Atividade Paranormal

Como o ano está terminando, já posso me dar ao luxo de escolher entre o melhor e o pior filme do ano. Atividade Paranormal certamente estará na listinha do Troféu Framboesa de Ouro de 2009. Apesar do marketing muito bem caprichado feito pela distribuidora Paramount Pictures e foi exatamente o que me levou a assisti-lo, não posso negar que a minha decepção foi imensa.

O filme é razoável (elogio); tinha tudo para ser bom, pelo menos foi uma boa chamada do trailler, mostrando o seu lançamento e um suposto público na mais tensa expectativa e ansiedade, levando muitos sustos durante a sua projeção, mas tudo enganação, não era para tanto. Criou-se uma expectativa, mas deixou muito a desejar o cinéfilo de suspense / terror.

Atividade Paranormal é o primeiro filme do diretor e roteirista israelense Oren Peli que teve a idéia a partir de uma experiência pessoal (ele estava dormindo e foi acordado por uma caixa de detergente que caiu no chão e que o assustou) de baixíssimo orçamento, custando apenas 11 mil dólares, aos moldes do pseudo-documentário, o ótimo A Bruxa de Blair e do formidável Cloverfield (este a Paramount na época realizou uma imensa campanha para promovê-lo com ar de verossímil e credibilidade pelo formato de filme documentário), mas não vingou.

O roteiro é simplório: um casal de namorados que moram juntos. Ela Katie (Katie Featherston) que desde a infância se diz perseguida por espíritos e assombrações. O seu namorado Micah (Micah Sloat) acredita nela, resolve comprar uma potente filmadora para registrar possíveis acontecimentos paranormais dentro da casa e captar imagens do sobrenatural. Um documentário com formato de Big Brother. Filmado em apenas uma semana na própria casa do diretor, a maior parte no quarto do casal, dormindo. A filmadora fica ligada a noite toda e pela manhã é que o casal vai ver o que de imagem assombrosa foi captada.

A alma penada só aparece de madrugada. O casal só dorme de porta aberta. A porta bate sozinha. A moçoila é sonâmbula. Às vezes luzes da casa se acendem e se apagam pela suposta assombração; ouve-se barulho irreconhecível pela casa; outras vezes pegadas parecida com de um animal deixado no talco espalhado no assoalho. O casal nunca muda de posição na cama. Uma madrugada o rapaz vai verificar um barulho no alçapão e encontra uma foto da namorada. Outra madrugada ela aparece machucada e sangrando.

O casal resolve um dia dar uma saída e deixa o jogo Ouija, armado sobre a mesa e a criatura acaba mordendo a isca deixando mensagem indecifrável do  além. O casal procura ajuda de terceiros, uma espécie de médium, este, porém, diz não ter como ajudá-lo.

O filme nem um pouquinho de terror psicológico para disfarçar tem… não há tensão; é arrastado, a jovem é arrastada literalmente pelo espírito - ao clímax – o que torna a cena hilária, ao invés de assustar; (um curta talvez ficaria assistível) e pasmem, fez sucesso nos festivais independentes dos EUA, e os distribuidores deixaram o público votar se a fita deveria ou não ser lançado e isso só aconteceria se conseguisse o mínimo(?) de um milhão de votos. E não é que conseguiu facilmente? Tanto que ultrapassou a bilheteria do lançamento de A Bruxa de Blair, na época e já ultrapassou Jogos Mortais VI, ainda nos cinemas.

Dizer que a fita decepcionou só aguça a curiosidade de quem ainda não assistiu, pelo menos isso acontece comigo, mas quem não sofre de ansiedade pode muito bem aguardar chegar nas locadoras ou na tevê paga. E fim de conversa para não dar mais cartaz a este.

Sem créditos finais nenhum dando ar de documentário. O que salva o filme e está fazendo esse sucesso todo é a bem feita jogada de marketing. Realmente a propaganda é a alma do negócio.

Cotação: Ruim.

Karenina Rostov

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Atividade Paranormal

Titulo original: (Paranormal Activity)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Oren Peli
Atores: Katie Featherston , Micah Sloat , Mark Fredrichs , Ashley Palmer , Amber Armstrong
Duração: 86 min
Gênero: Terror

Nova York, Eu Te Amo

O filme Nova York, Eu Te Amo é uma colcha de retalhos sobre o projeto “franquia” seguindo o modelo de Paris, Eu Te Amo de 2006. São várias situações, várias histórias de amor e de encontros sob diferentes prismas, algumas confusas, outras nem tanto.

Trânsito caótico, pessoas brigando pelo mesmo táxi; a eterna questão do preconceito racial, a calma e a paz que a convivência na terceira idade traz; na passarela pessoas conhecidas no meio de anônimas. A selva de pedra, a Estátua da Liberdade imponente, um convite ao mundo para ela conhecer.

A miscigenação começa pelos onze contadores dos curtas-metragens; a maioria de nacionalidade não-americana. Há cineastas de origem indiana, japonesa, árabe, chinesa etc; pode-se constatar no final, nos créditos a pluralidade de países representados, exceto Brasil, ficou de fora desta vez como foi em Paris, Te Amo, representado por Walter Salles e faltando também de origem hispânica  para criar esse fantástico mosaico que a cidade representa.

Cada qual narrando uma história de amor, à sua versão para a mesma cidade; contando o encontro de todos os povos num só lugar. Uma das historias achei um tanto incompreensível, meio surrealista sobre uma diva que depois de anos volta a se hospedar no mesmo hotel e relembra de cenas que não se sabe exatamente o propósito.

O charme da burguesia e da 5ª Avenida; A ponte do Brooklyn e o centro financeiro de Manhattan; o revoar dos pássaros, diretores mostram os elementos que ligam aqueles que trabalham e circulam pelas ruas e avenidas, através de costumes, religiões, diversos sotaques, sinais fechados, pedestres, turistas…

O novo trabalho é assinado por diretores que foram escolhidos justamente por representarem o elemento de liga entre todos aqueles que circulam pelas ruas de Nova York à revelia de sobrenomes, raças, credos, nações e sotaques. O filme é arrumado e editado de tal forma que quase não se nota nessa versão nova-iorquina o limite entre um filme e outro, onde uma história termina e outra começa; não está evidente, e um personagem acaba transitando pelo espaço da próxima história.

Curtas para todos os gostos. Gostei da história do músico interpretado por Orlando Broom e por Christina Ricci; ela fazendo uma leitora assídua dos escritores russos, em especial Dostoievski, e o casal só se conhecia por telefone, até que um dia ela toma coragem e bate à sua porta.

Nova York, Eu te Amo é um filme de sentimentos e relacionamentos casuais ou não.

O próximo projeto está previsto para 2010, e será sobre uma cidade brasileira, ou melhor Rio, Eu Te Amo!

Sim, Rio, Eu te Amo! Uma declaração de amor.

Karenina Rostov

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Sinopse:

Na cidade que nunca dorme, o amor está sempre presente. Conexões humanas espontâneas, surpreendentes e eletrizantes criam um caleidoscópio que bombeia o coração da cidade. De Tribeca ao Brooklyn, passando pelo Central Park, pequenos contos dirigidos por dez realizadores de todas as partes do mundo exploram os cinco cantos de Nova York, compondo um retrato complexo e apaixonante de seu rico universo urbano.

Cast.

Biografia do diretor:

- Jiang Wen nasceu em 1963, na China.

- Mira Nair nasceu em 1957, na Índia.

- Shunji Iwai nasceu em 1963, no Japão.

- Yvan Attal nasceu em 1965, em Israel, mas cresceu na França.

- Brett Ratner nasceu em 1969, nos EUA.

- Allen Hughes nasceu em 1972, nos EUA.

- Shekhar Khapur nasceu em 1945, na Índia.

- Natalie Portman nasceu em 1981, em Israel, mas cresceu nos EUA.

- Fatih Akin nasceu em 1973, na Alemanha.

- Joshua Marston nasceu em 1968, nos EUA.

- Randall Balsmeyer nasceu nos EUA.

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Nova York, Eu Te Amo faz parte do projeto concebido pelos produtores franceses Emmanuel Benbihy e Marina Grasic. A ideia é convidar vários cineastas a fim de dirigirem histórias que se passam numa cidade. Paris, Eu Te Amo (2006) foi o primeiro filme da série e o próximo, Rio, Eu Te Amo será filmado na cidade brasileira, com estreia prevista para 2011.

Os produtores propuseram aos cineastas convidados que filmassem em 24 horas, editassem em uma semana e mostrassem as características marcantes de cada local da cidade onde filmaram. Por isso, Nova York, Eu Te Amo tem muitas cenas rodadas nas particulares ruas de Nova York. Diferentemente de Paris, Eu Te Amo, que tinha segmentos bem distintos, preservando de uma forma bem clara a identidade de cada diretor, este segundo filme do projeto soa mais como um longa sobre pessoas que vivem em Nova York do que uma união de curtas-metragens, como ocorria na produção sobre a cidade francesa.