Não se incomode com o fato de não haver novidades no mais recente filme de Pedro Almodóvar: Abraços Partidos.
Lá está um emaranhado de situações confusas, dramáticas, engraçadas e curiosas que vão convergendo no final; um diretor de cinema problemático que é seu alter ego; uma atriz radiante e glamorosa, no caso, a excelente Penélope Cruz e muitas citações de arte como filmes importantes (Ascensor para o Cadafalso, do Louis Malle) e pinturas famosas (Les amants, de Magritte).
Na verdade, tudo é motivo para as cenas resplandecerem na tela grande e fixarem-se na memória quando Almodóvar está dirigindo. Do quadro banal de uma lágrima no tomate ou da aplicação de um cílio postiço até o impressionismo impresso na granulação planejada de um beijo filmado pouco antes da morte.
O diretor acertou em repetir a sua velha receita. Saiu tudo perfeito como um bolo simples de fim de tarde.
Carlos Henry.






Não tem como ser ruim esse filme.
Almodóvar e Penélope!
O filme é belíssimo! Recomendável para quem gosta de cinema.