A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011)

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Scorsese faz um ode de amor ao cinema clássico no seu novo filme “Hugo”- um conto de fantasia com uma pequena dose de comédia. Filmado notavelmente em 3-D, e expandido por imagens computadorizadas, “Hugo” é baseado na novela grafica de Brian Selznick, “A Invenção de Hugo Cabret”, com roteiro de John Logan, que roteirizou o chatissimo “The Aviator” (2004).

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O filme se passa nos anos 30, em uma estação de trem em Paris, onde um jovem órfão chamado Hugo Cabret (o extraordinario Asa Butterfield), vive secretamente dentro da máquina que mantém os relógios da estação em execução. Nenhum outro filme envocou em tal complexidade as rodas, manivelas, alavancas, catracas e engrenagens, tudo acoplado a um conto de perda, saudade, mistérios revelados e felicidade reconquistada.

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O cineasta abraça as imagens de efeito digital, e Paris nunca pareceu tão bela, e tão falsa em movimentos de câmera 3D. Falo assim pois ainda não cai de amores a esse tipo de linguagem em 3D, mas tudo bem, o filme tem muito mais qualidades do que defeitos. Scorsese teve uma irresistível oportunidade, não só para fazer um filme para crianças e adultos, mas para compartilhar sua paixão pela história do cinema. Isto porque a história de “Hugo” leva ao pioneiro do cinema Georges Méliès ( Ben Kingsley)-  que é também o proprietário da loja de brinquedo, o qual coloca Hugo em apuros. Também, Hugo tem que enfrentar o inspetor da estação interpretado por Sacha Baron Cohen, que quase rouba todas as cenas que aparece. Mas a aventura acontece mesmo quando Hugo se torna amigo de Isabelle (Chloe Moretz). Ambos desfrutem a paixão pelo cinema, e pelos descobrimentos que os levam até Georges Méliès.

A potência temática e o virtuosismo cinematográfico da produção de arte de Dante Ferretti e da bela fotografia de Robert Richardson, são um show a parte, embora Paris tenha aquela aparência brilhantemente falsa. E, Howard Shore escreveu uma trilha muito agradavel!.

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“Hugo” é um filme que depois de vê-lo uma vez eu não preciso vê-lo novamente. Eu aprecio a paixão de Scorsese, sou fã dele, e creio que se o Oscar não fosse uma premiação tão politica, ele deveria ganhar o premio de melhor diretor do ano!. Bem,  ”Hugo” traça esse paixão pelo cinema, mas no final senti que a história geral deu lugar a essa paixão e um pouco da magia se perdeu. Não porque o filme não seja maravilhoso, pois é muito bom, mas seria melhor se não fosse tão longo!.

Nota 8,5

19 comentários em “A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011)

  1. Rogerio, estou em tempo de grana curta :) dai assisti “Hugo” em sessão sem 3D vai prejudicar a Fotografia do filme? É que você cita tomadas da cidade.

    É que isso aconteceu com o “How to Train Your Dragon”, um filme que eu amei, mas que numa exibição sem ser com 3D, tinha cenas que ficava esfumaçada. Eu até fiz um texto sobre isso: http://cinemaeaminhapraia.com.br/bastidores-os-fatos-e-os-filmes/cinema-em-3d-estao-esquecendo-de-um-grande-detalhe/

    Já em “Despicable Me” o não ter assistido em 3D não fez grandes diferenças.

  2. Acho que assistir sem 3D vai ficar meio bizarro! Na verdade, o tal do 3D faz tudo parecer falso…..porem, Hugo eh um filme belissimo- a fotografia eh magistral! Junte uma graninha extra e vejo em 3D para nao sofrer como sofreu com HOW TO TRAIN YOUR DRAGON, que AMEI…..e ate aqui, me revolto porque o filme nao levou o OSCAR de melhor animacao e trilha sonora no ano passado!!!

  3. Rogerio, filme liberado no Brasil e acho que vai encantar e dar muito o que falar no Oscar. Além de suas 11 indicações, é um filme que, como você bem disse, consegue atrair crianças e adultos.
    Desde o início notamos a fotografia fantástica do filme, luzes muito bem colocadas e uma filmagem espetacular, com diferentes ângulos e movimentos. Parece servir de cartão de apresentação do filme, antes que o mesmo entre no enredo que envolve a história de Hugo Cabret e de Georges Méliès.
    Melhor ainda para os conhecedores e apreciadores do cinema clássico e da literatura, referências diversas a grandes obras, encaixadas de forma sutil e brilhante no enredo. Belo filme!
    Nota 8.

    • Alginatto,

      Depois de ver o Artista….eu preferiria que o premio ficasse com HUGO- embora o mesmo nao seja o melhor filme do ano, mas eh um filme que embora longo, agrada criancas e adultos!!!

      E, Scorsese merece e muito o OScar de direcao…. incrivel!

  4. Ainda não vi “O Artista”, mas Scorsese fez aqui uma incomparável homenagem à sétima arte. O que parecia um paradoxo – tal homenagem ao início do cinema utilizando-se do 3D -, na verdade, nada tem de paradoxal. Meliès só fez o que fez graças à tecnologia existente na época. Scorsese faz o mesmo, portanto.

    Embora contada de forma previsível e bem convencional, a estória tem de tudo para agradar, é agradável e não cai na pieguice. O elenco está ótimo, o roteiro flui bem, embora o foco no autômato – a “invenção” de Hugo? – deixe de ser o ponto principal no meio do filme, para a revelação da identidade de “Papa” Georges. De qualquer forma, as imagens de “A Chegada do trem à Estação” e de “Da Terra à Lua” encheram os olhos desse apaixonado por cinema, tornando esse filme, pra mim, indispensável desde já na lista dos melhores do ano.

    PS: vi o filme numa sala convencional em Curitiba, e posso afirmar que o 3D ñ é indispensável pra curtir “Hugo”

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