Série: Shameless (2011 / ). Eles São o que São! Mas com Muitas Reticências…

shameless_serie_personagensA Pobreza Não Glamourizada nos Estados Unidos.

A Série “Shameless” traz como pano de fundo a realidade do “lado pobre” em um país tido como do primeiro mundo. Uma realidade sem os retoques tão comuns por Hollywood num retrato 3×4 de um microcosmo dentro de uma metrópole como Chicago. A pobreza existe em qualquer país! Daí é muito bom quando isso é mostrado bem de perto até porque uma das principais críticas ao Cinema Brasileiro seria justamente por isso: em retratar muito mais a pobreza no país. E mesmo que alguns filmes tragam esse mesmo pano de fundo, como em “O Solista“, por exemplo, terminam sendo diluido por contra da trama principal. Com isso é muito bom quando o tema vem numa Série porque terá bastante tempo para maiores detalhes. Melhor ainda quando usa o humor para fazer sua crítica ao establishment vigente.

Quem é você não apenas para si próprio, mas também para as pessoas ao seu redor?

shameless_serie_00E é assim que segue “Shameless” levando com humor o drama da Família Gallagher. Que como o nome da série também diz: eles vão levando a vida sem o menor pudor até para sobreviver, mas principalmente em não deixarem de ser uma Família. Talvez seja essa a principal mensagem: que mesmo sendo uma família disfuncional, eles são os Gallagher para o que der e vier.

Os Gallagher tem como patriarca um cara mais preocupado com a própria sobrevivência do que ser um pai de fato. Personagem de William H. Macy cujo papel lhe caiu muito bem até por conta do esteriótipo/meio estigma que Hollywood lhe trouxe. Sendo mais um loser em sua carreira ou não… Macy está excelente como Frank Gallagher. Nossa! É até surreal seu empenho em conseguir um rim! Um tanto macabro também por fazer humor com sua tragédia. Nessa “campanha” terá ajuda primeiro de um dos Gallagher, seu filho Carl (Ethan Cutkosky). Mesmo ou até pela lealdade ao pai, Carl vai fundo nessa ajuda. O que tem como agravante é que Carl está entrando na adolescência sem nenhuma referência sobre a moral e a ética. É como um carro desgovernado sem saber quando irá parar, sem se dar conta dos estragos…

Eles não têm muito em suas vidas no sentido de segurança, e assim por seus relacionamentos se tornam mais e mais importantes. A questão que entra em jogo para todos eles é: Como o amor ou carinho um pelo outro compensa a escassez?” (John Wells, criador da Série).

shameless_serie_01Sem a presença de uma mãe… É a filha mais velha, Fiona Gallagher (Emmy Rossum), que toma para si essa missão em cuidar dos cinco irmãos. Mas Fiona ainda é jovem, logo mais propensa a não visualizar o todo em cada atitude tomada. E numa delas, é quando terá que prestar conta com a justiça: “ganhando” uma tornozeleira eletrônica. Com isso, perde o emprego que era a principal renda da família. Fiona terá que se virá nos trinta para não desestruturar de vez a família. Como também amadurecer.

Por conta disso, Phillip “Lip” Gallagher (Jeremy Allen) o único da família a cursar uma universidade, mas mesmo com uma bolsa integral sabe que precisa ter uma renda própria para se manter por lá. O que dificulta se manter acima da média para não perder a bolsa. Com a história de Fiona, Lip até pensa em deixar a faculdade para cuidar do caçula da família, o pequeno Liam. Lip acaba trazendo a irmã de volta à realidade das consequências dos próprios atos. E Fiona o demove de deixar a faculdade. Agora, numa de os fins justificando os atos… Lip tem uma saída nada ética para colocar comida na mesa da família.

shameless_serie_02Dentro do universo dessa família ainda há Ian Gallagher (Cameron Monaghan) e Debbie Gallagher (Emma Kenney). Ian sentiu necessidade de ser afastar da família para então assumir a homossexualidade. Sem bem que pode ser por conta de uma provável bipolaridade como “herança materna”. Com a crise provocada pelo deslize de FionaIan volta para casa, mas onde também volta a se relacionar com um cafetão russo, o MilkovichPor último há Debbie Gallagher. Sensível, sofrendo pela entrada na adolescência e com tudo mais que essa fase trás. Onde ante às pressões externas, carece a presença de uma pessoa madura nos aconselhamentos. Até por ser levada, de modo torpe pelas colegas da escola, a perder a virgindade. Algo que a levará não medir os atos.

Nós temos na comédia um tradição de tirar sarro de pessoas nesses ‘mundos’. A realidade é que essas pessoas não são ‘os outros’ – eles vivem quase na mesma quadra de onde você mora” (Paul Abbot, criador da Série)

Shameless” é mais uma série levada pelos Estados Unidos de um sucesso do Reino Unido. Traz como marca um questionamento no início de cada episódio com um dos personagens perguntando algo ao espectador para logo então entrar na cena. De qualquer forma esse remake é muito bom! Atuações ótimas! Roteiro afiado! Uma gama de personalidades distintas com um ponto em comum: a Família como um porto! Enfim, vale a pena assistir! Transmitida aos domingos, às 22 horas pelo canal TNT Séries. Fica a sugestão!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Mini-Série: Gracepoint (2014). Um Morto Desenterrando Velhos Fantasmas

gracepoint_2014_serie-de-tv_cartazgracepoint_2014_03Em uma Mini-Série presume-se ser uma obra fechada: com um desfecho já pronto. Acontece que assim como Hollywood, Canais da Televisão americana também gostam de levar Séries com relativo sucesso em seus países de origens. Onde também é de praxe essas versões ficam à mercê da audiência americana: não rendendo a desejada, não são renovadas. E foi o que ocorreu com essa versão americana de uma britânica, a “Broadchurch“, que não alcançou a audiência desejada, com isso “Gracepoint” mal foi exibida nos Estados Unidos e logo passando ao status de Mini-Série: com 10 uns episódios e um desfecho. Assim ela também nos chega, público brasileiro, e pelo canal TNT Séries. O que até tem um lado bom: o de terminar logo. Faltando então conferir o conteúdo, já que eu gostei das chamadas antes da estreia.

Gracepoint” traz uma ótima trama! O corpo de um pré-adolescente aparece numa praia. Numa comunidade com pouquíssimos habitantes, mas que tem seus dias de agito quando recebe turistas por conta da migração de baleias antes do verão, essa tragédia acontece um pouco antes desse evento turístico, o que também abala a economia local. Até porque era local sem um registro policial desse porte. Essa morte não apenas irá abalar a todos os moradores, como também colocará alguns como possíveis suspeitos. Algo que também irá gerar grandes injustiças.

gracepoint_2014_01O que houve com ‘Precisamos de mulheres em mais cargos de chefia neste departamento’?

A polícia local recebe ajuda de fora, do detetive Emmett Carver (David Tennant). Vindo para liderar a investigação, Emmett termina sem querer adiando a promoção da Detetive local Ellie Miller (Anna Gunn). Esta por sua vez até pela gravidade da situação, acaba engolindo tal tal fato, e no decorrer da história fica ciente de que fora preterida por alguém não tão perfeito. É! Emmett traz um velho fantasma na bagagem, assim como um outro grande segredo que o deixaria longe do caso. A primeira a descobrir será a dona da única pousada. Ellie tem também pela frente conhecer mais de perto sua gente, e se espanta com o que vem à tona.

gracepoint_2014_02O tal corpo é do filho caçula do casal Beth (Virginia Kull) e Mark Solano (Michael Peña). Onde a outra filha ao esconder algo do namorado em sua própria casa fará com que a investigação rume para outro lado. Aliás, Mark por não ter álibi para a noite do provável crime também atrasará as investigações. E antes de enterrar de vez o corpo do jovem… No desenrolar das investigações muitas outras histórias dos demais moradores serão “desenterradas”.

Gracepoint” já segue rumo ao desfecho por aqui. Exibido às segundas-feiras pelo canal TNT Séries, no horário das 22 horas, com uma reprise do episódio anterior antes. No elenco também consta Nick Nolte, Josh Hamilton e Jacki Weaver entre outros. A cada virada da trama o suspense aumenta. Fazendo dela uma ótima mini-série! Bem, pelo menos até agora! Tomara que o final esteja a altura. Se reprisarem desde o primeiro episódio, fica a dica! Eu estou gostando.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Mini-Série: Gracepoint (2014).
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Enquanto Somos Jovens (While We’re Young. 2014)

enquanto-somos-jovens_cartazmad-about-you_serie_e_enquanto-somos-jovens_filmeNa natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” (Lavoisier)

Uma ideia levando a outra para um tipo de homenagem? Ou apenas servindo de inspiração para uma outra história? Se foi o que aconteceu ou não… Foi o que me ocorreu logo no início como também ao longo de “Enquanto Somos Jovens“: me levou a pensar na série “Mad About You“, com Paul Reiser e Helen Hunt. Não sei o quanto ou se o Diretor Noah Baumbach gostava dessa série, mas a mim pareceu sim ter-se inspirado nela para escrever o roteiro desse seu filme. Nada contra, até porque eu curto ver a reprise dessa série. Mas ao término do filme vi que nem ficou como homenagem… De qualquer forma, além da temática principal, “Enquanto Somos Jovens” traz como pano de fundo as gravações de Documentários: o processo de criação. Mais! O quanto ao fazer uma Biografia dá o direito de não o ser tão literal: é o diretor dando asas a sua imaginação.

enquanto-somos-jovens-2014_ben-stiller_e_charles-grodinEnquanto Somos Jovens” traz um momento na vida de um casal. Unidos há anos, de repente se veem colocando a prova tal relação: como casal, como também individualmente. Onde um dos pesos seria a importância que cada um ainda tem na vida do outro. Onde quase sempre o que se ressente é o que mais se anulou. Até porque há um lado meio egoísta no outro. Nessa relação, o peso de não ter conquistado a fama que tanto queria. São eles Cornelia e Josh Srebnick, interpretados por Naomi Watts e Ben Stiller. Atuação mediana onde até poderiam ter tido grandes solos. Talvez porque eu tenha esperado um carisma igual ao casal da tal série. Talvez porque um outro personagem ter roubado a cena, o filme… Onde até um outro coadjuvante também marca presença. Falo de Charles Grodin, que faz o Leslie, o sogro de Josh. Cineasta famoso, colhendo os frutos da glória, até tenta ajudar o genro, mas esse por orgulho não aceita nem críticas construtivas.

enquanto-somos-jovens-2014_adam-driver_e_amanda-seyfriedO outro tal personagem é Jamie (Adam Driver), casado com Darby (Amanda Seyfried). Ele meio que de repente caiu de paraquedas na vida do casal; ou porque assim deixou acreditar… Como um Diretor de um Documentário “interferindo” na vida de outra pessoa e deixando ali desde o início sua marca pessoal. Algo que Josh nunca alcançou ao longo de sua carreira: em ser ousado. Enquanto tudo tinha que ser certinho, para esse outro deixava correr livremente, mas a partir de algo previamente calculado. Embora possa ser paradoxal, é que estaria em aproveitar até os imprevistos no correr do dia, do trabalho. A relação de ambos será um duelo de ego que só irá pesar para o lado de Josh. Até porque para o outro, não apenas por ser mais jovem e por ainda estar em início de carreira, mas porque era como pegar o caminho já quase sem as pedras tiradas por Josh e sem a menor preocupação. Como também aproveitar do que Josh desdenhou, ignorou. Até em ter mais visão do todo favorecia Jamie. Só que nem era pelo fato de Josh não ser mais tão jovem, mas sim por inaptidão frente as mudanças. Faltava a Josh o que Jamie tinha de sobra: de jogo de cintura. Bem, Jamie até pode ter roubado a cena, mas…

Mas é a vida de Josh e Cornelia que está sendo passada a limpo. De pronto, ambos se encantam com o estilo de vida do casal mais jovem. Onde até por não terem tido filhos já estavam se sentido deslocados na vida dos antigos amigos: o casal Marina (Maria Dizzia) e Fletcher (Adam Horovitz). Mas ao se afastarem acabam, mesmo que involuntariamente, dando a eles um certo alerta… Pois é! Marina e Fletcher entendem mais rapidamente a nova realidade em suas vidas: um filho adentrou nela sim, mas não precisam excluir, e sim se adequar a essa nova fase. E que pelo jeito não incorporaram Josh e Cornelia nela…

enquanto-somos-jovens-2014_ben-stiller_e_naomi-wattsAssim, enquanto Josh se sente “o cara” como um mestre para Jamie, Cornelia tenta acompanhar o estilo de Darby. Usados ou não, até pelos propósitos de Jamie, esse nem pode ser considerado um vilão já que deu um “acorda” na vida do casal. Na rotina em que caíram após anos de casamento. Onde mais por parte de Josh quase sem perceberem que no mundo atual há espaço para tudo: passado e presente se integrando. Que deveriam se adequar a esses novos rumos que por vezes batem à porta. Sem esquecer também de ir se desfazendo “bagagens” sem mais necessidade numa de depurar a nossa essência. É nessas quebras de ciclo que de fato ocorre uma mudança significativa na vida de uma pessoa. Do contrário irá continuar fazendo tudo igual Que no caso de Josh continuará sendo o panaca de sempre…

Enquanto Somos Jovens” é um bom filme! Pelos diálogos. Pela Trilha Sonora, do Clássico “Concerto for Lute“, de Vivaldi, ao Pop “Eye Of The Tiger“, de Survivor. Pela escolha do ator Adam Driver. Cujo Roteiro até deixa uma vontade de rever muito mais pela construção de um Documentário do que pela crise de meia idade do casal de protagonistas. Pois mesmo que tenha passado essas impressão, o filme focou mais em algo cultural naquele país: o se sentir um derrotado. Onde até poderia ter sido um ótimo filme, mas para mim Ben Stiller não soube aproveitar. Uma pena! Nota 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Enquanto Somos Jovens. While We’re Young. 2014)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Série: PROOF (2015 / ). O Que Acontece Após a Morte?

serie-proof_2015_cartazNa literatura médica há vários relatos sobre o período de se estar “quase-morto” e então depois voltar à vida. Experiências de pessoas a cerca desse momento. Mas que para muitos ainda é tido como se elas tivessem visto um “E.T“. Até para a ciência há explicações para as “luzes, vultos, sons…” que essas pessoas dizem ter vivenciados. Uma delas seria que parte do cérebro pode encontrar um caminho para o que estaria acontecendo realmente em torno dessa pessoa. De qualquer forma a ciência ainda não tem respostas conclusivas sobre as experiências de quase morte. Agora, para aquele que teve essa experiência, e por mais cético que tenha sido antes, há de se ficar mexido com o que vivenciou. E até sem se importar muito se as outras pessoas acreditam ou não nela. A Série “Proof irá mostrar esses relatos a cada episódio e tentar achar como o próprio nome diz uma comprovação até para as experiências extra corpórea, ou mesmo de reencarnação. E creio que deixando para nós tirarmos nossas próprias conclusões do que um duelo entre ciência e fé!

A morte é o fim de tudo ou há algo mais além?

proof_serie-2015_jennifer-bealsA personagem principal é vivida pela atriz Jennifer Beals (Flashdance). Ela é a cirurgiã cardiovascular Dra. Carolyn Tyler, que ficará dividida entre o lado emotivo e o racional ao mergulhar nesse universo com muito mais perguntas do que respostas conclusivas. Exigente demais consigo própria como também com quem trabalha com ela. Sarcástica. Em paralelo ao seu presente no hospital, passa por um drama pessoal: separada do marido, o também médico Dr. Len Barliss (David Sutcliffe), com quem divide a guarda compartilhada da única filha, a adolescente Sophie (Annie Thurman). Uma jovem em conflito ou por pura rebeldia ou por se sentir preterida no coração da mãe. É que o casal perdeu um filho, e que ela ainda o tem muito presente em suas vida. Até porque Carolyn também teve uma experiência de “quase morte” onde parece ter sido ajudada por esse filho a voltar à vida.

“Não importo se não achar prova nenhuma, se as histórias de experiências de quase-morte sejam só isso, histórias. Ou que há realmente outra coisa. Só quero saber ao certo se quando você está morto, está morto. Prova concreta.”

proof_serie-2015_matthew-modinePor conta dessa experiência, do seu ceticismo, como também da sua competência profissional, até porque num eufemismo é alguém que faz um coração bater novamente, enfim ela foi escolhida por alguém a adentrar nesse universo. Ele é Ivan Turing (Matthew Modine), um excêntrico bilionário ligado a área da internet. Ivan foi diagnosticado com um câncer que o deixa com pouco tempo de vida. Não sei se por homenagem ou não, seu personagem não deixa de lembrar de Steve Job: pelo brilhantismo e pela doença. Bem, Ivan vai além de uma rebeldia, parecendo mais capricho: em querer saber o que lhe espera após a morte, é o nada. Não tem tempo, mas dinheiro de sobra para pesquisarem sobre isso. E é por aí que tentará persuadir Carolyn. Primeiro pelo seu chefe, o Dr. Charles Russell (Joe Morton, de Scandal): oferecendo uma bela quantia ao hospital caso ela aceite. Dr. Russel então, que mesmo não controlando as peculiaridade de Carolyn, onde até fecha os olhos por admirar a dedicação e habilidades dela, tenta dissuadi-la pelo muito o que faria ao hospital a tal quantia, mas é em vão.

Venho de uma cultura onde não é uma questão de crença. É considerado um fato. Vivemos, morremos, então vivemos novamente. Mas onde também é considerado um fato que a malária é causada por espíritos e a AIDS pode ser curada por estupro. Então não, Dra. Tyler. Como homem de ciência não acredito em vida após a morte. Mas suponho que tudo é possível.”

serie-proof_01O que de fato a leva a aceitar o pedido de Turing é o que acontece durante uma cirurgia no primeiro episódio. Onde após ter feito de tudo para salvar um paciente, e então dizer a hora do óbito, o tal coração volta a bater deixando todos incrédulos. É nessa cirurgia que ela nota o Dr. Zedan ‘Zed’ Badawi (Edi Gathegi, de Justified). Primeiro dando uma bronca nele, depois pela efetiva colaboração de Zed nos procedimentos em tentar salvarem o paciente. Talvez por ter vindo do Sudão, África, ele não se intimidou como os demais em estar numa cirurgia comandada por Carolyn.

_E pelo amor de Deus, não coma essa porcaria. Te matará.
_Esse saco alimentaria uma família de 5 pessoas de onde ele vem.”

Como Carolyn também tem um lado altruísta prestando ajuda aos “Médicos Sem Fronteiras”, receber de Turing o controle de sua fortuna após a morte dele, também pesa em aceitar fazer a tal pesquisa. De início além de Zed ela terá ajuda de Janel (Caroline Rose Kaplan) assistente do Turing. E de tabela Peter Van Owen (Callum Blue) um renomado escritor sobre fenômenos psíquicos e mediúnicos. Até porque ela também irá investigar fenômenos pós-morte como poltergeists e reencarnação.

As pessoas acreditam no que querem acreditar. E acho que isso é o suficiente para a maioria delas.”

Bem, mesmo que “Proof” fique mais como um folhear as páginas de um livro com esses relatos e não se aprofundando muito, mesmo que Jennifer Beals ainda não tenha encontrado o tom certo para sua personagem – de que seria alguém com um esteriótipo mais grave, o de Beals tende mais para uma pessoa meiguinha -, a série deixa um suspense de que pode até vir com fatos ainda não tão conhecidos ao grande público. Início ainda de temporada. No mínimo me deixou com vontade de seguir acompanhando após ter visto o primeiro episódio. É esperar para ver! E “Proof” pode ser vista aos domingos no canal “TNT Séries” às 21 horas.

Meu Verão na Provença (Avis de Mistral. 2014)

meu-verao-na-provenca-2014meu-verao-na-provenca-2014_jean-renoSó em ter o nome de Jean Reno nos créditos já é um convite para ver um filme. E em se tratando de uma Comédia aí já carimba de vez o passaporte. Já no Thriller “O Profissional” ele mostrou ter uma veia cômica e bem peculiar, o que demonstrou em “Para Roseanna” (1997). Esse seu jeito próprio pode ser visto com mais detalhe em “Dupla Confusão” (2003). Convenhamos! Jean Reno já atingiu o panteão dos grandes atores, o que o libera para qualquer projeto, um clássico ou não.

Assim, mesmo que o roteiro traga uma ideia não tão original – um relacionamento de uma pessoa mais velha meio ranzinza com uma criança, nessa história são três -, ele por certo irá deixar a marca. Nem tanto como Henry Fonda em “Num Lago Dourado” (1981), mas talvez mais pela história de “Meu Verão na Provença“. Até porque seu personagem teria que lidar, conviver um tempo com seus próprios netos cujo praticamente desconheciam a existência desse avó. Três jovens bem urbanos ligados em internet, mas que por meios tortos um deles irá mostrar ao avô que a tecnologia do GPS num Smartphone também pode ser útil no campo por fazer ganhar tempo.

meu-verao-na-provenca-2014_01Paul (Jean Reno) vive no campo a cultivar oliveiras e até uma horta tudo sem pesticidas, daí um cuidado redobrado. Até porque com as olivas vem tentando ganhar o selo de qualidade para o azeite que fabrica. A passagem onde o título original “Avis de Mistral” se faz presente, onde Paul explica ao neto Adrien (Hugo Dessioux) a importância do forte vento de verão para a polinização das oliveiras me fez lembrar de uma cena em “A Vida Secreta das Abelhas“, por também fazer uma analogia para um aprendizado sobre a vida. Claro que até chegar a essa “aula”, o relacionamento de ambos esquentou bastante.

meu-verao-na-provenca-2014_02Com a neta Lee (Chloe Jouannet) a temperatura entre ambos também é bem inclemente. Ela e Paul terão grandes arranca-rabos. Por conta dele, pelas lembranças do passado. Por conta dela, por se achar livre para fazer o que quiser, mesmo ainda sendo menor de idade. Lee no início ver a diferença entre ser uma ecologista em plena Paris do que em sê-lo em pleno campo convivendo com muriçocas e outros mais da fauna local. Se ela ainda ficasse nesse tipo de experiências… Mas não! Até para confrontar o avô vai entrar numa gaiola furada: conhecerá um mundo que também adentrou no campo. Cabendo a Paul resgatar essa donzela.

meu-verao-na-provenca-2014_03Dos três, quem logo se ligou ao avô foi o caçula, Theo (Lukas Pelissier). Talvez até por ser surdo-mudo, não se importou por ser de poucas falas. Embora Paul não soubesse a língua dos sinais, ambos conseguiram se entender. Talvez também pela pouca idade, não sentiu tanto como Lee e Adrien a ausência do avô na vida deles. Théo também foi o primeiro a quebrar o muro do coração de Paul.

meu-verao-na-provenca-2014_04Paul é casado com Irèna (Anna Galiena). Um casamento de décadas que até causa espanto em Lee e Adrien, primeiro porque a princípio têm Paul como um cara antipático, ao contrário da avó que a têm como um doce de pessoa, e talvez até por isso, não veem sentido na recente separação dos próprios pais. Embora Irèna faça o contraponto entre Paul e os netos, sua presença é quase de uma figurante. Salva mais pela simpatia do que a história em si.

meu-verao-na-provenca-2014_05Meu Verão na Provença” já começa a nos embalar desde o início com “The Sounds of Silence“, de Simon & Garfunkel. O que já é uma doce promessa de que a Trilha Sonora será um coadjuvante de peso. E é! Com passagens que nos leva a sorrir ao som de “Venus“, de Shoking Blue“, com a chegada de motoqueiros no sítio de Paul que a primeira vista mais parecem saídos das histórias de “Astérix” do que de Woodstock. Essa trupe gaulesa levará Paul a um review também de algo dolorido. Mas em compensação também o levará a cantar “Knockin On Heavens Door“, Gun’s N’ Roses, para deleite nosso! Compondo essa trilha mais do que perfeita ainda temos clássicos como “Born to be wild“, de Steppenwolf; “Sea of Love“, de Cat Power; “Paradise“, de Coldplay. Isso só para citar algumas porque tem mais.

meu-verao-na-provenca-2014_oliveirasA Diretora Rose Bosch também assina o Roteiro. A trama em si muito mais pela presença de Jean Reno e do pequeno Lukas Pelissier, que faz o Théo, deixa até querer uma continuação. Algo como o avô passando uns dias na capital francesa. Ou mesmo recebendo os netos mais uma vez em sua casa, até porque a região de Provença é belíssima! De qualquer forma o tempo dirá se fora a presença de Jean Reno deixará algo mais na memória cinéfila. Vejam o filme! Eu recomendo! Que até pelo entretenimento em quase duas horas, dou Nota 8,5!

Meu Verão na Provença (Avis de Mistral. 2014)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Série – ER: Plantão Médico (1994 / 2009). Está de Volta na Íntegra!

er-plantao-medico_serie-de-tver-plantao-medico_elencoOba! A Série “ER: Plantão Médico” está de volta na íntegra pelo canal Warner! Sem dúvida ela consta da lista das séries mais marcantes para mim e acredito que para muitos! A série mostra o cotidiano de médicos e enfermeiras que trabalham na sala de emergência (Daí o título original “ER” abreviatura “Emergency Room“) do County General Hospital, um fictício hospital de Chicago. Teve 15 Temporadas, de 1994 à 2009. O Roteiro original de Michael Crichton – baseado em algumas de suas experiências trabalhando num pronto-socorro -, seria para um filme. Mas o Diretor Steven Spielberg visualizou que teriam trama para uma série e então Crichton concordou. Para deleite nosso!

Pela falta de tempo e de dinheiro o piloto da série foi gravado num hospital real que se encontrava inativo em Los Angeles. Depois, já com a aprovação do projeto foi construído um set parecido com esse outro hospital nos estúdios da Warner Bros que se encontra na Califórnia. Com muitas cenas externas gravada diretamente em Chicago. Bem, tendo Steven Spielberg no projeto já é sinônimo de muitos efeitos especiais nas gravações. Mesmo revendo agora e numa atualidade com avanços na tecnologia para tais efeitos, há de se dar todos os créditos para ele nessa empreitada. Lembrando que o início de “ER: Plantão Médico” se deu na década de 90.

ER-Plantao-Medico_Julianna-Margulies_e_George-ClooneyEm “ER: Plantão Médico” foi onde decolou a carreira de George Clooney. Na série ele interpreta o pediatra Dr. Doug Ross. Já atriz Julianna Margulies que atualmente se encontra na série “The Good Wife” faria apenas uma participação no primeiro episódio, mas até por pedido de Steven Spielberg ela continuou com sua personagem, a enfermeira Carol Hathaway. Outros atores que também fizeram parte do elenco fixo: Anthony Edwards (como o médico residente Dr. Mark Greene), Sherry Stringfield (como a médica residente Dra. Susan Lewis), Noah Wyle (como o estudante de medicina John Carter), Eriq La Salle (como o médico residente Dr. Peter Benton). Todo o cast pode ser visto aqui.

No decorrer da séries alguns dos atores foram saindo, mas para os últimos episódios eles aceitaram voltar, como também alguns dos que fizeram participações especiais, para uma homenagem também a nós, os fãs de “ER: Plantão Médico“, sendo eles: Anthony Edwards, George Clooney, Sherry Stringfield, Noah Wyle, Julianna Margulies, Eriq La Salle, Laura Innes, Alex Kingston, Paul McCrane, Maura Tierney, Shane West, Abraham Benrubi e William H. Macy. E sem desmerecer ninguém, é claro que a volta de George Clooney fora muito aguardada. Se foi ou não emocionante para eles, com certeza foi para os fãs a qual me incluo.

Então é isso! Mesmo sendo uma reprise a Série “ER: Plantão Médico“, mas até pelo tempo, rever agora vem com gosto de primeira vez! Quem não acompanhou desse a primeira temporada, não deixe de ver! Irá sorrir, chorar, torcer… Amar! A Warner a exibirá em três horários: nas segundas às 13h e às 20:55n; e na terça, às 12:55h. Começando nessa segunda-feira, dia 06 de julho. Seja muito bem-vinda nessa volta! Uma Série Nota 10!