COMER REZAR AMAR (2010). Um Mergulho no Universo Feminino.

_Sabe quando reformou a cozinha, comprou um livro de receitas, e disse que iria aprender a cozinhar? Pois bem! Isso é o mesmo que ir meditar na Índia. Só que em cultura diferente.” (*)

Deixo um convite a Todos, não importando o sexo, e quase para todas as faixas etárias – para os adolescentes também. Que vão assistir esse filme – “Comer, Rezar, Amar“. Para que conheçam, entendam, sintam o que é ser mulher. Porque nele não é mostrado apenas a cabeça da personagem principal, mas de muitas. Desde a cabeça de uma menina aos quatro anos de idade, até de mais idosas. Aos homens, fica um convite especial. Verão qual é o limite que leva a uma mulher a dar um basta numa relação. Mesmo ainda sentindo amor por ele.

Assim, após assistirem, o convite é para uma troca de impressões. O porque disso? É que a partir daqui, o texto terá spoiler. Hesitei um pouco se traria ou não, mas senti uma vontade intensa em destacar vários trechos desse filme. O que ficaria complicado sem contar os detalhes.

Não li o livro, mas fiquei com vontade de ler. Como também, de ter o dvd. Até porque nele há várias falas que eu gostei. Clichês ou não, elas traduzem uma cabeça comum: livre de um certo pedantismo advindos de muitos estudos. Mas também sempre gostei de colecionar Citações, que para mim segue junto na composição de um texto. Gosto tanto, que até abri uma comunidade no Orkut de Frases de Filmes. Em “Comer, Rezar, Amar“, essas frases, a maioria delas, são como peças de um quebra-cabeça para se chegar a mente feminina. São várias reflexões que na montagem final temos o universo singular e particular de cada uma delas. E porque não, de cada uma de nós.

A fala com que iniciei o artigo, a escolhi, primeiro por mostrar um dos propósitos da protagonista, depois pela sapiência contida nela. Pela Liz (Julia Roberts), surgiu nela uma busca espiritual. Pela frase como um todo, em mostrar que essa busca não depende muito do lugar, mas sim da ferramenta usada. Mais até, em desligar a mente da questão maior fazendo outra coisa até fora da rotina diária. O que me lembrou de uma frase que ouvi num filme (Layer Cake): “Meditar é concentrar parte da mente numa tarefa mundana para que o restante encontre a paz.“ Também por mostrar que cada pessoa agirá de um jeito próprio, quando se dispõe a se conhecer por inteiro. Alguns levarão anos, outros, o farão num tempo menor. Outros nem terão esse desejo, e nem por isso serão infelizes. O que a estória mostrará, é um encontro com a religiosidade.

Ter um filho é como fazer uma tatuagem na cara. Você precisa realmente ter certeza de que é isso que você quer antes de se comprometer.”

A Liz encontra-se às vésperas de completar trinta anos de idade. Que seria uma data marcada para uma mudança radical em sua vida. Algo decidido num passado recente, por ela e o então marido, Stephen (Billy Crudup). Talvez uma promessa feita no calor da paixão. Haviam decidido que ela sossegaria, teriam filhos, que se dedicaria mais ao lar. Tudo já planejado. Num processo depressivo, em vez de remédios, decide rezar. Pedir a Deus que lhe mostre um caminho. E é quando se houve: se sua mente estava conturbada, seu corpo, cansado fisicamente, clamava por uma boa noite de sono.

Acontece que Liz não se via como mãe. Não ainda. Diferente de sua grande amiga Delia (Viola Davis). É Delia quem tenta convencê-la a não partir, a não abandonar a casa que ela, Liz, participou ativamente da reforma à decoração, e principalmente a não se separar de Stephen. Delia sempre quis ser mãe, dai não entendia muito o fato da amiga não querer. O que me fez lembrar de um fórum recente. São escolhas que em nenhum momento denigre uma mulher. Aliás, um dos pontos positivos que esse filme trouxe, é o fato da mulher se libertar daquilo já imposto pela sociedade. Uma liberdade que ainda pesa quando parte da mulher. Um largar tudo e botar o pé na estrada ainda é um território masculino. Assim, quando uma jornada dessa é feito por uma mulher: recebe a minha benção.

As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho: a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo, para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não! Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesma, e depois vão embora.

Liz não entendia ainda o porque do desconforto sentido em seu relacionamento com Stephen. O amava, mas seu interior estava sufocado. Ao se separar, apesar do litígio, se sentia culpada pelo rompimento. Só se libertaria desse peso, em sua passagem pela Índia. Uma cena emocionante, que me levou às lágrimas. É que meus olhos já estavam marejados pela anterior a essa. Quando a vida apresenta que não podemos nem esperar muito de alguém, nem que esse alguém, também espere muito de nós, vem como uma libertação. Para alguém com o pé no mundo, cada dia era de fato um novo dia.

Liz após esse rompimento, conhece David (James Franco). Um jovem ator. Com esse romance, era mais uma tentativa de se encaixar nas tradições. Mas por ser alguém muito Zen, David leva Liz a conhecer um lado religioso. Por ele, indiretamente, lhe vem a vontade de ir a Índia. Conhecer de perto o Templo, e a comunidade da Guru. Mas isso só se concretizou, quando viu que com David também levaria um casamento tradicional. O acorda veio com uma observação de um amigo. Com David, o rompimento em definitivo, vem num email.

Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados.

Liz se dá conta de que passou grande parte da vida sem um tempo só pra si. Tão logo saia de um relacionamento, entrava em outro. Então resolve fazer a sua jornada. Como era alguém que queria sempre ter controle da sua vida, mesmo querendo fugir de tudo planejado, traçou uma rota. Ficaria um ano longe de família, amigos, carreira, NY… Passaria quatro meses em cada um desses países: Itália, Índia, Indonésia. Ela vê uma curiosidade na escolha dos três: começam com “I”, que em sua língua, é “Eu”. Faria um encontro com ela mesma; com o seu self. Algo que eu adorei nessa sua peregrinação foi o fato de não fazer um caminho solitário. Mesmo indo sozinha, não se isolou do mundo, das pessoas.

Seu período na Itália veio como puro prazer. Quase como o alimentar o corpo. Transgredindo o pecado da gula. Primeiro, ou melhor, a escolha por esse país partiu porque sempre quis aprender a língua italiana. Mas chegando lá, descobriu também o prazer em comer. Ela tinha fome! De comer sem culpa. Comer sem se preocupar em engordar. De comer até se fartar. Afina o seu paladar entre sabores, aromas e saberes.

A cena da Julia Roberts saboreando um espaguete – e do jeito que eu amo: com muito molho de tomates -, ficará na memória. Sabe aquele prato que te leva a esquecer do mundo? Que lhe vem à mente – Não quero que nem Deus me ajude!? A cena em si, nos leva a pensar nisso. E regada ao som de: Der Hölle Rache Kocht In Meinem Herzen.

Mas esse período não ficou só em comilanças, e conhecendo a cultura e o jeito de levar a vida dos italianos. Liz faz uma descoberta de si mesma. A de que há partes da sua personalidade que ficarão para sempre. Que se adaptarão a cada nova realidade que a vida lhe trouxer. O que me levou a pensar nessa frase da Clarice Lispector: “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” Liz aprenderá a canalizar essas forças dentro de si, nos períodos passados nos outros dois países.

Ainda na Itália, lhe vem o desejo de encontrar a sua palavra: aquela que a definirá. Que será o seu norte. E a palavra vem na Itália, mas só terá consciência dela em Bali. Voltarei a ela mais para o final.

Galopamos pela vida como artistas de circo, equilibrados em dois cavalos que correm lado a lado a toda velocidade – com um pé sobre o cavalo chamado ‘destino’, e o outro sobre o cavalo chamado ‘livre arbítrio’. E a pergunta que você precisa fazer todos os dias é: qual dos cavalos é qual? Com qual cavalo devo parar de me preocupar, porque ele não esta sob meu controle, e qual deles preciso guiar com esforço concentrado.”

Na Índia, antes de chegar ao Templo da Guru, fica assustada com o trânsito local. Numa de se perguntar em como do caos chegam ao equilíbrio zen. Já no Templo, constata que tal como o de NY, não há a presença física da Guru, mas sim um retrato. Depois entenderá que a busca é para dentro de si.

Essa sua passagem pela Índia, nos leva do riso às lágrimas. A diferença cultural, mais que deixá-la em choque, a levará a se por em xeque. Ela quis aprender a se devotar a algo maior. A encontrar a espiritualidade em si.

Duas forças amigas serão o peso em sua balança. De um lado, uma jovem indiana, Tulsi (Rushita Singh) que sonha seguir carreira como Psicóloga. Que gostaria de se rebelar com o seu destino: um casamento arranjado. Tradição familiar e cultural. Liz vai a cerimônia de casamento, e dá um belo presente a jovem. Algo não material. E que também fez com que Liz descobrisse mais de si. Que fazemos parte de uma engrenagem, não somos, não devemos nos ver como peça isolada o tempo todo. Há vários momentos que estaremos em contato com alguém. Então, é saber a arte de uma boa convivência. Mais! Que há vivências que não teremos como escapar. Assim, o melhor a se feito é tirar um proveito da situação.

Do outro lado, estava Richard (Richard Jenkins), o seu James Taylor. Richard ficava levando-a a conhecer seus limites, para então ultrapassá-los. Além do ex-marido, do jovem ator, ele foi mais um personagem masculino a mostrar que não basta só um querer manter a relação a dois. No caso dele, o desrespeito chegou aos extremos: bebidas, drogas, relações extra-conjugais… Ao contar a sua estória, dá um aperto no coração. Principalmente quando pessoas como ele, fazem parte do nosso ciclo, ou familiar, ou de amizade. Certa vez, eu perguntei a uma pessoa se fora preciso mesmo abraçar uma religião, para então dá valor a linda família que possuía, e ele disse que sim.

Liz, Richard e Tulsi foram parar ali por motivos diferentes, mas igual no que buscavam: depurar o passado, se adequarem ao presente, para então seguirem mais confiantes para o futuro. Inconscientemente, um ajudou o outro nessa busca. Dos três, o fardo maior trazido do passado, era o de Richard. Perdera um tempo enorme de não ver o filho crescer, por não o ter colocado antes em sua vida. Voltando ao tema do início. De que maternidade e paternidade tem que querer de fato. Até pela responsabilidade que terá com a criança. E quando Liz consegue perdoar a si própria… minhas lágrimas desceram. Leve. Por me levarem a pensar num momento meu.
Eu quero vê-la dançar novamente“… Livre, era chegada a hora de seguir em frente. Próxima parada: Bali.

Imagine que o universo é uma imensa máquina giratória. Você quer ficar perto do centro da máquina – bem no eixo da roda -, e não nas extremidades, onde os giros são mais violentos, onde você pode se assustar e enlouquecer. O eixo da calma fica no seu coração. É aí que Deus reside dentro de você. Então, pare de procurar respostas no mundo. Simplesmente retorne sempre ao centro, e sempre vai encontrar a paz.”

Da vez anterior, que estivera a trabalho em Bali, Liz conhecera um Xamã: Ketut. Uma figuraça! Então, o procura. Gostei muito mais de Ketut – até pelo seu jeito irreverente de ser -, do que da Guru da Índia. Ketut, mesmo com todo o peso de ser um Xamã, é alguém mais objetivo. Ligado com o que há por vir. Por conta disso, propõe uma troca a Liz: ela transcreveria seus manuscritos – que com a ação do tempo estavam se esfarelando – e ele a ajudaria nesse seu vôo em sua alma. Ah! A companheira de Ketut mostra-se uma mulher de grande sapiência.

Se na Índia, Liz se livrou de bagagens inúteis para seguir em frente, em sua passagem por Bali iria aprender de fato a adequar sua personalidade com tudo mais a sua volta. A ter um equilíbrio, até quando a vida lhe tirasse dele.

Em Bali, Liz conhece uma Doutora da Floresta: alguém que cura pelas plantas. Ela é Wayan (Christine Hakim). Tem uma filha, Tutti (Anakia Lapae). Uma menina que aos 4 anos de idade, dá um sábio conselho à mãe. Que mesmo sendo penoso, até por conta da cultura local, Wayan aceita. As três ficam amigas. E por elas, Liz entende que há mais religiosidade num ato, do que passar horas num templo. Seu ato, faz um resgate a uma vida condigna a essas duas amigas. Mãe e filha não precisariam mais ficarem peregrinando. Ganham de Liz, e de seus amigos, um porto seguro. O mundo carece de atitudes como essa.

Ao longo dessa sua peregrinação, Liz convive com várias mulheres. De culturas diferentes. Algumas, como ela, nadando contra a correnteza, ou pelo menos, tentando. Mas mesmo as que seguem como reza a tradição, não estão infelizes. Esse é um dos pontos altos desse filme. É um verdadeiro ode a alma feminina.

Quando tudo parecia seguir por um caminho certo, Liz se vê literalmente jogada para fora da estrada. Bagunçando o seu equilíbrio novamente. Seria o destino testando-a? O autor dessa proeza seria o homem que Ketut viu nas linhas de sua mão? Aquele com quem teria um longo relacionamento? O que sustentaria essa ligação por anos? É quando entra em cena o personagem de Javier Bardem: Felipe. Alguém que trazia também um peso do passado.

Pausa para falar do ator, ou melhor, do homem: Javier Bardem. Ele está um tesão nesse filme. A maturidade o deixou mais sedutor. Lindo demais! Mesmo eclipsado pela performance da Julia Roberts, eu gostei dos dois juntos. Deu química.

Seu personagem é um brasileiro que adotou Bali como Lar. Tal como Liz, é alguém que ama viajar. O prazer nisso, até por força da profissão. No momento da estória, ele é um Guia Turístico em Bali. Leva Liz a conhecer aromas e sabores da cultura local.

Fazendo ele um brasileiro, fica difícil não comentar duas coisas:
– o filme passa a ideia de que pais brasileiros beijam seus próprios filhos na boca. De que isso é algo cultural. Como eu não li o livro, não sei de onde tiraram isso. Não há esse costume aqui.
– o lance dele dizer muito “Darling!”. Se é como “Querido(a)!”, também o costumeiro por aqui, ganha a conotação de algo superficial. Mas o seu personagem passa a ideia de um tratamento afetuoso, de intimidade com a pessoa.
É o único ponto negativo em todo o filme. Nem a longa duração do filme, me fez perder o brilho nos olhos. Até porque, sendo bem contada, eu gosto de uma longa estória.

Como citei anteriormente, “Comer, Rezar, Amar” traz várias falas reflexivas, e uma delas vem com a palavra que Liz então escolhe para si. Que para mim, é a que melhor traduziria como deveria ser uma relação a dois: attraversiarmo. É, ela a escolheu na língua italiana. Ela faz a ponte para a união de dois seres distintos. Donos de suas particularidades, um não anulará isso no outro. Saberão encontrar o ponto em comum, e respeitando as diferenças. Mas principalmente, respeitando o parceiro, a união, o porto seguro que farão com essa relação.

E é Ketut que leva-a a descobrir que estava pondo tudo a perder, ao voltar aos velhos hábitos. Deveria se entregar de corpo e alma a esse universo que chegara à sua porta. Isso, se colocava fé nessa relação. Até porque, os relacionamentos certinhos demais, de outrora, nunca a deixara satisfeita. Também, algo como o jovem Ian (David Lyons) propunha não era o que queria. Então, por que não vivenciar o que Felipe lhe propôs? Uma ponte entre NY e Bali… Em sua despedida ao Ketut, minhas lágrimas desceram…

A estória, ou as estórias, a Fotografia, a Trilha Sonora, as atuações… tudo em harmonia para um filme nota 10. E que entrou para a minha lista de que vale a pena rever. Não deixem de ver.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, Love). 2010. EUA. Direção: Ryan Murphy. +Elenco. Gênero: Drama, Romance. Duração: 133 minutos. Baseado no livro homônimo e autobiográfico de Elizabeth Gilbert.

(*) Foram tantas as Citações, que essa logo no início, me fugiu um pouco a lembrança palavra por palavra. Quando eu encontrar a transcrição literal, eu trarei para cá. Por hora, fica o sentido da fala.

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66 comentários em “COMER REZAR AMAR (2010). Um Mergulho no Universo Feminino.

  1. realmente… me impressionou muito…

    Fomos pro cinema num grupo de mulheres onde, apenas eu, homem… Confesso que quando ouvi o titulo do filme e ví a artista principal, imaginei um dramalhão feminino… fiquei temeroso e pensei: não seria melhor alterarmos o programa e ver o Nascimento comandar no seu segundo episódio ??
    rs.. não me arrependi nenhum pouco, ao invés de tiros e bandidagem eu ví foi um belíssimo poema em forma de manual de instruções para a vida solitária, ou mesmo a dois!!
    Valeu realmente a pena, muita coisa me serviu como lição…
    Não lí o livro ainda, apenas folheei o exemplar de minha mãe, que também fazia parte do grupo, mas, vou providenciar de ler e oportunamente ter o filme em minha videoteca…

    excelente programa !!

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    • Fico feliz, em tê-lo como primeiro comentário :)

      Na sessão que eu estava, havia um grupo só de homens. E que pelos comentários na saída, também gostaram.

      É, para quem não quer ir ver, achando como eu já ouvi – filme-de-mulherzinha -, irão perder um grande filme.

      Grata, Weber!
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  2. Vi o filme ontem e ainda estou anestesiada… Entrei aqui pra encontrar frases ditas no fime (fica a dica: selecionar as melhores frases dos diálogos do FILME). É muito tocante, muito reflexivo… A gente para pra pensar com um filme desse… Não tive vontade de fazer o que Liz fez, mas valorizei muito o fato de que a paz interior é a certeza de que Deus está conosco, dentro do coração… Mas, discordo da critica ao beijo na boa. Talvez a ideia foi passar a afetuosidade com que os pais(homens) brasileiros lidam com os filhos. Mas o beijo não foi na boca foi?? Eu vi no rosto… To doida, então… Vi que ele beija muito e os pais beijam muito mesmo. Eu beijo meus filhos na boca e minha mãe tambem nos beija ate hj. Talvez, se ele a chamasse de AMOR, seria mais fiel que QUERIDA. Aqui no Brasil os casais só se tratam assim, agora…rsrsrs. Eu, inclusive. Namoradinhos se chamam de AMOR. No mais… Ma-ra-vi-lho-so!!!! Boa dica pra assistir sozinha!!

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    • Oi Ana Carolina!

      O lance do beijo na boca, acho que ficou na conversa com o filho pelo telefone. Preciso rever o filme. Eram muitos detalhes para tentar memorizar. É que já fico fazendo um esboço mental do que irei escrever. Mas esse filme eu quero realmente rever.

      Então, você só citou a sua mãe.
      Não sei se pelo fato de não ter tido pai.
      Minha avó paterna, que era espanhola, nos (netos) beijava na boca. Mas seus cinco filhos homens, nascidos no Brasil, não adotaram essa mesma postura.
      Quando eu citei que não é um costume brasileiro, não é no sentido que todos os pais (homens) não beijem na boca de seus próprios filhos. Claro que há, só não são em grande maioria.

      Creio que a instituição do selinho no Brasil, é algo mais recente. Não sei em que ano a Elizabeth conheceu o Felipe. Quando eu ler o livro vou pesquisar mais sobre ele. E então deixarei um perfil dele aqui.

      É, o tratamento/chamamento AMOR, é sim bem costumeiro entre nós, brasileiros.

      E grata, também por deixar suas impressões do filme! :) Reforça o convite para que assistam.

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      Beijo,

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  3. Lella querida!
    Eu li o livro, foi emocionante, e tinha dúvidas sobre o filme, especialmente por ler em um blog que gosto muito que não era bom. Lendo teu artigo fiquei com muiiiiita vontade de assistir e do jeito que escreves, o filme é tão bom quanto o livro. Valeu!
    Recomendo o livro. A propósito, já comprei a “continuação” porque adoro o jeito simples, “caseiro” de Elizabeth Gilbert vir até nós e desabafar suas descobertas, alegrias e tristezas. Maravilhoso.
    Um abraço fraterno

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    • Oi Isa!!
      Saudades, moça!

      Bem, já que leste o livro, não prejudicou ter lido os spoilers :) Eu fico com receio de tirar a surpresa do filme, quando faço isso num texto. Mas nesse, não me contive.

      Pois é! Além desse livro, eu também vou querer essa continuação. Até para saber mais da relação dela com o brasileiro.

      E eu também me encantei com o jeito dela em contar sobre a sua vida.

      Beijos,

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  4. Oi,

    Que bom que vc gostou do filme. Até fiz um post no meu blog sobre ele. Achei Comer, rezar, amar simpático, com ótimos atores, trilha sonora bacana, belos cenários, mas não me convenceu. A parte que mais gostei foi na Índia, adorei a atuação de Richard Jenkins e Julia Roberts parecia mais confortável no papel. Mas, ela vem me decepcionando desde Closer. Javier Bardem é um colírio para os olhos, um excelente ator e merecia um papel melhor.

    Também não li o livro, mas sem dúvidas deve ser melhor do que o filme. Eu realmente fiquei irritada com o excesso de clichês e com o fato que Julia Roberts não tinha química com seus 2 primeiros amores. Não sou fã de filmes auto-ajuda, mas Comer, rezar, amar é um bom entretenimento.

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    • Oie!

      Creio que toda a estória baseada numa vivência real, será taxada de auto-ajuda. Até mais que as fictícias.

      Eu gosto de biografias. Dai, não me oporia a ver esse.

      E grata por deixar a sua visão do filme.
      Volte mais vezes!

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  5. Olá Lella, sues comentários sobre o filme são ótimos, e realmente eu estava louca pra assistir porém, o filme superou todas as minhas expectativas. É perfeito demais, eu chorei, eu sorri, emoções diferentes que tocam todos nós, é um retrato de nossas vidas contado num filme. Júlia Roberts estava maravilhosa como sempre, e os lugares quero conhecer a todos um dia rs.

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  6. Entao, sobre os brasileiros e seus habitos, no livro:

    1) A autora nao diz que eh comum no Brasil os pais darem beijinhos nas bocas dos filhos. Pelo que eu me lembro, o que ela diz eh que nos somos mais afetuosos e carinhosos em publico (public display of affection).

    2) Qto ao darling, no livro tbm me pareceu que ela apenas quis dizer que o Felipe era carinhoso e estaelecia uma certa intimidade com as pessoas… nada mais, nada menos.

    Mas eh minha interpretaçao e eh o que eu me lembro do livro.

    Abs,

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    • Oi Anon!

      Grata, por nos trazer dados do livro!

      Quando eu rever o filme, vou me ater mais a cena do pai beijar na boca.

      Por outro lado, se foi essa mesmo a impressão que o filme passa… Fica uma esperança de que mais posturas meio machistas caiam. Que haja mais troca de carinho entre o pai e seu filho.

      Em relação ao “Darling!”… Pois é! No filme fica mesmo essa impressão, de intimidade e ser carinhoso. Mas o lance que o usual de “Querida!”, é em não manter uma intimidade. É um tratamento que cria um afastamento.

      Mas como bem falou: é uma interpretação minha.

      Volte mais vezes!
      Beijos,

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    • Grata, Andréa!

      É, são tantas as frases que nos leva a reflexões.
      O que me vier primeiro – dvd e livro -, trarei mais frases para cá.

      A do equilíbrio… Em vez de citá-la no texto, eu a deixei subentendida aqui:

      E é Ketut que leva-a a descobrir que estava pondo tudo a perder, ao voltar aos velhos hábitos. Deveria se entregar de corpo e alma a esse universo que chegara à sua porta. Isso, se colocava fé nessa relação. Até porque, os relacionamentos certinhos demais, de outrora, nunca a deixara satisfeita. Também, algo como o jovem Ian (David Lyons) propunha, também não era o que queria. Então, porque não vivenciar o que Felipe lhe propôs? Uma ponte entre NY e Bali…

      Agora, a frase é essa:

      Perder o equilíbrio às vezes por amor faz parte de uma vida equilibrada.

      Aqui tem outras frases do filme, veja se as outras duas que gostaria de lembrar, estão aqui:

      A única coisa permanente na vida é a família“.

      É melhor viver sua própria vida imperfeita do que imitar perfeitamente a vida de alguém.”

      Na solidão encontramos algumas vezes demônios que parecem anjos e anjos que parecem demônios e só se sabe quem é quem com base na sensação que se tem depois que a criatura vai embora. Se você ficar arrasado foi demônio, mas se você se sentir mais leve, foi um anjo.

      Volte mais vezes!
      Beijos,

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  7. Filme mais que perfeito!!!
    Fui assistir sozinha, foi maravilhoso. na verdade, foi por acaso.
    Desencontrei-me com uma amiga no shopping e como não tinha nada pra fazer, fui assistir COMER REZAR AMAR.
    Era o q eu precisava pra m libertar de vez do meu primeiro namorado, saí do cine revigorada, e me amando bem mais.
    Claro, um fim de namoro não é a mesma coisa q um divorcio, mas foi tão intenso qnt um casamento.
    o que eu faço qnd bate a saudade e quase m desespero?

    ”Então sinta saudade. Mande um pouco de amor e de luz sempre que pensar nele, depois esqueça.”

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  8. Eu amei o filme!

    Mais uma frase:

    “Os sábios iogues dizem que a dor da vida humana é causada pelas palavras, assim como toda a alegria. Nós criamos palavras para definir nossa experiência, e essas palavras trazem consigo emoções que nos sacodem como cães em uma coleira. Nós somos seduzidos por nossos próprios mantras (Eu sou um fracasso… Estou só… Sou um fracasso.,. Estou só…), e nos transformamos em monumentos a esses mantras. Passar algum tempo sem falar, portanto, é uma tentativa de se desvencilhar do poder das palavras, de parar de nos asfixiar com as palavras, de nos libertar de nossos mantras sufocantes.”

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  9. Tayse e Amália, grata também pelas frases!

    E Tayse, esses rompimentos são páginas, capítulos na nossa estória de vida. E a mensagem é perfeita. Não devemos levar rancores para nossa caminhada futura.
    Felicidades pra ti!

    Voltem sempre!

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  10. Olá,

    assisti ao filme hoje (sozinha também). Fui com muita expectativa e confesso que pensei que seria melhor. Concordo sobre as frases reflexivas: elas nos tocam profundamente e nos levam a pensar sobre nossas vidas. Identifiquei-me muito com a personagem em alguns pontos. Aposto que muitas mulheres.

    Sobre a história do beijo, concordo com Anon. Creio que a ideia era de passar que somos mais afetuosos mesmo em público. E a respeito de ser ou não cultural, eu vejo que é sim. Nós brasileiros temos mania de beijar seja no rosto, seja na boca (selinho) muito mais que os americanos. Na minha família, por exemplo, sempre rolam esses selinhos. Beijava minha mãe assim desde criança, beijo ainda meu pai, meus irmãos, irmãs, primos etc dessa forma. Tenho vários amigos que fazem a mesma coisa. Enfim, achei essa cena do pai com o filho linda, pois pensei em como é amorosa a relação entre eles.

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    • Oi Bella!

      Primeiro, grata por deixar a sua impressão! É algo sempre bem-vindo.

      O Amon deixou a impressão dele, mas do Livro. Até por anteriormente ter rolado o que estaria no livro em relação a esse selinho entre pai e o filho, e ambos do sexo masculino.

      Olha! Eu não fechei a questão dizendo que não esse tipo de tratamento. Há sim. Mas repito, são raros.

      Perguntei num fórum no Orkut, com a maioria bem jovem, mas a maioria reagiu como se fosse incestuoso.

      O próprio filho do personagem do Javier Bardem não gostava. O que dá a ideia de que não adotaria essa de beijar na boca do filho. O que também dá ideia de sofre a influência de uma cultura machista.

      E pelo seu depoimento, o beijar na boca partiu de você. Quando o que coloquei em questão, é isso partir do pai. Sorry! Mas assim como a Ana Carolina, reforçou o que eu falei ;)

      Beijo,

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  11. Oi Leila,
    Assisti o filme com uma amiga divorciada. Choramos em várias cenas.
    O que vi no beijo na boca do filho, reflete um enorme carinho no momento da despedida, assim como é comum em algumas famílias brasileiras adotarem esse costume aqui no Brasil. Chegadas e despedidas merecem maior afeto.
    O muito tocante também, foi a cena deles lendo seus livros e num determinando momento ele diz…”querida, chegou a hora”…daí se recolhem para o momento mágico…demais mesmo…acho que o “querida” refletiu todo o carinho pela pessoa querida que um era para o outro.
    Amei esse momento aqui com todas vocês.
    Abraços.

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    • Oi Márcia,

      Bem diz a fala: ‘Cada ponto de vista é a vista de um ponto‘. Com tantos olhares diferentes…

      Eu quero muito rever esse. E nessa segunda vez, em vez de eu fazer como normalmente faço – curtir o filme sem mais a preocupação de memorizar dados para um texto -, eu irei prestar mais atenção nesses pontos que eu levantei.

      Pelo o que memorizei, o lance do beijo… era que como o pai fazia em público, ele, o filho, ficava incomodado.

      Aqui no Brasil, o mais comum é:
      – Quando o pai beija um filho na boca na frente de coleguinhas, e sendo crianças, não provocará reações adversas.
      – Agora, se o faz com o filho na pré-adolescência, ou até com ele já adolescente, ele vai sofrer zoações dos colegas da mesma faixa etária.

      Porque isso faz parte da cultura do homem brasileiro. Agora, algo cultural não implica que é assim com todos.

      E sim! Chegadas e despedidas merecem maior afeto. Eu ficarei até na torcida para que mais homens brasileiros assistam esse filme, e mudem a sua postura em relação a demonstrações de carinho em público. Principalmente entre pessoas de mesmo sexo.

      Muito embora nesse tocante a mulher brasileir é mais desencanada que o homem, também há uma certa reação adversa quando vêm elas se beijando na boca.

      Quando eu citei o lance como ponto negativo, foi porque eu sou chata a certas cenas que não mostram um Brasil real. Como se não houvesse da parte deles um interesse numa pesquisa com mais apuro. É isso!

      Mesmo no filme as questões vêem de um brasileiro, poderiam deixar implícito que é algo dele, e não cultural.

      E enquanto subiam os créditos, eu secava meu rosto molhado de lágrimas.

      Volte mais vezes!
      Beijo,

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  12. Olá, Lella,

    o fato de eu ter escrito “Beijava minha mãe assim desde criança, beijo ainda meu pai, meus irmãos, irmãs, primos etc dessa forma.”, não significa que tenha partido de mim. Fui acostumada com esse gesto desde criança. Na verdade, partiu da minha mãe e depois do meu pai. Ela sempre nos beijava assim e nós retribuíamos.

    Se repararmos bem, é super comum as mães darem selinhos nos filhos sejam nos meninos, sejam meninas.

    Mas a discussão aqui não é essa, certo? Só comentei sobre isso, porque você considerou apenas essa cena como ponto negativo: “É o único ponto negativo em todo o filme.”

    A Ana Carolina não reforçou a sua ideia e, também, não concordou com sua crítica: “Mas, discordo da critica ao beijo na boa” (segundo Ana Carolina)

    Sinceramente, foi uma das cenas mais bonitas na minha opinião, porque além de ter me feito lembrar a minha família, mostrou que um pai pode sim ser carinhoso e amável com um filho (mesmo os dois sendo homens).

    Com certeza, na minha opinião, o filme teve outros pontos negativos e não esse.

    Beijos!

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    • Oi Bella!

      Vamos ver se me faço entender agora.

      Mais uma vez, a sua réplica veio reforçar o que eu escrevi. Pois vejamos aqui, nesse seu trecho:

      partiu da minha mãe e depois do meu pai.

      Como pode ver, não iniciou com o seu pai. Ele adquiriu tal hábito da sua mãe. E como citei num outro post, nesse tocante a mulher brasileira é mais desencanada.

      Bella,
      a discussão foi iniciada porque eu disse que não faz parte da cultura do Homem Brasileiro beijar o filho na boca em público. E quando o filho deixar de ser criança. Já na pré-adolescência ele será zoado pelos colegas.

      Até por conta dessa discussão aqui, eu perguntei a alguns jovens, do sexo masculino, se o pai os beijavam na boca. Só um disse que sim, mas deixou implícito que isso era coisa da infância dele, que não mais havia beijo na boca entre ele e o pai. Dos demais, a reação foi que tal coisa, era algo gay.

      Olha, quando algo é cultural, não implica que não há exceções. Há sim!

      Se ler o texto da Ana Carolina por completo, vai ver que ela só cita mulheres. E repetindo, eu me referir aos homens.

      Vou copiar aqui, o que escrevi sobre o meu ponto de vista como aspecto negativo:

      “Quando eu citei o lance como ponto negativo, foi porque eu sou chata a certas cenas que não mostram um Brasil real. Como se não houvesse da parte deles um interesse numa pesquisa com mais apuro. É isso!

      Mesmo no filme as questões vêem de um brasileiro, poderiam deixar implícito que é algo dele, e não cultural.”

      É por esse lado ;)

      Tomara que dessa vez ficou tudo esclarecido!

      Beijo,

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  13. Ola Lella,

    Assisti o filme junto com meu marido Andre , bom segundo meu marido seria mais um agua com açucar um romance feminino.

    Após o fim do filme para minha supresa ele entrou na internet para pesquisar sobre a autora do livro e ainda baixou para eu ler a versão em ingles. A frase que mais gostei e ele tambem é a abaixo.

    Não precisamos estar com alguem para mostrar que nos amamos :)

    ou seja a pesso pode se amar e ser feliz com ou sem companhia , pois a alegria vem de dentro para fora!!!

    Adorei seu blog
    Luciana Jurado

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    • Oi Luciana!

      Fiquei uns dias sem pc, dai o atraso no retorno.

      Grata por também deixar suas impressões! E também pela frase. Vou levá-la para a comunidade lá no Orkut.

      Volte sempre!
      Beijo,

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  14. O filme nós mostra realmente a realidade do dia a dia, pois quantos de nós estamos com uma pessoa por convêniencia, por medo da solidão. Acabamos que não temos coragem para largar tudo e seguir o que realmente queriamos, então ficamos com nosso parceiro apenas para não ficar só, mesmo que amando uma pessoa a qual não deu nem um valor.

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  15. Assisti a primeira vez com minha melhor amiga e amamos , e asegunda vez assisti com meu namorado, ele gostou muito também.E me parece que cada vez que assisto descubro algo em mim.Não tenho condições de largar tudo e ir em busca de algo assim, mas aprendi que posso fazer uma busca interior.
    Amei

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  16. Como ninguém se incomodou de ter um espanhol interpretando um brasileiro???? Alguém viu aquela coisa falando português!?
    Isso é a típica coisa de norte-americano, não conhecem nada do resto do mundo e esquecem que cada pais tem as suas características e que o Brasil não é a Espanha!!! Quando que Javier Bardem tem cara de brasileiro e desde quando aqui no Brasil se beija os filhos na boca????
    Sério, o filme e bonitinho os cenários são ótimos, mas espanhol fazendo papel de brasileiro foi demais! Por que raios não arranjaram um brasileiro??? Já tinha a Julia Roberts, eles podiam ter arranjado alguém que não é famoso e que fosse brasileiro! Sairia até mais barato!!!

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  17. Assisti ao filme ontem e preciso dizer: É FANTASTICO!
    Me identifiquei com praticamente todo o filme, voltava para ler novamente as frases ditas por diversas vezes.

    É uma pena que na realidade não seja assim tão fácil, mais confesso q ao menos me deixou com uma pontinhaaaa de coragem…rs Mais preciso de mais.

    O filme é 10!

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  18. Antes de mais nada, parabéns pela narrativa do filme, isso demonstra a sintonia que estava ao assisti-lo, acredito que filmes e livros precisa-se estar em sintonia, pois exigem sensibilidade e vivência, para interpretar as mensagens subliminares que neles contém.

    O filme é magnifíco, assisti ontem e não pude deixar de identificar-me com algumas situações, principalmente na questão sobre ter ou não filhos, e a frase da amiga de liz é muito providencial.

    Mulheres já são por natureza um mar de turbulência interna, sejam elas fisiológicas ou psicólogicas, quando temos determinada idade ou por convenção da sociedade temos que ter um parceiro ou ser mãe, e as que vivem bem sem alguém ou decidem não ter filhos são aberrações da natureza?

    Se cuidassémos melhor do nosso interno, não haveria tanta gravidez indesejada e relacionamentos destrutivos, acredito que devemos sim ter as nossas escolhas e conviver bem com isso, sem medos,culpas,repreensões,mágoas e apenas viver…

    Quanto ao beijo, me deparo quase todos os dias com cenas de mães dando “selinhos” em seus filhos e raramente pais, então não entendi o “porquê” da euforia, isso acontece aqui sim, não esqueçamos que o Brasil é um país permissivo,diria até demais…

    Enfim, peço desculpas por me estender na postagem, mas adoro temas interessantes e inteligentes que nos proporcionam uma gama de discussões proveitosas e sábias.
    Parabéns

    Curtido por 1 pessoa

  19. Olá….
    Quando comprei este filme não pensei que fosse ser tão impactante p/ mim, parecia que o filme tava contando o que sinto, e o melhor que me ajudou a entender tudo o que estou passando, terminei recentemente meu namoro de 02 anos e meio, e tava muito confusa as coisas estavam misturadas, eu queria estar com ele mais la no fundo eu não queria porque era um relacionamento em que não estava feliz, mais eu queria estar la, meio complicado, todas as frases que iam se passando no filme era respostas para as perguntas que eu vinha me fazendo no meu eu.
    Amei esse filme e to recomendando p/ todas minhas amigas, de preferencia assisti-lo sozinha, meditamos mais a mensagem que o filme passa…

    Beijos….

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  20. Pra mim o livro e o filme é um incentivo a fuga dos problemas. Passa a mensagem que se você não está feliz no casamento termine e vá viajar, conhecer novos lugares, outros homens ao invês de tentar buscar uma solução pros seus problemas.

    Além dessa fuga eu pergunto, toda mulher tem dinheiro pra fazer essas viagens. Queria ver as mulheres de uma favela assistindo esse filme.

    É engraçado. Nos filmes onde o homem é o herói, geralmente ele busca superar os problemas, inventar uma vacina que salve milhares de vida, treinar pra vencer uma batalha, luta, prova ou jogo, sempre defende os mais fortes, está sempre a favor da família, nunca abandona os filhos, possui princípios mais éticos e morais que a maioria do grupo onde ele vive.

    Agora nos filmes onde a mulher a protagonista principal os motivos são sempre egoístas: tentar decidir se fica com o cafajeste bonitão extrovertido ou bonzinho tímido nerd, arrumar um amante, comprar roupas caras, se tornar mais bonitas, casar, dar em cima do chefe, virar uma prostituta e escrever um blog, etc. Vc não vê filmes onde a mulher tenta arrumar o casamento, ajudar milhares de pessoas, etc.

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    • Sheik,

      mesmo achando o seu comentário bem machista, o que me levaria a nem comentar, como me sobrou um tempo agora, irei mostrar onde está errando nessa sua análise.

      Ela não fugiu do primeiro casamento. Ela tentou por uns anos se adequar a ele. Mas o turrão do marido fechara a questão: que ela abandonasse a profissão, que virasse uma “dona de casa”. Daquelas que vivem para o marido, filhos e a casa.

      Ela amava a profissão, até porque a fazia viajar e muito. Como também ela ainda não queria ter filhos. Se o marido tivesse aceito isso, talvez ela ainda estivesse atada a essa relação.

      Em relação a viajar…
      Pelas prestações conseguidas em passagens aéreas, não se importando em hospedagens mais baratas… Creio que querendo mesmo viajar, há de se encontrar um roteiro dentro do orçamento. E já que você citou uma Favelada com a conotação de pobreza, eu diria que pelo local onde ela mora, onde nem conta de luz pagam, seria alguém que também poderia viajar.

      Esse filme não veio com o Mito do Herói, dai não o porque da comparação. Ele apenas está contando parte da vida dessa personagem.
      Quer um filme com uma Heroína?
      Eis um exemplo:

      http://cinemaeaminhapraia.com.br/2008/04/27/escritores-da-liberdade-freedom-writers/

      Filmes que se enquadram nessas suas observações, há sim. Infelizmente, há muitos.
      Quer um exemplo?

      http://cinemaeaminhapraia.com.br/2008/07/04/sex-and-the-city-o-filme-sex-and-the-city-the-movie/

      Eu detonei esse filme.

      No mais, agradeço pela participação aqui no blog!

      Saudações Cinéfilas,

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  21. Depois de meses q o filme saiu dos cinemas, resolvi assistir em casa, sozinha, 2 após meu aniversário de 33 anos…..Amei, me fez refletir mais ainda sobre minha vida, meus momentos até aqui….Senti mesmo vontade de fazer o mesmo q ela fez…..Entrei aqui par procurar frases do filme, como vc disse são peças de um quebra-cabeça…Adorei seu texto sobre o filme.
    Abraços

    Curtido por 1 pessoa

  22. Lella: parabéns pelos seus comentários. Nota 1000 mesmo! Gostaria de acrescentar dizendo que esse filme “não é para qualquer bico”. É preciso muita coragem para buscar o auto- conhecimento, uma vez que essa busca passa necessariamente pelo contato com nossos fantasmas, nossas dores e também implica possíveis desistências (afinal, saber desistir é também uma arte). Liz mostrou como é duro esse processo, mas também mostrou que somente entrando nele é que se consegue a libertação. Para a maioria, é muito mais confortável escolher ficar na mesma situação, ainda que essa seja incômoda e, em alguns casos até perversa, do que partir de mãos vazias para enchê-las novamente.

    Curtido por 1 pessoa

    • Eduardo!

      E eu de cá agradeço pelo seu depoimento! Muito bom saber que um homem entendeu todo o processo que alterou a vida dessa personagem.

      Volte sempre!
      Abraços,

      Curtir

  23. Falem o que quiser, mas eu simplesmente AMEI esse filme!
    Me fez refletir muita coisa da minha vida. Coisas que não entendia por que não havia dado certo, pessoas que passaram e me marcaram… além da fotografia. Nossa! Todo mundo deveria ter o direito e condições de conhecer os lugares lindos que existem pelo mundo. Fiquei até com vontade de fazer o mesmo roteiro que ela fez.

    Obrigada LELLA, gostei demais do seu comentário!

    Beijo no coração!

    Curtido por 1 pessoa

  24. Entrei nesse site porque fiquei curiosa em saber mais do filme…assisti o filme hoje, foi bem de surpresa quando o filme chegou em casa. Eu mesma não alugaria por ouvir vários comentários de que não era bom.Comecei a assistir e percebi que todos, todos os comentários eram errados.As pessoas que comentaram não gostando do filme eram pessoas que ja estavam satisfeitas com a vida pacata que levam, que não tem vontade de conhecer esse mundo inteiro.São pessoas que se acostumaram com a vida pequena de sua cidade.Eu vi nesse filme que ele me trouxe empolgação para buscar novos conhecimentos, conhecer novas culturas e religiões, conhecer novas historias, ler mais livros, enfim, foi muito bom para mim. Nunca assisti um filme que pudesse me motivar tanto. Tudo me empolgou bastante, estou satisfeita em assistir um filme tão bem feito.
    Nunca se deve partir somente do pensamento dos outros, o pensamento próprio é o que valoriza o conhecimento, o conhecimento que cada pessoa quer ter.
    Percebi que ao assistir o filme eu achei conflitos em minha história de vida e aprendi que todos esses conflitos podem ser resolvidos a partir da fé.
    Estou muito feliz em compartilhar essa história, esse filme com quem realmente também gosta dele.

    Curtido por 1 pessoa

  25. Assisti ontem e amei. Me fez ver que ela se desvencilhou de tudo para ir em busca de sua jornada pessoal sem pensar em como aquilo iria terminar. Traçado estava ficar quatro meses em cada lugar.
    Italia saboreou a vida literalmente falando. India mergulhou para dentro de si mesmo e fez a catarse de sentimentos que a faziam infeliz e em Bali mais equilibrada pq havia encontrado seu eixo e feito as pazes consigo mesma encontrou o amor teve medo pq achou que ia viver tudo de novo velhos modelos de relação e sabia que isso não a faria feliz, teve medo mas viu que ali estava alguem que amava e precisava viver isso intensamente.

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  26. Lella,
    É a segunda vez que vejo o filme e não tem como não se emocionar. Vi com a minha família, meu pai estava receoso em assistir pois não gosta de filmes ”mamão com açucar” e tinha essa idéia do filme. Resultado: Chorou junto comigo, principalmente na cena em que ela auto se perdoa, ao som daquela linda música que inclusive você postou aqui. Muito bom mesmo.
    Me fez refletir muito sobre minha vida e a maneira que a levo. Ainda conseguirei fazer meu namorado assistir comigo, pois ele é ateu e não tem muito interesse em assistir.
    No mais, gostaria que você por favor publicasse uma das últimas reflexões dela do filme, que ainda não encontrei. Em que ela faz um resumo do filme.

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    • Oi Daniele!

      Eu ainda estou na espera de uma mega promoção do dvd desse filme, para então rever com calma.

      Diz para o seu namorado, que ele poderá focar que o Deus interior é a nossa motivação nessa vida. E que o filme não catequisa ninguém.

      Como só tenho o livro, vou ver se acho na net, a tal reflexão.

      Dê um beijo no seu pai por mim :) Por ter gostado do filme!
      E outro pra ti!

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    • Achei! Ei-la:

      Ao final passei a crer em algo que eu chamo de “A Física da Procura”: Uma força da natureza com leis tão reais quanto a lei da gravidade. As regras da Física da Procura seriam assim: Se você tiver a coragem de deixar tudo o que é familiar e conhecido, desde a sua casa até antigos ressentimentos, para partir numa jornada em busca da verdade interna ou externa e se dispuser a encarar tudo o que lhe acontecer como uma pista e aceitar todos que cruzarem o seu caminho como um mestre e se estiver preparada, acima de tudo para aceitar e perdoar realidades duras sobre si mesmo então, a verdade não lhe será negada.

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  27. Ao ouvir EDIEE VEDDER e ler algumas partes do lindo e perfeito trexo do filme, depois de 1 mes chorando de tristeza. lagrimas de felicidade cairam do meu rosto. hoje as 10:00am de sábado depois de um cansativo trabalho a noite, posso dormir com a cabeça tranquila sem tomar um sequer remedio para isso.
    Agora acredito eu que existe uma pessoal especial para mim. e que toda a mentira que vive durante um relacionamento de 4 meses serviu como aprendizado e felizmente levarei pelo resto na minha vida.
    Pode ser que minha alma gemia não fosse como eu esperava que ela fosse, mais um lindo recomeço irá me fortalecer a cada dia.

    Muito grato a todos meus amigos que me deram apoio, e os que nem se quer se pronunciaram também, sempre soube que poucos seriam os que ele levaria pela eternidade. hoje talvéz não seja o dia para eu conhecer um novo alguém, porém sei que “Better Days” viram..

    Curtido por 1 pessoa

    • Pierre,

      Que bom que conseguiu soltar as amarras de algo que não teria um futuro saudável! Felicidade para ti nesse recomeço, mas com cara de um novo começo. Quebrou um ciclo.

      Atingiu uma oitava maior na sua vida, se pensar na vida como uma espiral.

      Grata também por nos deixar seu depoimento!

      Abraço,

      Curtir

  28. Oi! Achei o blog por acaso, procurando pelas frases do filme “Comer, rezar e amar”, q acabei de rever na HBO. Já havia me atentado à elas nas outras 2 vezes q assisti o filme, entretanto, hoje em especial elas me tocaram profundamente. Não acho q sejam clichês, pois não são óbvias, requerem sabedoria de vida, capacidade de olhar para dentro de si mesmo, o q não é uma tarefa fácil para todo mundo. Infelizmente, na maioria das vezes, esse aprendizado só vem depois de momentos difíceis. É o q a personagem da Julia Roberts diz no filme:” A ruína é um presente. A ruína é um caminho para a transformação.” A parte da Índia é ótima (chorei mto)! Tenho comprovado q, realmente, tudo aquilo q foi dito pelo companheiro dela na Índia é verdade. O caminho para a mudança necessária é a aceitação e deixar o passado passar… Qd percebemos isso e perdoamos a nós mesmos ou à quem quer q seja, a sensação de liberdade q começa a brotar é mto boa, pois aí vc estará pronta para fazer as transformações necessárias na sua vida e estará mais aberta para outras possibilidades antes nunca pensadas.
    Preciso ler o livro!

    Bjos e voltarei mais vezes.

    Curtido por 1 pessoa

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