Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road)

nunca-te-vi-sempre-te-amei-poster01Só consegui ver esse clássico na TV há poucos meses atrás, de madrugada. Perdi meu dia seguinte, mas valeu à pena.
Agora vou ver legendado, mais interessante. Filme q gostei muito, principalmente pq não concordo com sua classificação e sinopse de romance: NÃO HÁ romance nenhum, mas sim troca de amabilidades, favores, de relacionamentos, de valorização do ser humano tal qual ele é, coisa q DEVERIA acontecer na humanidade. O filme ultrapassa em muito o gênero ‘romance”, não só pelo relacionamento virtual, mas pelo valor humano q tem.

Muito belas as cenas de apreciação do objeto-livro, fato q pra nós, internautas viciados, já está se tornando uma cena rara: não se lê mais (estou incluída nesse grupo); sentir o cheiro das folhas, acariciar uma encadernação especial, realmente é coisa do passado e só pros mais sensíveis.

E a troca de cartas: a cobrança pela exatidão do pedido, a confiança no pagamento, a procura (às vezes insana) pela satisfação do ‘freguês’ – outras coisas q já não se pode ver mais. A troca de informações sobre a obra enviada, as críticas q expõem todo o conhecimento e sabedoria de ambos. E a ajuda em tempos de guerra: a solidariedade humana. Batatas, valiosas batatas pra uns, ou os chocolates – presentes de grande valor num estado de guerra.

Uma amizade q vai muito além de um mero romance, mas extrapola para toda a livraria: as pessoas expondo seus corações através de cartas e através da tela. O sentimento de gratidão e de dever cumprido enquanto ser HUMANO.

Foram essas coisas q vi nesse belíssimo filme. E NUNCA se viram, mas sp se amaram: não sobre a questão dos relacionamentos amorosos – não houve em nenhuma carta – mas o amor fraternal e humano. O amor universal, muito maior do q entre sexos.

E claro, as anotações dos livros de 2ª mão – coisa q detesto… Não rabisco livros COM TINTA, mas com lápis, a fim de q um próximo leitor tenha a opção de ler ou não – apagar, não se deixando influenciar por posturas anteriores ou usando-as para pode interagir com o livro.

Por: Eli@ne L@nger.

Recém-Chegada (New in Town)

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Para aquela gente, o lema era: Um por todos, e todos por um!

Como comédia romântica, a fórmula não mudou. ‘Recém-Chegada‘ trouxe os ingredientes básicos. De diferencial, é que me levou a ficar em lágrimas duas vezes, já perto do final. Gostei da química entre Lucy (Renée Zellweger) e Ted (Harry Connick Jr). Muito embora, me fizeram lembrar de uma que gostei muito mais, com essa temática: ela, da cidade x ele, do interior. São eles – Diane Keaton e Sam Shepard -, em ‘Presente de Grego‘ (Baby Boom).

Para a mulher, mostrar sua competência como Executiva, é um caminho muito mais difícil do que para o homem. A cobrança é muito maior. Assim, quando surge uma chance de subir, será preciso estar muito bem antenada. Para não entrar numa fria. Não foi o caso de Lucy. Mas ai, não teríamos essa história.

Numa reunião, onde só há ela de mulher, se todos os homens não se ofereceram a ir fazer a tal empresa dar lucro, algum motivo maior, teria. Lucy então aceita. Vendo apenas como um degrau maior na sua carreira. Algo que prometera a alguém. Mas que para mim, não veio como uma homenagem, pareceu-me mais que sentira vergonha quando soube da verdade. Mesmo fantasiando, se havia algo errado, era em si própria. Vendo, tirarão suas conclusões. Nessa nova fase, ela conhecerá pessoas tal qual a do seu passado. De onde o  ‘Acorda!’ virá.

recem-chegada_01Num país continental, como os Estados Unidos, também se faz necessário conhecer um pouco do lugar para onde estar indo, e mais, até por conta da missão que levava. Vacilou nisso. Ou, o que me leva a pensar no tipo de ensino escolar que levam lá; e no real. Pois uma saída da Flórida, no inverno, em direção a uma cidadezinha num Estado bem ao norte do pais, ver neve, não seria um milagre de Natal. É um fato! Aí, não importa tão caro sejam seus trajes, paga mico do mesmo jeito. Até de tiritar de frio.

Lucy, acostumada a viver sozinha, fica incomodada com a amistosidade que os moradores têm entre si. O qual, depois de quebradas as barreiras, alguns tiveram com ela. Algo meio esteriotipado para a mulher executiva, em mostrar uma postura fria. No caso dela, não pareceu ter um temperamento introspectivo.

Blanche (Siobhan Fallon) é daquelas pessoas que meio que invade a vida de outra pessoa, mas sem maldade. Gosta de ajudar a Todos. Quis ser amiga de Lucy, logo de cara. Lucy não gostou nada do jeito dela. Blanche será a salvadora da pátria para Lucy, e os demais.

Se sua missão era implantar maquinários robóticos para substituírem mão-de-obra humana, ela conhece o Presidente do Sindicato local: Ted. Bem, como citei no início, eis um dos ingredientes desse gênero: os atritos iniciais entre o casal de protagonistas. E se noutras histórias, poderia ser o empecilho, aqui, a filha adolescente dele + o entender de moda da Lucy, acaba reaproximando um pouco mais os dois. Pelo menos quebra uma barreira. Mas se Lucy, exige de si mesmo ser uma excelente profissional, ele também não fica atrás.

Se o pessoal das grandes cidades gostam de mexer com os caipiras, eles também gostam de zoar deles quando em seu território. Assim, por tripudiarem dela, Lucy acaba demitindo o funcionário mais querido de todos, Stu (J.K. Simmons). O que faz piorar e muito sua situação. Para aquela gente, o lema era: Um por todos, e todos por um. Com eles, Lucy cresce sim, ficando mais humana.

Deixo a sugestão. É bonzinho. Do tipo sessão da tarde. E que eu voltaria a ver.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Recém-Chegada (New in Town). 2009. EUA. Direção: Jonas Elmer. +Elenco. Gênero: Comédia, Romance. Duração: 97 minutos.