
Contos Proibidos de Marquês de Sade – Quills
Direção: Phillip Kaufman
Gênero: Drama, Sexo
Alemanha, EUA, Inglaterra – 2000
Marquês de Sade deu origem ao termo muito comum e falado hoje em dia: Sadismo.
Em sua época, em plena Revolução Francesa, as perversões tão feitas e faladas pelos homens passaram a ser condenadas pelo princípio de Igualdade, Fraternidade e Liberdade; Sade, então, foi tido como louco e perturbador da ordem, preso por 27 anos liberava suas perversões via escrita.
Não importa a tão comum discussão se Sade foi ou não um perverso, é elementar esse embate quando pensamos no quão escandaloso pra época escancarar o sadismo e o masoquismo como ele fez.
O filme narra sua história já contada no tempo de sua prisão, por ter sido a época de sua vida em que mais escreveu.
Como era Marquês (Geoffrey Rush), tinha algumas regalias, escrevia seus contos e os divulgavam através de Madeleine (Kate Winslet), lavadeira do local.
Ele e Madeleine tinham uma forte ligação, até sexual, mas no que tange no gozo de um escrever e do outro ler pra si e para demais pessoas as histórias sexuais contidas naqueles papéis. Gozo em chocar com as mais sombrias perversões que os homens dão conta de pensar e fazer. Gozo no exibicionismo sádico da exposição do tesão que perturba a mais carola freira de um convento medieval.
No filme, tal qual na época, os asilos e sanatórios eram governados e/ou mediados pelo Clero, já que tratava-se de obra demoníaca tanta “possessão sexual”. O Padre do filme, tão bem interpretado por Joaquin Phoenix, um dos confidentes de Marquês, é tentado o tempo todo por ele no que se refere à Madeleine…
É muito interessante notar como as perversões sexuais extrapolam o sexo em si, onde deveria acontecer todas as fantasias tão desejadas
, e vazam na vida de cada um como um duelo entre o Bem e o Mal da moralidade/imoralidade/amoralidade da época.
Cenas chocantes, mas com um toque artístico que faz desse filme um dos melhores “no ramo” sado-masoquista. Não pense que vai ver sexo selvagem e torturas gostosas não, a dominação sexual psicológica é atuante o tempo todo; o que faz desse filme uma obra artística daquilo dito ser tão sujo pelos medievos recalcados de outrora e da atualidade.
Por: Deusa Circe.
As maiores manifestações de sadismo e masoquismo fogem de ser exposições sexuais abertas. A sutil pressão que essas manifestações causam é que manifesta seu maior perigo: a escravidão ou o controle sobre o outro.
As Taras tem que se intercalar no prazer dos dois. Não dá para ser apenas de um, e o outro fazer apenas por não querer perder a relação.
Eu assisti esse filme domingo. Minha mãe estava comigo e parecia estar gostando, até que ouviu meu pai entrnado em casa. Levantou imediatamente e foi para a cozinha. É interessante como, mesmo hoje em dia, o sexo é ainda um tabu e o falso moralismo impera.
Eu gosto muito desse filme, porque tanto a luz como as cores dos figurinos encarnam perfeitamente o clima de desvio dos dois personagens principais. A volúpia da moça ao receber os textos dá para sentir na pele, assim como os olhares lascivos e desvairados do “louco” Marquês refletem os raios de hipocrisia herdada na formação pelo infeliz confessor. Para quem acha que tudo o que é ligado ao sadismo é perversão, o filme acrescenta uma informação fundamental, em que o grito de liberdade se confunde com a troca dos dogmas do momento histórico. Toda liberdade, de um jeito ou de outro, acaba por passar pela sexualidade, embora seja frequente os gritos revolucionários tentarem sublimá-la para direcionamento das energias para as tais ‘prioridades sociais’. Mas isso dá pano para manga… ou será para anáguas???
é imprecionante como a kete wislet e o geoffrey ruch encarnaram esse papel…
ótimo filme,figurinoo e historia
realmente ñ é aquele filme com senas de sexo ki te deixa exitada e sim ki te deixa emprecionada
amei o filme
p.s. uma verdadeira obra de arte
e eu só tenho 14 anos