O filme de Yojiro Takita tem um roteiro que poderia cair facilmente num resultado pesado e indigesto: Um músico sensível do Japão após perder o emprego, aceita cuidar do ritual de preparação de cadáveres nos funerais. Este novo ofício, que parecia reservado ao destino do rapaz, irá criar alguns conflitos, mas também determinará a solução de antigos e profundos problemas familiares.
Apesar do tema escabroso, “Okuribito”, que venceu o excelente “Valsa com Bashir” na Academia ganhando o Oscar de melhor filme estrangeiro, é surpreendentemente leve, emocionante e até engraçado em muitos momentos. Cheio de nuances e soluções brilhantes (Como as cenas das pedras mensagens), tem o mérito de desmistificar a morte e os mortos tratando-os de forma tão simples como o ato de comer com prazer.
Simples e natural como deveria ser a vida, consegue ser este delicioso filme sobre a importancia do perdão e da despedida em cada partida.
Por: Carlos Henry.