
Uma próspera família passa a ter problemas internos de relacionamento quando uma das filhas comete suicídio. E…
O filme tem um tipo de código ou simbologia que o explica e que só vendo com atenção e retomando o começo é que vem o entendimento. Trata-se de uma contaminação da psique tal qual as árvores que precisavam ser removidas porque estavam com uma doença que as matava; caso não fossem removidas, a doença mataria a todas as outras.
Esta contaminação, contaminou as meninas, árvores em flor, vida por vir. Elas defendiam o já morto e precisavam tornar-se como aquelas árvores que ninguém podia defender. Estavam condenadas como as árvores, não adiantando que o poder materno as sufocasse em vida.
Tentar defender o já morto é representar o papel de mãe, que as ‘defendia’ da vida, matando-as como às árvores…
É um filme simbólico sobre o velho e sobre o vir a ser que não foi…
Por: Eli@ne L@nger.
As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides).1999. EUA. Direção e Roteiro: Sofia Coppola. Elenco: James Woods, Kathleen Turner, Kirsten Dunst, Danny DeVito, A.J. Cook, Hanna R. Hall, Leslie Hayman, Chelse Swain, Anthony DeSimone, Lee Kagan, Robert Schwartzman. Gênero: Drama, Suspense. Duração: 97 minutos. Baseado em livro de Jeffrey Eugenides.









Bom filme esse!
E, com certeza, daqueles que deixam a gente pensando por muito tempo…
Oi Cecília!
Grata pela visita!
E o filme, ou melhor, o texto da Eli@ne, trouxe a mim, um ângulo novo. De dar até vontade de rever.
Quando eu assisti, fiquei mais em cima da mãe castradora. E do pai alienado.
Volte sempre!
Beijo grande,
Ainda me incomodo quando lembro o final da cena em que as meninas convidam os meninos para casa…
Considerando a curta filmografia da Sofia, para mim este ainda é o melhor dela.
Celso, a mim foi a desfaçatez dos pais. Eram como se elas, as filhas, não fossem gente, de carne e osso.