O Casamento de Rachel

O Casamento de Rachel – Rachel Getting Married

Direção: Jonathan Demme

Gênero: Dramalhão

EUA – 2008

Típica família problemática que se encontra dias antes do casamento e a partir de então, as maiores baixarias, lavação de roupa suja, acontecem. Não é comédia, nem romance e nem drama, é dramalhão. Não há nem como se identificar com o filme, mesmo sabendo que toda família tem suas picuinhas e problemas particulares, porque o excesso não permite.

Depois que as letras subiram, fiquei pensando: com quem Rachel se casou? O filme é só sobre “divórcios”.  Separações de corpos, de fato, de tudo. Eu hein.

Não forço a barra quando penso em Rousseau quando ele diz que “quem se recusa a obedecer à vontade geral será coagido a isso por todo o grupo, o que não significa outra coisa além de que o obrigarão a ser livre”. Paradoxal, mas verdadeiro.  A obrigação de ser livre consiste unicamente na liberdade de cumprir o dever social. Segundo Augusto Comte, “ninguém possui outro direito que não seja o de cumprir sempre o seu dever”.

O filme é só sobre uma família que cobra do outro, integralmente, que ele cumpra seus “deveres”. Nossa… que canseira…

Se recomendo? Obviamente que não, salvo para os masoquistas.

Saudações Vampirescas.

Por: Vampira Olímpia.

Matadores de Vampiras Lésbicas

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Matadores de Vampiras Lésbicas – Lesbian Vampire Killers

Direção: Phil Claydon

Gênero: Comédia

EUA – 2009

Quem assiste a esse filme com planos de levar a sério o assunto Vampiro, achará essa obra uma merda. Filme totalmente despretencioso só pode ser visto assim. Porém, até mesmo como uma boa comédia irônica, não leva pra casa as glórias, manca muito. Não diria jamais que se trata de uma comédia boa de se perder tempo; mas para os fãs de nós, vampiros, é bom ter esse longa na listinha de “assistidos” rs.

O terror, aqui, serve apenas como desculpa, não mais do que isso. Aliás, não há terror algum, há dentes, palhaçadas, gosmas, lesbianismos, machismos extremados e pastelão americano. A desculpa do terror é para escamotear uma sátira exagerada e maliciosa que é preciso ver para crer que tem diretores que orquestram o tempo perdido ainda nos tempos modernos em que cada segundo é precioso.

A lenda de Carmilla, a rainha Vampira, é de dá dó (risos); como matam as vampiras? nem vou me prolongar demais, a mensagem do filme é curta e GROSSA:

No mundo lésbico, o remédio é o PAU. Resolve qualquer coisa!

Anyway…

Drácula precisa dar umas aulinhas para suas noivas lésbicas…

Saudações Vampirescas.

Por: Vampira Olímpia.

Batman Begins

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Batman Begins

Direção: Christopher Nolan

Gênero: Aventura, História em Quadrinhos, Ação, Suspense

EUA – 2005

Batman Begins é o 1º filme a mostrar como ocorreu o assassinato dos pais de Bruce Wayne como é realmente nos quadrinhos. A situação também foi mostrada em Batman (1989), mas com o personagem Coringa como autor do crime, o que não ocorre nas HQs.

BATMAN BEGINS (Batman, o início ou, literalmente, Batman começa) deixa a desejar. Tem muita ação para pouco conteúdo. Nada resta da psique atormentada que Tim Burton atribuíra ao personagem em Batman I. o Batman de Christopher Nolan é, nesse sentido, uma planície sem profundidades. Pior pq de Nolan – que dirigiu o excelente Amnésia – sempre faz o espectador esperar mais. Mas o que oferece é um pastiche.

A história tenta inovar: Bruce Wayne vê os pais serem assassinados e, cheio de fúria, resolve estudar a mente criminosa para fazer justiça e punir os criminosos. Antes de virar o homem-morcego, vai a um mosteiro oriental de uma seita de fanáticos autoproclamados justiceiros, a Liga das Sombras, de onde sai perito em técnicas de combate, em artes ninja etc., ensinado por seu orientador interpretado por Lian Neeson. O espectador medianamente conhecedor de cinema logo reconhece o tema do homem que vai a um mosteiro zen e volta de lá conhecedor de habilidades combativas e com certos poderes psíquicos: citação descarada a O Sombra (The Shadow).

A partir daí Bruce, sempre acompanhado pelo mordomo Alfred (Michel Caine, soberbo como sempre), transforma-se em Batman, personalidade tirada de seu medo por morcegos. Outro que o ajuda é um inventor ou sujeito a cargo de inventos militares, interpretado por Morgan Freemann, aliás em personagem que nos faz lembrar logo de Q., inventor das engenhocas de James Bond. Por fim, há o sargento O’Hara (antes de subir de patente), encarnado pelo camaleão Gary Oldman. E lá vai Batman combatendo o crime organizado. Propositadamente o clima é “sombrio”, mas eu diria que é mais “escuro” – Nolan não soube traduzir em imagens a “sombriedade” de Batman, ao contrário de Burton, que faz de Gothan City uma representação exterior da alma sinistra de Batman (um velho truque do expressionismo alemão). Não só Gothan era o espelho de Batman, tb o Asilo Arkhan (nome de uma cidade amedrontada por feiticeiros num filme de Roger Corman) reproduzia a loucura sem disfarces que poderia ser a alma de Bruce Wayne, não fosse sua sublimação – em Arkhan estão aqueles que afundaram no inferno de Tanatos e a ele sucumbiram. Mas aqui Gothan é só uma cidade corrupta e futurista. Ponto pra Burton. No meio da história surge o Espantalho causando medo com uma substância criadora de pânico.

O próprio Batman é uma figura decepcionante nas mãos de Nolan. Primeiro pq Christian Bale lembra George Clooney, que encarnou o neo-vampiro sob o feérico Joel Schumacher – e afundou Batman, numa concepção bem emo. Além do mais Bale está péssimo sob a máscara do morcego. Em close mostra uma cara gorda. Batman merecia mais respeito, sobretudo pq a idéia era partir da HQ de Frank Miller “O cavaleiro das trevas”, que ressuscitou Batman.

A psicanálise nem tem nada a fazer aqui. O Batman de Nolan não tem profundidade que sirva a uma análise, no máximo daria para uma “interpretose”. Burton faz o espectador entender que Batman é tão cruel qto os psicopatas que combate, porém se redime pq sua agressividade, sua pulsão de morte, está a serviço da justiça, logo da pulsão de Eros e da vida. O Batman de Nolan age por raiva inexplicada, já que ninguém vira vingador pq viu os pais serem assassinados. Pode virar policial, advogado ou criminoso, sabe-se lá. Mas o motivo é muito fraco, isso desde que Bob Kane criou o personagem e teve problemas com a censura americana por causa da violência do morcegão. Parece que só Miller – e Burton – sacaram que Batman encontra na morte dos pais o significado (da qual o Batman é o significante) para soltar as feras.

Batman Begins termina prometendo a aparição do Joker ou Coringa. E ele aparece em Cavaleiros das Trevas…

Saudações Vampirescas.

Por: Vampira Olímpia.

Igualdade é Branca

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A Igualdade é Branca

Direção: Kieslowski

Gênero: Drama

Polônia – França – 1994

Observação MUITO importante: aqui toda a interpretação é minha (Suzana Fehu). Ou seja, podem ter várias interpretações coerentes a mais. A relação que faço com o Branco pode não se confirmar. A arte serve pra isso.

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“A Igualdade é Branca” rendeu para Kieslowski o Urso de Prata de Melhor Diretor no Festival de Berlim, merecidamente tanto pela estória quanto pela arte.

A fotografia é de Edward Klosinski que em A Liberdade é Azul se preocupou em dar um tom azulado no filme, focando objetos e locais azuis sem overdose. Em A Igualdade é Branca, ele utilizou a neve da Polônia pra transmitir os sentidos do Branco do filme: frieza (sem cor), etnia (racial) e paz.

É brilhante a forma que Kieslowski junto com Klosinski brinca com esse branco que é tão valioso. Bem mais do que um detalhe, precisa ser notado em conjunto com a estória que amarra todo o contexto.

Ainda sobre a arte, perceba que Kieslowski valoriza muito a arte em si. Em Liberdade é Azul ele valoriza a música e composição (responsável pela trilha sonora é o mesmo que em Igualdade é Branca – Zbigniew Preisner). Preisner cria mais vida musical em Liberdade é Azul, pois em Igualdade é Branca ele foi mais discreto nesse aspecto, até porque a arte de Igualdade é a escultura. Em Fraternidade é Vermelha, Kieslowski deu atenção à fotografia, a arte das imagens.

A genialidade de Kieslowski, por vezes mal falado no mundo do cinema, é o de unir todos os significantes, nada sobra. A escultura em Igualdade, por exemplo, faz sombra à vida em construção de Karol.

A esposa de Karol (Karol na Polônia é homem rs) decide romper o casamento, pedir divórcio, e deixá-lo com o néctar pouco doce da rejeição. Moravam na França e o seu passaporte foi confiscado -aqui o aspecto do branco da cor, raça, diferença de países é posto como pano de fundo mesmo que França e Polônia “tenham” a mesma cor racial. Note a cena em que ele conversa com o Juiz no momento do divórcio. Ele questiona a língua francesa x polonesa.

Vale lembrar que Kieslowski é polonês que decide trabalhar na França. Não sei se é especulação de minha parte, mas fico tentada a pensar que Karol representou um pouco do que o Diretor deve ter passado em sua vida real, os franceses não são fáceis. Acho que esse “furo” não é à toa.

Ainda com relação ao Branco da raça, Karol voltou pra Polônia com apenas 2 francos no bolso, com a ajuda de seu amigo que o transportou na mala. Situação tacanha que nem preciso me estender nesse ponto, basta ver.

Continuando, a esposa de Karol, Dominique, além de deixá-lo ainda sacaneia com ele. É muito frio a maneira como ela o pune. Branco que significa sem cor. É notório o desejo dela por ele, e mais ainda a raiva que ela tem dele por ele não conseguir trepar com ela.
Esse ponto merece muito carinho por parte de quem vê o filme, pois é muito sutil esse elo entre cor e relação.

Karol, já na Polônia, remonta sua vida, reconstrói seus bens e a escultura branca do que ele passou. Isso para se vingar da ex esposa -> IGUALDADE. Não entrarei na estória para não perder a graça da trama (pra quem ainda não viu).

Aí vem o terceiro sentido do Branco: a paz. A paz interior finalmente chegou? Os pesadelos acabaram?

Onde fica a culpa desse fogo cruzado? Aqui eu ressalto pra ser mais do que notado a última cena, a dele de binóculo. Com perdão da expressão: puta que pariu. Lindo! O branco cai e continua lá, mas agora ele dá espaço pra outras cores.

Por: Suzana Fehu.

Curtindo a Vida Adoidado

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Curtindo a Vida Adoidado – Ferris Bueller’s Day Off

Direção: John Hughes

Gênero: Comédia

EUA – 1986

Fazer a Vida valer a pena!

São tantas as exigências em cima do indivíduo que o tempo entre estudar e trabalhar é basicamente a maior parte da vida. Onde ficam as diversões, em que tempo? Ferris, o maravilhoso Bueller, decide perder um dia de aula e ganhar muita diversão e experiência de vida. Quem já não quis e já matou aula para viver aventuras diversas que atire a primeira pedra!

ferris-buellerNão vive sozinho, então, com ele, participam seu melhor amigo e sua namorada. Não há personagem favorito mesmo com o populismo inegável de Ferris, todos são maravilhosos! Na entrada de férias escolares, nada melhor do que rememorar esse filme, e pra não fugir à regra, é possível que a Rede Globo também tenha esse mesmo pensamento para Sessão da Tarde. Um dos raros pensamentos legais da Rede Globo… diga-se de passagem.

O filme é legal por completo! Qual melhor cena?

A cena em que o Cameron finge ser o pai da Sloane e descasca o Rooney? a cena em que Bueller liga na escola e diz que precisa transplantar o rim, daí começa a fazer uns barulhos de tuberculoso no teclado? ferrisbuellera cena em que Ferris toma banho criticando todos os “ismos” possíveis porque “os ismos não são bons”? Ver uma Ferrari em queda livre daquela altura realmente não tem preço. A cara de perplexo do Cameron é melhor ainda… O professor fazendo a chamada: “Bueller Bueller Bueller….”  e uma aluna babando em cima da mesa?

Como dizer qual a melhor? A da parada ou a do Rooney entrando no ônibus escolar totalmente muquiado pelo cachorro do Ferris? rs Ah! Eu também gostaria de andar numa ferrari ao som da música de Star Wars… rs

Esse filme pode reprisar 700 mil vezes, estando em casa, assisto novamente com certeza! Adoro!

Aqui não estou incentivando ninguém a matar aula, embora pense que qualquer adolescente precise dessa experiência com os amigos, paquerinhas, mas incentivo a verem esse filme por ter mensagens legais nele:

1. a união dos irmãos no final: Ferris e sua irmã;
2. a amizade: Ferris e Cameron (impagável!!!)
3. a relação com a matéria versus valores que não tem preço…

e o principal,

a mensagem de que todos nós devemos viver nossas vidas à exaustão, até o último segundo, fazendo dela algo que realmente valha a pena de ser relembrado, rememorado, revisto 700 vezes possíveis com um largo sorriso na boca tentando escolher, em vão, a melhor cena.

Por: Vampira Olímpia.

A Estranha Perfeita

Sinopse: A jornalista Rowena (Halle Berry) resolve fazer uma investigação independente do assassinato de uma amiga. Assim, ela começa a mergulhar no universo dela, disfarçando-se tanto no mundo real quanto no virtual, da internet, e acaba se envolvendo em um relacionamento complicado e obsessivo on-line com um homem (interpretado por Bruce Willis).

fotocena13 A Estranha Perfeita – Perfect Stranger

Direção: James Foley

Gênero: Suspense

EUA – 2007

Como não existe perfeição no mundo, o título já começou imperfeito ou sugestivo? Não sei… sei que me chamou a atenção. Penso que num filme de suspense, as atenções quando postas em holofotes merecem considerações, pois a intenção é a de sempre desviar a atenção… pra outras coisas. Hummmm! Stranger…

Tal como o Roteirista que escreve a obra para vender o peixe da idéia, eu poderia escrever e vender esse filme a partir de minha escrita, mas serei clara: não valeria a pena.

Um suspense raso, com vários clichês e um final sugestivo. Sugere que pode ter a continuação, mas essa seria completamente previsível.

Algo nele me chamou mais atenção do que o suspense em si: as propagandas para o Google.

Tem sido recorrente filmes que colocam o Google no pedestal do conhecimento. Pior é que tem quem compre essa idéia. No próprio Arquivo X (o segundo filme), Dana Scully busca no Google conhecimentos a respeito da difícil e complicada cirurgia com célula-tronco; submete o cristão (menino doente) à ela depois de uma vasta “pesquisa”… Por favor! Menos, muito menos, quase nada!!!

Nesse estranho suspense, a vida das pessoas ficam expostas nesse site. O que eu acho um crime. E de fato é!

Anyway…

Saudações Vampirescas.

Por: Vampira Olímpia.

Na Natureza Selvagem (Into The Wild)

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Into the Wild – Na Natureza Selvagem

Direção: Sean Penn

Gênero: Drama

EUA – 2007

Apontar algumas noções de Antropologia agora não será um desperdício. Um animal homem sozinho não tem a força de vários animais homens reunidos; isso é óbvio.

Não se torna difícil perceber que uma sociedade é composta por vários homens afim de se defenderem de uma natureza dita selvagem. Isso é o bê-a-bá da Antropologia Sócio-Cultural.

As chances de um animal homem (que é animal social assim como as formigas, cupins, leões, macacos etc) sobreviver à selva sozinho se torna mínima. O Homo sapiens precisa de “calor humano”  para dividir a força-tarefa e para aumentá-la. Um paradoxo inegável no mundo social.

O filme mostra as etapas de um rapaz que decide experimentar a liberdade longe do social e em contato apenas com a natureza mais rústica. Pra isso, ele muda seu nome e desaparece de sua família de origem. Assim, vai viver sem raízes, criando suas próprias origens e referências.

Entende que o poder e o dinheiro são apenas ilusões que prendem o homem na matéria, o ilude em um máximo torpor. E vive assim, como um ‘Supertramp’… um dia de cada vez.

No entanto, seus planos para buscar a liberdade e a felicidade são audaciosos demais… pois foge ao caráter instintual do homem: o convívio com outros homens.

Fugir a isso é tentador, mas é negar a própria natureza.

Um paradoxo confuso, por sua vez. Pois o homem não é uma ilha, e ainda que se ilhe interiormente (conheço vários assim), exteriormente necessita de uma comunidade para sobreviver à própria vida.

A natureza não tem piedade… e nós fazemos parte da natureza.

Essa obra requer uma certa paciência pois é um “Naufrágio” consensual. (quem viu Náufrago entenderá essa minha colocação).

Diria, inclusive, que a idéia não passou de um suicídio ilusório… Pois onde há liberdade? também quero saber!

Por: Vampira Olímpia (com apoio e colaboração textual de Deusa Circe).

Curiosidades retiradas do site Adoro Cinema:

- Sean Penn aguardou 10 anos para rodar Na Natureza Selvagem, pois queria ter a certeza da aprovação da família McCandless para que o filme fosse realizado.

- Sean Penn chegou a fazer um teste com Leonardo DiCaprio, quando teve interesse em rodar Na Natureza Selvagem pela 1ª vez.

- Daveigh Chase fez testes para a personagem Tracy, mas foi preterida por Kristen Stewart.

- Brian Dierker foi inicialmente contratado como consultor para as cenas de rafting do filme. Foi Emile Hirsch quem sugeriu a Sean Penn que o escalasse como o personagem Rainey.

- Emile Hirsch perdeu 18 quilos para seu personagem em Na Natureza Selvagem.

- Foi inteiramente rodado em locações.

- Nenhum dublê foi usado nas cenas de Emile Hirsch em Na Natureza Selvagem.

- Foram necessárias 4 viagens ao Alasca, em diferentes épocas do ano, para a gravação de cenas.

- O orçamento de Na Natureza Selvagem foi de US$ 15 milhões.

Monster – Desejo Assassino

monster1 Monster – Desejo Assassino

 Monster

 Direção: Patty Jenkins

 Gênero: Suspense, Policial, Violência

 EUA – 2003

 Ontem nós Moiras e Fadinha Bel(a) reassistimos esse filme e não teve como deixar de fazer uma questão pra elas no pós-filme:

Quem é o monstro: Lee ou Selby?

Lee é uma assassina que teve uma vida e infância marcada por violências e crueldades, é redundante chamá-la de monstra, já que o resultado de uma infância pautada por tanta humilhação não poderia ser outro na estatística comum. Mas e a Selby?

Selby, aparentemente  de uma família equilibrada (se é que existe família equilibrada nesse mundo), com um pai com posses e bem disposto a fazê-la largar a homossexualidade e começar a trabalhar, encontra Lee e todo seu mundo de fadas e colorido vêm à tona. Lee oferece outra vida para ambas; pois ambas estão na luta em alto mar por uma bóia qualquer que as leve para algum porto mais seguro. 

Lee, com toda sua notória perversidade, ainda que o filme não tenha passado de uma defesa para a assassina da história real, é a que mais tem os pés no chão. Por mais incrível que isso possa ser.

monster2Selby diz pra Lee: “Eu só quero viver minha vida, ter minha vida de volta, normal e feliz”.

É uma monstrinha em forma de gente… Depois de usá-la até a última instância, contrariando todo o medo de sua família que achava que Lee era a oportunista da vez, entrega quem a ama de bandeja… 

Não justifico os atos de Lee. Matou, roubou, feriu -com isso- famílias e a sociedade, mas pra mim, a grande valia desse filme é pensarmos além: são os opostos ou os semelhantes que se atraem?

Repito: quem é a monstra desse filme? Adiciono mais uma opção: a Diretora rs. Podem marcar mais de uma opção rs.

Por: Vampira Olímpia.

Milk

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Milk – A Voz da Igualdade

Direção: Gus Van Sant

Gênero: Drama, Política

EUA – 2009

Ainda não assisti o filme que levou o Brad Pitt a ser indicado ao Oscar, me falta tempo, mas Sean Penn com certeza era mesmo um páreo duro pra ele como Harvey Milk.

Harvey foi um ativista das causas Homossexuais na Política Americana da década de 70; tornou-se, portanto, o primeiro homossexual a ter um cargo importante nos EUA.

O filme retrata essa trajetória de um homossexual que consegue centralizar tanto o povo quanto a Política num único bem comum. À parte do ativismo, se é que há como separar essas instâncias, mostra a vida dele íntima com seu companheiro Scottie, a falência de uma relação pelos motivos de sempre: ausências, falta de atenção etc.

Eu entendo esse filme como “extremamente Shakespeariano”: a tragédia é um fato diante das obscuridades que movem o ser humano.

Nada mais humano do que a inveja e o ciúmes…

Por: Vampira Olímpia.

Anjos da Noite 3 (Underworld 3: The Rise of the Lycans)

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Anjos da Noite 3 – (Underworld 3: The Rise of the Lycans)

Direção: Patrick Tatopoulous

Gênero: Guerra, Romance

EUA – 2009

Acabo de assistir esse filme. Refere-se à origem de tudo, como tudo começou entre Lycans e Vampiros, mas contado sob um enfoque dos Lobisomens dessa vez.

Isso faz com que Anjos da Noite 1 tenha outra perspectiva: quem são os malvados, Vampiros ou Lobos?

Não tem muita novidade, pois em Anjos da Noite 1 muita coisa da história foi exposta, por exemplo, como Sonja (filha do Ancião Viktor) morreu e por que morreu, por que Lucian é líder dos Lycans etc. O filme só mostra a estrutura cronológica desse início, onde tudo começou.

Um filme essencialmente escuro, acho que abusaram desse item. Falar da noite e retratá-la não precisa ser tão dark, é possível dar uma dimensão de trevas sem forçar a barra. A própria figuração vampiresca já traz essa perspectiva sem necessariamente apelar para falta de luz.

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Gostei da atuação de Lucian mais uma vez interpretado por Michael Sheen, foi o único que teve falas pertinentes propondo pensarmos sobre a escravidão, vida animalesca. Pois o restante dos personagens, quando falavam, não foi possível retirar nada de interessante em suas linguagens.

Fui assistir a esse filme sabendo que mais veria sangue escorrendo, poucos diálogos e muita ação, não me surpreendi. É preciso ter isso em mente para ver um filme meia-tijela como esse.

Drácula ficaria chateado com esse filme rs.

Senti falta da Amélia, uma das anciãs, sua racionalidade por vezes é necessária. Já a Selene… não fez falta alguma.

Por: Vampira Olímpia.