CHE – O Argentino

che-o-argentinoEm seu segundo trabalho realizado com o ator Benicio Del Toro, (O primeiro foi o ja bastante conhecido TRAFFIC, que inclusive rendeu o Oscar de diretor ao próprio e o de Ator coadjuvante para Benicio, além de outros 2 Oscars na categoria Edição e Roteiro Adaptado) o diretor Steven Soderbergh apresenta um filme que não necessariamente é uma biografia sobre a vida e morte de Ernesto Guevara mas tão somente o período que abrange desde a concepção do plano revolucionário que se iniciou no México… o médico que se torna “porta-voz” de uma revolução e um ícone que perdura até hoje… a chegada dos rebeldes a Cuba por mar em 1956, e uma grande seção é dedicada a três anos de combates nas selvas da Sierra Maestra, até o “xeque-mate”, que foi a vitória em Santa Clara, em 1959.

Concebido inicialmente como um épico de 4h28 de duração, dividido em 2 atos, o filme foi apresentado na mostra de Cannes como um filme único de cerca de 2h de duração. E assim ele chegou por aqui.

A abertura é enfadonha pois se estende por 3 longos minutos mostrando a bandeira da Ilha de Cuba e suas divisões e na sequência da espaço a uma montagem confusa que misturam o ano de 57 e 64. Interessante destacar que o diretor optou por realizar toda a sequência de 1964 em preto e branco. Nesse período é retratada a presença de Che nas Nações Unidas, em Nova Iorque, seu encontro com o então senador, McCarthy. Essa passagem dá um realismo interessante pois faz referencias as imagens que se tem registro de discursos de Guevara, também em preto e branco.

Passada essa confusão inicial de montagem brusca o filme se encontra e acerta no ritmo e não se estende mais do que deve nem se torna cansativo como pode-se até se esperar.

O filme não toma partido de HERÓIS ou VILÕES e nem esmiuça a sua vida pós CUBA, como suas visitas a outros países da América Latina (Onde sua grande pretensão era espalhar a revolução armada por toda ela.) e tão pouco sua ida a países africanos. Muito menos sua morte pós captura. O filme é enxuto e não soa pretensioso justamente por não se alongar em questões foras do contexto da historia por ele narrada.

Verborragias e discursos prolixos sobre o tema a parte, é um filme que consegue falar num ícone bem conhecido de nós, latinos, sem o seu endeusamento e por isso mesmo acho válido. O filme não se prende nem em detalhes menores como Aelida (Catalina Sandino Morena), um mensageiro que acabaria por se tornar a mulher de Guevara e que no filme faz uma breve – apesar de importante – aparição.

Para concluir… parafraseando o próprio:

“PÁTRIA OU MORTE!”

Hehehe

NOTA 7.0

Esqueci de frisar algo que achei muito interessante porque dá um toque de veracidade a mais ao filme. Ele é todo falado em castelhano ao invés do sempre clichê inglês.

Por: Korben Dallas.

Che – O Argentino (The Argentine). 2008. Espanha. Direção: Steven Soderbergh. Elenco: Benicio Del Toro (Che Guevara), Demián Bichir (Fidel Castro), Catalina Sandino Moreno, Franka Potente, Rodrigo Santoro (Raul Castro), Benjamin Bratt (Ente). Gênero: Biografia, Drama, História, Guerra. Duração: 126 minutos. Baseado no livro ‘Reminiscências da Guerra Revolucionária Cubana’, de Che Guevara.

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