pois é, ele resolve construir um banheiro. Além de ter pouquíssimo tempo, terá que fazer mais viagens, pois não tem nenhuma reserva financeira para tal empreitada.
De cá, acompanhamos o seu drama. A mim, o vi como um sonhador demais. E mais, alguém que nesses vôos, esquece que não está nessa sozinho. Mas como também há no mundo real, há quem os não apenas os deixam voar, como ajudam nisso.
Gostei do filme! Mas não entrou para a minha lista de rever.
Por: Valéria Miguez (LELLA)
O Banheiro do Papa (El Baño del Papa). 2007. Uruguai. Direção e Roteiro: César Charlone e Enrique Fernández. Elenco: César Troncoso, Virginia Méndez, Virginia Ruiz, Mario Silva, Nelson Lence. Gênero: Drama. Duração: 90 minutos. Baseado numa história real.







Val!
Passei só prá dar um oi.
Tava lá na Nossa Via e descobri que vc tb é colaboradora por lá. Parabéns moça!!
Muito bem, adorei!
bjs
Oi Linda!
Pois é! Eu me senti nas nuvens quando recebi o convite da Sam! Também adorei em fazer parte do Nossa Via!
Legal saber que gostou
Beijão,
Lella..meu nome e Marelo e sou uruguayo..moro em SP (brasil)…gostaria de algumas in formações a respeito do filme…adoro cinema..
meu MSN e marcelokokuyra@hotmail.com…
Oi Marcelo,
primeiro, o porque da demora nesse retorno. É que tive problemas com o pc, e com a internet. Precisei até usar discada por esses dias. E como lento demais, restringi o que faria.
Depois, meu MSN é único, e eu meio que modero a quem adiciono.
Sobre o filme em questão, pode perguntar por aqui mesmo. Se eu souber as respostas, responderei com prazer.
Volte sempre!
Saudações cinéfilas!
Se me permite Lela, deixa eu aproveitar que tenho chegado timido mas ativo e deixar meu comentario sobre este tbm..rs
Na verdade achei o filme um pouco monótono… Talvez pela imagem horrível que estava na sala do cinema que assisti e também pela trilha que por sinal é escassa no decorrer do filme (com exceção de uma cena no final onde rolou uma junção de imagens com umas vozes no fundo que ficou fascinante)… No entanto, nada disso deve ser levado em conta se a história é interessante e leva o espectador a refletir… O Banheiro do Papa acaba fazendo isso… O mais interessante é a postura da família (principalmente da esposa) frente as peripécias do marido Beto… Até a pobrezinha da filha do casal uma hora despenca pelo esforço e dedicação do pai em simplesmente ACREDITAR que algo pode dar certo para que o futuro seja melhor… No mais – Viva o cinema alternativo! Apesar da margem de publico desprezível, diretores que estão fora do “metiê holywoodiano” estão de parabéns pelas ousadas e corajosas produções cinematográficas… Pouco dinheiro mais muito conteúdo…
beijoss..
Fernando,
a casa é sua! Fique a vontade até para discordar.
Eu, até o momento, só recebi um esculachando o meu texto. Não censurei. Apenas dei uma réplica, até por conta de que a pessoa me achou uma alienada por eu nunca ter entrado no mundo das drogas.
Eu me assumo sim, ser careta nesse quesito
O lance está nos comentários do “Réquiem para um Sonho”.
Em relação a esse aqui, “O Banheiro do Papa”. Numa edição, eu teria diminuído um pouco o filme. Seria naqueles ir e vir na primeira uma hora do filme.
Eu fiquei com vontade de contar mais sobre a esposa dele. Até por conta do lance da porta. Mas teria que começar falando de como era o banheiro deles antes. Tiraria a surpresa de quem não viu.
Mas acho que aqui posso contar. O Beto passa a impressão de ser alguém bem viajandão. De não ligar para os itens essenciais da família. Viu o lance da espumadeira? Talvez seria algo que a mulher queria há tempos. E o banheiro de antes? Por que não se empenhou para construir um antes? O Beto tinha uma meta: uma moto. Foi por esse desejo que ele deu uma alavancada na casa deles.
E é, um Viva ao Cinema Alternativo.
Beijão,
Puuttzzz ..Requiem ali ta pegando fogo heim??
Passei la pra dar uma olhadinha e infelizmente o que vi foi mais briga de foice do que comentario/critica sobre filme…rss
Este Requiem nao tive oportunidade ainda… na verdade nunca tinha ouvido falar…
No mais.. sobre O Banheiro… eu entedi que a busca dele era essa mesmo – uma moto para melhorar a condição… mas o que me espantou mais no filme foram as reações dos moradores da cidade – sobretudo da familia de Beto – em lhe dar com as situações da vida, diga-se de passagem, a pobreza neh…O filme encanta por causa disso…
A beleza do filme fica na reflexão sobre a capacidade do povo em geral superar as adversidades de uma vida sofrida. E isso é muito bonito!
Hehe… Pois é, a moça está decidida em dizer que a análise dela é que é a certa por conta disso a minha está errada
Cada um tem, traz a sua impressão. O que eu não concordo é com a postura dela. Pois lá em fóruns no Orkut, um outro olhar sobre o filme já me levou a revê-lo.
Vou voltar lá
Em relação a esse, eu acho que a moto seria mais para poupar esforço físico. É que o Beto me faz lembrar de pessoas que eu conheço. Dai me arriscaria até em dizer que no tempo maior de folga, usaria uns 10% para uma melhoria na casa, uns 70% no botequim…
Em relação aos moradores… Aqueles vizinhos do Beto, são nota mil! A Tereza que colocou a tv no quintal para que a mulher e a filha vissem o Papa. O marido, pedindo aos amigos dinheiro para ajudar o Beto a fazer o banheiro. São gestos que emocionam!
Um lindo final de semana pra ti!
Beijo grande,
Realmente…comentario que acabou virando calúnia…mas tbm nao gostei da forma que ela iniciou o comentario… sou a favor de critica-negativa..mas não destrutiva…rss e a ignorancia dela acabou ofuscando ate mesmo a analise que ela fez…. eita barraco…rss
Puxa vida..agora fiquei pra la de curioso a assistir este tal Requiem viu….rsss
Aproveitei e pesquisei sobre ele em um link…é um barato Lela..depois ce navega pra vc ver..conta com simplesmente TODOS os filmes em cartazes no Brasil, alem de um catalogo com peliculas desde mil vovecentos e vovó atleta..hheh
Segue o link – http://www.interfilmes.com/index.html
bjoss..tomara que o finds seja maravilha pra ti…
Realmente…comentario que acabou virando calúnia…mas tbm nao gostei da forma que ela iniciou o comentario… sou a favor de critica-negativa..mas não destrutiva…rss e a ignorancia dela acabou ofuscando ate mesmo a analise que ela fez…. eita barraco…rss
Puxa vida..agora fiquei pra la de curioso a assistir este tal Requiem viu….rsss
Aproveitei e pesquisei sobre ele em um link…é um barato Lela..depois ce navega pra vc ver..conta com simplesmente TODOS os filmes em cartazes no Brasil, alem de um catalogo com peliculas desde mil vovecentos e vovó atleta..hheh
Segue o link – http://www.interfilmes.com/index.html
bjoss..tomara que o finds seja maravilha pra ti…
PS – o comentario nao saiu da primeira vez que mandei..
Fernando,
sorry! Não sei se por conta do link, seguraram seus posts. E só o vi há pouco. Tenho que voltar a olhar essa parte lá dentro mais vezes.
Sobre o incidente… Outra coisa que não entendo é em alguém continuar lendo os textos de quem não gostou. Meio masoca, isso. Até faz lembrar dos que malham certos programas de Tv, mas que o assistem sempre
E como não irei apagar, ela terá seus 15 minutos de fama.
Independente disso, veja o filme. Ele faz, ele traz um raio-X dos que entram nesse mundo das drogas.
Grata pelo link! Eu costumo ir nele para saber as novidades. Saber dos filmes mais recentes. A lista deles é bem extensa.
Meu find, tirando o vizinho que coloca o som nas alturas, foi tranquilo. Bom! Até por arejar uma semana braba, mas por problemas familiares.
Um início de semana lindo, pra ti!
Beijo grande,
QUE BOM TER ENCONTRADO O SITE DE VOCÊS! APROVEITO, ENTÃO, A OPORTUNIDADE PARA DIZER QUE O GRANDE “SACANEADO” NESSA HISTÓRIA TODA FOI ALDYR GARCIA SCHLEE, AUTOR DO LIVRO “O DIA EM QUE O PAPA FOI A MELO”, PUBLICADO NO URUGUAI COM O TÍTULO “EL DIA EN QUE EL PAPA FUE A MELO”. “O BANHEIRO DO PAPA”, QUE DÁ TITULO AO FILME, É UM DOS CONTOS, QUE DE FICTÍCIOS TEM MUITO POUCO! SCHLEE, UM FRONTEIRIÇO DE JAGUARÃO/RS, CONHECEDOR DA PÁTRIA URUGUAIA, ENTREVISTOU CIDADÃOS DE MELO QUE ILUSTRAM SEU LIVRO. EM NENHUM MOMENTO DO FILME LHE DADO UM MÍNIMO CRÉDITO. ISSO TEM UM NOME!
AGRADEÇO A ATENÇÃO DE VOCÊS E ABAIXO COLOCO ALGO SOBRE NOSSO “SACANEADO”:
“ALDYR GARCIA SCHLEE É ESCRITOR, DESENHISTA E JORNALISTA PREMIADO NACIONALMENTE. PROFESSOR UNIVERSITÁRIO NAS ÁREAS DE CIÊNCIAS HUMANAS E LITERATURA. ENSAÍSTA, TRADUTOR, FICCIONISTA E LEITOR. AUTOR DE SETE LIVROS DE CONTOS – CONTOS DE SEMPRE, LINHA DIVISÓRIA, UMA TERRA SÓ, O DIA EM QUE O PAPA FOI A MELO, CONTOS DE FUTEBOL, CONTOS DE VERDADES, OS LIMITES DO IMPOSSÍVEL – ALÉM DO ROMANCE “DON FRUTOS” (UMA BIOGRAFIA ROMANCEADA DE FRUCTUOSO RIVERA, PRESIDENTE DO URUGUAI, QUANDO DE SEU EXÍLIO EM JAGUARÃO/RS. VENCEDOR DUAS VEZES DA BIENAL DE LITERATURA BRASILEIRA (1982 E 1984) E TRÊS VEZES DO PRÊMIO AÇORIANO DE LITERATURA (1997, 1998 E 2001).
——————
Carmelina Donato Castro
Integrante do GRUPO ÁGUIA – AmiGos Unidos Incentivando as Artes
Oi Carmelina!
Seja muito bem-vinda ao blog!
Olha, eu ate entendo a sua bronca, mas pense por outro ângulo. Se foi algo que de fato aconteceu, outras pessoas também poderão contar do seu jeito. Ficando como: baseado numa estória real.
Quando quiser chamar atenção para algo, não se faz necessário escrever tudo em maiúsculo. Basta colocar em negrito. No caso específico, você destacaria o nome do autor, e do livro.
Volte mais vezes!
Beijo,
DECULPEM! NA MENSAGEM ANTERIOR INFORMEI MAL OS BLOGS DO GRUPO A.G.U.I.A. – AmiGos Unidos Incentivando as Artes! AGORA VAI CORRETO:
http://www.blogdogrupoaguia.blogspot.com; http://www.aguiasbienalb.blogspot.com
UM ABRAÇO,
Carmelina Donato Castro
Na sua mensagem anterior, eu arrumei o link do seu blog. Ali naquele espaço é melhor deixar só um link.
Deixei o outro link para essa mensagem.