Pecado Original (Original Sin)

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Pecado Original – Original Sin

Direção: Michael Cristofer

Gênero: Romance

EUA – 2001

Não. Essa não é uma história de amor.

Mas uma história sobre o amor

(Angelina Jolie no papel de Julia Russel).

Qual é o pecado original partindo do pressuposto de que existe pecado?

O prazer pode ser pecado?

Eu gosto muito desse filme e tive o prazer de revê-lo hoje, depois de tanto tempo que o vi pela primeira vez. Inicialmente, é possível sentir raiva de Julia Russel, depois você se solidariza mais com ela, quando lembra de uma de suas falas iniciais, onde marca bem a mão dupla do desejo e desse caminho que quando se une ao desejante anda em uma via apenas, compartilhada.

Não se pode dizer que um foi sacaneado e o outro o sacana, não nesse filme e nem nessa situação, ali ninguém sai impune. Palavras iniciais de Antonio Banderas no papel de Luis Vargas:

O Amor não foi feito pra mim.

O amor foi feito para quem acredita nele.

Ele sabia o que ele buscava… ;) Encontrou o que queria, via de regra, os desejos acontecem.

Um caso de amor? Não sei. Talvez sim, o amor tem suas inúmeras facetas que são desconhecidas até para os amantes no ardor de sua maior paixão. É sempre uma surpreendente  novidade.

Ele queria o futuro, ela, se livrar de seu passado. Ambos mentiram (pra si próprios?), ambos não são confiáveis e portanto, se encaixam perfeitamente bem.

Ambos envolvidos com os “pecados” que fazem os instintos humanos aflorarem sem retornos.

Sim, isso não é uma história de amor mesmo, mas o amor está o tempo todo ‘contando essa narrativa’…

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Ela não vai voltar, né Sara? Pergunta Luis Vargas.

Ela nunca esteve aqui. Você casou com um sonho – Respondeu Sara (escrava de Vargas).

Quando amamos é como se tivêssemos sonhando… e por favor, não “me acordem” ;)

A trilha sonora acompanha a sensualidade do filme; a música cubana recheada de percussão, de envolvimento, dá uma pitada especial… é a azeitona num delicioso martini…

Por: Deusa Circe.

Não Se Preocupe, Estou Bem (Je Vais Bien, Ne T’en Fais Pas)

nao-se-preocupe-estou-bem_posterUm filme que a vontade é já ir analisando-o. Mas por ser recente, e ainda por cima foge dos mais comerciais, creio que muitos ainda não assistiram. Eu o recomendo para um público mais seleto. Conto o porque mais adiante. E que tentarei não trazer spoilers.

Se eu fosse o definir em uma única palavra, ela seria: mentira.

nao-se-preocupe-estou-bemPor mais bem intencionado, por achar que será uma mentira caridosa, não demorará muito para se ver falando outras, e mais outras, para sustentar aquela primeira. A que disse na intenção de poupar alguém, num dado momento. Talvez, esperando o tempo certo para contar. Ou até que o tempo fizesse esquecer. Sendo que esse, não caberia nessa história.Quando eu falei que o recomendo para um público específico, é que o filme traz a relação Pais & Filhos. Numa família de classe média. Onde não há muito diálogo. Até há, mas são conversas superficiais. Como também há cobranças; e nos dois sentidos.

Parece que alguns pais, meio que super protegem aqueles que não têm muita resistência mentalmente para os percalços da vida. E terminam não conhecendo o filho mais forte mais intimamente. E é por aí que fica a recomendação. Se gostar de histórias assim, o ‘Não Se Preocupe, Estou Bem’, é um bom filme.

nao-se-preocupe-estou-bem_02O filme nos mostra até onde pode levar uma simples mentira. O porque dela ficamos sabendo no desenrolar da trama. Quando bate uma dúvida se teríamos feito o mesmo. Mesmo que não, dá para entender porque fizeram isso. São pais. A questão maior, não é se erraram nisso. Mas sim para uma reflexão sobre essa relação. É preciso dialogar sempre. Como também respeitar que cada um dos filhos, não é, não tem que ser cópia.

Sobretudo, como em qualquer relação, ela é construída no dia a dia. Se adequando as novas realidades. E sempre cada um terá que ceder um pouco para uma convivência salutar. Sem conflitos sérios entre gerações. Para que todos se sintam bem naquele lar. Para que quando chegue a hora de ter sua própria casa, a saída seja pacífica.

Não contei da história do filme. Um resumo: Uma jovem, Elise (Mélanie Laurent), ao voltar para casa, após um período de férias na Espanha, recebe a notícia que seu irmão gêmeo, saiu de casa. Após uma violenta discussão com o pai. Ela se desespera… até que chega a primeira carta dele. Onde entre outras coisas, diz a mensagem do título: Não se preocupe, estou bem.

Os atores estão bem. O cenário é lindo. E a música, Lili, que o irmão compôs para ela, é de querer ouvir várias vezes.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Não Se Preocupe, Estou Bem (Je Vais Bien, Ne T’en Fais Pas). 2006. França. Direção e Roteiro: Philippe Lioret. Elenco. Gênero: Drama. Duração: 100 minutos. Baseado em livro de Olivier Adam.