A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland. 2008)

a-menina-no-pais-das-maravilhasSensível! Emocionante! Maravilhoso! Essas, são algumas das expressões que me veio ao término de ‘A Menina no País das Maravilhas‘. Porque ao longo do filme, me emocionei muito com Phoebe (Elle Fanning). Como também cheguei a ficar com raiva da mãe dela, Hillary (Hillary Lichten), numa cena com o psiquiatra.

aliceNão entendo porque um filme como esse, chega ao Brasil direto em Dvd. Poderia também ser exibido em Cinemas. Até para ganhar uma maior divulgação. Principalmente para os Professores apresentarem essa obra de Lewis Carroll – ‘Alice no País das Maravilhas‘ -, às crianças. O filme, além de introduzir a história de maneira ímpar, aborda outros temas. Mas ainda dentro desse universo, ‘Alice’ leva a criança a discernir qual será o seu papel de fato no mundo tão cheio de convenções. Em não perder-se da sua essência. O ‘Quem é você?‘ em cada situação de sua vida.

Um outro tema abordado, o bullying, eu ressalto sempre que vejo num filme. Fica numa esperança de limpar essa carga negativa nas novas gerações. Já que será mais difícil, nas outras. Em ‘A Menina no País das Maravilhas‘ há uma cena emocionante onde um ‘diferente’ é enfim integrado a turma…

Ainda dentro do universo escolar… Em ‘A Menina no País das Maravilhas‘ temos uma Escola castradora. Não é dado às crianças, o direito de perguntar, de questionar aquilo que ensinam. Para eles, a lei máxima é: ‘Siga as regras, e seja feliz‘. Mas feliz onde? Ou como? Onde ficaria o verdadeiro eu desse ser, ainda em formação? Limites, respeito às regras, devem vir de dentro. Saber escolher entre o certo e o errado não de forma arbitrária. E mais, podando o raciocínio, pode terminar fazendo que muitos vivam querendo sonhos quiméricos, sempre. Sem o menor planejamento. Na infância, a fantasia pode ser uma grande aliada para o futuro. Que em vez de castrar, o adulto deve acompanhar de perto.

Para Phoebe, a ajuda veio na nova Professora de Artes Dramáticas. Que iria encenar a obra de Lewis Carroll na Escola. Era a Miss Dodger (Patricia Clarkson). Alguém que veio abalar com toda aquela rigidez. Phoebe, ciente de que tem um problema, hesita por um tempo em candidatar-se a um papel na peça. Assim como muitas, quer ser a Alice. Um dos outros destaque, é que o papel da Rainha de Copas, será pretendido por um menino, o Jamie (Ian Colletti). O que dará margens a ser zoado pelos demais. Phoebe e Jamie, os ‘diferentes’, ficam amigos.

Coincidência, ou não, a mãe de Phoebe passa por um bloqueio criativo. Não está conseguindo escrever sobre o tema que escolheu para a sua dissertação. Que seria em cima da história de Lewis Carroll. Por esse, e outros problemas, termina por se culpar. Achando que a Phoebe está assim, por não lhe dar mais atenção. Nem se tocando que a filha caçula ressente da falta da atenção da mãe. E nesse universo familiar conflitante, o pai (Bill Pullman) se frustra que de onde aceitaram publicar seu livro, ele não será lido.

phoebe-in-wonderlandPhoebe clama por ajuda. Não sabe o que se passa consigo. Não tem controle do que faz, do que fala… o único lugar onde não se vê diferente, onde não sofre pressões, onde pode usar livremente a sua mente, a sua imaginação… é nesse mundo encantado. Mas que também pode ser real, se a tal peça teatral for realizada.

Alguns podem achar que estarei trazendo um spoiler, ao contar qual é o problema de Phoebe. Mas até pelo caráter educativo do qual gostaria que os Professores assistissem esse filme, pois podem ter alguém assim em Classe; até porque, pelo pouco que eu li, em cada cem pessoas, uma passa por isso. Como também, para quem tem alguém com isso na família. Ou até a própria pessoa… Enfim, direi. A Phoebe tem a Síndrome de Tourette. Tentei trazer um resumo, mas é preferível que vocês mesmo pesquisem. Para não tratar com superficialidade esse problema.

Eu, que o que motivou-me a ver esse filme foi por amar a Alice, de Carrol… me vi presenteada com esse excelente filme! Bravo Phoebe! E um outro a pequena grande atriz Elle Fanning!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland). 2008. EUA. Direção e Roteiro: Daniel Barnz. Elenco: Elle Fanning (Phoebe Lichten), Felicity Huffman (Hillary Lichten), Bill Pullman (Peter Lichten), Patricia Clarkson (Miss Dodger), Campbell Scott (Diretor Davis), Ian Colletti (Jamie), +Cast. Gênero: Drama, Família, Fantasia. Duração: 96 minutos.

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26 comentários em “A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland. 2008)

    • Oi Dani!

      Grata por gostar desse espaço :)

      O filme do Tim Burton ainda está em fase de produção. E acho que será uma versão da Alice, de Carrol. Diferente desse que usou a Alice, para contar um período da vida de Phoebe.

      Eu vou querer ver o filme dele.

      Volte sempre!
      Beijos,

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  1. Olha eu assistir e adorei, é encantador o filme, ele conta sobre a anciedade que ela tinha que era tanta que ela por causa disso se c=machucava fisicamente demais, é muito boom mesmo. é MAAAARA !

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  2. olá!

    sou profa no programa de formação de professores de ed. infantil e gostaria muitíssimo de saber como posso adquirir o filme em quesrtão.

    um abraço.

    nazaré

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  3. Tenho a analise de todo contexto do enredo do filme. Também disponibilizo a copia do mesmo. Troco por outros materiais referentes a educação.

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  4. Saudações Lella
    Assisti este filme hoje e confesso que fiquei conhecendo
    seu blog enquanto procurava informações sobre este filme.
    Alias, tudo o que foi descrito aqui só aumentou minha curiosidade sobre esta produção que me surpreendeu. Não mudaria em nada o que foi descrito aqui. Esta tudo muito de acordo com o que vi, a não ser que como sou formado na área de Pedagogia – OE lamentei muito a imensa distancia que cada vez mais venho percebendo entre as diferentes realidades abordadas no filme e o massacre que o ensino virtual tem imposto seja nas escolas particulares ou não. Esse filme resgata de forma magnifica a importância do lúdico em tudo que diz respeito para nossas vidas bem como para o futuro de nossas crianças. No mais, gostaria muito de trocar e-mails com voce? Será que voce me aceitaria entre os seus contatos?
    Grande abraço e parabéns pelo blog e pela maneira como o vem idealizando.

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    • Oi Cato!

      Eu gosto muito em receber no Blog, Professores. Ou, profissionais com um acesso maior aos adolescentes, as crianças… Gosto dessa troca de informações. Até por ficar em dia com o ensino nas escolas.
      Também recebo alunos, talvez atrás de um texto pronto para um trabalho de casa. À eles, fico querendo que vejam o filme, e depois sim, que tirem dúvidas.
      Em relação ao filme, pela história escolhida – Alice, de Carrol… bem, acho que poderiam, os Professores, traçar um paralelo com a política atual. Mais precisamente com o que está ocorrendo no Senado.
      Quem sabe assim, tenhamos uma nova geração de políticos atuando não mais em benefício próprio.
      Darei um retorno via email.
      E grata, por também gostar desse espaço!
      Beijo,

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  5. ‘Alice’ leva a criança a discernir qual será o seu papel de fato no mundo tão cheio de convenções. Em não perder-se da sua essência. O ‘Quem é você?‘ em cada situação de sua vida.

    Falou tudo!

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  6. Lindo seu blog. Aluguei o DVD da Menina no Pais das Maravilhas para ver com minha filha de 8 anos amanha. ( Apesar de ter escrito censura 12 anos- quer dize, nem reparei)
    Foi bom ter lido sua critica, por que me parece muito mais um filme adulto.
    Mas penso tb que essa questão do bulling deve ser discutido nas escolas, abertamente e nao é. Mesmo em uma escola dita “moderna” como a dela, no fundo é elitista e preconceituosa.
    Pelos relatos de minha filha percebo montes de problemas ali e nao tenho nem vontade de conversar a respeito,por que a essencia do lugar parece ser aquela e insistiri é burrice. Provavelmnete ano que vem estará em outra escola.
    Enfim, vejo ou nao vejo o filme com ela? Acho que vou ver primeiro.
    Bom domingo para voce. E acho que nao vai ler meu comentario nunca,esse post é antigo me parece. Em todos os casos, se puder, me responda.
    Cam

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    • Oi Camille!

      Mesmo que o texto tenha sido publicado faz tempo, eu leio todos os comentários. Até os que foram para textos de outros autores do blog. Leio, e tendo algo a responder, o faço com prazer.

      Em relação a ver com a sua filha de 8 anos…
      A questão seria o problema da Phoebe. Por levá-la a se auto punir fisicamente.
      Como eu disse no texto, a síndrome não é algo raro. Ela pode até ter alguém na escola com esse problema. E estar sendo vítima de bullying.
      Um caminho para ti, seria não deixar de responder o que ela perguntar. Sem entrar em detalhes da doença. Mostrando a ela que devemos antes tentar entender essa criança ‘diferente’.
      E até em cima da Alice da fábula. Tipo: se em certas ocasiões nos sentimos grandes, aptos numa função, não temos que pisar num que não conseguiu. Por ai.

      Talvez, o filme a deixe imune aos achaques na escola.

      Mesmo assim, até por não conhecer vocês, fica difícil dizer que deixa-a assistir.

      Se eu tivesse filhos, assistiria sim com eles. Não gostaria de que discriminassem alguém ‘diferente’.

      Se der, volte para contar.
      Tenha um bom domingo!

      E grata por ter gostado do blog!

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  7. Amei o filme. Não dá nem pra escolher uma parte. Resolvi assistir também porque Amo a Alice, de Carrol… acho que é uma das melhores histórias que eu já li.

    O Blog tá perfeito!!
    Parabéns!

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  8. Adorei o filme, loquei sem pretenções… só pra passar o tempo, vi na locadora e também gosto muito da Alice do livro do Carrol. Me identifiquei com ela, e muito, no sentido de termos que nos “enguadrar” para sermos aceitos em um determinado contexto social. O mundo é muito louco, por um lado nos diz que temos que ser criativos, que o mundo do trabalho quer profissionais autonomos, por outro, se tomarmos essa postura, seremos excluidos por não darmos as respostas que querem. Como a Fhoebe, em minha infância subvertir a ordem algumas vezes (talvez por isso escolhi ser pedagoga, ao contrario dos que disseram pra eu ser jornalista ou advogada. ADORO MINHA PROFISSÃO).
    No entando, o que motivou a falar contigo é, que faltou ser abordado no filme o TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, pois pelas minhas leituras a menima tinha característica de quem tem o transtorno, o que acha?
    Abraços, Cacau

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  9. Lella…
    Divino seu comentário…acabei de assistir ao filme minutos atrás e acessei para pesquisar sobre a síndrome abordada …Concordo com você…o filme deveria ser divulgado entre as universidades e profissionais das áreas de educação e saúde…sou psicopedagoga e você se expressa muito bem! O filme é maravilhoso e ímpar na sua forma de abordagem do problema! A atriz mirim também em muito contribui para isso! Abraço e parabéns pelo seu blog…acaba de receber uma seguidora!

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    • Oi Cristiane!

      Bom saber que mais Profissionais com acesso a crianças e adolescentes estão vendo esse filme. Fica uma esperança de que mais desses jovens se livrarão do bullying. Seja os que praticam, sejam os que sofrem com eles.

      E grata, também por gostar desse espaço!

      Beijo,

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