Batman Begins

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Batman Begins

Direção: Christopher Nolan

Gênero: Aventura, História em Quadrinhos, Ação, Suspense

EUA – 2005

Batman Begins é o 1º filme a mostrar como ocorreu o assassinato dos pais de Bruce Wayne como é realmente nos quadrinhos. A situação também foi mostrada em Batman (1989), mas com o personagem Coringa como autor do crime, o que não ocorre nas HQs.

BATMAN BEGINS (Batman, o início ou, literalmente, Batman começa) deixa a desejar. Tem muita ação para pouco conteúdo. Nada resta da psique atormentada que Tim Burton atribuíra ao personagem em Batman I. o Batman de Christopher Nolan é, nesse sentido, uma planície sem profundidades. Pior pq de Nolan – que dirigiu o excelente Amnésia – sempre faz o espectador esperar mais. Mas o que oferece é um pastiche.

A história tenta inovar: Bruce Wayne vê os pais serem assassinados e, cheio de fúria, resolve estudar a mente criminosa para fazer justiça e punir os criminosos. Antes de virar o homem-morcego, vai a um mosteiro oriental de uma seita de fanáticos autoproclamados justiceiros, a Liga das Sombras, de onde sai perito em técnicas de combate, em artes ninja etc., ensinado por seu orientador interpretado por Lian Neeson. O espectador medianamente conhecedor de cinema logo reconhece o tema do homem que vai a um mosteiro zen e volta de lá conhecedor de habilidades combativas e com certos poderes psíquicos: citação descarada a O Sombra (The Shadow).

A partir daí Bruce, sempre acompanhado pelo mordomo Alfred (Michel Caine, soberbo como sempre), transforma-se em Batman, personalidade tirada de seu medo por morcegos. Outro que o ajuda é um inventor ou sujeito a cargo de inventos militares, interpretado por Morgan Freemann, aliás em personagem que nos faz lembrar logo de Q., inventor das engenhocas de James Bond. Por fim, há o sargento O’Hara (antes de subir de patente), encarnado pelo camaleão Gary Oldman. E lá vai Batman combatendo o crime organizado. Propositadamente o clima é “sombrio”, mas eu diria que é mais “escuro” – Nolan não soube traduzir em imagens a “sombriedade” de Batman, ao contrário de Burton, que faz de Gothan City uma representação exterior da alma sinistra de Batman (um velho truque do expressionismo alemão). Não só Gothan era o espelho de Batman, tb o Asilo Arkhan (nome de uma cidade amedrontada por feiticeiros num filme de Roger Corman) reproduzia a loucura sem disfarces que poderia ser a alma de Bruce Wayne, não fosse sua sublimação – em Arkhan estão aqueles que afundaram no inferno de Tanatos e a ele sucumbiram. Mas aqui Gothan é só uma cidade corrupta e futurista. Ponto pra Burton. No meio da história surge o Espantalho causando medo com uma substância criadora de pânico.

O próprio Batman é uma figura decepcionante nas mãos de Nolan. Primeiro pq Christian Bale lembra George Clooney, que encarnou o neo-vampiro sob o feérico Joel Schumacher – e afundou Batman, numa concepção bem emo. Além do mais Bale está péssimo sob a máscara do morcego. Em close mostra uma cara gorda. Batman merecia mais respeito, sobretudo pq a idéia era partir da HQ de Frank Miller “O cavaleiro das trevas”, que ressuscitou Batman.

A psicanálise nem tem nada a fazer aqui. O Batman de Nolan não tem profundidade que sirva a uma análise, no máximo daria para uma “interpretose”. Burton faz o espectador entender que Batman é tão cruel qto os psicopatas que combate, porém se redime pq sua agressividade, sua pulsão de morte, está a serviço da justiça, logo da pulsão de Eros e da vida. O Batman de Nolan age por raiva inexplicada, já que ninguém vira vingador pq viu os pais serem assassinados. Pode virar policial, advogado ou criminoso, sabe-se lá. Mas o motivo é muito fraco, isso desde que Bob Kane criou o personagem e teve problemas com a censura americana por causa da violência do morcegão. Parece que só Miller – e Burton – sacaram que Batman encontra na morte dos pais o significado (da qual o Batman é o significante) para soltar as feras.

Batman Begins termina prometendo a aparição do Joker ou Coringa. E ele aparece em Cavaleiros das Trevas…

Saudações Vampirescas.

Por: Vampira Olímpia.

Igualdade é Branca

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A Igualdade é Branca

Direção: Kieslowski

Gênero: Drama

Polônia – França – 1994

Observação MUITO importante: aqui toda a interpretação é minha (Suzana Fehu). Ou seja, podem ter várias interpretações coerentes a mais. A relação que faço com o Branco pode não se confirmar. A arte serve pra isso.

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“A Igualdade é Branca” rendeu para Kieslowski o Urso de Prata de Melhor Diretor no Festival de Berlim, merecidamente tanto pela estória quanto pela arte.

A fotografia é de Edward Klosinski que em A Liberdade é Azul se preocupou em dar um tom azulado no filme, focando objetos e locais azuis sem overdose. Em A Igualdade é Branca, ele utilizou a neve da Polônia pra transmitir os sentidos do Branco do filme: frieza (sem cor), etnia (racial) e paz.

É brilhante a forma que Kieslowski junto com Klosinski brinca com esse branco que é tão valioso. Bem mais do que um detalhe, precisa ser notado em conjunto com a estória que amarra todo o contexto.

Ainda sobre a arte, perceba que Kieslowski valoriza muito a arte em si. Em Liberdade é Azul ele valoriza a música e composição (responsável pela trilha sonora é o mesmo que em Igualdade é Branca – Zbigniew Preisner). Preisner cria mais vida musical em Liberdade é Azul, pois em Igualdade é Branca ele foi mais discreto nesse aspecto, até porque a arte de Igualdade é a escultura. Em Fraternidade é Vermelha, Kieslowski deu atenção à fotografia, a arte das imagens.

A genialidade de Kieslowski, por vezes mal falado no mundo do cinema, é o de unir todos os significantes, nada sobra. A escultura em Igualdade, por exemplo, faz sombra à vida em construção de Karol.

A esposa de Karol (Karol na Polônia é homem rs) decide romper o casamento, pedir divórcio, e deixá-lo com o néctar pouco doce da rejeição. Moravam na França e o seu passaporte foi confiscado -aqui o aspecto do branco da cor, raça, diferença de países é posto como pano de fundo mesmo que França e Polônia “tenham” a mesma cor racial. Note a cena em que ele conversa com o Juiz no momento do divórcio. Ele questiona a língua francesa x polonesa.

Vale lembrar que Kieslowski é polonês que decide trabalhar na França. Não sei se é especulação de minha parte, mas fico tentada a pensar que Karol representou um pouco do que o Diretor deve ter passado em sua vida real, os franceses não são fáceis. Acho que esse “furo” não é à toa.

Ainda com relação ao Branco da raça, Karol voltou pra Polônia com apenas 2 francos no bolso, com a ajuda de seu amigo que o transportou na mala. Situação tacanha que nem preciso me estender nesse ponto, basta ver.

Continuando, a esposa de Karol, Dominique, além de deixá-lo ainda sacaneia com ele. É muito frio a maneira como ela o pune. Branco que significa sem cor. É notório o desejo dela por ele, e mais ainda a raiva que ela tem dele por ele não conseguir trepar com ela.
Esse ponto merece muito carinho por parte de quem vê o filme, pois é muito sutil esse elo entre cor e relação.

Karol, já na Polônia, remonta sua vida, reconstrói seus bens e a escultura branca do que ele passou. Isso para se vingar da ex esposa -> IGUALDADE. Não entrarei na estória para não perder a graça da trama (pra quem ainda não viu).

Aí vem o terceiro sentido do Branco: a paz. A paz interior finalmente chegou? Os pesadelos acabaram?

Onde fica a culpa desse fogo cruzado? Aqui eu ressalto pra ser mais do que notado a última cena, a dele de binóculo. Com perdão da expressão: puta que pariu. Lindo! O branco cai e continua lá, mas agora ele dá espaço pra outras cores.

Por: Suzana Fehu.

Bruno (Brüno)

brüno_posterAssisti ao filme na integra – sem cortes.
Infelizmente temos que tomar cuidado com comentários porque podemos ser entendidos de outra forma – e vira uma distorção de palavras.

Sexo, o filme tem do começo ao fim de forma grotesca. Bruno é uma bixa da lingua plesa, bonito, loiro, que quer ser famoso nao importa como. As mensagens que eu entendi do filme foram:

- que a sociedade esterotipou o grupo gay como só tarados por sexo, incapazes de qualquer outra ação com fins sociais;

- a maioria dOs gays é bonita e malhada, tudo saradão;

- que os gays tem direitos a participação para um suposto mundo melhor porque tambem são gente – mas so que da forma como insistem tornam – se um porre da paciencia. As insistencias do Bruno em ser famoso porque quer fazer um bem social é over!

- A cena do controle remoto ENFIADO nos fundilhos é uma dura critica a mídia televisiva;

- Os “ticanos” so servem para sub emprego (viram cadeiras) – cena Paula Abdul

A verdade é que homosexualismo é um problema entre milhoes e existem outros problemas mais urgentes que o mundo precisa resolver.

Principalmente, e desculpas antecipadas pela expressão, mas o ator Sacha Baron Cohen tem culhões para ir la no oriente médio como Bruno, no periodo do Hamadas, criticar o Bin Laden e chamar a Alcaeda de fora de moda desde de 2001.

Complementando o comentario acima, porque revi o filme neste final de semana e deu montes de pags de novas anotações.

Brüno – notem que a vogal U tem trema.
Qual a necessidade do uso do trema num mundo lincado por um IPOD?

Sacha, que é historiador, deve ter uma equipe de apoio, feito muitas pesquisas de campo e usando o personagem Brüno aparentemente um alienado e aleatorio ser no mundo – como forma de chamar atenção para o mundo e seus problemas.

O que está na moda?
O ator George Cloney tem um pedaço da Africa
O cantor Sting tem o Amazonas
Bono (U2) tem AIDS.

Em relação ao Bono e a AIDS, foi lançando tempos atras um CD maravilhoso chamado RED, HOT & BLUE – com a participação de varios cantores para campanha prevenção contra Aids e acho que a ideia disso foi do Bono.
[:)]

Continuando sobre o filme:

Pegar bicho em extinção ja era.
Entao ele troca o IPOD vermelho com sons do U2 por um negro. Sabemos que a AIDS – por ditadura da ignorancia aliada a ganancia corre solta na África.

É um filme de muita simbologia.
Pretendo reve – lo quantas vezes for necessária.

Sacha é ingles, judeu e historiador. Mais do que isso é um gênio!

por cris