Dublê de Corpo (Body Double)

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O filme nem é tanto assim, mas por algum motivo ele virou cult, meio sem pé nem cabeça. Algumas situações sao dificeis de acreditar, mas ja que tem a novissima, enxutissima e bela Melaine Griffth e o som da banda Frank Goes to Hollywood, o negocio é aproveitar.

O diretor Briam de Palma deve ser fã incondicional do mestre Alfred Hitchcock pelos climas “hiticocianos.” que faz na maioria de seus filmes de suspense.

Jake Scully é mais um ator entre vários tentando vencer no mundo das artes, mas sem sucesso.
Um dia, sentado em algum lugar após mais uma busca audiencia, conheçe um homem misterioso que lhe oferece uma proposta: hospedar – se no apartamento de um amigo para poder ser testemunha (e voyer) das traições de sua esposa.
Jake muda – se para o apartamento, que é cinematográfico, com visão 360º por toda a vizinhaça incluindo a casa que ele deve espionar. A maioria dos tempos de vigia acontecem ao longo da noite. Uma boa sacada com jogo de luzes e sombras que de longe, Jake nao consegue ter certeza de tudo o que realmente ele vê, nem a gente.

Numa dessas noites, ele assiste a um strip tease de Holly (Melaine Griffith) e nesse meio tempo acontece um assassinato. Tudo ele vê pelo telescópio.

Dai começam ou pioram as neuras de Jake com o assassinato que ele começa a investigar

A banda Frank Goes to Hollywood é de origem inglesa, considerados hereges e banidos do mundo musical pela musica “Relax” entre outras ideias – que apesar de tudo bombou nas tops lists. Vi o filme e vasculhei a cidade de Sao Paulo atras de alguma coisa deles.
Num custo consegui 1 fita. Tempos depois encomendei o CD.

Indico o filme para locação ou para a deveteca de casa.

Direção: Briam de Palma
Elenco: Melaine Griffith, Craig Wasson. Gregg Henry
Genero: Suspense, erotico, policial
Colorido, duração: 114 min

Cris Barros

Trilogia das Cores: Liberdade é Azul

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Trilogia das Cores:

Liberdade é Azul – Trois Couleurs – Bleu

Direção: Krzysztof Kieslowski

Gênero: Drama

França – 1993

Quando me deparei com os três filmes intitulados como parte da Trilogia das Cores, onde Liberdade é Azul, Fraternidade é Vermelha, Igualdade é Branca, percebi se tratar das cores da bandeira da França e do lema tão querido por todos nós pós-Revolução Francesa: Igualdade, Fraternidade, Liberdade.

Quis saber um pouco mais sobre esse diretor que ainda não tinha entrado em contato. Trata-se de um polonês que fez filme polonês e francês. Esses três fazem parte de um segundo momento de sua obra, totalmente produzida na França.

Pretendo falar sobre esses três filmes aqui no nosso Cinema, hoje arrisco umas linhas sobre Liberdade é Azul.

Eu fiquei muito contente em saber que cor ela tem, pois na verdade tenho pra mim que uma das impossibilidades humanas é ser livre. Entendo como ser livre não aquele que goza do direito de ir e vir, apenas; mas, aquele que de tão livre as palavras faltam por não conseguir apreender a totalidade do conceito.

Julie (Juliette Binoche) sofreu um acidente com sua família e foi a única sobrevivente. Tenta se matar mas não consegue. Viver, parece, é maior do que essa perda e dor. A dor dela é visível, é notória, mas sufocada. Completamente sufocada. Cada um com sua maneira de lidar com seus sentimentos.

Achei belíssimo a cena em que ela encontra sua empregada chorando e então lhe diz:

- Marie, por que você chora?

E Marie, experiente de cabelos brancos, responde:

- Choro porque a Senhora não chora.

Aquilo ali foi lindo… sem palavras! Elas se abraçam e Julie consola Marie não sei se como quem diz: “Passa” ou como quem diz: “É… não consigo chorar…”

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Por mim, contemplaria esse diálogo por longas horas na companhia de um bom vinho, mas de tão bom que é o filme, sou convidada por mim mesma a continuar a escrever.

Julie, riquíssima, esposa de um excepcional compositor que toca as músicas que ela faz rsrsrs, abandona toda sua riqueza, toda a matéria que a cerca, para gozar de um anonimato e de uma liberdade que se pretende azul. Como ela diz, essas coisas todas são armadilhas…

Será?

Faz amizade, por acaso, com uma prostituta. Achei significativo o diretor colocar isso em cena e em pauta… Admira um flautista e se assume humana…

Será possível ser livre com o abandono da matéria? Os Budistas acreditam que sim, ainda que numa perspectiva outra.

Eu já penso diferente, embora não tenha apegos materiais. Penso que o que nos prende, além de um corpo limitado e limitante que todos nós temos (não sabemos voar), são os conceitos que formamos das coisas, as idéias. Isso não está na matéria, está em nós mesmos e tudo depende da forma como lidamos com a vida…

Indico, recomendo, esse filme pra ontem!

Por: Deusa Circe.