Sendo fã desses dois, Denzel Washington e John Travolta, não poderia deixar de ver o duelo deles em O Sequestro do Metrô 123. E não me decepcionei de todo. Pois sairam-se bem. Denzel, como o bom moço, e Travolta, como o bad boy. Mas foi ai que a mim, não marcaram brilhantemente suas passagens. Já que agora bem mais amadurecidos, poderiam tê-los feitos também no filme. Uma atuação que marcasse tanto que ficasse difícil outro fazer o mesmo personagem.
Nem é por ser uma refilmagem do de 1974: The Taking of Pelham One Two Three. Esse vi na tv. Nem lembro se quem me motivou mais na época foi a participação de Walter Matthau. Seguido por ser um Suspense. Mas se não me lembrava mais desse aqui, creio que o mesmo irá acontecer com o desse ano, daqui a alguns anos. O Diretor, Tony Scott, conseguiu fazer desse de 2009 um ótimo filme de Ação. E até o final. Mas gostaria de rever o de 74.
Entrando na história…
Por que alguém iria sequestrar um metrô? Ficar ali dentro daquele túnel, um local difícil de escapar… teria que ser muito bom. Mesmo tendo a seu favor, o fator surpresa. Pois os do outro lado, teriam que improvisar. E é nisso que o filme prende a atenção.
O motivo do roubo, seria uma vingança ao sistema. Começou por ai. O personagem do John Travolta, após ser preso – porque quis sentir o gosto de estar no andar de cima, mas de um jeito errado -, tem como companheiro de cela, um sociopata. Ramos (Luis Guzmán) era um ex-funcionário do metrô. Tendo trabalhado como maquinista, sabia até do modo de conduzir de cada um. Com mais dois especialistas… o bando colocou em prática a operação.
No mundo real, de 1974 para cá, entre outras mudanças, temos a internet. E foi algo que eu quis ver nesse. Ela veio com a webcam nos arrolhos entre dois jovens apaixonados. Dois jovens, sendo que um deles, um dos reféns. Mas a quadrilha também fez uso da internet…
Enquanto esse casalsinho meio que se despediam com declarações de amor… Um outro casal, a mulher quase o intimida-o a levar um galão de leite após o sequestro terminar. Confesso que na hora fiquei perplexa. Onde foi parar o romantismo num casal já mais amadurecidos? Um simples ‘Eu te amo!’ não se é permitido mais? Parem o mundo que eu quero descer!
E se num sequestro pede-se por uma alta quantia, ainda mais quando quem irá pagar pela soma é o Prefeito da Cidade… há de se ter um negociador. Coincidentemente ou não, a ligação de dentro do vagão, feita por Ryder (John Travolta), cai na mesa de Garber (Denzel Washington). Esse, já quase largando o turno. Odiado pelo seu superior, Garber acaba ganhando a simpatia de Ryder. Por conta de que Garber está sendo investigado num suborno numa compra de trens… a trama ganha mais um ingrediente. Seria ele um quinto elemento da quadrilha?
Em relação aos coadjuvantes… o personagem de John Turturro me fez lembrar de um do Anselmo Vasconcelos. Mas atuou bem também. Como os demais.
Enfim, peguem a pipoca e curtam esse ótimo filme de ação. Confessando que senti falta de uma trilha sonora mais adequada. Ela daria um coadjuvante a mais.
Por: Valéria Miguez (LELLA).
O Sequestro do Metrô (The Taking of Pelham 123). 2009. EUA. Direção: Tony Scott. +Elenco. Gênero: Ação, Crime, Suspense. Duração: 121 minutos.
Oi Srta.
Obrigado por responder o meu comentário; Sobre o filme que mencionei [A Classe Operária Vai ao Paraíso] – segue um pequeno texto.
O processo de conscientização política do operário Lulú é o eixo do filme, que de forma dialética, consegue fazer aflorar as contradições da condição do trabalhador sem cair na armadilha do filme panfletário. Ao mesmo tempo que Lulú se politiza é influenciado pela sociedade de consumo . Suas referências no processo de politização são três: o discurso extremista dos estudantes, a postura moderada e pragmática dos sindicalistas e, sobretudo, seu velho companheiro de trabalho, Militina, que devido ao trabalho da fábrica acabou enlouquecendo, indo parar em um manicômio.
A alienação do trabalho no capitalismo é exposta de maneira brilhante na conversa de Lulú e Militina, onde este, em sua ‘loucura’, lembra-se do questionamento que fazia sobre a utilidade das peças que produziam. Ainda Militina é a principal referência na utopia que dá nome ao filme: o muro que precisa ser derrubado, dando acesso ao paraíso para todos os operários.
A discussão de Lulú com o líder estudantil após ter sido demitido expõe a dificuldade em aproximar o discurso de esquerda da vida cotidiana dos trabalhadores: o coletivo se sobrepõe ao individual em uma sociedade onde o individualismo está arraigado.
Oi Anderson,
gostei do texto. Me motivou.
E numa rápida pesquisa, vi que há em dvd:
http://www.submarino.com.br/produto/6/21546837/a+classe+operaria+vai+ao+paraiso?menuId=742&franq=146797
Já facilita.
Abraço!
O filme é massa!