Todos os Homens do Presidente (All the President’s Men. 1976)

O que a imagem na abertura desta resenha e o filme tem em comum é o grande ator Dustin Hoffman, pela sua magistral performance em “Todos os Homens do Presidente“. Um filme de Alan J. Pakula, de 1976, ganhador de 4 Oscar. Hoffman interpreta o jornalista Carl Berstein, que juntamente com seu parceiro de trabalho Bob Woodward, interpretado por Robert Redford, investigam a fundo o que ficou conhecido como o Caso Watergate. Que levou a renuncia um presidente dos Estados Unidos, em 1974: Richard Nixon.

GARGANTA PROFUNDA (nome dado pelo editor de Bob e Carl, inspirado no título de um dos mais famosos filmes pornográficos dos EUA, o “Garganta Profunda”, que muito chocou a sociedade americana na época de seu lançamento, 1972, por conter cenas de sexo oral explícito) – Era o principal informante. Com livre acesso a todos os trâmites e as pessoas que fizeram parte da administração do governo Nixon. Os jornalistas que fizeram a matéria, e o Jornal Washington Post para o qual trabalharam, jamais revelaram quem era essa pessoa.

Passados 30 anos e muitas especulações depois, em 2005, William Mark Felt, vice-diretor do FBI, assumiu ser o informante Garganta Profunda. Ele tinha uma mágoa com o presidente desde 1972, quando o então diretor do FBI, J. Edgar Hoover, morreu. Felt era seu substituto direto, mas Nixon preferiu nomear um antigo aliado. Então Felt continuou como vice-diretor do FBI e começou a delatar as descobertas do FBI sobre o caso Watergate.

WATERGATE – Os EUA estavam em campanha política, Richard Nixon concorria para o 2º mandato e durante essas campanhas 5 pessoas foram detidas acusadas de invadirem o escritório do Partido Democrata localizado no Prédio Watergate. Estavam grampeando o local.

Temos um assessor da Casa Branca ligado ao grampo. Não é mais assunto de polícia. É de política.”

Durante o filme é dito explicitamente que pouquíssimos americanos se interessaram pelo caso Watergate. Ele seria apenas mais um escândalo corriqueiro entre os partidos democratas e republicanos pelo poder, se o jornalista Bob Woodward não tivesse começado uma investigação que aos poucos foi revelando as artimanhas possíveis e impossíveis de todos os homens envolvidos diretamente com Richard Nixon preocupados entre outras coisas a denegrir seu principal concorrente, o partido democrata e manterem-se na política, ou melhor, manterem-se no poder. Apesar de Nixon dizer que não era trapaceiro, ele consentiu a invasão do escritório em Watergate. Nixon sem querer, ao autorizar as gravações, terminou dando um tiro no pé. Renunciou ao cargo, mas não foi processado porque foi anistiado por Gerald Ford.

Os atores se completam como personagens: um é bom no desenvolvimento da idéia no papel (Carl Berstein), enquanto o outro é excelente na busca dos fatos (Bob Woodward). No conjunto, todos os personagens do filme tiveram sintonia entre si.

O filme não tem super cenários, mulheres lindas ou sexo. Os cenários principais são: as saudosas redações de jornal (no caso o Washington Post), o toque dos telefones de disco e o tec-tec das máquinas de escrever (vide merchan: Olympia) e jogo de cores combinadas nos moveis. O outro cenário é o sombrio, escuro, deserto prédio de estacionamento onde acontece os encontros entre Bob Woodward e o Garganta Profunda.

Seguindo a regra atual dos politicamente correto, por uma vida mais saudável, etc etc etc, é interessante observar a roda da bicicleta do personagem Carl Berstein apoiada na mesa de trabalho enquanto ele fuma alucinadamente ao mesmo tempo que datilografava as laudas.

Para quem quer entender um pouco da política americana, ardilosa como uma cobra, como talvez entender um pouco o cenário que o Obama tenta melhorar sem muito sucesso, como também para quem pretende exercer a atividade de jornalista, é uma excelente indicação.

A linguagem é rápida, simples, sem expressões técnicas, mas é preciso atenção à trama. Sem trilha sonora.

Recomendo com pipoca e guaraná, e para se ter na dvdteca de casa.

Por Criz de Barros.

Todos os Homens do Presidente/All the President’s Men
De Alan J. Pakula, EUA, 1976
Com Dustin Hoffman (Carl Bernstein), Robert Redford (Bob Woodward), Jack Warden (Harry Rosenfeld), Martin Balsam (Howard Simons), Hal Holbrook (Garganta Profunda), Jason Robards (Ben Bradlee), Jane Alexander, Meredith Baxter (Debbie Sloan), Ned Beatty (Dardis)
Roteiro William Goldman
Baseado no livro de Carl Bernstein e Bob Woodward
Fotografia Gordon Willis
Música David Shire
Produção Warner Bros
Cor, 138 min.

Blade runner – o caçador de andróides

Passadas mais de 2 décadas, o filme é um cult-classico-fantástico que beira a ingenuidade ao discutir a tal humanidade e para quem realmente gosta de Ridley Scott .
Ouvir Vangelis enquanto assiste o futuro do mundo e alta tecnologia é uma coisa que dificilmente haverá outra geração de produtores no cinema porque apesar de tudo o resultado final parece um trabalho artesanal feito com o maior cuidado.
Tampouco nao saberia avaliar qual seria a reação do pessoal que assiste o mais recente sucesso de bilheteria em 3 D. Provavelmente achariam um quase tédio.

O filme é uma mistura de várias épocas para descrever o que seria o mundo no ano de 2019 quando provavelmente estaríamos vivendo também em outros planetas. Rick Deckard (Harrison Ford) é um elegante, duro e dedicado policial, saído do genero noir que missão de proteger a sociedade de andróides ou replicantes.

Os andróides são máquinas hibridas desenvolvidas em laboratórios, cabendo a eles o trabalho pesado para preparar o ambiente espacial – planetas para os homens habitarem. O problema é que envolve colonização: a útil servidão de qualquer um ate que ela se torne um problema social fora de controle que precisa ser eliminado.
Tyrell Corporation domina a industria dos andróides. Na ânsia de querer mais, cria os modelos Nexus 6, fisicamente idênticos aos humanos, porem são mais fortes e ágeis e pior alguns deles tem sentimento. São conhecidos por replicantes, já que um dia um grupo deles fez rebelião e foram expulsos da terra, sendo obrigados a morar em outro planeta.
São máquinas instáveis, com capacidade alta de agressividade que vive no máximo 4 anos e precisam ser combatidas por uma equipe especial de policiais: os blade runner.

Os replicantes são na verdade uma analogia ao “monstro” criado por Frankenstein (de Mary Shelly) – medonho, deformado, mas com incrível capacidade de amar, sentir, sofrer e que precisa de seu criador e pai para existir.

Um grupo de replicantes faz nova rebelião, retornam a terra em busca de seu criador para tentar aumentar seu período de vida e fugir da morte próxima.
A Tyrell Cop. convoca Rick Deckard – aposentado – para essa missão.
Cada andróide é caçado, mas parece que quanto mais passa o tempo nessa caça, mais humano e inteligente eles se tornam enquanto o homem se transforma num ser irracional. Inversão de valores inadmissíveis, mas possíveis.
Rola amor: Rick se apaixona pela sobrinha do big boss da Tyrell Corporatios – surpresa para ambos: ela é uma andróide, e como andróide tem curta duração de vida. Rick decide viver intensamente com ela enquanto ela durar (durar por que é uma maquina).

Sentimento e compreensão entre os andróides Roy Batty (Rutger Hauer) e Pris (Daryl Hanna) enquanto eles durarem.

Dos androides, Roy Battey inverte a situação torna se o caçador, enquanto Rick vira a caça e corre para qualquer lugar para tentar se manter vivo. Na fuga, Rick escorrega e fica suspenso no abismo se segurando em qualquer coisa, quando Roy aparece para ver a agonia:
- Quite an expirience living in fear isn´t? That is to be a slave ….

No final quando está para despencar no abismo, Rick é salvo por Roy – que continua o monólogo:
- i´ve seen things U people wouldn´t belive … attack ships on fire … .. all those moments will be lost in time like tears in rain …

Pode se pensar tudo o que talvez Rick tenha pensado e sentido nos poucos minutos que passa ao lado de Roy ate concluir que ele nao venceu a batalha por que Roy morre e leva com ele os poucos sentimentos que Rick descobre depois.


…time to die

O filme, rodado com cenário futurista, cores escuras num som mirabolante do Vangelis comove, dependendo da ocasião rola uma lagrima porque fala de sentimentos que não temos mais, de gestos que esquecemos de praticar. Esquecemos de nós.

Genero: ficção
Direção: Ridley Scott
Origem: EUA , colorido, 117 min
Elenco: Harrison Ford (Dick) , Rutger Hauer (Roy Batty), Sean Young (1 – Rachael)
Daryl Hanna (Pris)
Warner Home Video

Soundtrack:

1. Love Theme
2. Main Title
3. One More Kiss Dear
4. Memories Of Green
5. End Title
6. Blade Runner Blues
7. Farewell
8. End Title Reprise

Recomendadissimo. Se assistir uma vez, pode apenas ligar o cd com as musicas e viajar nas próximas.

Criz Barros

O Sombra (The Shadow)

Enfim, navegando pela net, encontrei o DVD a venda num ótimo preço.
Não entedi porque esse filme é dificil de ser encontrado para alugar ou comprar.
Ele mal passou pelo cinema, nao empolgou , pouco se comenta dele pelas locadoras ou mesmo entre as pessoas. No entanto acho uma das estórias em quadrinhos onde as ilustrações e enredo foram das mais felizes em adaptações para o cinema.

Alec Baldwin personificou o perfeito gentleman (Lamont Cranston) da virada do século 20 rico, bonito, influente,com um passado nebuloso e ainda com a mocinha apaixonada.
Lamont Craston, no passado foi um homem vil, ganancioso entorpecido de todas as formas: pelo vicio em droga, pelo poder, pela crueldade, que alem de tudo controlava a produção e trafico do ópio. Após mais um assassinato ele é arrancado de seu “castelo”, levado a um reino místico e lá é obrigado a se redimir perante o mundo senão teria castigo eterno por tudo de ruim que fez no passado.

O Sombra é negro como foi o passado. Mas é atraves dele que Lamont deverá defender a sociedade dos bandidos. O filme todo tem a iluminação entre o azul profunda até o negro, quebrados pelas cores etéreas da heróina interpretada por Penélope Ann Miller. Alias a presença dela é de matar a maioria das mulheres hoje de vergonha pela falta de elegancia e um algo a mais.

A mais dificil das missoes será combater o último descendente do grande Genghis Khan, que volta a terra e quer destruir tudo com a bomba atómica.

Para quem gosta de ver os DC comics na tela, recomedo

Diretor: Russell Mulcahy
Elenco: Alec Baldwin, John Lone, Penelope ann Miller
Produção: EUA, ação. 107 min. colorido
Universal

Alta Ansiedade (High Anxiety)

Em homenagem a Alfred Hichtcock, o filme de Mel Broks é uma comédia escrita e desenvolvida a partir de algumas cenas como Vertigo, Os pássaros, Janela Indiscreta.

Alías a janela é a abertura para que as crises de acrofobia, alta ansiedade , ataquem o médico psiquiatra, Dr. Richard H. Thorndyke (Mel Brooks) cada vez que ele precisa passar por alturas quer por voos, elevadores, janelas de prédios altos.

Como psiquiatra, ele é convidado a passar uns tempos numa clinica de reabilitação para ” investigar” algumas situações estranhas que acontecem por lá. Para o azar do médico, os crápulas que estão sabotando a clinica liderados pela sexy Nurse Diesel descobrem a fobia do médico por altura.

O filme vai acontecendo em cenas adaptadas dos suspenses hitchcoquianos muito boas. Dá espaço ate para os romances sado-maso da enfermeira Nurse Diesel e o proprio médico com uma clássica loira fatal extraida de algum fime noir.

É uma comédia de muitos risos as vezes gargalhadas, porque Mel Brooks é otimo durante os surtos.

Desconfio que a Madonna se inspirou na sexy Diesel para sua fantasia.

Que acham?

Enfim é comédia obrigatoria para ter em casa. Se tiver oportunidade para alugar aproveite e se passar na tv não percam.

Direção : Mel Brooks

Elenco: Mel Brooks, Madeline Kahn, Cloris Leachman, Harvey Korman, Ron Carey, Howard Morris, Dick Van Patten, Jack Riley, Charlie Callas, Ron Clark,

Genero: comédia, duração 94 minutos, colorido, EUA

Fox Entertainment, 1977

Os Irmãos Cara de Pau (The Blues Brothers. 1980)

Comédia cult, que não foi aquelas coisas no cinema. É o primeiro de duas produções.

Elwood (Dan Aykroyd) vai buscar seu irmão Jake (John Belushi) depois que este tem “alta” da cadeia subcondicional. Ambos são mal humorados, mas sempre tem resposta para tudo e raramente tiram seus óculos escuros.

The Blues Brothers_Dan Aykroyd and John BelushiPrecisam recomeçar a vida. Vão procurar o orfanato onde foram criados.
Conseguem reencontrar o orfanato, mas tomam um choque ao descobrir que o local será fechado por causa de uma dívida de US$ 5 mil com a prefeitura, que o orfanato não consegue pagar.

Tentam bolar um golpe com a melhor das intenções de não ter seu lar de ser fechado. Só que não podem. O dinheiro ilícito é pecado, principalmente para quem dirige o orfanato, a freira (Kathleen Freeman).

Jake e Elwood decidem retomar a The Blues Brothers Band, na intenção de realizar um grande show e arrecadar a quantia necessária para pagar a dívida do orfanato. O problema é para remontar a banda eles terão muitos problemas, porque aprontaram todas com tudo e todos no passado – e por isso serão alvo de vingança dos inimigos.

Os Irmãos Cara de Pau (The Blues Brothers). 1980. EUA.
Direção: John Landis
Elenco: Alem dos atores ja citados, tem Ray Charles, Aretha Franklin, Cab Calloway, James Brown, John Lee Hooker, Chaka Khan…. (precisa mais?)
Gênero: Comédia, Musical. 134 minutos.

Bruno (Brüno)

brüno_posterAssisti ao filme na integra – sem cortes.
Infelizmente temos que tomar cuidado com comentários porque podemos ser entendidos de outra forma – e vira uma distorção de palavras.

Sexo, o filme tem do começo ao fim de forma grotesca. Bruno é uma bixa da lingua plesa, bonito, loiro, que quer ser famoso nao importa como. As mensagens que eu entendi do filme foram:

- que a sociedade esterotipou o grupo gay como só tarados por sexo, incapazes de qualquer outra ação com fins sociais;

- a maioria dOs gays é bonita e malhada, tudo saradão;

- que os gays tem direitos a participação para um suposto mundo melhor porque tambem são gente – mas so que da forma como insistem tornam – se um porre da paciencia. As insistencias do Bruno em ser famoso porque quer fazer um bem social é over!

- A cena do controle remoto ENFIADO nos fundilhos é uma dura critica a mídia televisiva;

- Os “ticanos” so servem para sub emprego (viram cadeiras) – cena Paula Abdul

A verdade é que homosexualismo é um problema entre milhoes e existem outros problemas mais urgentes que o mundo precisa resolver.

Principalmente, e desculpas antecipadas pela expressão, mas o ator Sacha Baron Cohen tem culhões para ir la no oriente médio como Bruno, no periodo do Hamadas, criticar o Bin Laden e chamar a Alcaeda de fora de moda desde de 2001.

Complementando o comentario acima, porque revi o filme neste final de semana e deu montes de pags de novas anotações.

Brüno – notem que a vogal U tem trema.
Qual a necessidade do uso do trema num mundo lincado por um IPOD?

Sacha, que é historiador, deve ter uma equipe de apoio, feito muitas pesquisas de campo e usando o personagem Brüno aparentemente um alienado e aleatorio ser no mundo – como forma de chamar atenção para o mundo e seus problemas.

O que está na moda?
O ator George Cloney tem um pedaço da Africa
O cantor Sting tem o Amazonas
Bono (U2) tem AIDS.

Em relação ao Bono e a AIDS, foi lançando tempos atras um CD maravilhoso chamado RED, HOT & BLUE – com a participação de varios cantores para campanha prevenção contra Aids e acho que a ideia disso foi do Bono.
[:)]

Continuando sobre o filme:

Pegar bicho em extinção ja era.
Entao ele troca o IPOD vermelho com sons do U2 por um negro. Sabemos que a AIDS – por ditadura da ignorancia aliada a ganancia corre solta na África.

É um filme de muita simbologia.
Pretendo reve – lo quantas vezes for necessária.

Sacha é ingles, judeu e historiador. Mais do que isso é um gênio!

por cris

Salve me quem puder (Jumpin´Jack Flash)

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Parece incrivel, mas este é o primeiro filme de Whoopi Goldberg na comédia. Dificil, por que ela é naturalmente engraçada, timing para qualquer texto e normalmente a vemos interpretando personagens densos.

Uma operadora entediada na função de só mexer com computador (Whoopi Goldberg) em banco de repente começa a receber mensagens estranhas em seu PC. Desconfiada de alguem de dentro da empresa, no fim decobre que é uma pessoa estranha, desconhecida de algum lugar do mundo que está pedindo uma desesperada ajuda, mas não pode se revelar e depende dela para manter contatos com os outros informantes nos EUA. Enfim ela se envolve com o anonimo, ganhando a confiança dele inclusive emocionalmente e decide ajuda – lo. Ela apenas nao sabia que a coisa era maior do que pensava: o “excitante” mundo de intriga internacional. Com o tempo o estranho assume o codinome de “Jumpin’ Jack Flash”, e explica que é um espião britânico em perigo na Europa Oriental. De um dia para outro, ela se vê enfrentando as arapucas cliches e engraçadas dos mais mortais membros da espionagem internacional.
Esta comédia inteligente cheia de suspense e perigosamente divertida principalmente com os ataques com a frigideira q a Woolpi faz para se livrar dos bandidos, alem da vida de solteira levada na forma do que chamamos hoje de Adultecentes.

A musica é dos Rollling Stones, mas esta ao som de Aretha Franklin.

Não foi sucesso de cinema, mas para DVD em casa é recomendadíssimo

Direção: Penny Marshall
Elenco: Whoopi Goldberg, Stephen Collins, Jonathan Pryce, John Wood, James Belushi, outros
Genero: comédia e ação,
Colorido, EUA, 105 min

por Cris Barros

Ou tudo ou nada (The full monty. 1997)

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No jobs. No money. No underwear.

Voltando para meu genero preferido de filmes, este filme tem comédia, a arte ser pai (desempregado), sentimentos do mundo egoista e sem tempo para nada, e o apice: o mais sexy e empolgante strip tease masculino ja visto no cinema!

Numa pequena cidade da Inglaterra, o problema principal que assombra pais de familia é o desemprego, principalmente ex – operários de obras, ou seja sem uma qualificação que permita tentar uma colocação melhor no mercado. A partida para o andamento do filme começa em Gaz (Robert Carlyle), que quer desesperadamente ficar com o filho, mas sem emprego nada consegue. Mas eles são unidos, são amigos. O filho estará ao lado do pai, nao importa os micos pelos quais terá que passar.
Gaz, entre um cigarro e outro e mais conversas jogadas fora com outros amigos – tambem desempregados tem uma ideia “brilhante”: porque nao formar um grupo de strippers?

full_monty_xl_06--film-A Quer dizer: fazer stripp para as mulheres, mas com modelos diferentes do que elas estão acostumados a ver, os tais saradões. Stripp feito por homens comuns, que mal sao reaparados na rua. Ninguem – dos amigos de Gaz coloca uma fe na ideia. Mas no desespero, resolvem topar a parada, mas precisam de mais “modelos” para compor o grupo de stripper.

Esses tais modelos são “conseguidos” na fila para receber o seguro desemprego. A pre – seleção de candidatos, hilária, precisam ficar de cuecas ou samba canção, fazer uma perfomance musical para avaliação. paulbarberREX_468x670. Esse ai, qdo termina de fazer a apresentação de arrasar ainda diz que nao fez melhor porque esta com reumatismo. Demais

Cenas inusitadas, principalmente porque o filho de Gaz esta dando uma força para o pai. Interessante no filme é que finalmente o grupo é formado por todos os tipos de homens de cor, idade, fisico e classe social diferente, mas em comum desempregados e sem perspectivas de melhoras.

Enfim, depois de muita luta, vencido as vergonhas e preconceitos, ensaios exaustivos ao som da era Disco ´70 e apoiadíssimos por suas esposas (os casados) eles marcam o dia da apresentação. Para divulgar o show, as mulheres que vestiram a “causa” de seus maridos dão uma força e todo mundo sai pregando e divulgando os panfletos deste show.

Apesar das duvidas, a casa de espetáculos lota, e eles dançam, tiram a roupa e arrasam entre a mulherada.

O filme é uma séria reflexão sobre nós e essa tal globalização.

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Soundtrack (são 2 cds, porem deixo essa dica)
1. Zodiac, The – David Lindup
2. You Sexy Thing – Hot Chocolate
3. You Can Leave Your Hat On – Tom Jones
4. Moving on Up – M People
5. Make Me Smile – Steve Harley & Cockney Rebel
6. Full Monty, The – Anne Dudley
7. Lunchbox Has Landed, The – Anne Dudley
8. Land of 1000 Dances – Wilson Pickett
9. Rock and Roll Part 2 – Gary Glitter
10. Hot Stuff – Donna Summer
11. We Are Family – Sister Sledge
12. Flashdance…What a Feeling ’95 – Irene Cara
13. Stripper, The – Joe Loss & His Orchestra

Direção: Peter Cattaneo
Elenco: Robert Carlyle, Mark Addy, William Snape, Steve Huison, Tom Wilkinson, Paul Barber, Hugo Speer, Lesley Sharp, outros
Gênero: Comédia, 91 min, colorido, Reino Unido

Recomento o DVD e os 2 cds da trilha sonora.

por Cris Barros

Encurralado (Duel de 1971)

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Um tipico “road movie” – de enredo simples, cenário basico: 1 estrada e 2 automóveis.
Porem desta simplicidade nasceu um filme para TV que virou referência para inúmeras cópias e remakes para tv e cinema , mas que nunca serão brilhantes como este.

Foi o primeiro longa-metragem de Steven Spielberg (então com 25 anos) realizado para a televisão. O resultado foi surpreendente. Spielberg usou a forma direta de narrar uma história, com planos rápidos e montagens mais rápidas ainda, semelhantes aos filmes de televisão que assistia quando criança. Desde então Steven Spielberg virou o mago hollydiano, porem nem sempre devidamente reconhecido.

Todo o cenário, perseguições eos finalmentes são as estradas semi desertas da California. David Mann (Dennis Weaver) está dirigindo seu carro pelas rodovias da Califórnia e sabe – se la porque começa a ser importunado por um motorista de um gigantesco caminhão, que parece querer brincar de pega – pega. O que parece ser apenas mais um motorista engraçadinho , acaba por fazer David lutar por sua vida para escapar do lunático no volante, porque lentamente a aparencia da carroceria caminhão vai tornando – se um monstro de ferragens velhas, feias, barulhantas que nao dará a minima chance de David escapar. É uma mudança muito sutil, mas enervante.
Em nenhum momento do filme é possivel ver quem é o lunatico motorista, mesmo em paradas de posto para abastecer, ou algum close da cabine do motorista do caminhao e David mal tem tempo para novo folego e uma nova fuga. Em pleno desespero pela sobrevivencia, David segue por uma estrada ate a beira de um precipicio onde consegue desviar o carro, mas o caminhão, que em alta velocidade, ultrapassa a barreira de segurança, despenca pelo abismo e a maquina assassina vira destroços.
E a identidade do motorista?
Ninguem sabe. Se ele morreu? Bem apesar do esfarelamento do caminhao, isso tambem ninguem sabe.

Mas David sobreviveu. E os telespectadores idem. Haja unha para roer! Então é necessário uma bacia enorme de pipoca para essa emoção.
É um classico
É um cult
Recomendadíssimo!

Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Richard Matheso (parceria merecida)
Elenco: Dennis Weaver, Lou Frizzel, Jacqueline Scott
Gênero: Ação, suspense, terror
Duração: 90 min, colorido, EUA

por Cris Barros

Trainspotting – Sem Limites (1996)

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É um filme tão absolutamente chocante, tresloucado, insano, que o melhor é assisti – lo às 2 da manha num pre – porre.
Brincadeira gente!

Apologia ao uso das drogas e a total perda de limites entre a realidade e as alucinações em que um grupo de jovens se envolvem, inclusive uma jovem que é mãe e cujo bebê vive entre eles. Estou para ver no cinema cena pior do que o bebê largado no berço com a mãe drogada em qualquer lugar da casa, quando um dos junckers tem uma fração de lucidez ao avistar a criança. De brochar até quem tiver pensando num fumacê pós filme.

Na sombria Londres, em uma casa, para escaparem da moderna vida tediosa e do dia-a-dia frustrante da cidade, um grupo de jovens resolve se entregar à heroína. As consequências chegam em pouco tempo, e a ruína para eles não será pequena.

Em minha opinião, na mesma proporção que os ingleses fazem as melhores tiradas de humor, eles consequem criar climas soturnos, sombrios, deprimentes, cinzentos que não existe nas produções cinematográficas no mundo.

Filme recomendadíssimo. É um cult.

Direção: Danny Bole
Elenco: Ewan Macgregor, Paul lynch, Roberto Carlyle, Jonny Lee Miller
Origem: Reino Unido, colorido, 94 min
Conteudo: de tudo um pouco.

Por motivos aleatorios a minha vontade, nao consegui deixar aqui a lista do soundtrack.
Comprem o dvd. comprem o cd!

Just a perferct day (velvet underground)

Just a perfect day
Drink sangria in the park
And then later when it gets dark we go home
Just a perfect day
Feed animals in the zoo
And then later, a movie too and then home
Oh it’s such a perfect day
I’m glad I spend it with you
Oh such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
Just a perfect day
Problems all left alone
Weekenders on are own
It’s such fun
Just a perfect day
You make me forget myself
I thought I was someone else
Someone good
Oh it’s such a perfect day
I’m glad I spend it with you
Oh such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
You’re going to reap
Just what you sow
You’re going to reap
Just what you sow
You’re going to reap
Just what you sow
You’re going to reap
Just what you sow

por: criz barros