Só consegui ver esse clássico na TV há poucos meses atrás, de madrugada. Perdi meu dia seguinte, mas valeu à pena.
Agora vou ver legendado, mais interessante. Filme q gostei muito, principalmente pq não concordo com sua classificação e sinopse de romance: NÃO HÁ romance nenhum, mas sim troca de amabilidades, favores, de relacionamentos, de valorização do ser humano tal qual ele é, coisa q DEVERIA acontecer na humanidade. O filme ultrapassa em muito o gênero ‘romance”, não só pelo relacionamento virtual, mas pelo valor humano q tem.
Muito belas as cenas de apreciação do objeto-livro, fato q pra nós, internautas viciados, já está se tornando uma cena rara: não se lê mais (estou incluída nesse grupo); sentir o cheiro das folhas, acariciar uma encadernação especial, realmente é coisa do passado e só pros mais sensíveis.
E a troca de cartas: a cobrança pela exatidão do pedido, a confiança no pagamento, a procura (às vezes insana) pela satisfação do ‘freguês’ – outras coisas q já não se pode ver mais. A troca de informações sobre a obra enviada, as críticas q expõem todo o conhecimento e sabedoria de ambos. E a ajuda em tempos de guerra: a solidariedade humana. Batatas, valiosas batatas pra uns, ou os chocolates – presentes de grande valor num estado de guerra.
Uma amizade q vai muito além de um mero romance, mas extrapola para toda a livraria: as pessoas expondo seus corações através de cartas e através da tela. O sentimento de gratidão e de dever cumprido enquanto ser HUMANO.
Foram essas coisas q vi nesse belíssimo filme. E NUNCA se viram, mas sp se amaram: não sobre a questão dos relacionamentos amorosos – não houve em nenhuma carta – mas o amor fraternal e humano. O amor universal, muito maior do q entre sexos.
E claro, as anotações dos livros de 2ª mão – coisa q detesto… Não rabisco livros COM TINTA, mas com lápis, a fim de q um próximo leitor tenha a opção de ler ou não – apagar, não se deixando influenciar por posturas anteriores ou usando-as para pode interagir com o livro.
Por: Eli@ne L@nger.

