Um Faz de Conta que Acontece (Bedtime Stories)

um-faz-de-conta-que-acontece_posterO ‘Um Faz de Conta Que Acontece‘ consegue entreter. O que já é um bom começo! Mas ele vai além, numa atualidade onde uma boa parcela dos pais, delegam a televisão como babá de seus filhos, o filme mostra o contentamento delas, quando os ouvem contar histórias antes de dormir.

Esse é o mote principal: incentivar os pais de hoje a contarem histórias para as crianças. Em meio a tantas atribuições, podem até no princípio, acharem que estarão perdendo um tempo, mas além de se sentirem acariciadas, no mínimo, incentivarão o gostar de livros.

Por outro lado, o filme traz também algo mais forte na cultura estadunidense. Que talvez, o recado maior seja para eles mesmo. Numa tentativa de ir tirando isso nas novas gerações. A ideia de ser o winner sempre, e num topo sozinho, não condiz mais com o presente. Muito menos, se nessa escalada esquecer até da família. Como naquela frase: ‘Ninguém é uma ilha…’

Ainda dentro do universo adulto, o filme também mostra que muitos, ficam a espera de uma solução mágica para concretizar um desejo. Que chegam a investir, em acreditar nisso. Nem questionando que aquele algo fantástico, tem uma explicação plausível. A cena da chuva de chicletes, pincelou com cores mais fortes, mas foi mesmo para chamar a atenção. Como depois, veio um com o lance com Abraham Lincoln, numa de: ‘Oh! Acorda! Se dê conta de que é você que resolveu sair da mesmice. E por isso está tendo mudança na sua vida. Não há mágica ilusória nisso. É você fazendo a sua história. Sendo protagonista dela!’

Gostei do filme! Dei boas risadas. Uma gargalhada ao colocarem o Botafogo, time, numa cena. Houve química entre Sandler e as crianças. O filme é bom! E eu voltaria a revê-lo. Ah! A trilha sonora é ótima! Um aperitivo dela:

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Um Faz de Conta que Acontece (Bedtime Stories). 2008. EUA. Direção: Adam Shankman. Elenco: Adam Sandler (Skeeter Bronson), Keri Russell (Jill), Guy Pearce (Kendall), Russell Brand (Mickey), Richard Griffiths (Barry Nottingham), Teresa Palmer (Violet Nottingham), Lucy Lawless (Aspen), Courteney Cox (Wendy), Jonathan Morgan Heit (Patrick), Laura Ann Kesling (Bobbi). Gênero: Comédia, Família, Fantasia. Duração: 104 minutos.

Bruxa de Blair

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Bruxa de Blair – The Blair Witch Project

Direção: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez

Gênero: Terror

EUA – 1999

“JOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSHHHHHHH!!!”

Quando se fala em Bruxas os afetos mais infantis vêm à tona, ainda que não seja percebido por muitos. Bruxas fazem parte da maioria dos contos de fadas e os pais se valem muito disso para amedrontar os filhos desobedientes.

Um filme que leva o nome de Bruxa automaticamente já é sondado nas mentes da maioria como algo misterioso e assustador. Histórias de acampamentos! Quem não gosta do momento em que o papo passa a ser sobre o sobrenatural em plena luz da fogueira com todos já mais pra lá do que pra cá depois de boas doses de “cachaça e risadas”?

Talvez por isso que muitos não gostaram de Bruxa de Blair, por imaginarem bruxas narigudas e cheias de verrugas com o poder de magia incrível, por quererem ver, de fato, uma bruxa em ação. Fato é que as “bruxas” compõem um terror muito mais psicológico, ao contrário dos Vampiros do cinema, que com uma estaca bem cravada acaba com o terror imediatamente e todos são felizes pra sempre.  Já as bruxas, o que fazer com elas?

Ser bruxa não demanda transformações corporais como outros seres mitológicos, mutantes e assustadores. Ao contrário.

Bruxa de Blair tem alguns defeitos, mas foi genial a maneira como foi divulgada: “Um documentário real”.

Uma curiosidade é que para manter o máximo de veracidade, os atores concordaram em ceder seus próprios nomes para os personagens que estavam interpretando. Outra curiosidade que ajudou a dar status de verídico é que durante a realização das filmagens, os diretores Daniel Myrick e Eduardo Sánchez utilizaram um método incomum: deram o mínimo de material para os atores e os deixaram na mata, cada um com uma câmera de vídeo.  A produção do filme apenas entrava em contato com os atores ocasionalmente e através de bilhetes que diziam o que cada um devia fazer.

Ou seja, nem os atores sabiam direito o que fazer e qual resultado teria. De maneira que a histeria coletiva torna-se mais verdadeira. Claro! Os Diretores provocaram o pânico psicológico e isso foi brilhante, – coisa de bruxos rsrsrs – em meu ponto de vista.

Outra curiosidade e esta eu achei genial sob o ponto de vista do retorno obtido em nome da criatividade é que o  filme é o recordista absoluto de lucro nas bilheterias. Tendo custado apenas 50 mil dólares, o filme arrecadou, nas bilheterias mundias, cerca de 202 milhões de dólares. Tem diretores que gastam 100 milhões e arrecadam pouco mais do que isso… Isso prova que pra ser inovador e inteligente, a criatividade conta bem mais do que o dinheiro, embora este seja também importante.

Eu gostei de Bruxa de Blair, ainda que a câmera passeou demais pra lá e pra cá. Eu, na época, pensei sim que aquilo era real, a internet que desmitificou essa idéia pra mim rsrsrs.

Teve continuação… vou revê-la e depois escrevo sobre aqui no nosso Cinema.

Por: Deusa Circe.

Agente 86 (Get Smart)

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Diversão garantida!

Sucesso na televisão agora nos cinemas, como as adaptações da televisão para os telões tem sido mais constantes, o sucesso cuja parodia se inspirava nos filmes de espionagens e assumidamente originado através de 007, Agente 86 (O filme), conta a história do dedicado Max Smart (Steve Carell), um colunista pouco destacável no serviço super secreto CONTROL liderado por ”Chefe” (Alan Arkin), seu sonho e se tornar um agente assim como seu colega (Dwayne Johnson), um destacado e respeitado agente. Contudo, nunca passou no teste por ser muito bom no que faz atualmente, certo dia, quando a CONTROL e atacada por sua rival KAOS liderado por Singfield (Terence Stamp), o serviço secreto e obrigado a recrutar um espião que deve fazer parceria com a charmosa agente 99 (Anne Hathaway) e partir em uma missão para descobrir uma conspiração.

Dane-se a Control, dane-se a Kaos, e dane-se um pouco a conspiração pois em muitos momentos do filme, o que parece e que vamos apenas nos divertir com as supostas ocasiões, quero dizer que, em certos momentos você fica confuso com o objetivo dele pois muitas cenas destraem com as risadas, o que já e bom pois uma das intenções e fazer rir não é mesmo?!, nisso ele consegue fazer muito bem, a direção de Peter Segal e o roteiro de Tom J. Astle e Matt Ember resultam num dos filmes mais engraçados lançados ate agora (1 de janeiro a 20 de junho), e provavelmente no ano de 2008, digo que, em meio as situações inesperadas que pegam nossos agentes Max Smart 86 e a agente 99, já nos preparamos para rir, Steve Carell tem aquele dom de incorporar um personagem digamos ”otário”, digo isso no bom sentido, apesar de que, neste filme, seu papel parece ser bem esperto e forte diferente dos outros que ele faz, melhor dizendo, muitos que conhecem o ator ou não tem idéia da serie, vão pensar que o agente e burro, ele não e burro só e atrapalhado, e como suas trapalhadas vão agradar um bom publico pois e diversão do inicio ao fim.

O tom de aventura que não para e as ações perigosas envolvendo explosão deixam bem claro que o filme não pretende chegar ao ponto de Austin Powers que faz questão de chegar ate o ultimo ponto do exagero, claro, temos cenas bem mentirosas como a do avião onde Smart e a agente 99 fazem uma luta contra um mexicano enorme que também faz sua ponta na história. A trilha sonora sempre constante e retirada da serie, aquela tipo, tananana tananana tananana, tatada- lembro???, sim, essa mesmo^^, ela toca em diversos momentos do filme, o bom do roteiro e que todos os personagens se tornam comediantes, o que e difícil de fazer e que deve ter deixado todo o elenco feliz, contamos com a presença de (Masi Oka) ”o Hiro da série Heroes” como um atrapalhado nerd que também trabalha na Control, o veterano e sempre presente em longas de comédia (Terry Crews) ”Todo Mundo Odeia o Chris” também conta presença.

Diferente das atuais comedias, Agente 86 não apela para situações sexuais e piadas forçadas, tentando ser o mais natural possível o filme já se destaca dos demais, principalmente com as atuações de Steve Carell e Anne Hathaway (performance super sexy), ou melhor dizendo, todo o elenco…Gostei bastante pois já faz tempo que não vou ao cinema ver uma boa comedia, como tava com pouco dinheiro preferi ver Agente 86 ao invés de Cinturão Vermelho, e bom, não me arrependi já que com certeza não sairia com o bom humor que tava ao ver este filme.

Como todo filme tem um erro, sai do cinema tentando questionar o erro de Agente 86, confesso que não me custou muito já que, lembro de quase dormir no final do filme onde a ação e a rapidez das edições me deixaram meio cansado, melhor dizendo, me acostumei tanto em rir que, nos últimos 20 minutos quando a coisa fica ”meio” seria, eu meio que havia ficado sonolento, mas e no mesmo final onde a comedia volta a acontecer e tudo fica bem, claro, contando com um final bem clichê, mas isso não muda muita coisa, já que o filme cumpre sua missão e não desaponta.

Eu se fosse você corria lá para assistir o mais rápido possível, e daqueles filmes que quando acaba, você sai do cinema comentando e com um grande sorriso no rosto.

Por: Eduardo N.

Agente 86 (Get Smart). 2008. EUA. Direção: Peter Segal. Elenco: Steve Carell (Maxwell Smart), Anne Hathaway (Agente 99), The Rock (Agente 23), Alan Arkin (The Chief), Terence Stamp (Siegfried). Gênero: Aventura, Comédia. Duração: 110 min.

9 Canções (9 Songs)

9-cancoes_posterQuando me lembro da Lisa, não penso na sua roupa, nem no seu trabalho, nem de onde era, nem no que ela dizia. Penso no seu cheiro, no seu sabor. A sua pele a tocar na minha.” Matt.

Controverso, amado e odiado com gosto.
Experimental e ousado, provocante e explícito, do diretor inglês Michael Winterbottom, o filme é um jogo de sentimentos e interpretações mil acerca de sexo, relacionamento, vida e solidão. Como o próprio pôster entrega “69 (sim, foi intencional) minutos de sexo e rock’n roll”.

Matt (Kieran O’Brien) um geólogo inglês conhece Lisa (Margot Stilley) num show. Logo se envolvem e passam 1 ano juntos, fazendo sexo como se o mundo fosse acabar, conhecendo melhor um ao outro, jurando amores e sentindo que tudo pode acabar um dia.

Com naturalidade o casal central de atores desconhecidos, desempenha com monstruosa naturalidade e segurança seus personagens. O filme contém cenas de sexo reais e a desenvoltura deles dois nas cenas passa uma sensibilidade incrível e com a direção esperta (ponto alto do filme) consegue ser poético ao mesmo tempo. Esse não é o tipo de filme feito pra ver em casa com a família, mas sim algo mais pessoal (não entendam errado!), pois a carga emotiva do filme contrasta de maneira perfeita com a certa banalidade presente em algumas partes.

Bem experimental, o filme mesmo sendo simples alça vôos maiores e sem muita pretensão em ser grande. Roteiro simples e qualidade duvidosa deixam o filme meio documental meio ficção, tamanha a veracidade e coragem das cenas. A direção como disse acima é o maior mérito do filme. Michael Winterbottom não brinca em momento nenhum e nos leva a pensar e interpretar o que ele quer dizer em alguns momentos. A boa atuação do casal só atenua isso.

Impossível não sentir o coração se partir quando evitando despedidas prolongadas ela entra no táxi direto pro aeroporto, ou as frases fossa ditas ao longo do filme pelo Matt, como “eu estava no meio de 5 mil pessoas e ainda me sentia só”.

Abusando de ângulos bem corajosos, das partes dos nossos queridos atores, o diretor consegue criar momentos ímpares, que ouso até comparar com a “manteiguinha” de O Ultimo Tango em Paris ou as vendas de 9/2 Semanas de Amor, como a cena da massagem ou a da banheira. O mais interessante é que esse filme, mesmo contendo coisas bem pesadas, conseguiu convencer os velhacos da censura e foi exibido abertamente na Inglaterra e na França e foi o 1° do tipo a ter autorização na Irlanda.

Cercado de certa polêmica divide opiniões. Uns acham que é apenas sexo e mais nada, outros captaram as sutilezas do roteiro e entenderam a proposta do filme. Escondido nos diálogos, há coisas relacionadas a doenças, amor, aquele vazio que as pessoas sentem, tudo isso, tratado de maneira adulta e critica. Impossível negar que o filme foi corajoso em vários aspectos.

A trilha é outra beleza das grandes. Contendo apresentações ao vivo de bandas já consagradas como Franz Ferdinand e ainda com direito a palhinha de Michael Nyman, lembrado numa cena importante do filme. As músicas são um espetáculo a parte do filme. As cenas passadas nos shows são ágeis e não atrapalham em nada o filme.

Vale a pena uma espiada aos fãs de cinema mais alternativo. Certamente irão se agradar.

Nota: 8.0.

Por: Rafael Lopes. Blog Insones e Afins.

9 Canções (9 Songs). 2004. Reino Unido. Direção e Roteiro: Michael Winterbottom. Elenco: Kieran O’Brien (Matt), Margo Stilley (Lisa), +Cast. Gênero: Drama, Musical, Romance. Duração: 69 minutos.