Zoológico de Nova Iorque. Não é melhor do que o de San Diego, na Califórnia. Mas é um clássico. Nele habitam bichos especiais, artistas do entretenimento. O leão Alex, egocêntrico e folgado. A zebra-macho Marty, ponderado, sonhador e em plena crise de “meia-idade”. O hipopótamo-fêmea Gloria, vaidosa, temperamental, uma top-model da gordura. Melman, a girafa-macho hipocondríaca e totalmente surtada. Além do quarteto de pingüins, estes politicamente incorretos e terroristas. Ah, e a dupla de macacos, uns sacanas.
Em pleno aniversário da zebre, ela se descobre presa e sem perspectivas. Decide acompanhar os pingüins em uma fuga do Zôo. Os demais colegas são contra. Seqüência hilariante de animais no meio de Nova Iorque. Para quem não conhece é a mesma perspectiva de um mineiro de Governador Valadares andando pelo Times Square, o ringue de patinação do Rockfeller Center, a 5ª Avenida e finalmente: a Estação Central. Um deslumbramento daquilo que nunca viu, diante do que sempre ouviu falar. Ah, detalhe, eles se comunicam entre si, mas com os humanos, só rugidos. Igualzinho ao brasileiro desqualificado que muda para a América…
Após uma comoção social breve, eles são enviados para a África. Em caixotes. A chegada na praia é muito boa, aqui o filme melhora para a crianças e piora para os adultos. Mais ação e menos diálogos e sacadas. Estamos em Madagascar. Ilha ao leste da África do Sul, banhada pelo quente Oceano Índico. Habitada por lêmures –proto-símios um degrau abaixo dos macacos- e pelas fossas, animal semelhante a hienas, que caçam os bichinhos. De começo, uma festa rave. Piadinha deslocada sobre o ectasy. Mas tudo bem.
A chefia e o conselho dos lêmures é sensacional. A história paralela dos pingüins, também. Aliás, quando eles e os macacos aparecem, ambos roubam completamente as cenas. São imprevisíveis e muito, muito inteligentes. Agora a questão é: a sobrevivência e adaptação ao novo meio. O leão Alex é o mais revoltado. Sem suas mordomias, vai se transformando. O pelo fica eriçado, o olhar se perde e como um dos topos da cadeia alimentar, tudo que vê se resume a um bife.
Entre a fome arrasadora que toma conta dele e a amizade entre Alex e a zebra, este primeiro opta por se isolar. Vai para o inóspito ambiente das fossas. Com o retorno do navio, habilmente conduzido pelos meus heróis –os pingüins, claro- os companheiros irão buscá-lo. Neste ínterim as caçadoras estão de tocaia. Aí Alex mostra seu verdadeiro eu. O gatão, o grande predador, o felino-mestre. Ótimas cenas.
Vários momentos são referências explícitas a outros filmes, tais como “Carruagens de Fogo” e suas músicas. Isso encanta o cinéfilo mais atento. O final é muito bom, surpreendente e bem colocado. Não é um filmaço de animação como “Shreck” ou “Procurando Nemo”, mas diverte e entretém.
O que há de bom: os desenhos antropomórficos, têm dedo de brasileiro, e hiperrealistas
O que há de ruim: muitas falas e piadas do american-way-of-life, inacessível a grande maioria O que prestar atenção: leões raramente comem peixe, mas como todo gato gosta disso, um sushi tem lógica… A cena do filme: a loucura de Alex ao ver comida até nos seus grandes parceiros
Não é um filme para crianças. Nem para medianos. É um dos grandes. Raridade visual. Acuidade fonográfica. Excelência de idéias. Surpreendente desde o começo. Uma vozinha, senhora Souza, só. E seu entediado neto, o Champion. Primeiro um piano. Nada. Depois um cachorrinho, o Bruno. Um pouco de interesse. E finalmente a bicicleta. Um triciclo.
Uma infinidade de informações. Críticas veladas à sociedade consumista. Desde o crescimento desordenado da cidade em torno da casinha da vovó. Até a Nova Iorque desenfreada em sua gula. Extra gordos americanos. Uns porcos. Treinamento inumano de um ciclista, seu desenvolvimento extremo das panturrilhas e quadríceps. O humano escravo do corpo. Aparelhos de precisão para alinhar rodas. Peso versus comida.
A portuguesa é incansável. Apitando e ditando o ritmo. Apesar de sua deficiência física –sequela de pólio em perna D- e baixa estatura, ela é super. Cria um campeão. Seus métodos de massagem e instrumental inusitado resultam em ótimas risadas. Aliás, o filme é um bordado de ironias e fino humor. Muito diferente do habitual do cinema. Grosseiro e direto.
Na maior disputa ciclística, a mítica Tour de France, onde meu ídolo e sósia Mário Tippollini nunca venceu, o netinho sucumbe. Cai; e é seqüestrado pela máfia franco-italiana radicada na América. Ela persegue o navio. Repare no desenho afilado do calado. Seu pedalinho não alcança. Mais uma vez utiliza o sofrido cão como motor. Outra ele foi roda de carro. Criativo e engraçado.
Vale analisar a personalidade canina. Traumatizado por um acidente com sua cauda na infância, late para trens toda sua vida. Além de sonhar repetidas vezes com o fato. Como diria um ex-ministro brasileiro, cachorro também é gente.
Chegamos a megalópole, onde Champion está preso e servindo como cavalo de corrida em poule-de-três. Casa de apostas. Repare no desenho dos guarda-costas e seus chefes. Sintomático. Ocorre o encontro com as maravilhosas velhinhas trigêmeas. Personagens que desde já ocuparão espaço de destaque no meu fichário de figuras lendárias.
Elas cantam, dançam e tocam instrumentos. Retiram som do cotidiano. Como Ernesto Nazaré. É contagiante. A música de Benôit Charest é uma salada dos cantores franceses dos anos 50/60, de Frank Zappa e uma pitadinha de jazz, segundo ele mesmo. Eu acrescentaria aquelas deliciosas canções napolitanas, também.
Após engolir, literalmente, tudo quanto é sapo e rã. A destemida vozinha irá resgatar seu protegido. Plano excelente de entrada e abordagem. Digno de um filme noir. Não dá para descrever tudo que se vê, só indo. No entanto as cores cinzentas da projeção brilham num simples levantar de óculos.
Final poético, assim como o desenho e direção de Sylvain Chomet. Obrigaram-me a assistir com atenção um de seus curtas anteriores: “La vielle dame e les pigeons”. E sua marcante influência de Jacques Tati, que é homenageado pelo pôster do quarto das trigêmeas “As férias de monsieur Hulot” e o curta que passa na tv, “A escola de carteiros”. Genial.
O que há de bom: poesia intrínseca, desenho extrínseco, imaginação solta O que há de ruim: vi a fita sozinho; prazer que deveria ser dividido por milhares O que prestar atenção: um dos meus melhores amigos chama-se Bruno (o cão) de Souza (avó) e é um ciclista Campeão (o neto) quer mais? A cena do filme: a emblemática chegada em Belleville seguida do cansaço sem resignação da idosa heroína
Cotação: filme ótimo (@@@@)
Ah, triplettes é trigêmeas, mas também pode ser um conjunto de salsichas de uma boulangerie. Uma alusão ao corpo esquálido das sonoras velhinhas.
Não sei cozinhar. Nem ovo frito. Mas sei comer. Comer bem. De tudo. E sei também apreciar a comida do rei e a do campesino. E concluo que ambas são feitas do mesmo tempero: o amor e a devoção. Comer é um dos mais básicos instintos. Deve ser respeitado. Um rato rouba, rói, range os dentes, mas tem um coração. Remy é assim. Um roedor que sonha com os aromas e com a boa mesa. Mora no interior, cercado por uma família honesta, mas obtusa. E vê na TV um grande chefe dizer que qualquer um pode cozinhar. E daí em diante começa a experimentar receitas e ervas. Abra os pimentões em dois retire as sementes e a parte branca e depois corte em tiras… Pique as beringelas e as abobrinhas em rodelas de não mais do que 1 centímetro de espessura, sem pelar.
Depois de uma caçada inclemente, ele chega são e salvo em Paris. A primeira noite em Paris é sempre insone. Cidade de luzes. O filme mostra em uma cena somente todos os arquétipos do francês: a bicicleta, o rádio, a cozinha e o vinho. Fora as Romisetas, os baguetes, os bigodinhos, os chapéus… São tantas e sutis as referências que quase arrisco a dizer que devo assistir novamente. Dentro do restaurante, o templo adorado do chefe Gusteau – reparem bem nos nomes de cada personagem, que lhes confere uma singularidade física ou intelectual- ele se depara com um desastrado ajudante de limpeza estragando uma sopa. Ele – o rato- não resiste e age. Descasque os tomates e pique em quartos, e tire suas sementes, raspando. Descasque as cebolas e faça fatias bem finas, descasque os dentes de alho e pique bem.
Seu prato feito na hora, com criatividade e carinho, assim como toda paixão deve ser, é aprovado de maneira inconteste. É descoberto pelo chefe, um sujeito baixinho, o Skinner (em homenagem a um estudioso de ratos) que é a inveja e afetação em pessoa. E capturado pelo Linguini, o serviçal da limpeza. Mas esse não consegue matá-lo. Forma-se então uma associação curiosa. O humano trapalhão e o animal talentoso. O bicho guia o homem. Pelos cabelos. Faça retornar com 6 colheradas de sopa de óleo de oliva as beringelas dentro de uma caçarola de ferro (eu prefiro de cobre, igual ao filme…) . Ajunte a ela os pimentões e deixe-os desfazerem-se uns minutos.
O sucesso vem aos atropelos. Junto com ele a rivalidade, os repórteres, a pressão dos familiares e tudo mais que atinge alguém que faz algo diferente e bom. Quando não se é ninguém, não incomoda nada. E até uma cisão ocorre entre a tão boa dupla. Além do amor atingir em cheio o marionete culinário, Linguini. Junte finalmente as abobrinhas e o alho junto com o bouquet garni. Sal e pimenta a gosto.
Momento de decisão. Quem é você? O que deseja? Vai recomeçar toda uma vida? Enfrentará as hordas de censura? E o grande crítico de culinária, será ela a sua própria consciência? Algumas coisas demoram e outras não. O segredo é saber exatamente o exato instante. Geralmente a escolha já foi feita à tempos. Cozinhe sobre fogo brando, durante 30 minutos. Regue um pouco com o resto do óleo. Prolongue a cocção por alguns minutinhos.
O final é muito lindo e poético. A fala do crítico é uma coisa à parte, de tão coerente e sincera. Não deixando de lado o humor e muito menos o amor. A cozinha se soma ao encanto e deixa um aroma de paixão embevecido à todos que assistiram o filme. Retire o bouquet garni* e o excesso de óleo, se necessário. Arrume tudo de maneira artística em um prato quente e sirva imediatamente.
O que há de bom: a vida de um cozinheiro e a mensagem subliminar de que as pessoas especiais assim o são independentes de como os outros as vêem O que há de ruim: o filme foi feito em inglês e não em francês; ainda bem que a dublagem para o português está excelente O que prestar atenção: a motinha da Colette é da marca Calahan, que desconheço, deve ser uma homenagem à diretora de fotografia do filme, a Sharon… A cena do filme: quando os alimentos são combinados, a arte harmonização, principalmente pratos e vinhos é como o namoro, renovada a cada dia…
Cotação: filme excelente (@@@@@)
Dedico essa resenha aos três melhores cozinheiros que conheci: minha mãe, meu irmão e Renata.
Já você, mulher; pode deixar que passaremos nossa lua-de-mel em Paris…
Obs: o bouquet garni* é feito assim: coloque 10 ramos de salsinha, 8 grãos de pimenta-do-reino, 1/2 colher (chá) de tomilho, 1/2 colher (chá) de erva-doce e 1 folha de louro sobre um pedaço de pano fino e amarre, formando um saquinho ou trouxinha. (o pano fino deve ser de algodão tipo fralda ou amorim).
Ratatouille
Ingredients:
Pour 6 personnes
Préparation : 40 mn.
Cuisson : 50 mn à 1 h.
500 g de poivrons verts
500 g d’aubergines
500 g de courgettes
750 g de tomates
500 g d’oignons
5 gousses d’ail
8 cuillerées à soupe d’huile d’olive
1 bouquet garni
sel fin, poivre blanc du moulin
Préparation :
0uvrez les poivrons en deux, retirez-en les graines et la partie blanche, puis taillez-les en lanières. Coupez les aubergines et les courgettes en rondelles d’environ 1 cm d’épaisseur (sans les peler).
Pelez les tomates, coupez-les en quartiers et épépinez-les. Pelez les oignons et émincez-les finement. Pelez les gousses d’ail et hachez-les.
Faites revenir les aubergines dans 6 cuillerées à soupe d’huile d’olive, dans une cocotte. Ajoutez-y les poivrons et laissez-les fondre quelques minutes.
Ajoutez ensuite les tomates et les oignons. Laissez cuire quelques minutes. Ajoutez enfin les courgettes et l’ail, avec le bouquet garni. Salez et poivrez.
Faites cuire, sur feu doux, pendant 30 minutes. Arrosez avec le reste d’huile. Prolongez la cuisson pendant quelques minutes.
Retirez le bouquet garni et l’excès d’huile, si nécessaire. Dressez la préparation dans un plat chaud. Servez aussitôt.
Não me privo de também ver esse tipo de filme que traz as richas, picuinhas… dentro do colégio. Até para ver se tendo bullying, se os alunos serão punidos. Em ‘Legalmente Loiras‘, os próprios oprimidos trataram de dar uma lição aos opressores.
Antes… Se algum adulto for assistir junto aos filhos, deixo-lhes uma reflexão: Se vale a pena colocar seus filhos num Colégio muito aquém da sua realidade financeira. Creio que os pais querem que seus filhos estudem em bons colégios. E as Bolsas de Estudos estão ai para dar essa chance. Mas há de saber se eles estão preparados para presenciarem, vivenciarem essa desigualdade diariamente. Mais! Se estarão preparados aos que sentem prazer em se mostrarem superiores.
Ainda há mais um porém. Se irão acompanhar as notas altas dos demais. Cada criança tem um ritmo próprio. E isso não quer dizer que não esteja apto aos estudos. Mas há cobranças por parte de alguns professores. Alguns Diretores chegam a criar uma turma especial, as chamadas ‘jaulinhas’, onde só se mantém nelas os que alcançam notas altas. Como também, há as ironias de alguns aos que não conseguem tirar notas altas.
Enfim, o indicado é conversar com os filhos antes sobre frequentarem um colégio desses. O que não ocorreu nesse filme. O pai, viúvo recente, por conta de um novo emprego – Professor numa Universidade nos Estados Unidos -, ganha duas Bolsas para as filhas estudarem num Colégio caríssimo.
Para um vislumbre maior das duas irmãs – Izzy e Annie -, eles vão morar na pequena mansão de uma prima. Em Los Angeles. Para as duas, recém chegadas da Inglaterra, tudo é quase um Conto de Fadas.
Mas a realidade por lá, dentro do colégio, é a conta bancária dos pais que conta. Assim, ao descobrirem que são bolsitas, se veem diante de uma armação. A ponto de serem expulsas. As duas, mais os outros oprimidos, se unem. Para reverter a situação.
O título do filme já parte de um preconceito: o de uma loira ser burra. O que já é mais um ponto para, pais e pedagogos, debaterem com os adolescentes. E é isso! Mesmo de um sessão pipoca como esse, pode-se gerar um bom debate após o filme.
Por: Valéria Miguez (LELLA).
Legalmente Loiras (Legally Blondes). 2009. EUA. Direção: Savage Steve Holland. Elenco: Brittany Curran (Tiffany), Rebecca Rosso (Isabelle Woods), Camilla Rosso (Annabelle Woods), Bobby Campo (Chris), Chloe Bridges (Ashley), Kunal Sharma (Vivek), Chad Broskey (Justin Whitley), Teo Olivares (Rainbow), Trevor Duke (Nigel), Tanya Chisholm (Marcie), Caroline Fogarty (Ruth). Gênero: Comédia. Duração: 90 minutos.
Após algum tempo sem postar aqui, resolvi voltar agora, que acabei de ver um filme ótimo.
Mas vamos aos dados técnicos primeiro:
Director:Michael Bay
Release Date:23 June 2009 (Brazil)
Cast:
Shia LaBeouf: Sam Witwicky
Megan Fox: Mikaela Banes
Josh Duhamel: Major Lennox
Tyrese Gibson: USAF Master Sergeant Epps
John Turturro: Agent Simmons
Ramon Rodriguez: Leo Spitz
Um prato cheio para quem gosta de ação, efeitos especiais e muitas, mas muitas mensagens subliminares
E finalmente há tecnologia e vontade suficiente para transformar todos aqueles sonhos e brincadeiras de nossa (ok, de minha pelo menos) infância em filmes. E em bons filmes!
Transformers: A vingança dos derrotados (No original “Transformers: The revenge of the Fallen”) começa bem, se desenvolve em ritmo de ataque cardíaco, mas tem um final que cá entre nós, poderia ser um pouquinho menos “americanista”.
Os efeitos especiais estão absolutamente perfeitos, e a caracterização dos personagens (inclusive os de CG) também. Como sempre, Optimus Prime imponente e honrado, Megatron valente mas mau, Starscream (sim, eu lembro dele no desenho) covarde e puxa-saco, etc…
Há também no filme um milhão de referências a outros filmes, inclusive Matrix (quem não reconheceu o “leitor de mentes” dos decepticons muito parecido com o que o Neo tem colocado pelo seu umbigo em Matrix 1, tem que ver os filmes de novo), exterminador do futuro 2 (robô-”espelho”) e 3 (robô-mulher-linda) e até Indiana Jones e a última cruzada (ora, alguém aí se esqueceu de onde estava o Santo Graal no filme?).
Quanto ao fato do final do filme ser no Egito… bom, quem tem ouvidos que ouça, e quem tem olhos, que veja. Eu não vou falar. ;¬)
E sim, o final é americano demais, com seu poderio militar impressionante. Porém, o filme é ótimo, com lutas entre robôs simplesmente impressionantes (as lutas ou os robôs? “as duas coisas”), tamanhos robóticos anabolizados, ação, risadas e mulheres bonitas, carros de cair o queixo…
Em suma: Todos os homens vão adorar. Mas cuidado. Não é bem o filme para se levar a namorada/pretensa ficante: ela não vai gostar muito, e você não vai querer desgrudar os olhos da tela nem pra beijar.
Alexandre Thomaz
PS: Mais uma vez, porém, a tradução deixou a desejar. O nome do filme é “A vingança de Fallen”, e não “a vingança dos derrotados”. Fallen (que em inglês significa “o caído”, e há um motivo para esse nome – assista o filme) é um personagem do filme, que trata basicamente da vingança desse personagem. O que custa assistir o filme sem legenda antes de traduzir o nome, hein?
Em primeiro lugar, é preciso dizer que “Simonal: ninguém sabe o duro que dei”, documentário dirigido por Cláudio Manoel, do grupo Casseta & Planeta, Micael Langer e Calvito Leal, é imperdível. Não só por suas qualidades artísticas, mas também pelo seu tema.
Quem ver o filme poderá entender por que Wilson Simonal (1938 – 2000), negro e filho de uma empregada doméstica, transformou-se, sem dúvida alguma, em um dos mais importantes cantores de nosso país. Aliás, mais do que um intérprete e compositor, Simonal foi um “showman”, capaz, como poucos, de cativar e empolgar o público com seu repertório ousado, onde samba, rock, música pop e influências diversas da música negra se encontravam e se renovavam.
Uma figura marcante, capaz de levar mais de 30 mil pessoas ao delírio num histórico show realizado no Maracanazinho, ou de manter espectadores grudados na tela, nas suas muitas aparições na televisão, durante os anos 1960. Um personagem tão influente que, diga-se de passagem, inspirou o nome de toda uma geração de jovens negros que nasceram naquela década.
Tudo isso está num filme primorosamente dirigido, recheado com depoimentos e imagens de época. E que, acima de tudo, não deixou de colocar o dedo numa das feridas ainda abertas dos tempos da ditadura: o envolvimento de Simonal com o famigerado Departamento de Ordem Social e Política (Dops), cuja repercussão fez com que o cantor “caísse em desgraça” no cenário musical brasileiro.
Genialidade artística e atrocidade política
Antes de entrarmos nesta história, cabe lembrar que genialidade artística, origem na pobreza e o fato de pertencer a um setor oprimido estão longe de servir como “vacina” ou atestado de isenção contra atrocidades políticas.
Apenas para citar dois exemplos mundialmente famosos, basta lembrar que o “doido” surrealista Salvador Dalí delatou o seu colega de movimento e cineasta Luis Buñuel, provocando sua demissão do Museu de Arte Moderna de Nova York, quando o último se encontrava exilado nos EUA e, depois, apoiou efusivamente a tirânica e sanguinária ditadura espanhola de Franco. Já o homossexual Marcel Proust, autor do fantástico “Em busca do tempo perdido”, nunca escondeu seu ultra-conservadorismo político.
Infelizmente, Simonal também merece local de destaque nessa infame galeria. Independentemente de “exageros” e da possível contribuição do racismo e do “preconceito de classe” (como veremos abaixo) nas dimensões que a história tomou, o fato é que o cantor foi diretamente responsável pela prisão e tortura de seu contador, Raphael Viviani, que, depois de mover uma ação trabalhista contra Simonal, foi acusado de roubo pelo cantor.
Isso em pleno ano de 1971, quando o mais canalha dos ditadores, o general Garrastazu Médici, promovia uma guerra de extermínio contra a esquerda brasileira.
O episódio está todo no filme, com um comovente depoimento de Raphael; falas de Jaguar e Ziraldo, que alimentaram a polêmica nas páginas do Pasquim e, inclusive, de gente (cuja postura política dispensa comentários) como Pelé e Chico Anysio, dentre outros. Estes tentam limpar a barra de Simonal, apontando um suposto “patrulhamento da esquerda” como responsável pelo tristíssimo fim da carreira do cantor, que nunca se recuperou do baque, tornou-se alcóolatra e morreu de cirrose num quase total esquecimento.
Talvez que seja daí que brote a maior força e beleza do filme. Ao contrário de se posicionar ao lado daqueles que, hoje, querem fazer uma revisão da história, chegando a falar numa tal “ditabranda” (irmã gêmea de perigosas bobagens como a tese de “racismo cordial” que circula pela mídia), “Simonal: ninguém sabe o duro que dei” pode ser visto como uma tentativa honesta de resgatar a importância artística do cantor e recolocá-lo na história da música brasileira, algo que fica particularmente evidente nas falas finais de seus filhos, os também músicos Max de Castro e Simoninha.
Um “alienado útil”
Apesar de também não ser enfático neste sentido, é possível ver no filme que o destino de Simonal foi traçado por ele próprio e teve origem numa outra “desgraça”: a alienação.
Na primeira cena em que o vemos, Simonal conta uma “piada” que é sintomática em relação ao quanto ele se rendeu à lógica do sistema: seu anjo da guarda teria lhe dito “ou vai ser alguém, ou vai morrer crioulo mesmo”. E sua obsessão por “ser alguém”, e não “um crioulo”, não tinha limites e lembra em tudo a trajetória dos atuais jogadores de futebol e pagodeiros.
A fortuna que ele acumulou nos primeiros anos de carreira foi gasta em carros de luxo, badalação, ostentação e loiríssimas acompanhantes.
Alienando-se de sua origem, de sua negritude e da própria situação política que o país atravessava, Simonal colocou sua genialidade e talento a serviço de quem ou daquilo que lhe pagasse mais. Algo que marcou, inclusive, parte de seu repertório e entrevistas, recheados de citações machistas, homofóbicas e, salvo raras exceções, totalmente equivocadas do ponto de vista racial.
Endinheirado, transformou sua origem pobre em arrogância; famoso e influente, preferiu a “pilatragem” à crítica; excluído socialmente, rendeu-se ao “ufanismo” da ditadura e, quando se viu ameaçado, buscou auxílio entre seus poderosos contatos.
O fato de que a ditadura tenha se aproveitado disso, principalmente através da figura do inspetor do Dops Mário Borges, que, em entrevista à imprensa, apontou Simonal como informante, não é de causar surpresa. A postura do cantor, ao não negar a história, mas pelo contrário, propagandear que “era assim com os homens”, é exemplar de sua alienação e irresponsabilidade.
Tributo e justiça histórica
Por fim, seria também irresponsável de nossa parte não lembrar que o fato de Simonal ter sido um negro que invadiu o mundo dos brancos, flertou com suas mulheres e alcançou um “status” inimaginável para o filho de uma empregada doméstica, em muito contribuiu para que ele tenha sido jogado para o limbo da história.
Isso, de forma alguma, pode ser utilizado como “justificativa” ou “desculpa” para o asqueroso papel que ele cumpriu, mas, justiça seja feita, não pode ser uma coincidência que um bando de outros artistas que tiveram relações ainda mais promíscuas com os militares tenham passado ilesos ao período democrático.
Melhor teria sido que Simonal tivesse deixado como herança apenas sua música suingada e sua genialidade como cantor. Mas a história não é feita de “se” ou “talvez”. Porém, também é feita de contradições.
E, neste sentido, Simonal foi um poço sem fundo. Algo que, no documentário, fica melancolicamente marcado em um de seus mais belos e constrangedores momentos.
Cercado de loiras bailarinas e tendo um “carrão” ao fundo, Simonal pede licença para dedicar uma canção que fez (juntamente com Ronaldo Bôscoli) para seu filho recém-nascido: “Tributo a Martin Luther King”. Uma música cuja letra, lamentavelmente, o próprio Simonal nunca assimilou.
Antes… esse aviso: ‘Homófobos, caiam fora!‘ É, assim: curto e grosso. Melhor irem ver outro filme. Eu nem vou perder meu tempo numa tentativa de deixarem de ser estúpidos. E por que? O filme é um dos mais lindos, mais sensíveis, mais realistas que eu vi, abordando a homossexualidade. Se alguém ainda estiver disposto a reavaliar seus preconceitos, a esses sim, eu também indicaria.
Eu até cogitei em escrever sem focar nesse tema. Porque teria como. Mas ai vi que seria uma grande bobagem. Creio que quanto mais o assunto vir a mesa de debate, mais ele será visto como tem que ser: uma relação como outra qualquer. Além disso, ‘De Repente, Califórnia‘ traz uma outra questão: a de um casal homo ‘adotar’ um filho. Mesmo não sendo juridicamente, que mal há nisso? E novamente o preconceito existe nas pessoas. Há muitos casais heteros que nem estão ai para o bem estar da criança. Chegando até jogarem ela fora… ou, atirando-a pela janela… Eu vi como um grande avanço no Judiciário do Brasil quando ‘deixou’ que o filho da Cássia Eller ficasse com a companheira dela. Se alguém quer ser mãe, ou pai, de fato e de direito, não precisa ter que ser, ou ter uma relação hétero para isso. Tem que querer e poder assumir tal compromisso.
Zach (Trevor Wright) é um rapaz muito ligado a família. Órfão de mãe, tem um pai que embora presente na casa, é ausente como pai. Junto com eles dois, mora a irmã, Jeanne (Tina Holmes), e Cody (Jackson Wurth). Jeanne quando não está trabalhando no mercado, está namorando, bebendo, transando… Usa e abusa do irmão como babá do filho. Cody só não se tornou uma criança com problemas, porque Zach lhe dá muito carinho. Cody o considera como um pai. É linda a cena quando ele afirma que tem Zach como o seu Dad. Tem no Tio a figura paterna na essência. E Zach o é. Um pai que nunca teve, mas que por isso sabe que Cody precisa dele. Ainda mais com a mãe que tem, que nunca tem tempo para o menino.
Zach tem, além do sobrinho, mais duas paixões: desenhar e surfar. O surfe, basta rodar alguns poucos quilômetros e desfrutar desse prazer. Quanto ao desenho, o sonho maior é se especializar, mas o curso o faria ter que ir viver mais longe. Quem o prende ali, é o seu amor por Cody. Em dar a ele a sensação de que tem um lar. Mas com as demais pessoas naquela casa, o ‘Lar‘ só existe no coração de Zach e Cody. A casa é só um mero abrigo contra as intempéries climáticas.
Em Zach, irá aflorar uma outra paixão, que até então estava meia indefinida em sua mente. E ela vem à superfície quando rever Shaun (Brad Rowe), o irmão mais velho do seu amigo de infância Gabe (Ross Thomas). Nessa descoberta de si mesmo, até por saber dos preconceitos alheios… Há cenas que emocionam! Em momentos por compartilhar com a tristeza dele. Noutras, por sentir a alegria com ele. Houve momentos do filme, que me fez lembrar do Curta Brasileiro, ‘Café com Leite‘; nesse, eu também fiquei emocionada. Shaun voltou por querer refletir…
Em ‘De Repente, Califórnia‘ há uma outra questão: as amizades. Sem conotação sexual. Gabe, quando descobre, mostra o quanto gosta dele num caloroso abraço. Isso faz toda a diferença! Amigo é amigo. Não importando se as preferências sexuais dele não for a mesma que a sua. Com Gabe ainda há um outro lance. Que fica numa linha tênue se há maldade no que diz, ou se o faz como um papagaio repetidor. Ai sim não haveria preconceito. Pode até doer um pouco naquele que para ele foi direcionado o termo. Mas se souber abstrair, pode até levar o outro a não dizer mais. Ou nem se abalar mais com isso. Bastando pensar que o problema está na mente do outro. Não vi maldade quando, por exemplo, Gabe pergunta a Shaun se só tem comida de bicha. Shaun gosta de cozinhar. Contrário de Gabe que é adepto dos fast foods.
Zach terá que se definir, mas como uma pessoa que define por si mesmo, as suas prioridades. Tomar enfim uma decisão: ou fica na vidinha de sempre, ou vai ser feliz. Com Shaun, mais que um mero abrigo, terá um futuro promissor. Com casa, comida, muito amor, estudo, carreira, e um verdadeiro lar, até para Cody. Isso se Jeanne concordar. Alguém que é um poço de egoísmo. Tão diferente de Tori (Katie Walder), a namorada de Zach. Tão igual ao troglodita do mais recente namorado.
A trilha sonora foi muito bem escolhida! Ela nos enleva nas emoções sentidas em ‘De Repente, Califórnia‘. Tem classificação maior que Excelente? Tendo, é o que eu daria a esse filme. Que entrou para a minha lista de que vale muito a pena rever. Não deixem de ver.
Por: Valéria Miguez (LELLA).
De repente, Califórnia (Shelter). 2007. EUA. Direção e Roteiro: Jonah Markowitz. Gênero: Drama, Romance, Esporte. Duração: 97 minutos.
Comédia gostosa que há tempos não assistia uma tão genial assim! Pra mim, esse filme é uma obra de arte de alguém que sabe, essencialmente, brincar! Uma história contada três vezes, por alguém que basicamente só corre (e como corre) denunciando todas as casualidades possíveis em formas fotográficas de pessoas também externas à ela. Com exceção de sua mãe… engraçado como sua mãe foi a única que não mudou nas três narrativas!
O cabelo de Lola é MA-RA-VI-LHO-SO!
Completamente vermelho, um vermelho desejante, pulsional! Esdrúxulo, é pouco! Parece um incêndio! Eu amei esse cabelo dela e a forma que foi colocado no filme. Por vezes, só se vê a sua juba esvoaçante dando o tom vibrante nas cenas! Rebelde, autêntico!
“Não cessaremos de explorar
E ao fim de nossa exploração
Voltaremos ao ponto de partida
Como se não o tivéssemos conhecido”
-T.S.Eliot-
Ah! Se tivéssemos o dom de dominar o tempo… movê-lo, de trás pra frente, de frente pra trás, pausando e voltando, modificando-o, movendo as peças… Conquistaríamos o mundo? Dominaríamos tais mudanças? O que seria de nós?
“O Homem
provavelmente a espécie mais misteriosa do Planeta
‘Tartarugas Podem Voar‘ é um filme que traz um documental da insanidade de uma época, e que é bem atual. Que dói na alma. Que enoja em saber dos requinte cruéis dos fabricantes de minas terrestres. De mostrar a bestialidade em soldados estuprando uma adolescente. De que, principalmente crianças, são meros danos colaterais, totalmente sem significância para os fomentadores das guerras.
Para quem viu ‘Caçadores de Pipas‘, ou leu o livro, já tem uma noção de uma diferença étnica naquela região do Oriente Médio. Refiro-me aos Curdos. Que em períodos de guerra, tentam sobreviver como em guetos. Isso quando não são dizimados. Em ‘Tartarugas Podem Voar‘ a trama se passa num acampamento curdo. De um lado, uma forte fronteira a lhes barrar entrada, a Turquia. E saindo dali, o forte preconceito dentro do Iraque.
Aqui, se ve um grupo de crianças tentando sobreviver nesse mundo inóspito. Cruel, melhor dizendo. Como ganha pão: o desarmar minas terrestres que serão revendidas no mercado negro. De lá, alcançarão um preço muitíssimo maior, e que não será repassado a essas crianças. São elas que correm todos os riscos. São mutiladas no corpo, e na alma.
A atualidade está carecendo de uma outra Personalidade como a Princesa Diana. Que ajudou a acordar parte do mundo para essa vil arma. E que eu quero falar mais sobre as minas terrestres, antes de voltar a análise do filme.
“A maior indústria de minas do mundo encontra-se nos Estados Unidos, a Claymore Inc. Fabricam um tipo de mina cuja função é destruir e cauterizar logo após a explosão, os membros inferiores dos elementos atingidos, mutilando sem matar. Este artifício é feito de forma que o alvo não venha a morrer por hemorragias, e sim permanecer vivo, acordado, e sentindo dores pela maior quantidade de tempo possível, de forma a quebrar o moral da tropa em seu avanço. Além disso, serão precisos dois homens para carregar o ferido, diminuindo o número de soldados para combate“. Tem mais aqui.
“Três fatores essenciais contribuíram para a criação do Tratado de Proibição de Minas Antipessoais (Tratado de Otawa, que entrou em vigor em Março de 1999, assinado por 153 países; no qual os governos signatários se comprometeram a remover, num prazo de dez anos, todas as minas existentes dos seu territórios): os mortos e feridos causados pelas minas terrestres em todo o mundo, a contribuição de alguns países, mas sobretudo, a mediatização do flagelo pela Princesa Diana“. Tem mais aqui.
Março de 1999… Dez anos se passaram e… E os Estados Unidos desenvolveram um novo tipo de mina. Chamado de spider (aranha), o artefato seria uma alternativa às minas tradicionais proibidas pelo Tratado de Ottawa, pois pode ser detonada por controle remoto.
A história se passa às vésperas da ocupação norte-americana no Iraque. Com isso, os adultos estão preocupados em tentar saber notícias externas pela televisão. Para tal fim, contratam um dos jovens para conseguir uma antena parabólica. Ele é o Satélite, quase um menino ainda. Tem esse apelido porque um dos artigos que vende, são as antenas.
É um líder entre todos, adolescentes e crianças, muito estimado. Que acaba se encantando por uma adolescente, Agrin. Ela, o irmão e uma criança vieram se juntar ao local, mas não se integram ao grupo. Trazem um segredo de um passado recente. Satélite tentará quebrar essa barreira. Apesar de todo o flagelo, ele tenta passar calor humano.
É um filme que poderia ser passados nas Escolas. Numa tentativa de não virarem adultos egoístas. O mundo urge num desarme-se maior. Se as mentes de muitos adultos já não tem como melhorar, que seja ensinado as crianças os reais valores. ‘Tartarugas Podem Voar‘ é um excelente filme! O qual eu tornaria a ver, mas não no momento. É muito triste, pela história, pela estupidez dos humanos. E gostaria muito que muitos assistissem. Ele traz uma maldade que poderia ser evitada.
Sinopse: A jornalista Rowena (Halle Berry) resolve fazer uma investigação independente do assassinato de uma amiga. Assim, ela começa a mergulhar no universo dela, disfarçando-se tanto no mundo real quanto no virtual, da internet, e acaba se envolvendo em um relacionamento complicado e obsessivo on-line com um homem (interpretado por Bruce Willis).
A Estranha Perfeita – Perfect Stranger
Direção: James Foley
Gênero: Suspense
EUA – 2007
Como não existe perfeição no mundo, o título já começou imperfeito ou sugestivo? Não sei… sei que me chamou a atenção. Penso que num filme de suspense, as atenções quando postas em holofotes merecem considerações, pois a intenção é a de sempre desviar a atenção… pra outras coisas. Hummmm! Stranger…
Tal como o Roteirista que escreve a obra para vender o peixe da idéia, eu poderia escrever e vender esse filme a partir de minha escrita, mas serei clara: não valeria a pena.
Um suspense raso, com vários clichês e um final sugestivo. Sugere que pode ter a continuação, mas essa seria completamente previsível.
Algo nele me chamou mais atenção do que o suspense em si: as propagandas para o Google.
Tem sido recorrente filmes que colocam o Google no pedestal do conhecimento. Pior é que tem quem compre essa idéia. No próprio Arquivo X (o segundo filme), Dana Scully busca no Google conhecimentos a respeito da difícil e complicada cirurgia com célula-tronco; submete o cristão (menino doente) à ela depois de uma vasta “pesquisa”… Por favor! Menos, muito menos, quase nada!!!
Nesse estranho suspense, a vida das pessoas ficam expostas nesse site. O que eu acho um crime. E de fato é!