Batman: Dead End

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Acreditem ou não, antes do reinício da franquia do homem morcego (Batman Begins e The Dark Knight), este foi considerado por muitos como o melhor filme feito para o personagem de todos os tempos. Detalhe: estamos falando de um Fan Film.

Para quem não sabe o que é um Fan Film, como diz a expressão, é um filme amador e não-oficial feito por fãs, geralmente inspirado por filmes de ficção científica, quadrinhos ou desenhos animados. Como não são filmes autorizados, eles não podem ser distribuídos por questões de copyright. Portanto não possuem fins lucrativos e na maior parte das vezes são curtos e de baixo orçamento (geralmente realizados apenas para serem exibidos em alguma feira promocional de SCI-FI ou para um trabalho de conclusão de curso). Com o advento da Internet agora eles são facilmente acessíveis, portanto eles estão crescendo em quantidade e qualidade.

A história traz um Coringa sádico e insano (que eu desconfio que possa ter servido de modelo para aquele interpretado pelo falecido Heath Ledger) que acaba de fugir do Asilo Arkham, uma espécie de Guantánamo de Gotham City.

Batman então é acionado e passa a perseguir o vilão pelos becos de Gotham City. Misteriosamente, o Coringa é arrebatado por um – preparem-se – Alien! Na sequência o mesmo Alien vai para cima de Batman, que graças a um raio disparado por um Predador (!!!) consegue sair ileso raio. Batman está em fogo cruzado: está havendo uma caçada! Resta saber como Batman lidará com a iminente ameaça ao planeta Terra.

O mais interessante aqui não é a história, embora nenhum elemento tenha sido esquecido: Gotham City está mais dark do que nunca. A histeria do Coringa está explícita assim como o ódio de Batman pelo inimigo. Os Aliens continuam criaturas repugnantes e insanas. Os Predadores continuam com a ética e moral de caçadores alienígenas intactos.

O que chama a atenção realmente é a qualidade da produção, que está muito acima da média dos fan films, senão acima mesmo da média dos filmes anteriores. O Batman, até aquele momento, nunca havia sido tão bem caracterizado. Ele nunca esteve tão próximo ao herói que encontramos nos quadrinhos em sua fase mais sombria.

Além disto, esta salada-mista entre três franquias de peso pode ser vista no formato cinematográfico, algo pensável somente nos quadrinhos até então (os chamados crossovers)!

Portanto, clique aqui e confira este curta metragem de apenas 8 minutos que deixa muitos fãs com gosto de ‘quero mais’.

Por: Evandro Venancio. Blog: EvAnDrO vEnAnCiO.

Link IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0374526/
Filme na Íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=vUQ0jrIuHQA

Batman: Dead End. 2003. EUA. Direção e Roteiro: Sandy Collora. Clark Bartram, Andrew Koenig.

Vicky Cristina Barcelona

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Vicky Cristina Barcelona

Direção: Wood Allen

Gênero: Comédia Romântica

Espanha – 2008

Antes de mais nada, Javier Bardem está gostosérrimo nesse filme. Aff!! rsrsrs Pra quem o viu em “Onde os Fracos não tem vez” com aquela vestimenta caricatural-pitoresca, vê-lo nesse filme dá até um susto bastante positivo rsrsrs.

Não me atenterei a expor sinopse aqui, pois perderia muito do filme. Ressalto, no entanto, duas falas: uma de Javier e outra de Penélope Cruz para dizer o que penso sobre esse filme; acho que essas duas passagens marcam toda a essência dessa obra.

“É engraçado. Maria Elena e eu somos feitos um para o outro e não feitos para estarmos juntos. É uma contradição. Para entender, é preciso ser um poeta, como meu pai, porque eu não consigo”.

-Javier Bardem, no personagem João Antonio-

A outra passagem é:

“Nosso amor, nosso amor é eterno mas não dá certo. É por isso que será sempre romântico, porque não pode ser completo.”

-Penélope Cruz, na personagem Maria Elena-

As pessoas são desde sempre e para sempre faltosas. Buscam, por sua vez, completarem-se com objetos de amor de toda espécie, desde os compráveis ao nomeáveis abstratos. A falta é uma constante. A angústia, para Lacan, é justo quando a falta falta, quando ela não comparece.

Passamos a vida em busca de um objeto para sempre inominável, perdido, que nos complete, que nos preencha. Por sorte, temos a arte como maneira subversiva de dizer: Sou faltoso, em mim há um buraco, uma hiância, e isso que criei é uma tentativa de falar disso.

Muitos pensam que a Arte é uma forma de “completar a incompletude”. Mas na verdade, a arte é uma maneira de expressar, de dizer, de falar dessa eterna falta-a-ser.

É claro que o relacionamento deles é faltoso, incompleto. Tenho pra mim que quanto mais cônscio o sujeito é dessa realidade, mais chances de dar certo o relacionamento terá. Sim, pois os fracassos sentimentais ocorrem por se depositar no outro uma expectativa de o outro irá suprir todas as carências/buracos/faltas. Só que o Outro também é carente, é faltoso, é esburacado e não tem a menor obrigação de completar nada. E então, os relacionamentos acabam, e o movimento eterno da busca pelo objeto continua…

Não sou poeta, mas entendo bem a fala de Javier, afinal, os desencontros fazem parte de qualquer vida, até mesmo das vidas de almas que se pretendem gêmeas.

Por: Deusa Circe.