Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl)

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Após ter seu navio furtado por piratas, que também sequestraram a filha do governador, um pirata e um amigo da jovem decidem partir em seu resgate. Porém o que eles não sabem é que uma terrível maldição recaiu sobre o navio-pirata procurado.

Esse é o melhor filme da trilogia. Johnny Depp fez muito bem seu papel como Jack Sparrow, criou um novo personagem para entrar na história do cinema. Com seus trejeitos exóticos, o Sparrow se tornou um personagem de sucesso.

O filme conta com uma ótima trilha sonora e ótimos efeitos visuais. Os filmes de pirata estavam em baixa, pois o filme A Ilha da Garganta Cortada foi um fracasso, mas Piratas do Caribe conseguiu provar que ainda é possível fazer filmes de pirata com boa bilheteria.

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Geralmente a Disney cria brinquedos na Disney World, baseada nos filmes, mas dessa vez foi o inverso, o brinquedo foi a inspiração para se tornar filme, até a música cantada no brinquedo foi usada no filme. É um dos brinquedos mais populares e antigos da Disney, eu já tive a oportunidade de ir, mesmo sendo antigo o brinquedo é muito bem feito, tem bonecos de pirata que parecem gente.

Por: Eliezer Iwatani Meira França.

Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra ( Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl). 2003. EUA. Direção: Gore Verbinski. Elenco: Johnny Depp (Jack Sparrow), Geoffrey Rush (Capitão Barbossa), Orlando Bloom (Will Turner), Keira Knightley (Elizabeth Swann), Jonathan Pryce (Governador Swann). Gênero: Ação, Aventura, Fantasia. Duração: 143 minutos.

O Retorno (Vozvrashcheniye)

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O título de uma produção artística, seja uma novela, um conto, um romance, um filme, geralmente, nos dá uma vaga idéia do que se trata a obra. Foi o que pensei quando assisti ao primeiro filme do diretor russo Andrey Zvyagintsev: O RETORNO. A verdade é que nem sempre é possível, simples e fácil assim de se entender.

O Retorno é um deles; é uma caixinha de surpresas. É uma obra complexa. Chega o momento que a sessão de 105 minutos acaba, porém, a história em nossas mentes e entranhas, apenas começa. Começa e não termina … não termina bem.  E alguém acrescentaria: “Você faz o final da história, você decide”.

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A primeira leitura que se pode fazer da obra O RETORNO é de um pai ausente, que abandona o lar – esposa e dois filhos. E doze anos depois retorna como se nada tivesse acontecido, como se tivesse apenas ido à padaria comprar cigarros. No mesmo dia de sua chegada, ele toma banho, faz sexo com a esposa, dorme, se levanta e ceia com os seus como se tudo fosse a rotina de familiar.

Que mistério é esse? Por onde andou esse ser que chega do nada, sem nenhuma explicação e retoma esse rumo de sua vida? A partir daí começa todo questionamento possível dessa história sem fim. O que aconteceu? Por onde ele andou? E como a família viveu esse tempo todo de seu sumiço, ou desaparecimento sem uma explicação plausível para esse fato insólito?

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Os filhos agora adolescentes têm as mesmas dúvidas do expectador. “Será mesmo o nosso Pai?” Um dos filhos recorre ao álbum de família para tentar reconhecer essa pessoa que certamente nem se lembravam mais que um dia tiveram um. Como reconhecer o desconhecido? Mistério…

Na história de Homero, A ODISSÉIA, Penélope não reconheceu Odisseu (Ulisses), com quem dormiu uma vida inteira e teve com ele um filho, o ajuizado Telêmaco. A comprovação só veio por detalhes que ele a fez lembrar. Teve que provar que ele era ELE. Duas delas são: a cicatriz que ele tinha na perna causada pela mordida de um javali; a outra é a da cama do casal que fora construída do tronco de uma árvore.

E em O RETORNO? São tantos os questionamentos: um pai misterioso, desaparecido, estaria morto, ou fora seqüestrado? Por onde ele andou, o que fez, por que voltou? Teria outra família?

O filho mais novo cheio de medos e angústias; na presença do pai, aquele que amargurado e rancoroso é capaz de enfrentá-lo; o mais velho demonstra valentia e esperteza; na presença paternal, amável e submisso.

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A novidade é que a figura paterna ausente, aquele que na família deveria dar segurança e proteção desaparecido por mais de uma década chegando em um carro simbolicamente vermelho, com autoridade de quem esteve acompanhando todos os momentos e fases de crescimento físico e emocional dos que mais lhes são caros, e que deveria prezar, ordena-lhes que na manhã seguinte madruguem para um passeio de carro e pescaria. Um passeio e tanto. Uma história marcante, recheada de belas imagens poucos diálogos que fatos e ações falam por si. Belas imagens registradas também pela máquina fotográfica de um dos filhos.

E contar o filme seria estragar todas as surpresas que ele apresenta. Um formidável argumento para se ficar horas, dias contando e recontando-a, talvez na tentativa de desvendar alguns de muitos mistérios nele apresentados.

Como se ausentar durante um longo período e não perceber mudanças e transformações que o ser humano querendo ou não passa? Dois filhos do mesmo sangue, com personalidades tão diferentes.

São muitos os retornos, e fazer uma viagem pelas estradas da vida é uma tentativa de reencontrar e reconciliar um passado quase esquecido, talvez adormecido ou arquivado na memória de um povo, de uma família, e desenterrá-lo na ilha da fantasia, salvar o tesouro perdido, atar os elos perdidos, compartilhar com os entes queridos, recomeçar uma nova vida às vezes não é fácil ou possível.

Nem sempre se consegue salvar a caixinha de pandora e desvendar o seu conteúdo. Talvez seria mais cômodo deixá-lo no fundo do lago como se ela nunca tivesse existido.

Um filme sensível, formidável e apaixonante…uma caixinha de belas e poéticas surpresas.

Por:  Karenina Rostov.     Blog:  Letras Revisitadas.

O Retorno (Vozvrashcheniye). 2003. Rússia. Direção: Andrey Zvyagintsev. Elenco: Vladimir Garin, Ivan Dobronravov, Konstantin Lavronenko, Natalya Vdovina e Galina Petrova. Gênero: Drama. Duração: 105 minutos.