Filmado em formato padrão (1.33: 1)de tela e com raros recursos extras de som e imagem, este doloroso documentário realizado pela atriz francesa Sandrine Bonnaire não é definitivamente indicado para almas sensíveis ao sofrimento e os que buscam o cinema em sua essência que é o puro entretenimento. Trata-se da vida de sua irmã autista documentada desde sua bela e quase normal adolescência até sua transformação numa adulta agressiva, obesa e estranha pela ação da medicação intensa.
A montagem habilidosa destes dois momentos distintos faz de “Elle s’appele Sabine” um filme especial que culmina justamente com a imagem pungente do choro bizarro e verdadeiro de Sabine assistindo a sua própria imagem na TV num momento sadio e feliz passado em sua cidade preferida da América.
Na catarse final documentada por um possível e infundado sentimento de culpa de Sandrine, ela consegue nos fazer enxergar a importância do amor no tratamento de toda a enfermidade, especialmente àquelas ligadas à saúde da mente, que equilibra todas as outras.
Por: Carlos Henry.