Juventude Transviada (Rebel Without A Cause)

_Por que temos que fazer isso?
_Porque temos que fazer alguma coisa.

Antes de começar a falar sobre a trama desse filme, deixo um desabafo: Será que na edição final não notaram que todo aquele crédito em letras garrafais não nos deixaria ver direito o início do filme? Ainda mais numa cena com o James Dean. Se na época, os créditos vinham no início, poderiam mostrar uma paisagem, por exemplo; sem nenhum enquadramento. Não sei se foi o George Lucas quem primeiro percebeu isso. Mas sei que fora multado por colocar os créditos no final do seu “Star Wars”. Merece meus aplausos por essa tomada de decisão.

Agora sim comentando “Juventude Transviada” (Rebel Without A Cause). Revê-lo após tanto tempo, deixou uma sensação de primeira vez. Great! Pela trama do filme, é claro que o título original é preciso. Por ser o drama principal do protagonista. Um jovem que se ressente por viver num matriarcado. Ele tem a figura paterna como alguém submisso. Vê o pai como um covarde. E que não quer ser um também. Não recebe reprimendas, nem limites. Mas não pode se queixar que não tem o amor dos pais.

Por conta disso, ele, Jim (James Dean) se mete em confusões numa tentativa de chamar a atenção dos pais. Mas em vez de lhe impor limites, a mãe se preocupando mais com o que os outros irão falar, prefere mudar de residência. Como se o fato de ir para locais distantes, deixaria o problema para trás. Aliás, que problema? E o  Jim apesar de suas encucações, sua rebeldia é bom rapaz.

A história pega uma recém chegada a um novo local para onde se mudaram: subúrbio de Los Angeles.  Indo de uma noite a outra. Com Jim encontrado deitado numa calçada e levado para uma Chefatura de Polícia. Por lá, mais dois jovens: Judy (Natalie Wood) e Platão (Sal Mineo).

Judy também se queixa do pai. Mas no caso dela por não entender porque o pai não lhe faz mais carinho como quando ela era criança. Estranho. Fica parecendo que o pai não a vê mais como filha, mas sim como uma jovem atraente. Isso não está explícito no filme; são conjeturas minhas. Mas também é válido ressaltar a década dessa história.

Platão também fora levado para a Delegacia. Dois três ele é o único que teria uma causa de fato para se rebelar. Por não ter os pais juntos. Mora numa bela casa na companhia da empregada. Da mãe, recebe de presente de aniversário um cheque, via correio, para as despesas da casa.

Nessa noite na Delegacia, mal trocam palavras. Apenas Jim que oferece seu casaco para Platão.

Talvez pela época, talvez pelo local, o certo que há nessa noite, de plantão um Juíz de Menores bom camarada. Atende primeiro Judy, e depois Jim. Aos dois ele atua como um pai amigo. A Jim, diz que o procure a qualquer hora. Sempre que sentir que vai fazer uma besteira. Já com o jovem Platão, o que o atendeu diz para procurar um psiquiatra. Assim, bem direto. Faltou nesse, o que o outro tinha de sobra: sensibilidade para lidar com adolescentes.

O dia amanhece. Primeiro dia de aula de Jim. Também descobre que Judy mora bem perto. A convida para ir a aula no carro dele. Mas ela estava esperando pelo seu grupo. E na presença deles se transforma.

O dia de Jim não é fácil. Por ser novato, e por ter um jeito caipira, vira o prato principal para a turma comandada por Buzz (Corey Allen). Jim aguenta o quanto pode a pressão. Até que ao ser chamado de covarde, seu ponto fraco, acaba aceitando competir numa prova bem estúpida. Como se aquilo fosse uma defesa de sua honra? Que honra? Tudo poderia ser visto por ter recebido um xingamento.

Para quem curte Astrologia, há uma aula num Observatório. Onde o Palestrante mostra as estrelas. Em destaque a Constelação de Câncer. Signo dos Estados Unidos. E que me parece é a Casa das raízes. Ou como um colo dos pais onde se vai receber um carinho.

Numa prosa entre Jim e Judy, ela diz mais ou menos assim: “_Não dê créditos ao que eu falo quando estou com o grupo. Ali ninguém está falando a verdade. Somos fachada.” E isso é regra geral em todo esses grupos de encrenqueiros e arruaceiros. Como também nos que praticam o bullying.

A fala no início do texto também demonstra o quanto é sem noção essas rixas. E esse ter que fazer algo termina por acarretar tragédias, como até traumas permanentes nos jovens hostilizados. Há que ter alguém para quebrar esse círculo de violência. Urge de um adulto que dê a eles limites.

Enfim, essa segunda noite não amanheceu para uns. Seria interessante se os jovens de agora assistissem esse filme. Quem sabe mostre o quanto é desnecessário essa falta de coleguismo. E rever James Dean, é bom demais. Filmaço!

Por: Valéria Miguez (LELLA)

Juventude Transviada (Rebel Without A Cause). 1955. EUA. Direção: Nicholas Ray. Elenco: James Dean, Natalie Wood, Sal Mineo, Jim Backus, Ann Doran, Corey Allen, Edward Platt, Dennis Hopper. Gênero: Drama, Romance. Duração: 111 minutos.

Ben X – A Fase Final

Um filme imperdível! Principalmente por abordar o Bullying. Mostrando o quão perverso são aqueles que praticam. O trote escolar também aflora certos desvios de conduta em certas pessoas, mas não sei se posso dizer que isso, de ser executado num período curto, seria um atenuante para não colocar no mesmo patamar do outro. Já que a prática do bullying perdura por todo o período letivo, e pior, por vezes, por anos após anos. E foi o que aconteceu com o protagonista dessa história.

Quem seriam esses que sentem prazer em praticar tais atos?

Esse filme, “Ben X – A Fase Final“, é mais um a nos mostrar que à eles, a punição é quase um passar a mão na cabeça do malfeitor. Nem para um tratamento psiquiátrico, são conduzidos. Mesmo sendo figurinhas carimbadas na Diretoria do Colégio. Affe!

Agora, e quanto às vítimas?

À elas, além de sofrerem horrores nas mãos dos delinqüentes, muita das vezes, ainda são discriminados pela sociedade, pelo grupo, ou mesmo pelos dirigentes das entidades onde sofrem as agressões. Nesse filme, o Diretor diz que prepara os jovens para o mundo lá fora… Numa de que fazem vista grossa para os valentões. Seria numa alusão a cadeia alimentar da natureza? Onde só os fortes sobrevivem? Ou, o que é pior, de os usarem para ver se assim se vêem livres desses ‘diferentes’.

Ben (Greg Timmermans) cresceu passando por maus pedaços nas mãos dos colegas de classe. Por verem nele, alguém diferente. Como se isso fosse crime. Seu problema fora diagnosticado de fato já quase nessa fase atual da história: Síndrome de Asperger. Um tipo de Autismo mais leve. Suas notas são altas. Mas… além de travar uma luta de sobrevivência consigo próprio, devido a sua doença, tem que tentar sobreviver as agressões dos colegas de classe. E desde os primeiros anos escolares.

Até então, se deixava levar pelo mundo da virtualidade de um jogo, o AchLord. Era a sua válvula de escape. Ali ele era invencível, se sentia forte e integrado. Ou quase, já que preferiu jogar (online) com uma única pessoa. Ela era sua princesa, sua heroína, sua companheira, e porque não, sua única amiga, Scarlite (Laura Verlinden), mesmo que só no mundo virtual.

Mas se no jogo ele chegou na fase final… no mundo real, ele atingira o seu limite…

Bem, minhas lágrimas jorraram no final. Assistam! Contar mais, embora fico tentada, tiraria a surpresa de toda essa história. E que é muito bem contada. Um filme perfeito em tudo. Além de uma trilha musical lindíssima! Nota máxima geral!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Ben X – A Fase Final (Ben X). 2007. Bélgica. Direção e Roteiro: Nic Balthazar. Elenco: Greg Timmermans, Laura Verlinden, Marijke Pinoy, Pol Goossen. Gênero: Drama. Duração: 93 minutos.

Vermelho como o Céu (Rosso come il Cielo)

Arma de Fogo + Criança + na mesma Residência = ?

Antes de comentar o filme, mas até sobre algo trágico que ele traz, assim como porque foi baseado em algo que de fato aconteceu, quero falar sobre essa equação ai do início. E eu nem fui atrás de estáticas para obter um resultado. Claro que haverá crianças que passarão incólumes e até em crescerem não querendo ter uma arma. Nem como uma mera cópia do gosto paterno. Mas num mundo tão violento, mensagens, ou até reflexões acerca de um ‘Desarme-se!‘, se faz necessário.

Quando eu e meus irmãos éramos crianças, houve um período em que meu pai consertou algumas armas de algumas pessoas. No princípio, ele ali com a arma toda desmontada, nos levava… é, o termo é esse mesmo. Pois o que estava subentendido ao nos mostrar aquele mecanismo… era na verdade, ele nos levando a entender o poder de destruição daquele objeto. E para nós, criados entre plantas e pequenos animais (Tínhamos cachorro, pintinhos, porquinho-da-índia, codorna…), e muitos amiguinhos (pessoas)… Enfim, para nós que amávamos todos, era um disparate o matar alguém.

Quando sozinhos em casa, não batia em nós em sequer tocar numa delas. E crescemos sem querer possuir uma. Nosso fogo era por um outro tipo de fogo, o do fogão. Onde o prazer maior em algo proibido, estava em preparar doces e depois comer de colher direto da panela. Crescemos sentindo gosto e prazer em reuniões em torno da mesa da cozinha. Ah sim! Essa aventura não queimou ninguém, pois tomávamos cuidado.

Mas como no filme, tragédias podem ocorrer. Pois criança é curiosa. E quando acontecem, o que pensar?

Pegando o exemplo do filme. Sozinho em casa, ele improvisa uma escada – um banquinho em cima de uma cadeira -, para segurar a arma. Mas em ouvir alguém chegando, receoso e nervoso, ao tentar colocar a arma no lugar, caem ele e a arma. Ela ao cair, explode perto do rosto dele. Ferindo gravemente seus olhos.

Então, ainda nessa reflexão … O porque dele ter ficado assustado. Seria por saber que estava fazendo algo errado? Por conta disso, estaria temendo uma punição dos pais. Se for por ai, não seria melhor não ter uma arma de fogo em casa? Ou, em não colocá-la à vista e em local alto?

Bem, paro por aqui nessas reflexões, para entrar no filme, mas continuei com esse tema na Coluna no Nossa Via. Para quem quiser conferir, eis.

Com a tragédia, o pequeno Mirco, de início, perde quase toda a visão. Ficando a só ver vultos. Por conta disso, e pela lei vigente na época, início da década de 70, Itália, ele fica impedido de continuar seus estudos onde mora. Pois terá que freqüentar uma instituição que atenda aos deficientes visuais. Assim, deixa a bela região onde mora, Toscana, seus pais, seus amigos, para ficar internado numa escola especializada. Indo para longe de casa.

Como se não bastasse tudo isso… a escola tem como Diretor um cara de mente bem retrógada. Ele também é cego. Aparentando não ter superado o seu infortúnio, faz algo indigno de um verdadeiro Professor. Pois obscurece as aspirações dos demais, no caso, das crianças em sua instituição. Achando que não terão muito mais para fazer, limitando até os cursos profissionalizantes oferecidos. Além de tornar as aulas enfadonhas.

Mirco é daqueles que fazem a diferença em seu meio. Ao concluir uma pesquisa passada por um professor, chama para si a atenção de todos. Mas do Diretor, veio a ducha fria. Ele cortou as asinhas naquele vôo por um mundo que valorizava um outro sentido sem ser o da visão.

Por ter gostado muito daquela novidade, ainda mais vindo de uma criança recém chegada ao mundo da escuridão… O Professor, não apenas o apóia, como lhe dar o meio necessário para prosseguir com suas idéias. Esse sim, é um verdadeiro Mestre. Don Giulio (Paolo Sassaneli).

Além dele, Mirco também recebe ajuda de um outro anjo da guarda, no caso, uma anjinha. A filha da zeladora dessa Instituição. Ela é Francesca (Francesca Maturanza). Ela é mais uma a colaborar com as idéias dele. E dela virá uma idéia que fará também a diferença na política educacional da Itália.

O filme é belíssimo! De querer rever tal é o que o jovem Mirco faz. E minhas lágrimas jorraram nas cenas finais. Também me deixou com vontade em aplaudir de pé. Nota Máxima!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Vermelho como o Céu (Rosso come il Cielo). 2006. Itália. Direção: Cristiano Bortone. Elenco: Luca Capriotti, Paolo Sassaneli, Francesca Maturanza. Gênero: Drama. Duração: 96 minutos. Baseado na história real de Mirco Mencacci.

Encarnação do Demônio

José Mojica Marins está com tudo e não está prosa. Vai brilhar em Veneza com toda a simplicidade de um artista que mal sabe falar corretamente, mas que tem a força criativa na alma.

O grande mérito de “Encarnação do Demônio” é não deixar para trás a essência do personagem ultra violento de unhas gigantes em detrimento de uma produção esmerada com efeitos especiais na dose certa. Está tudo lá, tal como na época do incrível “À Meia-Noite Levarei sua Alma” (1963- o ano que nasci.): O sadismo explícito, bichos (reais) rastejantes, descrentes, feiticeiras apavorantes e vinganças atrozes na saga daquele que só quer gerar a sua prole perfeita – Tudo cercado de um cuidado técnico nunca antes visto num filme do gênero no Brasil.

O roteiro é agil e enxuto, o elenco conta com nomes como Jece Valadão, Rui Rezende, Cristina Aché e José Celso Martinez Correa numa memorável aparição no purgatório. Música e montagem de primeira – A abertura é antológica, com aquelas ilustrações assombrosas – enfim, tudo perfeito. Ainda assim, o filme pode vir a fracassar na bilheteria por puro preconceito, o que é uma pena.

Assim sendo, não tenha medo do Zé do Caixão. Feche os olhos se preciso for, nas cenas das baratas ou das perfurações, mas veja o filme como puro e simples entretenimento. Afinal, esta é a razão do cinema.

A crítica especializada deu cotação máxima a esse mais recente filme de Horror deste ícone trash, que assim como Nelson Rodrigues, só consegue ser entendido, quando não levado tão a sério. Afinal como tentar explicar um personagem tão sádico e perverso que adora e é até protegido pelas criancinhas? São segredos e mistérios da verdadeira e pura arte.

Por: Carlos Henry.

Encarnação do Demônio. 2007. Brasil. Direção e Roteiro: José Mojica Marins. Elenco: José Mojica Marins (Zé do Caixão), Cristina Aché, Milhem Cortaz, Jece Valadão, Giulio Lopes, Luís Melo, Débora Muniz, Rui Resende, José Celso Martinez Correa. Gênero: Terror. Duração: 90 minutos. Classificação: 18 anos.

A Banda (Bikur Ha-tizmoret)

Um filme que também mostra a importância e o peso que certos símbolos têm nas sociedades em geral. Um deles seria a farda. Outro, a língua. Por essa, mesmo indo inaugurar um Centro que exaltará a cultura árabe, comunicam-se pela a língua inglesa. E um outro símbolo universal, a música.

A história gira em torno de uma banda de músicos da polícia egípcia. Eles foram contratados para se apresentarem num Centro de Cultura Árabe em Israel. Foram… Mas por algum motivo ninguém apareceu para recebê-los. Após esperarem um tempo, decidem ir para a tal localidade. Que por conta de um erro na pronúncia, vão parar em outro local. Um lugar no meio do nada.

Sem falarem a mesma língua, o grupo e os moradores, usam o inglês. Ah! Também teve o uso dos sinais gestuais.

Por conta da fome… descobrem que só haveria outro ônibus no dia seguinte. E estando com pouco dinheiro israelense, terminam por aceitar a hospitalidade da fogosa dona do pequeno restaurante local.

E assim, até o dia seguinte esse pequeno núcleo, com os músicos egípcios e alguns moradores israelenses, vivenciam situações dramáticas, por se verem tão na intimidade. Como também, algumas delas já serão guardadas como engraçadas, num resgate depois. Vindo a provar de que em fim somos todos iguais. O que muda é o endereço. Ou, o cerco que constroem para separar as nações.

Ainda um detalhe, e que me levou a pensar que homem no tocante a não gostar de pedir informação por um endereço, é tudo igual. Tanto lá, como cá. Principalmente, por não ter que assumir que o erro partiu deles.

Muito bom o filme! Mais um a mostrar uma boa história, num tempo curto e sem o uso de efeitos especiais.

Uma curiosidade sobre esse filme: ele foi barrado na lista de filmes estrangeiros ao Oscar, por conta de ter muitas falas em inglês. Mais uma das esquisitice da Academia.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Banda (Bikur Ha-tizmoret / The Band’s Visit). 2007. Israel. Direção e Roteiro: Eran Kolirin. Elenco: Shlomi Avraham, Saleh Bakri, Ronit Elkabetz, Sasson Gabai, Uri Gavriel, Imad Jabarin, Ahuva Keren, François Khell, Hisham Khoury, Tarak Kopty. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 87 minutos.

Uma Vida Sem Limites (Beyond the Sea)

Dois itens me motivaram a ver esse filme. Dois que eu adoro. Um, por ser um Musical. O outro, em ter Kevin Spacey no elenco. E não me decepcionei. Eu até me surpreendi em saber depois, nos créditos do filme que foi o próprio Kevin Spacey que de fato interpretou, que foi ele quem cantou. Que voz! Amei! Nas cenas onde dançou, saiu-se razoável. Mas cantando, ficou um primor!

Ele traz a vida do cantor e ator Bobby Darin. Por certo, uma de suas canções seja seu cartão de visita para o público brasileiro, é ‘Splish, Splash’. Como uma versão inglesa de uma canção francesa, atinja uma outra parte desse público. Trata-se da canção que dá nome ao filme (Refiro-me ao título original) – ‘Beyond The Sea’ -, que é versão de ‘La Mer’. Aliás, a trilha sonora é sensacional!

Bobby Darin (Kevin Spacey) desde criança (William Ullrich) fora desenganado pelos médicos. Disseram que mal atingiria a puberdade. Dai, foi vivendo, foi levando a vida como se não houvesse amanhã. O milagre que o levou a atingir uma vida adulta, veio com um piano presenteado por seu cunhado (Bob Hooskins). Que fez sua mãe (Greta Scacchi) reviver seus dias de cantora. A música então lhe trouxe vida. E assim nasceu dentro de si, o cantor; e mais tarde o ator.

O filme traz um outro dentro. Por estarem mostrando num Musical, a sua trajetória. Meio que voltando a fita, vamos conhecendo a sua vida. Como a tão sonhada apresentação no Copacabana. Uma Casa noturna onde se apresentavam o Top dos Top; como Sinatra, por exemplo. Assim como o seu casamento com a atriz Sandra Dee (Kate Bosworth). E o ator que o faz em criança faz uma dobradinha ótima com Kevin Spacey.

Acompanhei o filme com brilho nos olhos, e em algumas cenas, as lágrimas brotaram. Filmaço, para ver e rever! Nota máxima!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Uma Vida Sem Limites (Beyond the Sea). 2004. EUA. Direção e Roteiro: Kevin Spacey. Com: Kevin Spacey, William Ullrich, Kate Bosworth, John Goodman, Bob Hoskins, Greta Scacchi. Gênero: Biografia, Drama, Romance, Musical. Duração: 118 minutos.

O Amor nos Tempos do Cólera (Love in the Time of Cholera)

Eu não li o livro ao qual o filme foi baseado. Logo, vou me ater a história do filme. E qual seria ela?

É uma longa, longa… e longa história de amor… Que atravessou mais de meio século para então se consagrar. No início, dois jovens não puderam levar a frente o amor por imposição do pai da jovem. Pois ele queria um marido rico para a filha. O jovem em questão trabalhava nos Correios. Foi quando ao entregar um telegrama, que a viu.

Amor à primeira vista, da parte dele. Pois dela, fora mais por se sentir admirada. Como também, por ser a musa inspiradora das poesias dele. Pois a paixão percorrendo seu corpo, foi pelo médico tocando em seu corpo. O jovem até que tentou ser fiel em se manter casto, mas quando foi agarrado por uma misteriosa e voluptuosa mulher, também pode se deliciar com os prazeres da carne. E estando sua amada casada, decidiu que esperaria por ela, mas sem deixar de transar.

Decidiu anotar cada uma das experiências. Algumas, totalmente descartáveis. Outras, ganharam versos nessa sua caderneta. E foram muitas, essas aventuras.

Quando o seu primeiro amor ficou viúva, ele já sendo um homem rico, resolveu reconquistá-la. Levou mais um tempo nisso. Até que ela por fim, cedeu. Deixando uma dúvida se para ele foi mesmo amor, ou a conquista/transa mais difícil que faltava no caderninho.

Sei que estou contando a trama central. Um baita spoiler. Poderia até dizer que é para poupa-lhes tempo indo assistir outro. Até é. Mas é também para mostrar que, se o roteiro tivesse apenas se inspirado na obra de Gabriel Garcia Márquez, diminuindo o tempo de duração do filme, essa história poderia ter sido contada bem melhor. Mas do jeito que está, o filme ficou sonolento. Eu cochilei várias, como tive que fazer força para ir até o final do filme. Isso, porque na primeira vez que tentei ver, eu dormi direto.

Péssimo filme. Atuações medíocres. Não recomendo a ninguém.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Amor nos Tempos do Cólera (Love in the Time of Cholera). 2007. EUA. Direção: Mike Newell. Elenco: Javier Bardem, Giovanna Mezzogiorno, Benjamin Bratt, Fernanda Montenegro, John Leguizamo, Hector Elizondo, Catalina Sandino Moreno. Gênero: Drama, Romance. Duração: 139 minutos. Baseado em livro de Gabriel Garcia Márquez.

Mais do que Você Imagina (My Mom’s New Boyfriend)

A motivação principal para assistir esse filme foi por dois dos atores: Antonio Banderas, que estava há um tempo sem ver algum com ele; e Meg Ryan, cujo tempo era maior ainda. Com ela, gostava de ver as comédias românticas. Com ele, qualquer gênero. Já ciente que fariam um par romântico, quis saber também se dariam uma boa química. E não achei que deu.

Assim como, não sei porque, a imagem da Goldie Hawn me vinha à mente o tempo todo do filme. De por vezes me perguntar se a Meg Ryan se inspirou nela. Se foi, não conseguiu. E a Goldie teria salvo esse filme. Antonio Banderas pareceu intimidado, ou, que fez o filme sem estar ali. Teria tudo para roubar a cena, o filme, mas não o fez. O porque, eu gostaria de saber. O outro casal em cena também não decolou. Colin Hanks mais lembrava um Forest Gump, do que um agente do FBI. Já Selma Blair… Bem, até que ela não fez muito feio; e só.

Quem salvou mesmo o filme, quem nos leva a rir com a história são os personagens secundários. E qual seria essa história…

Henry (Colin Hanks), filho único, com o pai bandido… inverteu a relação, super protegendo a mãe, Marthy (Meg Ryan). Ela por sua vez, desmotivada pela vida… engordou muito. O início do filme é com a ida de Henry para uma missão secreta. Que o fará ficar incomunicável por um bom tempo. Levou três anos. E tem um choque ao voltar. Encontra a mãe magra e motivada em aproveitar os prazeres da vida no tocante a namorar muito. Algo positivo no filme, pois as mulheres também pode se dar a esse desfrute. Não é mais privilégio dos homens.

Mas essa não é a história central do filme. O mote é que Henry é encarregado de vigiar o novo flerte de sua mãe. Ele é Tommy (Antonio Banderas). Pois o FBI recebera uma informação de que ele com mais dois comparsas estariam planejando roubar uma obra de arte, no caso uma estátua, que ficará por uns dias no Museu da cidade.

Como citei, a comicidade do filme… são os colegas do Henry acompanhando por escutas a sua fogosa e sexy mãe. Piadas de homens.. mas que não deixar ser engraçadas.

O filme cai nas cenas finais. E o final politicamente correto, também não me agradou. Enfim, dou uma nota 6,5 no geral.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Mais do que Você Imagina (My Mom’s New Boyfriend). 2008. EUA. Direção e Roteiro: George Galo. Elenco: Meg Ryan, Antonio Banderas, Colin Hanks, Selma Blair. Gênero: Comédia. Duração: 97 minutos.

Che Ora È? (What Time Is It?)

Pela data de hoje, Dia dos Pais, um filme do fundo do baú… Um dia na vida de um pai com um dos seus filhos, que trará o divisor de água nesse relacionamento.

A princípio, Michele (Massimo Troisi) achou que receberia toda a família em seu dia de folga no quartel. Que viriam de Roma para visitá-lo naquela pequena cidade portuária. Mas viera apenas seu pai (Marcello Mastroianni), e por uma decisão dele. Pois queria um tempo com o seu único filho homem.

Ambos, traziam pendências desde sempre nessa relação. O pai, talvez por conta de que seu coração dera um recado… Então quis recuperar o tempo perdido. O filho, embora adulto, ainda ficava intimidado pela presença do pai.

E ao longo desse dia, não apenas eles dois, mas nós também, descobriremos que mesmo diferentes, eles eram tão iguais.

Ainda motivada pela data de hoje… não deixem para um amanhã, um encontro como esse; enquanto ainda estão vivos.

Ah! O título tem a ver com um dos presentes que o pai leva para ele.

Belíssimo filme!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Che Ora È? (What Time Is It?). 1989. Itália. Direção e Roteiro: Ettore Scolla. Elenco: Marcello Mastroianni, Massimo Troisi, Anne Parillaud, Renato Morretti. Gênero: Drama, Comédia. Duração: 97 minutos.

Efeito Dominó (The Bank Job)

Entre todos os envolvidos os que assaltaram o banco eram os mais inocentes.

O motivo maior para assistir a esse filme foi por ser baseado numa história real. E vindo de onde veio, além de saber o que fizeram… ou melhor, pelo o que não fizeram… aumentou ainda mais o meu interesse.

Deixo como sugestão que acompanhem todo o percurso. Àqueles que ligam um reloginho para ir em disparada querendo descobrir tudo, vai perder o melhor da história. Do que está por trás desse grande roubo a um banco. Londres, 1971.

Um grupo, de posse de uma informação… teriam um final de semana livre para assaltar um certo banco em Londres. E o fazem.

Se por um lado, tudo parecia estar indo bem… por outro, surge algo que poderia por tudo a perder. Mas… E se acharam que todos no grupo, seriam otários… Leather (Jason Statham) não era. Agora, ele só não contava com o tamanho da enrascada que entraram.

No roubo, levaram o conteúdo de dezenas de caixas de depósitos. O que os clientes guardam nesses pequenos cofres, não precisa ser discriminado. Logo, após um roubo nem todos terão como recuperar.

Agora, alguns sim. E quem seriam eles? O que tinha nas caixas que os interessavam tanto? Eles vão da realeza, passando por políticos, seguidos por policiais corruptos, também por cafetinas, escroques, produtores de filmes pornô, além de um ilustre e controverso personagem.

Enfim, a fina flor da sociedade londrina da década de setenta tinha interesse nesse roubo.

A trilha sonora é ótima! A começar por: ‘Get It On’, TRex.

Eu gostei do filme!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Efeito Dominó (The Banker Job). 2008. Reino Unido. Direção: Roger Donaldson. Elenco: Jason Statham, Saffron Burrows, Stephen Campbell Moore, Richard Litern. Gênero: Crime, Thriller. Duração: 111 minutos.