Por Reinaldo Matheus Glioche.
Frost/Nixon (EUA 2008) se ocupa de muitos propósitos. Mas antes de mais nada, a nova fita de Ron Howard se incumbe da responsabilidade, pouco verificada no cinema, de desanuviar um dos momentos mais controvertidos da história politica, social e midiática dos EUA. O embate entre o até então tido como frívolo e superficial apresentador da TV britânica David Frost e o ex- presidente Richard Nixon, acusado de muitos crimes, mas sem julgamento.
O que Peter Morgan, autor da peça em que o filme se baseia e roteirista da fita, faz é unir um intenso trabalho de pesquisa com o saboroso acréscimo da imaginação sobre os eventos que precederam e que temperaram a série de entrevistas contratadas por Frost.
Ao teorizar sobre a figura politica de Nixon em um contexto tão específico, Roward e Morgan humanizam a figura combalida de um dos mais impopulares políticos da história americana. Para isso contam com a performance mediúnica de Frank Langella. O ator, escondido embaixo de uma maquiagem que o aproxima da imagem do ex- presidente, devassa a alma de um homem que foi engolido pela própria ganância. Langella, no final da sessão nos faz esquecer até mesmo do verdadeiro Nixon, tamanha profundidade e nuança de sua caracterização. Michael Sheen que vive David Frost também dá um show a parte. O ator que já havia chamado considerada atenção como o Tony Blair de A rainha, reveste seu Frost de fraquezas, dúvidas, camadas e uma doçura que antagoniza na medida certa com a carrancuda feição de Nixon.
O filme angariou 5 indicações ao Oscar (filme, direção, ator, roteiro adaptado e montagem), não levou nenhum, contudo, passa à posteridade como um filme que ao se debruçar sobre um momento político histórico do passado americano, reflete o presente com contundência exuberante.
Além do elenco inspirado e do olhar investigativo sobre uma ferida americana, Frost/Nixon é um deleite para quem se enamora do fazer jornalístico. Roward e Morgan destrincham os pormenores de como se dá toda a produção de uma entrevista do porte e relevância como a que Frost realizou com Nixon. E a montagem do filme explicita isso de forma bastante agradável. De fato, Morgan, ao conceber o roteiro estava movido pelo espírito jornalístico.
Por Reinaldo Matheus Glioche. Blog: Claquete Cultural.






Reinaldo,
Seja muito Bem-vindo ao Blog!
Escolhi esse para o primeiro post seu, porque eu também gostei muito desse filme.
Beijo grande,
Muito obrigado pela oportunidade Lella. Espero que todos que frequentem o blog gostem das minhas criticas. Espero cada vez mais participar ativamente desse prestigiado blog. E honrar a generosidade do convite.
Beijos!