Ninfomaníaca Volume 1 e 2. Um Estudo Sobre a Compulsão Humana

ninfomaniaca-2013_01Se você está indo ver Ninfomaníaca por causa das cenas de sexo, meu amigo, você está sendo lesado. Embora tenha um conteúdo pornográfico (fácil entre os mais explícitos já lançados num cinema comercial), Ninfomaníaca é um drama que tem uma história para contar. Se ela é relevante ou não, aí a coisa é bem relativa.

O diretor/roteirista você já deve ter ouvido falar – o tal do Lars Von Trier, o mesmo carrasco que dirigiu o polêmico Anticristo (2009) e o mais recente Melancolia (2011). Tendo isso em mente, da para entender tamanha ousadia.

Quem já assistiu alguma obra do diretor sabe que o cara gosta de começar seus filmes com estilo, fugindo das formuladas aberturas convencionais. Logo na primeira cena suas excentricidades ficam evidentes; uma demorada tela preta nos faz questionar se há algum problema na projeção; ela permanece por intermináveis 80 segundos – até tomarmos um susto com a pesadíssima trilha “Führe Mich” da banda alemã Rammstein enquanto vemos a distância, uma mulher jogada as traças no chão de um beco escuro.

ninfomaniaca-2013_02Assim somos introduzidos a protagonista Joe (Charlotte Gainsbourg), que após ser acolhida pelo culto Seligman (Stellan Skarsgård), começa a contar sobre sua vida, da sua infância até o momento presente. E nos mínimos detalhes, sem o menor pudor, mergulhamos em sua jornada de confissões; desde sua descoberta sexual aos 9 anos à sua ruína, aos trinta e poucos. Relatos de uma busca desenfreada por sexo que começa como uma curiosidade, passa a ser uma diversão e mais tarde, a razão de todos os seus problemas.

ninfomaniaca-201_03Joe conta sua história como se culpasse a ela mesma por todas as desgraças que aconteceram, enquanto Seligman a escuta e tenta, de forma a amenizar a situação, justificar suas atitudes relacionando com uma série de curiosidades históricas e naturais. Comparações curiosas, mas que beiram ao ridículo as vezes – o que me levou a questionar se neste segmento do filme, o esquisitão do Von Trier não estaria apenas tirando sarro da nossa cara através das palavras de Seligman; atribuíndo justificativas tão complicadas e filosóficas em atos tão simples de se compreender. O cara tira muita onda – em dado momento, ele mesmo se “auto-referencia” com uma cena envolvendo um bebê na janela; igualzinha aquela vista na abertura do filme Anticristo. Ou do momento em que, passado três anos, a gatíssima Stacy Martin de vinte e poucos é bruscamente substituída por Charlotte Gainsbourg de quarenta e poucos, enquanto Shia LaBeouf continua o mesmo, só substituído momentos depois… vai entender.

Por um bom tempo ao longo do filme eu fiquei na dúvida. Joe da relatos atrás de relatos sobre sua incansável busca atrás do prazer e de novas experiências, somando isso às cenas explícitas de sexo e principalmente aos closes nas genitais (pensa num cara que gosta de filmar genitais), fiquei me questionando o sentido de tudo aquilo que estava vendo. Imaginando no pior dos cenários uma explicação tão esfarrapada quanto aquela dada pelo diretor para o filme Anticristo.

Até que o personagem Seligman, lá pro finalzinho da segunda metade, surge com uma justificativa simples porém muito eficiente: a velha questão do machismo. Oras, de fato… se Joe fosse um homem, não seria tão condenada por conta de sua perversão tanto pelos personagens, quanto pela plateia que assiste do outro lado da tela. Embora isso levante várias questões sobre a posição do homem e da mulher na sociedade, foi uma justificativa plausível e um jeito de se interpretar o filme. As cenas de sexo explícito… bom, isso é só estética mesmo. Dependerá de você julgá-las necessárias ou não.

ninfomaniaca-2013_04Aí estava tudo OK. Apesar de ser um material um tanto quanto forçado, o filme tocava num ponto que, de alguma forma, ofuscava o peso de suas imagens. Estava pronto pra sair do cinema com uma visão melhorada desse diretor; até que sua necessidade de chocar acaba falando mais alto do que a de encerrar de forma digna uma história. E então vem aquele final, onde o dito cujo não perde a chance de esfregar mais uma vez na nossa cara sua visão pessimista sobre o ser humano. Eu até entendo, somos as piores pragas que já pisaram nessa terra! Mas faltou a Von Trier, o bom senso de terminar um filme que já não é lá tão decente, de forma digna.

Não poderia encerrar esse texto sem falar das atuações. Embora este não seja um ponto notável no filme – é válido reconhecer a performance e, principalmente, a coragem dos atores sobretudo de Gainsbourg, por se permitir sacrificar sua imagem deixando os mais leigos acreditando que ela estava realmente fazendo sexo oral nos caras. E de sua “versão mais jovem” Stacy Martin, que em seu primeiro longa, fez mais cenas de sexo e nudez do que qualquer veterana no cinema. E claro, por transmitir de maneira natural toda a melancolia, compulsão e solidão da personagem. Um belo trabalho da dupla.

Nymphomaniac Volume 1 e 2. 2013.
Drama/Erótico – EUA – 241 min. Censura: 18 Anos
Direção e Roteiro: Lars von Trier
Elenco: Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgård, Stacy Martin, Shia LaBeouf, Christian Slater, Uma Thurman, Jamie Bell, Mia Goth

O Preço do Amanhã (In Time, 2011)

Por Eduardo Maurício.

Esse definitivamente não foi o ano da ficção, apesar de algumas ressalvas como o ótimo “Sem Limites” e o bonzinho “Contra o Tempo”, o gênero passou batido em 2011, e “O Preço do Amanhã” não é aquele que vai mudar esse fato.

Apesar de incoerente, a história é interessante de fato, o erro está na execução, realizada de forma decadente, clichê e cheia de furos.

Em um futuro distante, as pessoas não envelhecem a partir dos 25 anos. O que determina sua mortalidade é um relógio biológico refletido no pulso. O dinheiro não existe mais, com isso, as pessoas são pagas com tempo. O lado ruim disso é que os pobres estão com a corda no pescoço, cada vez mais presos ao trabalho e sem tempo a perder, enquanto os ricos gozam da imortalidade em uma região nobre separada da classe baixa.

Will (Timberlake) é um jovem de 28 anos que mora no gueto, trabalhador de classe baixa, segue sua corrida e sofrida vida naturalmente, até que no mesmo dia em que sua mãe morre, recebe de um homem mais de 100 anos de vida com a condição de não desperdiçar este tempo. Will então resolve iniciar um plano de infiltração que consiste em derrubar o sistema que favorece os ricos e que pouco se importa com os muitos pobres que morrem todo o dia.

PONTOS NEGATIVOS

O filme (que à princípio me lembrou o ótimo “Gattaca”, de 1997) começou bem, embora já ignorando uma explicação valiosa: “Como diabos uma criança nasce com uma contagem regressiva no pulso?”…

No desenrolar da trama, outras dúvidas começam a pipocar:

Como os vivos conseguem viver eternamente contando unicamente com um relógio biológico? Até onde sabemos, não é mencionado nenhuma substituição de órgãos internos que impedissem o desgaste dos naturais”… Tudo bem, seguimos em frente…

Surgem então os ladrões, obviamente os caras que vagariam pelas ruas roubando tempo de vida dos cidadãos mais indefesos. Dado o caótico ambiente em que vivem, nada mais natural, se não fosse por um pequeno detalhe: para se roubar ou transferir um tempo de vida basta um aperto braçal.

Aí eu me pergunto… Não deveria existir algum tipo de senha que impedisse a transferência indevida de uma pessoa para a outra? Afinal não estamos falando só de dinheiro, mas de uma vida humana! Como algo tão tecnológico consegue ser tão desprotegido?…

Tudo bem, mais uma vez seguimos em frente.

Ai surge a personagem de Amanda Seyfriend, Sylvia, uma garota rica que acaba se envolvendo com Will. Pronto, é a gata d’água. Dois jovens bonitos, solteiros, sendo obrigados a andar juntos 24 horas por dia. Independente do que estiver acontecendo, independente do mundo estiver acabando, sempre vai haver sexo, beijos e amaços entre eles, e nos momentos mais inconvenientes possíveis – como na lamentável cena em que Will, mesmo cercado por seguranças durante uma festa de gente poderosa, bota seu “importantíssimo plano” à perder convidando Sylvia, a filha do grande chefão para tomar um banho de praia… O rapaz é muito, mas muito ousado sem noção.

Ignora-se totalmente o bom senso de tornar o roteiro crível para se aprofundar numa trama cheia de clichês, incoerência e imaturidade.

“O Preço do Amanhã” é o tipo de filme que começa ganhando sua atenção, só para depois te obrigar observar sua decadência ao longo dos minutos. São poucos os momentos inspirados e o final então nem se fala, mais fraco impossível.

O triste é imaginar que em boas mãos, com uma base dessas, o resultado poderia ter sido épico! Em fim…

Agente 86 (Get Smart)

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Diversão garantida!

Sucesso na televisão agora nos cinemas, como as adaptações da televisão para os telões tem sido mais constantes, o sucesso cuja parodia se inspirava nos filmes de espionagens e assumidamente originado através de 007, Agente 86 (O filme), conta a história do dedicado Max Smart (Steve Carell), um colunista pouco destacável no serviço super secreto CONTROL liderado por ”Chefe” (Alan Arkin), seu sonho e se tornar um agente assim como seu colega (Dwayne Johnson), um destacado e respeitado agente. Contudo, nunca passou no teste por ser muito bom no que faz atualmente, certo dia, quando a CONTROL e atacada por sua rival KAOS liderado por Singfield (Terence Stamp), o serviço secreto e obrigado a recrutar um espião que deve fazer parceria com a charmosa agente 99 (Anne Hathaway) e partir em uma missão para descobrir uma conspiração.

Dane-se a Control, dane-se a Kaos, e dane-se um pouco a conspiração pois em muitos momentos do filme, o que parece e que vamos apenas nos divertir com as supostas ocasiões, quero dizer que, em certos momentos você fica confuso com o objetivo dele pois muitas cenas destraem com as risadas, o que já e bom pois uma das intenções e fazer rir não é mesmo?!, nisso ele consegue fazer muito bem, a direção de Peter Segal e o roteiro de Tom J. Astle e Matt Ember resultam num dos filmes mais engraçados lançados ate agora (1 de janeiro a 20 de junho), e provavelmente no ano de 2008, digo que, em meio as situações inesperadas que pegam nossos agentes Max Smart 86 e a agente 99, já nos preparamos para rir, Steve Carell tem aquele dom de incorporar um personagem digamos ”otário”, digo isso no bom sentido, apesar de que, neste filme, seu papel parece ser bem esperto e forte diferente dos outros que ele faz, melhor dizendo, muitos que conhecem o ator ou não tem idéia da serie, vão pensar que o agente e burro, ele não e burro só e atrapalhado, e como suas trapalhadas vão agradar um bom publico pois e diversão do inicio ao fim.

O tom de aventura que não para e as ações perigosas envolvendo explosão deixam bem claro que o filme não pretende chegar ao ponto de Austin Powers que faz questão de chegar ate o ultimo ponto do exagero, claro, temos cenas bem mentirosas como a do avião onde Smart e a agente 99 fazem uma luta contra um mexicano enorme que também faz sua ponta na história. A trilha sonora sempre constante e retirada da serie, aquela tipo, tananana tananana tananana, tatada- lembro???, sim, essa mesmo^^, ela toca em diversos momentos do filme, o bom do roteiro e que todos os personagens se tornam comediantes, o que e difícil de fazer e que deve ter deixado todo o elenco feliz, contamos com a presença de (Masi Oka) ”o Hiro da série Heroes” como um atrapalhado nerd que também trabalha na Control, o veterano e sempre presente em longas de comédia (Terry Crews) ”Todo Mundo Odeia o Chris” também conta presença.

Diferente das atuais comedias, Agente 86 não apela para situações sexuais e piadas forçadas, tentando ser o mais natural possível o filme já se destaca dos demais, principalmente com as atuações de Steve Carell e Anne Hathaway (performance super sexy), ou melhor dizendo, todo o elenco…Gostei bastante pois já faz tempo que não vou ao cinema ver uma boa comedia, como tava com pouco dinheiro preferi ver Agente 86 ao invés de Cinturão Vermelho, e bom, não me arrependi já que com certeza não sairia com o bom humor que tava ao ver este filme.

Como todo filme tem um erro, sai do cinema tentando questionar o erro de Agente 86, confesso que não me custou muito já que, lembro de quase dormir no final do filme onde a ação e a rapidez das edições me deixaram meio cansado, melhor dizendo, me acostumei tanto em rir que, nos últimos 20 minutos quando a coisa fica ”meio” seria, eu meio que havia ficado sonolento, mas e no mesmo final onde a comedia volta a acontecer e tudo fica bem, claro, contando com um final bem clichê, mas isso não muda muita coisa, já que o filme cumpre sua missão e não desaponta.

Eu se fosse você corria lá para assistir o mais rápido possível, e daqueles filmes que quando acaba, você sai do cinema comentando e com um grande sorriso no rosto.

Por: Eduardo N.

Agente 86 (Get Smart). 2008. EUA. Direção: Peter Segal. Elenco: Steve Carell (Maxwell Smart), Anne Hathaway (Agente 99), The Rock (Agente 23), Alan Arkin (The Chief), Terence Stamp (Siegfried). Gênero: Aventura, Comédia. Duração: 110 min.

Verônica

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“Andreia Beltrão da um Show, e o filme pode ate não virar um marco, mas pode incentivar futuros projetos a desenvolverem outros gêneros”

A História

Andréa Beltrão vive Verônica, uma professora quarentona que vem tendo um desgaste em sua vida pessoal com seu Ex-marido e sua mãe hospitalizada, aparentemente sua vida profissional vai bem se não fosse pelo baixo salário, pela exaustão da carreira e pela paciência que tem de criar para controlar a turma da sala em que da aula.

Certo dia, todos os alunos vão embora, exceto Leandro (Matheus de Sã) que logo vem a descobrir o porque da ausência de seus pais naquele momento. Verônica então decide levá-lo para casa situado numa favela, chegando la encontra uma concentração de policiais em frente a porta do menino, um brutal assassinato aconteceu, os pais de Leandro foram mortos por traficantes do moro. Sem muito o que fazer, naquele mesmo momento, Verônica passa a ser perseguida por traficantes e policiais que parecem querer algo de Leandro.

A Trama

A trama tem um rítimo frenético e acelerado, uma dose de humor adequada, é um roteiro muito bem construído (apesar das Gaffies), fica bem claro que Bernardo Guilherme e Maurício Farias (os roteiristas) tiveram a preocupação de tentar se distanciar o máximo possível dos clichês convencionais presentes nos filmes Brasileiros, resultado disso acarretou no primeiro filme de Ação nacional.

A correria das cenas de ação que por sinal precisam de ‘alguns acertos’, lembram tão pouco ‘Tropa de Elite‘ pela agilidade em que ocorrem, Mais o que realmente surpreende é que toda a história, toda a trama, ate o jeito de contar e de acontecer continuou com a cara do Brasil, mesmo migrando de um estilo Americanizado. Lembra ate um pouco o filme ‘Corre lola Corre’, pois Verônica e o menino Leandro correm o filme todo, não de um jeito monótono e falso de ser, mas de um jeito real e verdadeiro de acontecer.

A trilha Sonora e a Fotografia

A trilha sonora e adequada, mas ao mesmo tempo arriscada, a baterá rápida e alta tiram o filme da seriedade dramática em algumas cenas, precisou ali escolher os momentos certos para serem inseridos, mais isto é só um detalhe, um detalhe que pesaria muito se o resto da trama não fosse tão satisfatório.

A propósito, Tem uma música instrumental que toca no final que particularmente achei muito bonita.

A qualidade técnica do filme apesar de parecer ‘pobre’, se enquadrou perfeitamente com o tema e cenário abordado, o acerto não poderia ser melhor, o tom granulado e a montagem das favelas do Rio deram um clima Light e bem mais em conta do que muitas produções que vemos por ai, a fotografia não é impecável mais e mais do que aceitável com certeza.

Os Personagens

Acho que neste filme tudo se resume a Verônica e no máximo ao garoto Matheus, quanto a Verônica, conhecemos que ela não é a típica heroína nacional, ela é uma professora cansada, um tanto quanto agressiva e orgulhosa, para qualquer roteirista, amolecer o coração de uma pessoa com essas características ao longo do tempo é uma tarefa desafiadora, é mesmo que o roteiro não tenha á desenvolvido por completo, ficou muito acima da média, ficou muito convincente. O novato Matheus de Sã faz muito bem o menino Leandro, mais faz falta a falta de lágrimas e um sentimento mais real do menino considerando o momento em que se encontrava, algo que iria requerer mais do ator mirim mas que infelizmente não aconteceu.

Atuação

Como ja tinha dito, Andréa Beltrão deu aqui a melhor interpretação da carreira dela (das que já acompanhei), acho que ela esteve muito envolvida pra contar esta história e ela mesmo traz um conhecimento incrível de sua personagem, Apesar de levar 70% do filme nas costas, o elenco secundário formado por Marco Ricca (Paulo – Ex-marido de Verônica) e Giulio Lopes (Coutinho) não são deixados para trás na atuação, porém são deixados mais de lado no roteiro, o que resulta num conhecimento mais profundo do publico para com a personagem principal e o menino Leandro.

Observações

Faltou também um desenvolvimento maior nos ‘vilões’ do filme, algo que talvez nem fosse prioridade ser feito, mas que daria um clima mais grandioso para ele, eles são criminosos por serem criminosos, A preocupação de tentar não ser comparado com longas já conhecidos como ‘Cidade de Deus’ o privou de também pegar bons exemplos, a personalidade dos inimigos era uma delas.

Outra coisa que me surpreendeu um pouco foi a censura, apesar de ser recomendado para maiores de 12 anos, o filme contém não um conteúdo, mas uma linguagem tão pesada quanto ‘Tropa de Elite’ ou ‘Cidade de Deus’, o uso do tradicional ‘Filho(a) da Puta’ é mantido e usado em diversificados momentos, o que também seria estranho se não se usasse num filme cujo tema aborda a favela, o tráfico e a bandidagem.

O final deixa um pouco a desejar, é bem Brasileiro e bem Americano, poderia ser melhor, Triste ou Feliz, poderia ser melhor. De qualquer forma, é um filme que pode ate não virar um marco, mais que pode incentivar futuros projetos a desenvolverem outros gêneros, a tirarem o cinema nacional dos tradicionais Dramas e Comédias.

Por: Eduardo Maurício. Site: X-Cine – Portal.

Verônica. 2009. Brasil. Direção: Maurício Farias. Elenco: Andréa Beltrão (Verônica), Marco Ricca (Paulo), Matheus de Sá (Leandro), Giulio Lopes (Coutinho). Gênero: Ação, Drama. Duração: 87 minutos.

Trovão Tropical (Tropic Thunder)

Humor Negro tão pesado quanto o Elenco.

Há pouco tempo atrás (2001) Ben Stiller havia se aventurado ao dirigir uma comédia diferente chamada ‘Zoolander’ junto com seu amigo Owen Wilson. Aos olhos da maioria o filme foi uma bosta sem tamanho, mas era admirável porque pelo menos ele tentou fazer algo diferente já que fazer comédia inovadora não é tarefa fácil. 6 anos depois (2007) Stiller decide se aventurar como diretor novamente, continuou ousado e tentou inovar denovo, desta vez ele fez barulho e até conseguiu causar polêmica numa comédia.

O filme é sobre um grupo de atores que decide gravar o melhor filme de guerra de todos os tempos chamado Tropic Thunder (Trovão Tropical), porém esses atores parecem não se entender nos sets de filmagem. O que vem gerando um atraso e perdas de lucro na produção liderada pelo fracassado diretor Damien Cockburn (Steve Coogan).

O elenco (dentro do filme) conta com os atores Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.) vencedor do Oscar 4 vezes seguidas; o fracassado comediante e viciado em drogas, ‘’Jeff Portnoy’’ (Jack Black); o Rapper/ator ‘’Alpa Chino’’ (Brandon T. Jackson); um desconhecido ator nerd ‘’ Jay Baruchel’’ (Kevin Sandusky); e finalmente um astro de ação que quer ganhar o Oscar ‘’Tugg Speedman’’ (Ben Stiller. Por causa do fracasso sobre os andamentos da filmagem, os atores são levados a selva onde passam a enfrentar problemas reais para incorporarem seus papéis com mais realismo.

O Filme já começa engraçado, para parecer mais realista antes mesmo de ‘’começar’’ o trovão tropical, somos apresentados a 3 trailers de filmes fakes e um comercial. O comercial da ‘’Booty Sweat’’ de ‘’Alpa Chino’’ é indecente e como em alguns clipes de black onde tem mulheres semi nuas dançando, o refrão e o seguinte, ‘’I like that pussy, I like that pussy, I like that pussy…’’. O próximo não tão engraçado, mas que diverte pela narração é o trailer do filme de Tugg Speedman ‘’esqueci o nome’’. Seguido pelo ridículo e forçado trailer do filme de ‘’Jeff Portnoy’’, que acho eu ser feito propositalmente para mostrar o motivo do comediante estar fracassado ultimamente. E finalmente o do aclamado vencedor do Oscar ‘’Kirk Lazarus’’ papel de Downey Jr.(Homem de Ferro) e Tobey Mcguire (Homem Aranha) que relata o namoro de dois reverendos gays, de tanto a seriedade deste último trailer ele se torna uma das cenas mais engraçadas do filme.

Depois realmente começa o filme ai e uma seqüência de cenas cômicas e dotadas de muito humor negro com muito mais muitos palavrões. O filme também conta com um elenco de estrelas incluindo Matthew McConaughey (que pegou o lugar de Owen Wilson pela tentativa de suicídio em 2007) e Tom Cruise, (Tom Cruise num papel irreconhecível demais, difícil perceber se a pessoa não souber que o ator faz uma ponta no longa, ele esta gordo, careca de óculos e fala mais palavrão em 7 min de cena do que o elenco todo fala no decorrer do filme).

A polêmica em torno da comedia deve-se ao fato de Trovão Tropical ser um filme solto e sem ponto para limites, o que mais causou protesto e uma ameaça de boicote a estréia, foi sobre o papel de Ben Stiller que dentro do filme vivendo o ator Tugg Speedman interpreta um garoto com síndrome de down na desesperada tentativa de ganhar um Oscar. Porém outros personagens (que seguem o roteiro assinado pelo próprio Stiller) não medem esforços de chamar seu personagem ‘’Simple Jack’’ de retardado ou outros nomes vulgares.

Outra polêmica foi lá no início, quando surgiam as primeiras imagens do filme onde Robert Downey Jr. aparecia com a cor da pele negra, mas isso logo passou, já que o filme não chega a insultar ou difamar a raça negra, eu sendo negro não me ofendi, pelo contrario, achei uma idéia genial e com a ótima interpretação de Downey Jr. que não poupa esforços de alterar detalhes de personalidade como a voz. O detalhe e a personalidade dos astros tornam trovão tropical uma das melhores comedias do ano.

Já pensou se a moda (mudança de cor em papeis) pega em Hollywood???

As piadas surgem de forma natural no desenvolver da trama e não é repetitiva. O filme tem muito sangue, palavrões e uma super produção com muita ação, tiros, explosões e humor. Não vai dar pra falar de todos porque uma critica muito longa cansa, mas deixo garantido que é uma comédia foda, com um elenco foda, um roteiro quase foda que vão garantir risadas ate o final da projeção.

Por: Eduardo N.  Criador do Site X-Cine.

Trovão Tropical (Tropic Thunder). 2008. EUA. Direção: Ben Stiller. Elenco: Ben Stiller, Robert Downey Jr., Jack Black, Brandon T. Jackson, Steve Coogan, Jay Baruchel. Gênero: Comédia,  Ação. Duração: 107 minutos. Censura: 16 anos.

HellBoy II: O Exército Dourado (Hellboy 2: The Golden Army)

Hellboy II e uma viagem a um mundo fantástico que só Del Toro consegue nos levar“.

O ano 2008 e sem sombra de duvidas o melhor pro gênero super-heróis ate agora, depois de Homem de Ferro, Indiana Jones 4, O Incrível Hulk, O cavaleiro das Trevas entre outros, Hellboy não poderia ficar pra trás, e não ficou. Mesmo contando com uma equipe não tão popular no elenco, Hellboy tem uma direção de peso, implacável e de apropriado para seu conteúdo. Guillermo Del Toro (‘’Blade 2’’ e o aclamado ‘’O labirinto do Fauno’’).

Baseado num dos quadrinhos mais conhecidos pela Dark Horse, Durante a segunda guerra mundial, nazistas tentavam abrir um portal que os colocasse em contato com outros mundos na tentativa de invocar Deuses ocultos para destruir a terra, o plano acaba fracassando graças a equipe de pesquisa e defesa do paranormal chefiada pelo professor Trevor Bruttenholm, porem, no curto espaço tempo em que o portal esteve aberto, algumas criaturas foram teleportadas a terra, entre elas um filhotinho vermelho com forma de homem, sobre os cuidados do professor Trevor, eles os apelidaram de HellBoy.

No primeiro filme a história girou em torno da personalidade e dos conflitos do protagonista, nesta seqüência, Hellboy (Ron Perlman), agora contando com a ajuda de seus amigos Abe Sapien (Doug Jones), Liz (Selma Blair) e Johann Krauss (um homem feito de energia em forma de fumaça interpretado por 3 atores, James Dodd, John Alexander, Seth MacFarlane) devem impedir o príncipe Nuada (Luke Goss), que decide romper a longa trégua com os humanos e atacar a terra com o legendário exercito dourado cujo a fama é de Exército Invencível.

Hellboy II e uma viagem a um mundo fantástico que só Del Toro consegue nos levar, repleto de criaturas aterradoras, sinistras, bizarras e algumas ate bem engraçadas. Nesta seqüência e visível a correção de quase todos os defeitos ou erros cometidos no primeiro filme inclusive uma melhoria e estadia Atuação de todos, TOOODOS os atores com destaque ao Hellboy, Abe Sapien, Príncipe Nuada e Princesa Nuala, ele e tão complexo quanto e aparenta ter um compromisso mais sério com o publico. Tal carisma dos personagens é impressionante, eles não são aquela coisa que podemos dizer ‘’ain, que bunitinhu*’’ mas conseguem roubar aquela atenção através de seus atos, gestos e a forma de como são apresentados, e claro, graças a atuação de todos os atores.

Imagino eu o tempo que gastavam por dia sô para cobrir o corpo de maquiagem ou construir os cenários únicos de Hellboy II, foi algo muito bem feito, muito realista e que pra mim já merece uma concorrência de melhor fotografia.

Com coreografias de luta muito bem planejadas, piadas muito bem elaboradas e uma dose de ação muito bem controlada junto com o conjunto dramático e romântico das cenas, fica difícil apontar um defeito em hellboy, não que o filme seja perfeito, Longe disso… Mas que ele e quase perfeito ao seu modo de ser, assim como O Procurado. Enfim, vá ao cinema e tire suas próprias conclusões, se você curte uma boa aventura, Hellboy 2 e um filme que vai te divertir com certeza… É sim… Mais cedo ou mais tarde virá uma seqüência.

Por: Eduardo N. Criador do site X-Cine.

HellBoy II : O Exército Dourado (Hellboy 2: The Golden Army). 2008. EUA. Direção e Roteiro: Guillermo del Toro. Elenco: Ron Perlman (Hellboy), Selma Blair (Liz Sherman), Doug Jones (Abe Sapien), Luke Goss (Prince Nuada), Anna Walton (Princesa Nuala), James Dodd (Johann Kraus), John Alexander (Johann Kraus / Goblin), Thomas Kretschmann (Johann Kraus – Voz), Jeffrey Tambor (Tom Manning). Gênero: Ação, Sci-Fi, Aventura. Duração: 110 minutos.