Kung Fu Panda

kung-fu-pandaEverybody was kung-fu fighting. Uma das minhas músicas prediletas nos tempos de discoteca. Nós dançávamos enfileirados, iguaizinhos. Boas lembranças. Agora surge no cinema um urso panda, o Po. Filho adotivo de um ganso, gordo, cozinheiro de macarrão, desajeitado e fã, muito fã de kung fu. E consequentemente dos cinco furiosos, os guerreiros que habitam o templo acima de sua pacífica vila.

Those cats were fast as lightning. Eles brilham. Liderados pelo mestre Shifu, um panda vermelho com habilidade inimaginável, comanda a Tigresa, o Louva-Deus, a Serpente, o Macaco e a Garça. Cada um deles é respectivamente um estilo de luta. Ah, kung fu é luta em mandarim e não um estilo como aqui no ocidente. Aliás, o filme é um reflexo de como o ocidente vê o oriente. Tudo bem. Como por exemplo, os animais em destaque tais como o porco, o pato e coelho, serem pratos chineses…

In fact it was a little bit frightening. Mas o tormento maior é a chegada de Tai Lung, pessimamente traduzido, já que Da-long é o correto; grande dragão. O leopardo das neves foge em cena espetacular de uma cadeia de pedras, totalmente vertical, guardada por ferozes rinocerontes. Ele é um lutador assombroso e que nunca desiste. Seria o natural herdeiro do mestre Shifu e o Laoshi (velho mestre) Oogway, uma tartaruga. Essa impressionou verdadeiramente meu filho, já que nas suas costas tem o desenho estilizado de tai-ji (tai-shi) e ela realmente atingiu o equilíbrio dos grandes mestres. Apesar das trêmulas mãos parkinsonianas.

But they fought with expert timing. Esse é o problema. O Panda não consegue desenvolver-se como deveria ser um Guerreiro Dragão. Ele somente sonha. E o mestre Wu-gui (a tartaruga) explica de maneira zelosa ao Shifu como proceder. O segredo do filme está aí. As complexas relações de pai-filho. E neste viés taoísta é que me encanta.

They were funky China men from funky Chinatown.  Meu filho começa a perceber as nuances do roteiro que vão além dos golpes de luta – que são excelentes, claro – e também o humor infantil do Po que ri até quando leva porrada. Um panda só pode ser filho adotivo de um ganso, e daí? O amor é o mesmo… Shifu só consegue ver o pequeno filhotinho de leopardo e não um ambicioso animal. A tigresa, que só sabe atacar, tem suas defesas rompidas ao ver que não é tão amada como queria. Até o louva-deus, que carrega nas costas o ideograma Shou ( de longevidade ) é meio chateado com seu tamanho e falta de atenção que recebe. E a tartaruga tem a melhor fala com Shifu sobre isso…

They were chopping them up and they were chopping them down. Cortando de cima para baixo, sendo rápidos “chop-chop”, o mestre e o discípulo conduzem uma seqüência estonteantemente plástica em torno de um… pastel!  Daí em diante o destino está selado, até a revelação do segredo. O que estaria escrito naquele precioso pergaminho?

It’s an ancient Chinese art and everybody knew their part. As velhas tradições chinesas vencem. A luta entre Po e Da-long é ótima e o final, mostrando de maneira didática os pontos (chi) de energia corporais é algo muito bem desenhado e animado.

From a feint into a slip, and kicking from the hip. O final tem luta e tem lição. Fique até passarem todos os créditos, há surpresinha. Fica a impressão de lindos desenhos e de que mesmo um gordo pode ser um lutador desde que acredite em si. É o nada, que é tudo.

O que há de bom: diversão, personagem encantador, o Po (mas meu predileto é o mestre Shifu)
O que há de ruim: aqueles que assistirem apenas um versão, filmes dublados devem ser vistos também na versão legendada, a voz do Jack Black é perfeita para Po e a da Angelina Jolie para a tigresa
O que prestar atenção: os cinco pontos vitais do coração (lembram-se de Kil Bill?) são mostrados novamente em uma cena aérea e a contenção do leopardo mostra exatamente as áreas de energia (Shi) bloqueadas
A cena do filme: a poética jornada esvoaçante de uma pétala para abrir um segredo que na realidade está dentro de nós

Cotação: filme ótimo(@@@@)

Por: COBRA.

Kung Fu Panda. 2008. EUA. Direção: Mark Osborne / John Stevenson. Gênero: Animação, Ação, Comédia. Duração: 92 minutos.

A Era do Gelo 3 (Ice Age 3: Dawn of the Dinosaurs)

a-era-do-gelo3_posterTão delicioso de ver como os outros da série, esta terceira parte da saga dos bichos da época glacial ganha ainda um adicional irresistível: Foi filmado em três dimensões e merece ser visto numa sala especial equipada com este tipo de exibição.

Uma dica para quem vai ver na sala Cinemark de Botafogo: Escolha um lugar central na fila E. Ali há espaço para circulação das crianças indóceis, o que garante o sossego sem tirar o prazer de ouvir os risos infantis. Além disso, é importante ficar perto da tela para sentir melhor o efeito 3D.

Imagine ver aqueles animais super engraçados no meio de monstros pré-históricos saltando da tela quando se aventuram a resgatar o azarado Sid num mundo subterrâneo.

A direção do brasileiro Carlos Saldanha garante ação fluente e muito humor. As crianças se divertem à larga e até os mais idosos vão se sentir presenteados com tanto bom gosto e uma trilha surpreendentemente nostálgica.

Carlos Henry.

Trailer dublado:

A Era do Gelo 3 (Ice Age 3: Dawn of the Dinosaurs). Direção: Carlos Saldanha. Vozes no Brasil: Diego Vilela (Manny), Tadeu Mello (Sid), Márcio Garcia (Diego), Claudia Jimenez (Ellie). Cast. Gênero: Aventura, Animação. Duração: 94 minutos.

Faça o Que Eu Digo, Não Faça o Que Eu Faço (Role Models)

faca-o-que-eu-digo-nao-faca-o-que-faco_posterComutação de Penas, educa? És favorável a penas alternativas? Um tempinho atrás, cheguei a abrir um fórum no Orkut com esse tema. E foi o que me levou a assistir ‘Faça o Que Eu Digo, Não Faça o Que Eu Faço‘ (Role Models). Eu sou favorável a Penas alternativas. Ainda mais com o que sai na mídia de como é o regime carcerário. Não só no Brasil, mas em outros países também. Que dentro dessas cercanias o que há é punição, uma reeducação, não. Agora, o juiz tem que ter bom senso. Algo do tipo – doar cestas de alimentação, para alguém que espancou outra pessoa, não é uma punição adequada.

role-models_0LNo filme, Danny (Paul Rudd) e Wheeler (Seann William Scott), têm suas sentenças alteradas. Em vez de irem para a cadeia, terão que cumprir uma certa carga horária numa Instituição para crianças, e adolescentes, com problemas disciplinares nas Escolas. Ou, por não serem muitos sociáveis. Danny, o que provocou o acidente, é quase forçado a aceitar pela insistência de Wheeler. Esse, acabou sentenciado porque estava junto no carro. Companheiros de trabalho… vendem um energético, que para Danny era uma droga. Já para Wheeler, ajudava os jovens a não se drogarem. Possuem temperamentos opostos. Danny é um anti sociável. Nem sua namorada (Elizabeth Banks) aguenta mais. O único que realmente o atura, é Wheeler. Talvez, por ser extrovertido.

role-models_02Quem dirige a Instituição, é alguém que sentiu falta na infância de uma mão amiga. Como ex-drogada, conhece bem todas as manhãs… Assim, ficará atenta aos dois. Selecionando para ambos, dois, que outros não tiveram sucessos. São eles:
- Augie (Christopher Mintz-Plasse), um adolescente que vive mais dentro de mundo de fantasia;
- Ronnie (Bobb’e J. Thompson), um menininho preconceituoso, e muito desbocado.

A Instituição, por opção de Gayle (Jane Linch), dá chances as pessoas sem formação especializada. Os menores já passaram por especialistas, ou um que exercia tal função no colégio. Danny e Wheeler terão que aprender a lidar com eles. Mas querendo mais é concluir logo a carga horária. Os quatro irão viver situações que os colocarão em confronto também consigo próprios.

Bem, eu não sei se há um resultado favorável nessa comutação de penas. Refiro-me no mundo real. Mas de qualquer forma, é sempre bom dar uma nova oportunidade para alguém que cometeu um delito. E o filme, nos leva a ter mais uma ideia em como os órgãos competentes podem agir. Dai, vale a pena ver. Até porque o filme é bom. E a trilha sonora é ótima.

Uma curiosidade: o filme seria lançado nos cinemas brasileiros com o título ‘Modelos nada Corretos’. Após ter a estreia cancelada, mudou de título para chegar direto em DVD.

Por: Valéria Miguez (LELLA)

Faça o Que Eu Digo, Não Faça o Que Eu Faço (Role Models). 2008. EUA. Direção: David Wain. Gênero: Comédia. Duração: 99 minutos.