Previsibilidade nos vencedores, momentos sentimentais e uma postura cada vez mais politicamente correta ao abraçar minorias ou abrir o leque das nacionalidades. Isso significa que a 81a. Cerimônia do Oscar foi uma mesmice? Não, pelo contrário. Se o conteúdo permaneceu inalterado em relação aos anos anteriores, o formato ganhou originalidade e dinamismo.
A duração próxima das três horas já serviu de alento. Em anos recentes tivemos festas com mais de quatro horas de duração, um absurdo completo. A redução foi obtida com um mesmo astro anunciando vários prêmios técnicos (Will Smith, por exemplo, foi responsável por quatro deles) e dedicando menos tempo à performance das canções originais, resultando num grande aumento da audiência.
Hugh Jackman, como o principal mestre de cerimônias da noite, foi outra grata surpresa. Utilizando seus dotes de cantor e dançarino, não perdeu minutos preciosos com aquela enxurrada de piadas duvidosas, preferindo reciclar a tradição criada por Billy Cristal de anunciar os concorrentes a Melhor Filme através de paródias musicais.
Outra inovação eficaz aconteceu na apresentação dos prêmios de interpretação. Colegas famosos dos indicados, vencedores da categoria no passado, apresentavam cada um deles tecendo comentários sobre seu desempenho, carreira e estilo de representar. Tudo isso reforçou um certo intimismo, conferiu um toque de calor humano e simpatia ao evento.
Por outro lado, a polêmica dessa vez passou longe do Teatro Kodak e de Los Angeles. Não houve surpresas nos vencedores, sequer se pode dizer que alguém tenha sido injustiçado. Toda alegação nesse sentido acabará apenas esbarrando na subjetiva questão do gosto pessoal. Sean Penn ou Mickey Rourke? Kate Winslet ou Anne Hathaway? O Curioso Caso de Benjamin Button merecia algumas das estatuetas destinadas a Quem Quer Ser Um Milionário? Em termos de Oscars essas são discussões eternas, nunca haverá consenso ou bom senso. Nenhuma premiação é criada para estabelecer verdades absolutas, sendo que a Academia nunca se esquivou de equilibrar arte, comercialismo e emoção nas suas láureas.
Assim, Heath Ledger talvez tenha sido, nesse sentido, a maior síntese da requintada noite de domingo. Seu prêmio foi artisticamente merecido (olha a subjetividade de novo), garante um retorno financeiro adicional e marejou o olhar de muitas celebridades ou anônimos. Os direitos civis felizmente continuam em alta ganhando mais um reforço ao consagrar o talentoso Sean Penn, no papel do ativista gay Henry Milk. A cultura indiana (a Globo agradece) abriu às portas de Hollywood à Bollywood, conferindo oito prêmios ao citado Quem Quer Ser um Milionário, demonstrando que etnias antes segregadas cada vez são mais bem vindas.
Haverá atualmente maior demonstração acintosa dos efeitos da globalização, que esta vinda da capital do cinema em sua festa máxima?
Por: Roberto Souza. Blog: Cal&idoscópio.







Nesse seu primeiro ano, o Blog vem crescendo. E virou um espaço de Todos. Dos que escrevem os textos publicados, dos que deixam aqui também as suas impressões, e até dos que apenas nos lêem.
Assim, ele vai abrindo um leque maior. Mas sempre focando o Cinema. E para não me alongar muito… Nossos olhares também se voltam para a entrega do Oscar. Assim, um texto sobre o de 2009 veio contribuir para esse crescimento do Blog.
Roberto, grata! Seu texto ficou muito bom!
Beijo grande
Eu vi a premiação, pela web. Travando em alguns momentos, logo perdi alguns lances. Inclusive a ‘bolinada’ da Sra. Penn
Eu gostei desse de 2009! O Hugh Jackman deu um show! Eu adoro musicais!
O compacto com as Canções também gostei!
Sobre as premiações… Tendo só visto três dos contemplados, posso até cometer injustiças, mas gostei do resultado. Também achei que o Heath Ledger ganhou por merecimento.
Enfim, o programa como um todo, me agradou!
Muito bom o trabalho! Com sinopse e link com os vídeos dos Curtas de Animação:
http://jovemnerd.ig.com.br/especiais/filmes/conheca-os-curtas-de-animacao-indicados-ao-oscar-2009/
GRATO LELLA…
Alguns obs sobre a gata KATE:ATÉ que enfim fizeram justiça e ela recebeu o caneco,estatueta….
Sempre fica a questão:nem sempre o melhor ator ou atriz ganham o prêmio e confesso que fiquei com um frio no estômago que apesar de Kate Winslet ser indicada será que leva o prêmio?
Desta vez simmmm além de receber na noite de domingo, 8/02/09, foi realizado o Bafta, considerado o Oscar britânico. Sem muitas surpresas, os atores Kate Winslet (“Pecados Íntimos”) e Heath Ledger (“Candy”) confirmaram seu favoritismo recebendo, respectivamente, os prêmios de Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante
abraços
ULI
Uli!
Todas as sugestões são Bem-vindas
Em relação a Kate, eu ainda não vi ‘O Leitor’. Mas gosto dela!
Beijos,
LELLA,derrepente veio a inspiração pós páscoa p/ comentar um grande clássico: BEN HUR
Qdo a minha irmã trouxe o dvd veio aquele clima de nostalgia….assisto de novo com certeza!!!!!!
além de curiosidades por trás dos bastidores…este filme está cravado em minha mente….
envie-me o seu email e te mando o texto….6 feira dá mais tempo p/ fazê-lo….
abraços
O bat-canal, já seguiu