Pecados Íntimos (Little Children. 2006)

Pecados Íntimos é um filme estadunidense, dirigido por Todd Field, com roteiro baseado no romance de Tom Perrotta. Foi indicado ao Globo de Ouro na categoria de melhor filme. O drama cinematográfico é ambientado em uma cidadezinha de Massachusetts, estado onde vive Perrotta.

“Queridas Crianças” (Little Children) seria a tradução literal de “Pecados Íntimos”, que soa pretensioso num filme onde as crianças são usadas como parte dos desejos obscuros dos adultos.

O filme narra a história de Ronnie J. McGorvey (Jack Earle Haley, o Rorschach de Watchmen). Ele é um molestador de crianças que sai em liberdade condicional para morar com a mãe num bairro tranquilo, rico e familiar. O desconforto de todos é geral diante da potencial ameaça. Porém, logo se percebe que ele é apenas o lado visível da podridão que aquela sociedade oculta sobre os tradicionais pilares das aparências. Cada personagem ao seu modo tem perversões e profundas tristezas a esconder. O filme é tenso e sufocante, repleto de atuações brilhantes. “A memorável sequência da piscina, na qual o pedófilo é expurgado do lugar como um vírus mortal, diz tudo e mais um pouco”.

Quando assisto ao filme, vejo Haley e sinto na pele o medo, e na memória vêm à tona os momentos que também fui vítima de pedófilos; não entendia o comportamento daqueles monstros que conviviam à minha volta. Eu era simplesmente uma criança mas, mesmo assim, aqueles seres me atormentavam. Fui perseguido, obrigado a fazer coisas que nem mesmo eu sabia o que era.  Mas dentro de mim sentia que era algo errado e que não deveria ser feito.  Mas aqueles monstros me obrigavam,  me ameaçavam. E eu era obrigado a fazê-lo. Eu me sentia culpado. Tinha medo e vergonha, também. Dentro de mim um desalinho, pois sabia que algo errado estava acontecendo, mas tinha medo de contar e omitia pra mim mesmo aquela cena terrível. Não fui violentado graça a Deus! Mas foram inúmeras as vezes que me deparei com pessoas ditas honestas e humanas, que olharam pra mim, uma simples criança e diziam, olhando para o seu membro genital: “eu deixo você pegar”. Não foi uma só pessoa; foram algumas pessoas em momentos diferentes da minha vida. Nada aconteceu no meu corpo físico, mas na alma ficaram as marcas de uma experiência que nunca será esquecida. Fui utilizado como parte da fantasia sexual de indivíduos que se diziam humanos, mas que na verdade não passavam de seres irracionais, monstros da pior espécie. Viver tal experiência é um estigma que fica registrado na alma. No decorrer da vida, encarei essa cruel realidade e sobrevivi, e hoje busco defender pessoas que, como eu, foram traumatizadas por monstros que não respeitam ninguém.

Diga não à pedofilia.

Pois podemos ver ainda na atualidade a coisa acontecer em todos os lugares e de variadas formas, mas com um único ser; os mais especiais, puros e frágeis também: as nossas crianças que são usadas e humilhadas por monstros em forma de seres humanos. A cada esquina um olhar enigmático, mas louco! A cada passo um medo e, na garganta, um sufoco. A cada momento nada se pensa, sobre o que aconteceu, o nosso corpo pode ser pertence de quem abusos tece. Mas tudo silencia e nada nos descansa quando surge um novo dia e alguém se apropria da doçura da alma de uma criança. Por isso respeite as crianças. Seja humano e se coloque no lugar das mesmas, assim você verá, ou melhor, sentirá na pelo o medo, o desalinho da alma.

Voltando ao filme, podemos dizer que Haley, interpreta um pedófilo quarentão que vive com a mãe. E tem sua patologia vista como aberração pela comunidade em que vive. O “mundo não perdoa os pedófilos” e são intransigentes ao pensar em dar uma segunda chance. Haley o personagem mais interessante do filme, pois ciente do seu problema, não se faz de vitima. Os diálogos com a mãe são tocantes, sensíveis e desesperadores.

Bullying – Provocações Sem Limites (2009)

Bullying, o tema é sério e deve ser tratado como tal. Infelizmente apesar do grande investimento de instituições e escolas em conscientizar os jovens sobre a gravidade do tema, muitas vezes os resultados ficam aquém do esperado por falta de uma exposição que faça com que os estudantes realmente sintam a gravidade do problema.

O filme Bullying – Provocações Sem Limites traz imagem pesadas, com cenas violentas, o bullying levado ao extremo. Para quem quer aprender e entender mais sobre o assunto, o filme é de suma importância.

O filme conta a história de Jodi, um garoto alegre, carinhoso e apaixonado por basquete que vive com sua mãe, uma enfermeira que sofre de depressão e faz tratamento psiquiátrico. Os dois se mudam por causa do tratamento da mãe e Jodi entra em uma nova escola. Magro e desengonçado o novato vira alvo de piadas e brincadeiras de mau gosto por parte de um grupo de alunos da sua sala. É muito comum novos alunos terem dificuldade de adaptação e sofrerem desse tipo de agressão. Justamente por se sentir deslocado com a mudança Jodi vira um alvo fácil para Nacho, o “valentão do colégio”.

Essa abordagem do filme condiz com a realidade já que segundo especialista “quem sofre Bullying costuma se isolar e esconder o problema de seus amigos e familiares”.

Com experiência própria, senti na pele o que Jodi vive na ficção. Quantas foram às vezes que me perguntei: “O que leva um ser humano a destruir a vida de outro ser igual?”. Quantas foram às vezes que fui espancado, humilhado, violado por ser simplesmente o Dhiogo que sou. Queria saber do que é feito estas pessoas que de forma monstruosas destrói a vida de seres que quer bravamente viver? Eu e inúmeras outras pessoas fomos vítimas de uma perseguição plenamente injusta.

Você já parou para pensa “o porquê”? Você deve ter ouvido falar desta palavra, mas você sabe o que é sofrer bullying? Você sabe o que é ser humilhado, isolado, espancado, marcado e profundamente excluído pela sociedade ou por grupos sociais? Será que vale a pena destruir uma história, uma pessoa que simplesmente quer ter o direito de viver como você? Quem são estes que dão vida para a famosa palavra do século XXI: BULLYING? Estes agressores merecem a nossa compaixão, precisam de toda atenção, pois os mesmos até matam para se tornarem populares?

Quem são as vítimas destes monstros? Posso dizer que são simplesmente seres humanos. Eu, que já vivi as marcas de uma perseguição totalmente injusta, no decorrer da vida, encarei essa cruel realidade e sobrevivi. E hoje busco defender pessoas que como eu, foram estigmatizadas pela a dor de um simples bullying. Acredito que tudo aconteceu comigo, porque tinha que acontecer; mas viver a dor de uma perseguição injusta é um estigma que fica registrado na alma.

Com propriedade digo a todos agressores que nós as vítimas queremos simplesmente viver a nossa vida.

Por isso respeite as diferenças do outro, não desenvolva uma visão etnocêntrica das pessoas que vivem a sua volta. Seja humano e se coloque no lugar das pessoas que sofrem a dor do Bullying, assim você verá, ou melhor, sentirá na pele a dor do abandono, da exclusão. Afinal, uma palavra pode marcar a história de uma pessoa por toda a sua existência.

O filme não dá uma atenção especial ao que acontece com os agressores, o que torna a “moral da história” um pouco vaga. Ainda assim ele mostra de maneira clara e chocante a realidade dos que sofrem Bullying e a importância de se denunciar essa prática!

Afinal, uma palavra de amor pode mudar a história de um individuo, pense nisto!

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios (2011)

O filme Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios é uma produção cinematográfica brasileira baseada no livro homônimo de Marçal Aquino, a obra conta a história de Lavínia (Camila Pitanga): uma mulher que vive em uma cidade do interior do Pará, a mesma se vê dividida entre a paixão pelo fotógrafo Cauby (Gustavo Machado) e pelo marido, o pastor Ernani (ZéCarlos Machado).

A trama é marcada com o clima úmido da Amazônia, o suor dos personagens, a música local e os rostos gastos da população da região servem de combustão para esse triângulo amoroso que tem como pano de fundo a devastação da floresta e os conflitos da comunidade local com as madeireiras.

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios é o sétimo trabalho da parceria profissional de Beto Brant e Renato Ciasca e o segundo em que dividem a direção. O primeiro foi Cão sem Dono, de 2007.

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios narra a história de três adultos deslocados no meio da floresta, envolvidos em um triângulo amoroso que vai ganhando toques de suspense e surrealismo, enquanto conflitos sociais e uma extrema pobreza dominam o ambiente.

Através de uma trama que vai e volta no tempo, o telespectador vai descobrindo quem é Lavínia, uma mulher que embora jovem, já havia passado por uma grande mudança em sua vida. Ex-prostituta foi resgatada das ruas por Ernani e claramente tem com ele um casamento que sobrevive não apenas de amor, mas também de gratidão. Com Cauby, vive uma relação que começa de forma carnal e se transforma em cumplicidade e dependência.

O filme me remete ao um poema de minha autoria: Diabólica sedução:

Sigo os teus passos, chegando ao inferno, nos deitamos nas pedras…
Fortemente desejo o teu corpo sob o meu, sublimemente, fazemos amor.
O prazer que sentíamos é extraído do nosso corpo, da carne, do íntimo da nossa alma.
Se puder ser assim meu amor?
Num afago, me prendo.
O tempo passa em ventos mornos, tépidos que engendra os nossos sussurros de prazer.
Ah, eu adoro essa sua tara.
Os nossos lençóis ficam em desalinho…
Morro de tesão por ela.
E juntos fazemos muitas loucuras, libertando as emoções.
Lambemos um ao outro de forma selvagem.
Provocando um vulcão humano de muito prazer e sedução.
Os nossos corpos fervem em contrações de tesão até o ápice do clímax.
Num vai e vem delirante, gozamos.
O vapor da felicidade molha tudo e os nossos corpos exaustos perdem as forças.
E sob o desalinho dos nossos lençóis, intimamente no acariciamos, nos tocamos, nos desejamos mais e mais.
Iniciando uma nova fogueira de paixão e tesão.

Os diretores nos apresentação uma história mirabolante que envolve, declara, explicita e se cala dentro de um contexto de perdição, contradição e surrealismo.

Ao longo do filme percebemos uma narrativa onde a voz é impregnada da experiência de quem aprendeu todas as regras de sobrevivência no submundo, mas não é do ambiente hostil que circunda a trama amorosa que estamos falando; o motivo da descida de Cauby ao inferno é Lavínia, a misteriosa e sedutora mulher de Ernani, um “pastor evangélico”.

Em suma, podemos declarar que com toda a sua beleza, erotismo, sensualidade e talento, “não poderia haver outra Lavínia.”.

Piratas Pirados! (The Pirates! In an Adventure with Scientists. 2012)

Piratas Pirados é um filme do diretor Peter Lord o gênio que deu vida para Fuga das Galinhas. A produção promete, destacando três aspectos: a estupidez de seu personagem principal, belas escolhas de personagens secundários e a capacidade de brincar com o humor negro de forma ousada e de fato divertidíssima.

O filme é um das grandes produções em stop-motion*; tecnicamente o longa é impecável. Expressivos e claramente orgânicos a narrativa, os personagens do filme são tão variados que fica até difícil escolher aquele que mais chama atenção, tendo em vista que cada um possui características distintamente divertidas. O personagem Capitão Pirata promete muitas gargalhadas e diversão para os telespectadores; Piratas Pirados é uma produção para toda família.

O diretor utiliza de forma ousada o humor negro, onde podemos perceber no filme uma linha tênue entre esse tipo de comédia e o desrespeito. Assim, nos brinda com gags que em momento algum soam equivocadas, agressivas, etc.

A produção de forma analítica traz uma linguagem pura com uma pitada de humor que transforma o filme em uma fantástica produção cinematográfica. Os momentos de clímax e confronto no desenrolar do filme, torna-se um elemento que propriamente dito fecunda a trama em um espaço que envolve o telespectador na busca do desfecho do mesmo.

Afinal, Piratas Pirados é uma produção em stop-motion que encanta aqueles que têm a oportunidade de assistir a bela produção. Nada é perfeito, no entanto a obra é uma produção que perfeitamente utiliza uma linguagem que envolve as crianças e adultos em seu contexto.

*Stop-motion é a técnica de animação na qual o animador trabalha fotografando objetos, fotograma por fotograma, ou seja, quadro a quadro. Entre um fotograma e outro, o animador muda um pouco a posição dos objetos. Quando o filme é projetado a 24 fotogramas por segundo, temos a ilusão de que os objetos estão se movimentando. Essa ilusão de movimento é devida à Persistência Retiniana. Quando a retina dos seus olhos está excitada pela luz ela envia impulsos para o cérebro, que por sua vez, são interpretados como imagem pelo córtex cerebral. As células da retina continuam a enviar impulsos mesmo depois da luz ser removida. Isso continua por algumas frações de segundos até as células da retina voltarem ao normal. Enquanto isso, o cérebro continua a receber estímulos da retina, e estes impulsos permanecem como uma imagem vinda da fonte luminosa, caracterizando assim o fenômeno da Persistência Retiniana. Por isso, se nesse intervalo de permanência da imagem nós sobrepusermos uma nova figura, tem-se a ilusão de movimento. Aproveitando-se dessa ilusão, foram criadas as mais diversas técnicas para se fazer um filme de animação. Só na animação Stop Motion, já foram criadas animações com recortes, com bonecos, massinha, arame, objetos, etc.

Paraísos Artificiais (2012)

O filme Paraísos Artificiais é uma produção cinematográfica brasileira que conta a história de amor de Nando e Érika, dois jovens que se encontram e desencontram ao longo do tempo. O contexto da trama se passa nas megas raves e nas festas de música eletrônica, o longa-metragem retrata o amadurecimento de seus protagonistas a partir de suas experiências com família e amigos.

Marcos Prado, depois de produzir Ônibus 174 (2002), Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2 (2010), e ter dirigido o Documentário Estamira (2004), tem com “Paraísos Artificiais” (2012) a sua estréia como diretor de ficção, livre do peso que as obras anteriores pudessem jogar em suas costas. Afinal, a cobrança por algo de calibre semelhante, é algo natural. Ao analisar o filme posso dizer que Paraísos Artificiais mesmo não sendo tão forte como os outros, possui um trama que provoca efeito em seus telespectadores.

Ambientado nos anos 2000, o filme é narrado em três atos: o primeiro se passa em Amsterdã, para onde Nando viaja com seu amigo Patrick, e onde conhece Érika, DJ internacional; o segundo alguns anos antes, em uma rave na beira do mar, no Recife, para onde Érika segue viagem com sua amiga Lara, e onde Nando também está com Patrick; o terceiro se passa no Rio de Janeiro, cidade natal de Nando, onde ele enfrenta problemas familiares, principalmente com seu irmão mais novo Lipe, e onde por fim reencontra Érika.

Como ser humano que vive os conflitos do mundo contemporâneo, afirmo que no filme Paraísos Artificiais encontramos com propriedade as descrições dos comportamentos humanos com: os devaneios da juventude, os desequilíbrios emocionais desta fase, a sexualidade, o sexo propriamente dito, os vícios, as raves, as drogas licitas e ilícitas e os inúmeros comportamentos que compõe a sociedade humana do novo milênio. O filme nos leva a entender que vivemos a plenitude do nada, de uma existência complexa e dolorosa; onde acreditamos ou desacreditando em uma esperança para reviver o possível amanhã.

Em suma, podemos concluir que o filme descrever as mazelas de um mundo escrito pelos jovens que amanhã serão os líderes políticos, sociais, econômicos e intelectuais de uma nação. Mesmo com uma língua simples a produção transmite uma vasta mensagem.

Paraísos Artificiais. 2012. Brasil. Diretor: Marcos Prado. Elenco: Nathalia Dill (Érika), Luca Bianchi (Nando), Lívia de Bueno (Lara), Bernardo Melo Barreto (Patrick), César Cardadeiro (Lipe), Divana Brandao (Márcia), Emílio Orciollo Neto (Mouse), Roney Villela (Mark), Cadu Fávero (Anderson), Erom Cordeiro (Carlão). Gênero: Drama, Romance. Duração: 96 minutos. Classificação etária: 16 anos.

Titanic – Uma lenda do Cinema Mundial

Titanic é uma produção hollywoodiana que narra a história de amor de dois jovens amantes, bem como a tragédia com o transatlântico RMS Titanic. Foi lançado em 1997. Roteiro e Direção de James Cameron. Um grande sucesso de bilheteria e de crítica, ganhando 11 prêmios da Academia (ficando como o primeiro no ranking do Oscar uma vez que “Ben Hur” mesmo tendo também 11 prêmios vindas de doze indicações, enquanto Titanic teve catorze) e 3 Grammys. O filme ganhou uma versão em 3D, num lançamento mundial em abril de 2012, data que marca 100 anos do naufrágio.

A história é sobre dois jovens de diferentes classes sociais Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) e Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) que se apaixonam durante a viagem a bordo inaugural do Titanic em 1912. Embora a história de amor seja fictícia, muitos dos personagens como tripulação e passageiros, foram baseados naqueles que estavam realmente abordo do navio real. Os amantes: Rose e Jack representam muito bem o papel de Romeu e Julieta do pós-modernismo.

Na trama, cenas de emoção são adicionados com outras que retratam o heroísmo óbvio pelos membros da tripulação. Joseph Bell, o engenheiro-chefe, e seus homens trabalham desesperadamente até os últimos instantes. Wallace Hartley, o maestro e sua orquestra, continuam a tocar música edificante para o fim, mesmo quando o navio afunda.

O filme é uma obra de arte que emociona e destaca com propriedade o “mito da arte de amar”, uma produção cinematográfica que pragmaticamente eternizou os sentimentos existentes nos mais belos poemas épicos e versos da odisséia.

Titanic é um filme encantador que nos faz lembrar de um poema que transcrevi em um momento de profunda reflexão da alma:

O Fluxo das Coisas Eternas

Nada é “eterno”, no entanto tudo se transforma…
As pessoas mudam, o mundo muda e tudo passa.
O existir é um constante ir e vir.
É bom saber que amanhã é um novo dia.
Erramos hoje, mas tudo se faz novo quando o sol renasce na imensidão do céu azul.
O tempo é o senhor de todas as coisas, ele encarrega de eliminar as dores, os medos e os dissabores de uma vida plenamente vivida.
O mundo é um verdadeiro comboio de emoções; onde a essência amor mantém a legião de seres humanos vivos e determinados a sonhar e sonhar.

Quando falamos de sentimentos, é bom saber que o amor tem tendência a se desabrochar, fundando um belo jardim florido, mas o ódio, ou seja, o amor na forma mórbida permanece constantemente sem vida, inóspito, mas sensível ao poder do tempo. O tempo vai além de “tudo”, sobrepõem os ritmos, culturas, sociedades e as diversas realidades. Enfim, a vida é um percurso de histórias distintas, complexidades transmutáveis e sentimentos variáveis.

O filme é um clássico do cinema mundial. Titanic será sempre uma lenda dentre tantas produções cinematográficas.

Em suma, Titanic é uma obra prima que tem o poder de eternizar a arte de viver e acima de tudo de ensinar, libertar e compreender uma sociedade contemporânea; buscando concretizar a memória, os momentos históricos, individuais e sentimentos de ontem para uma geração futura.

Dhiogo José Caetano

Os Vingadores (The Avengers. 2012)

Os Vingadores é uma produção cinematográfica de ficção cientifica, dirigida por Joss Whedon. No filme encontramos todos os personagens do “mundo Marvel”. É preciso ressaltar que nenhum herói se sobressai, todos participam da grande batalha.

A produção nos remete a Liga da Justiça uma equipe de super-heróis criada pela editora americana DC Comics, inspirada na “Sociedade da Justiça”, outra equipe de super-heróis.

Quando analisamos o filme Os Vingadores, não podemos desconsiderar “que uma das características mais impressionantes nos quadrinhos de super-heróis é a interligação entre as histórias. Um fato ocorrido pode repercutir trazendo consequências inesperadas para personagens que sequer têm relação direta com a origem, criando um universo ao mesmo tempo grandioso e assustador, pela necessidade de conhecer cada uma de suas pontas de forma a compreendê-lo como um todo”.

“Nos cinemas a situação não é tão complexa assim, afinal de contas o número de filmes é bem menor que o de publicações mensais nas bancas. Ainda assim, a tarefa encampada pela Marvel é ousada: recriar este mesmo universo, com as inúmeras propositais espalhadas em diversos filmes de forma que, futuramente, façam sentido na história como um todo. Os Vingadores – The Avengers é o grande ápice deste planejamento”.

O filme Os Vingadores narra a possível destruição do planeta, quando “Loki (Tom Hiddleston) retorna a terra enviado pelos chitauri, uma raça alienígena que pretende dominar os humanos. Com a promessa de que será o soberano do planeta, ele rouba o cubo mágico dentro de instalações da S.H.I.E.L.D. e, com isso, adquire grandes poderes. Loki os usa para controlar o dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgard) e Clint Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que passam a trabalhar para ele. No intuito de contê-los, Nick Fury (Samuel L. Jackson) convoca um grupo de pessoas com grandes habilidades, mas que jamais haviam trabalhado juntas: Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) e Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson). Só que, apesar do grande perigo que a terra corre não é tão simples assim conter o ego e os interesses de cada um deles para que possam agir em grupo”.

A trama heróica traz muita ação, aventura, efeitos especiais, somado com um enredo que destaca uma liga de super-heróis que “todos os telespectadores” já conhecem e até se identificam. Pois o autor da mesma se preocupou em construir a imagem dos super-heróis com características humanas, desenvolvendo uma história que mescla realidade e ficção.

Whedon, o diretor do filme aproveita muito bem o tempo de duração do filme, mostrando com equilíbrio muitas cenas de ação, impacto, humor e reflexão. Creio que o filme será um grande sucesso.

Em suma, afirmo que o filme nos ensina uma grande lição de vida, pois podemos ter “tudo, ser o todo poderoso”, mas precisamos do outro para conquistar os nossos objetivos. O trabalho em equipe resulta em sucesso em qualquer área da vida existencial.

Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012)

Em busca a sobrevivência, mas com passos em direção à morte um processo fundamental para dar coerência ao jogo.

Jogos Vorazes é um filme baseado no livro da escritora Suzanne Collins. A produção cinematográfica não difere do livro no quesito horror, nos fazendo sentir uma aflição enorme, junto a uma agonia avassaladora. Acelerando o “coração” dos telespectadores.

O filme narra uma história onde a América do Norte não existe mais, e em seu lugar surge uma nova nação, Panen. “Panem é formada por doze distritos e comandada pela Capital, que, para mostrar sua força, realiza jogos em que 24 participantes terão que lutar até a morte. No dia da colheita um menino e uma menina de cada distrito são sorteados a participar dos jogos”. A trama perpassa dentro destes jogos que buscam de forma voraz eliminar os fracos, até chegar ao mais forte de todos.

O filme vorazmente nos envolve em um processo de muita dor, tortura, medo, insanidade e morte.

No desenrolar da macabra trama encontramos um contexto muito bem elaborado, ocorrendo uma ligação perfeita entre os personagens, o ambiente e aflição de esperar a própria morte!

Afinal, o filme possui um poder de elucidar os telespectadores, seja pelo impacto do desfecho da história, seja pela pressão psicológica compartilhada com os personagens, em um jogo que dicotomicamente trabalha a vida versus a morte.

A Saga American Pie

Humor, sexo, juventude e curiosidades. Estes são os elementos que compõem a saga American Pie.

Amecian Pie é uma produção estadunidense que conta a história de adolescentes que de forma humorada buscam consumar a sua primeira vez. Começando, então, as investidas mais hilariantes em busca de sexo e principalmente, mulheres. Descrevendo com precisão os comportamentos e os problemas vividos pelos os adolescentes na fase de transição para a vida adulta.

A linguagem simples utilizada nos filmes American Pie fazem dos mesmos recordistas absolutos de bilheterias nos EUA, e é um sucesso indiscutível pelo mundo todo. Os diretores provaram que é possível trabalhar humor e sexualidade de forma clara e precisa.

Todos os filmes - American Pie: A Primeira Vez É Inesquecível (1999); American Pie 2: A Segunda Vez é Ainda Melhor (2001); American Pie 3: O Casamento (2003); American Pie 4: Tocando a Maior Zona (2005); American Pie 5: O Último Stifler Virgem (2006); American Pie 6: Caindo em Tentação (2007); American Pie 7: O Livro do Amor (2009); American Pie 8: O Reencontro (2012) -, nos apresentaram com humor os estágios de uma relação que parte do conhecimento do nosso próprio corpo, dos dilemas e curiosidades que vivenciamos na adolescência.

Em suma, American Pie é o resultado de uma “torta” picante que reúne de forma desastrada cenas hilárias, discursos eróticos e descrições que pauta na relação pornográfica entre um homem e uma mulher. Na minha opinião, o mesmo pode ser considerado a “pornô humorada” do século XXI.

A Franquia ‘American Pie’:
- American Pie: A Primeira Vez É Inesquecível (1999).
Sinopse: Às vésperas do baile de formatura, quatro amigos virgens – Jim (Jason Biggs), Kevin (Thomas Ian Nicholas), Oz (Chris Klein) e Finch (Eddie Kaye Thomas) – fazem um pacto para perder a virgindade, custe o que custar, nas 24 horas seguintes.

- American Pie 2: A Segunda Vez é Ainda Melhor (2001).
Sinopse: Ao término do primeiro ano da faculdade, Jim (Jason Biggs), Oz (Chris Klein), Kevin (Thomas Ian Nicholas), Stifler (Seann William Scott) e Finch (Eddie Kaye Thomas) mais uma vez se reencontram. Mas agora Nadia (Shannon Elizabeth) está prestes a vir visitar Jim, que ainda não se sente preparado sexualmente para encontrá-la e receberá a ajuda dos amigos.

- American Pie 3: O Casamento (American Wedding. 2003).
Sinopse: Após os eventos do colégio e da faculdade, os garotos estão enfim se tornando adultos. Jim (Jason Biggs) e Michelle (Alyson Hannigan) estão prestes a se casar, já que a avó de Jim adoece e diz que gostaria de vê-lo se casar antes de morrer. Os pais e amigos de Jim já planejam os preparativos para o grande casamento. Enquanto Stifler (Seann William Scott) organiza a despedida de solteiro de Jim, Finch (Eddie Kaye Thomas) prepara rituais hedonistas para o noivo. Porém a situação se complica de vez após Stifler se interessar Cadence (January Jones), a irmã caçula de Michelle que será dama de honra no casamento e não vê a hora de perder a virgindade, enquanto que Finch está decidido a protegê-la do amigo.

- American Pie 4: Tocando a Maior Zona (American Pie Presents Band Camp. 2005).
Sinopse: Matt Stifler (Tad Hilgenbrink), o irmão mais novo de Stifler, sonha em se igualar ao irmão quando envelhecer e também em produzir filmes de garotas nuas. Porém antes disto ele precisa se formar no colegial. Após se envolver em uma série de problemas, ele é enviado pelo conselheiro educacional de seu colégio para o Acampamento de Banda. É a chance que Matt esperava para iniciar a produção de seus vídeos.

- American Pie 5: O Último Stifler Virgem (American Pie Presents: The Naked Mile. 2006).
Sinopse: Erik Stifler (John White), primo de Matt e Steve, deseja perder a virgindade antes de concluir a faculdade. Desejando ajudá-lo, seus amigos decidem incentivá-lo a participar da “Milha Nua”, uma tradicional corrida em que as pessoas correm pelados pelo campus da faculdade.

- American Pie 6: Caindo em Tentação (American Pie Presents Beta House. 2007).
Sinopse: A fratenidade Beta é uma grande potência no que diz respeito a festas no campus, tudo graças ao árduo trabalho lendário de Dwight Stifler. A supremacia da irmandade é questionada por uma nova organização de nerds, que tenta de tudo para acabar com as festas. Assim, Dwight tem que traçar um plano para se manter no topo, contando com a ajuda de uma turma de calouros liderada por seu primo Erik.

- American Pie 7: O Livro do Amor (American Pie Presents: The Book of Love. 2009).
Sinopse: Rob, Nathan e Lube são três amigos que estão determinados a dar sequência à missão de conquistar as garotas dos seus sonhos. Depois de algumas tumultuadas tentativas, a maioria sem sucesso, eles acidentalmente descobrem uma verdadeira bíblia da sedução escondida na biblioteca da escola East Great Falls High. Só que o livro, além de estar em ruínas, possui informações incompletas, conduzindo os jovens a uma hilariante jornada rumo às descobertas sexuais.

- American Pie 8: O Reencontro (American Reunion. 2012).
Sinopse: Dez anos após os acontecimentos de American Pie – O Casamento, os protagonistas se reúnem para relembrar os velhos tempos. Michelle (Alyson Hannigan) e Jim (Jason Biggs) estão se habituando à vida de casados, enquanto cuidam de seu filho. Kevin (Thomas Ian Nicholas) e Vicky (Tara Reid) se separaram, Oz (Chris Klein) e Heather (Mena Suvari) estão se distanciando aos poucos, mas Finch (Eddie Kaye Thomas) continua louco pela mãe de Stifler (Sean William Scott).

Xingu – O Filme (2012)

Xingu é uma produção cinematográfica brasileira do diretor Cao Hamburger, o filme narra as aventuras dos Irmãos Villas Bôas – Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo (Caio Blat) -, os principais responsáveis por criar o Parque Nacional do Xingu (1961), uma extensa área na região central do Brasil que abriga várias tribos remanescentes e sobreviventes dos massacres que sofreram os povos indígenas no Brasil.

O filme é aventura que envolve a identidade nacional de um “povo”, conflitos de fundo político, econômico e social. Narrando a implantação de um projeto que tinha por objetivo desbravar uma área até então virgem do território brasileiro, no começo dos anos 40. De uma forma romântica traz à tona para a platéia, “uma nova” imagem do índio brasileiro, uma perspectiva de extrema importância para desmistificação etnocêntrica da relação “homem branco” versus índio.

A produção cinematográfica ricamente apresenta ao telespectador um “povo” que luta a mais de 500 anos pelo seu espaço, pela sua vida enquanto indivíduo dentro do processo social. Mas onde estão eles? Eles são considerados cidadãos? São estas e inúmeras outras perguntas que fazemos ao assistir o filme.

Quando analisamos o processo histórico brasileiro, notamos que o índio é esquecido; permanecendo nas bases subterrâneas do mundo contemporâneo, uma concepção trabalhada por José Murilo de Carvalho em sua obra “Os Bestializados”. Ao falar de índio nós estamos falando de seres humanos, não de animais irracionais. Eles pensam, buscam, falam e tem uma história para contar. Devemos ver com outros olhos aqueles que contribuíram como disse Gilberto Freire para a formação e estruturação do Brasil de hoje.

O filme diferente de outras produções busca apresentar os índios além de “povos” das florestas, destacando a cultura, a língua, os ritos, as normas que rege a tribo. Entretanto o filme narra uma pequena parte da história dos índios brasileiros, pois a identidade deste “povo” é marcada por uma longa história de dor, tortura, exploração, isolamento e massacre.

Xingu é produção que nos faz refletir sobre a realidade nacional dos índios brasileiros. Na posição de cidadão e historiador afirmo que na constituição brasileira os mesmos deveriam ser descritos como seres humanos que tem por direito a cidadania.

Afinal, onde estão os índios? Quem são eles? Eles são considerados cidadãos? Eis uma das grandes questões a ser analisada na atualidade.

Site Oficial de Xingu O Filme.