Cavalo de Guerra (War Horse, 2011)

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Vi a aclamada peça de Nick Stafford, e amei!. Li o roteiro de Richard Curtis e Lee Hall antes de ir ao cinema. E, embora nunca tenha lido o livro de Michael Morpurgo que deu origem tanto a peça quanto ao filme, sei que “War Horse” é uma obra da literatura infantil.

Honestamente, fiquei surpreso quanto li algumas criticas negativas sobre o filme de Spielberg. Achei de puro mau gosto que alguns criticos tenham comparado esse filme com o resta da obra do cinesta. Bem, o sentimentalismo tem sempre sido marca nos filmes do diretor de “E.T.” E, em “War Horse”, me senti conquistado pela emoção. Melhor dizer que me rendi a essa emoção em vez de tentar questionar as minhas próprias reações emocionais.

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O filme começa no seio de uma família de agricultores. O pai (Peter Mullan) é um falido veterano de guerra, tentando ter sucesso como agricultor. Enquanto isso, seu filho Albert (Jeremy Irvine) rapidamente cria um vínculo com um cavalo chamado Joey, que foi comprado para ajudar a familia na agricultura. Com o advento da guerra, o pai, desesperado por dinheiro vende Joey para o exército britânico. Albert, que é muito jovem para se alistar, sofre com a idea de perder Joey, mas o capitão Nicholls  (Tom Hiddleston) – que muito faz lembrar do capitão Ashley Wilkes, de Leslie Haward, de “ E o Vento Levou”-,  assegura ao garoto que ele vai tomar conta do cavalo e trazê-lo de volta no final da guerra. Esta é apenas a primeira de várias vezes que Joey vai mudar de proprietários no decorrer no narração.

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O retrato de devastação da Primeira Guerra Mundial é vista através dos olhos Joey.  Com uma encarnação mítica, quase sobrenatural, o cavalo tem grandes qualidades: leal, nobre, determinado e forte. No entanto, Joey não é apenas esse vaso simplista de valores universais, ele é também, às vezes teimoso, e obstinado. Tem seus momentos de grandeza, mas também seus momentos de fraqueza e medo da perda. Por exemplo a sequência mais comovente do filme é justamente uma que ilustra Joey correndo bravamente e assustado, em meio aos campos de batalha, no norte da França.  Ah, as cenas de batalha são lindamente bem feitas, mas sem serem graficamente sanguentas como as que Spielberg fez em “Resgate do Soldado Ryan”. Aqui, nenhuma gota de sangue é derramada, pois Spielberg respeita o público mais jovem, nos fazendo focalizar tudo sobre o ponto de vista de Joey.

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Spielberg reúne um bom alenco britanico, David Thewlis, Emily Watson, David Kross (de “O Leitor) e Eddie Marsan, apenas para mencionar uns poucos, porém nenhum desses atores se destacam. Todos tem boas atuações, mas não me importei com suas personagens. O novato Jeremy Irvine cresce no decorrer da projeção do filme, mas mesmo assim, não oferece nada de tão especial. Também achei uma chatice o avô feito por Niels Arestrup, que tem a mesma cara da sua personagem em “Un prophète” (2009), e de sua neta adolescente Emilie (Celine Buckens). O personagem que mais gostei, o capitao feito por Tom Hiddleston, morre logo no inicio do filme.

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Mas isso não dimini as qualidades de “War Horse”, pois a verdadeira estrela é o cavalo — ou melhor, os cavalos que interpretam Joey, em que o foco permanece apesar de alterar as configurações e outros personagens vêm e vão, muitas vezes tragicamente. Os treinadores de animais faziram um trabalho realmente magistral ao transmitir a personalidade, emoções e pensamentos do belo cavalo. E, isso é também muito mérito do fotografo Janusz Kaminski!

Este ano, muitos cineastas têm olhado com carinho para o passado em busca de inspiração. Scorsese celebra o nascimento do cinema em “Hugo”; Hazanavicius homenageou a transição do cinema mudo para o falado em “The Artist”, e para não ficar de fora, Spielberg remete para um modo antigo de cinema – mais do que qualquer filme do cineasta fez na década passada, “War Horse”, incorpora as características do grande cinema clássico de Hollywood, incluindo uma citação visual de “E, o Vento Levou…”, nos segundos finais do filme. Fiquei todo arrepiado, até deu uma vontade de ver Scarlett O’Hara ali com um punho erguido prometendo nunca mais sentir fome novamente.  Emocionante!!

Há um bom tempo, venho escutando a belissima trilha sonora de John Williams. Achei que no filme, as faixas são excessivamente tocadas, mas embaixam essa proposta do cinema clássico de Hollywood, que Spielberg homenageia!. “War Horse” não é o melhor filme de Spielberg, e nem está na minha lista entre os 10 melhores filmes que assisti esse ano, porém o mesmo me envolveu tanto que quero ve-lo novamente na tela grande!. Sua cara de Oscar vem lhe rendendo criticas negativas, mas se ganhar – o que acho impossivel-, pode ser uma maneira muito boa de homenagear o passado!.

Nota 8.5

Os Muppets – O Filme (2011)

Postado por Joice Machado.
Ontem (12/12/2011), pegando uma sessãozinha promocional do Cinemark das 15h (que está custando R$6,00 – aumentou dois pila :( reclamação da pobre aqui), eu e meu marido assistimos ao filme dos Muppets…

O que dizer do filme??? Primeiro que gostei! Mas é preciso dizer que é um filme diferente de tudo que se vê hoje em dia relativo aos filmes infantis… É um filme bem doido, em alguns momentos ficamos com vergonha alheia pelos personagens, mas é um filme corajoso, porque resgata bem o que eram os Muppets lá nos tempos antigos… Bem diferente dos Smurfs, por exemplo, que vestiram uma roupa pop pra voltarem…

Os Muppets continuam os mesmos, são doidos, cantam o tempo todo, fazem lá uma coisa ou outra constrangedora, tipo as piadas do Fozzie ou a roupinha do Gonzo… Mas esses são os Muppets, se os transformassem em animações modernas e pops, não seriam os bonecos de pano que fizeram tanto sucesso…

Eu me criei vendo os Muppets Baby. Dos Muppets bonecos só lembro de uns filmes que passavam de vez em quando na televisão… Mas é o mesmo estilo, música pra contar a história e descrever os sentimentos dos personagens, coisas loucas como um doido chamado Animal que todo mundo da minha época se lembra quem é, seqüestrar uma celebridade pra rechear um show, um amor lindo entre um sapo muito fofinho e uma porquinha histérica…

Vale a pena! Achei perfeito pras crianças, puro entretenimento antigo dos bons e bem feitinho!!! Recomendo!

Postado por Joice Machado – Blog Eu e os meus botões.