A Vida de Brian

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de ……………

Monty Python
Aplausos! Bis!
Escrito, atuado, dirigido e editado pelo famoso grupo ingles Monty Python na mais brilhante e hilaria reintreptação de um dos pontos mais importantes do cristianismo que é a vida de Cristo – ou como seria ele aos 33 anos.
Grupo ingles, considerado os Beatles do humor e ironia inteligente. Não sei se é exagero. Mas concordo com a comparação.
Todos os membros do grupo tiveram no passado, convivencia e experiencias com a religião – catolica, anglicana, outras assemelhadas que permitiu ao grupo ousar nessa visão. O grupo tambem é famoso por nao ter mulheres na tropa. Sempre um deles faz papel feminino. Porem aqui, para benefico de Brian, deixaram uma mocinha participar do filme.

Começa que, na Judéia de 33 DC, a sociedade vive em eterna ebulição por conta dos diversos grupos de seguidores do messias, e cabe aos soldados romanos manterem a ordem social. Briam cresce nesse mundo, criado por uma super mae judia a “senhora Mary Cohen” (interpretado por Terry Jones) , preocupada com a moral e bons costumes na sociedade judia. Na realidade ela esta mais preocupada em esconder o passado vadio.
Mas Brian, um jovem normal, so quer saber de transar – ele ainda é virgem por conta da mãe – e tanto faz se a moça é judia ou nao. Por culpa dessa e mais outras ele acaba se envolvendo em tudo que é problema de desordem social.
Neste filme, Monty Phyton inverte o impeto romano da guerra e no analfabetismo: os soldados romanos sao educados, pacificadores e cultos. As mulheres velhas continuam um bofe qualquer : podem passar por homem ou mulher. Prova é a cena do apedrejamento. Imperdível.
Pode ser que alguns detestem o filme ja que ele é cruelmente ironico nas abordagens dos costumes sociais regidos pelas normas religiosas.

Mas ele é verdadeiro. Por isso incomoda.

É um classico do cinema, com presença obrigatoria nas devetecas domesticas.

Direção: Terry Jones, genero: comédia
Roteiro: Graham Chapman, John Cleese
Origem: Reino Unido; duração: 94 minutos, colorido.

Cris Barros

Harry Potter e o Cálice de Fogo

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Harry Potter e o Cálice de Fogo – Harry Potter and the Goblet of Fire

Direção: Mike Newell

Gênero: Aventura, Fantasia

EUA – Reino Unido – 2005

Escolhi falar desse filme por alguns motivos que marcam uma passagem, tanto em estrutura, quanto em amadurecimento desenvolvimentista dos personagens.

1. Esse é o filme que dá entrada à sexualidade.

2. A competição, como requer o mundo capitalista, foi dada a largada sem retornos.

3. A morte comparece.

4. As crises, portanto, começam a fazer parte não apenas externo aos personagens, mais internamente também.

Vamos começar do início.

O ano em Hogwarts é de competição, provas pesadas. Torneio Tribruxo que reúne alunos de várias escolas de magia é sediado pela escola comandada por Dumbledore. Tribruxo já deixa a entender que são três competidores, um de cada escola, mas por uma armação vinda sabemos de quem Harry Potter entra na jogada.

São os competidores:

*Harry Potter,
*Cedrico,
*Victor Krum,
*Fleur.

Com essa simples sinopse, podemos falar dos conteúdos apresentados no filme.

O Cálice de Fogo começa com a família de Ron, unidos a Harry Potter e Hermione, indo ao campeonato mundial de Quadribol, no caminho, encontram com Cedrico e seu pai.

Importante notar essa cena. Assim que Gina (irmã caçula de Ron, também bruxa) e Hermione batem os olhos em Cedrico a platéia da obra já percebe que finalmente os nossos bruxinhos favoritos estão no caminho do amadurecimento corporal-sexual. São adolescentes. Sairam do mundo infantil onde a sexualidade é latente, não-manifesta.

E esses indícios não param por aí. Já na escola, Minerva reúne seus alunos para ensiná-los a dançar no baile de confraternização. A dança do acasalamento rsrsrs. Ser humano é tão bonito de vez em quando… Hoje temos grandes boates com gente que dança de maneira mais esquisita do que antigamente, antes, dançávamos agarrados, hoje, cada um na sua em nome da esquisitice chamada individualismo. Mas bem da verdade, os bailes de outrora e as boates de hoje fazem parte do jogo de sedução de nós, Homo sapiens. Resumidamente, as danças de acasalamento. Não deixa de ser lindo… Contemplo de maneira cosmopolita e distante essas atitudes humanas descritas por muitos como “muito loucas” sendo que no fundo o objetivo é o mesmo: se unir sexualmente a alguém e evitar assim, a solidão tão temida por muitos.

O ser humano é um bichinho demasiadamente frágil… essa é uma das partes que acho mais bela no ser humano: sua fragilidade constante disfarçada entre a força dos grupinhos e panelinhas rsrsrs. Aqueles que não tem medo da solidão, ou ao menos convive bem com ela, consegue entender melhor essa observação.

Mas voltemos ao filme…

A escolha do par! Oh my god!!! rsrsrs Esse é sempre um ponto confuso, mas os adolescentes conseguem confundir mais ainda, tudo em nome da inexperiência. É bonita essa fase: Será que ele vai me convidar pra festa? Será que se eu chamá-la, levarei um não? rsrsrs
E aí acontece de tudo, a menina admirada por X também é por Y e já foi convidada por Z, enquanto algumas ainda nem foram cogitadas a serem convidadas. Aqueles mais tímidos, os mais atrevidos, os pares vão se formando ou não. Mas, por fim, “Deus” não abandona ninguém rsrsrs: todos se divertem, de uma maneira ou outra, mesmo que seja só-depois quando lembrar das festinhas da escola. rsrsrs

Victor Krum, esportista e admirado por Ron, convida Hermione pro baile. Motivo de ciúmes. Engraçado também notar mais esse elemento nesse filme: o ciúmes como “sinônimo” de amor e proteção… rsrsrs. À distância, todo ciúmes saudável é interessante de ser notado rsrsrs. Cedrico convidou a menina que Harry gosta e por aí vai…

Já no baile, aqueles olhares que dizem tudo fazem parte da festa, tanto dos personagens quanto de nós do outro lado da telona. Beijos, danças, promessas não-ditas…

Enquanto isso, na Sala de Justiça, o campeonato pesadíssimo, com provas estranhas, acontece. Os nossos heróis são posto sob o crivo da morte e da vida.

Freud dizia que sexo e morte caminham juntos… Tem uma longa e vasta explicação pra isso, coisa que não esgotarei aqui essa proposta, mesmo porque é inesgotável. E de maneira interessante, justo no filme do Harry em que a sexualidade vem à tona de maneira não disfarçada, com ela vem também a morte.

“Volde-morte” fez sua vítima, não a que ele tanto deseja, mas alguém especial tanto quanto. Os alunos não são poupados, recebem a notícia por Dumbledore como ela é. Já cresceram, já até dançaram e namoraram, não há mais motivos de disfarçar o indisfarçável e dizer que o amiguinho foi pro céu pra se unir a Deus…

Esse filme não se esgota em detalhes, se procurar é certo que acha, mas paro por aqui, resta a vocês assistirem a esse filme e/ou comentarem abaixo.

Por: Deusa Circe.