Corra, Lola, Corra (Lola Rennt)

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Corra, Lola, Corra – Run, Lola, Run – Lola Rennt

Direção: Tom Tikwer

Gênero: Comédia

Alemanha – 1998

Sensacional!

Comédia gostosa que há tempos não assistia uma tão genial assim! Pra mim, esse filme é uma obra de arte de alguém que sabe, essencialmente, brincar! Uma história contada três vezes, por alguém que basicamente só corre (e como corre) denunciando todas as casualidades possíveis em formas fotográficas de pessoas também externas à ela. Com exceção de sua mãe… engraçado como sua mãe foi a única que não mudou nas três narrativas!

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O cabelo de Lola é MA-RA-VI-LHO-SO!

Completamente vermelho, um vermelho desejante, pulsional! Esdrúxulo, é pouco! Parece um incêndio! Eu amei esse cabelo dela e a forma que foi colocado no filme. Por vezes, só se vê a sua juba esvoaçante dando o tom vibrante nas cenas! Rebelde, autêntico!

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“Não cessaremos de explorar

E ao fim de nossa exploração

Voltaremos ao ponto de partida

Como se não o tivéssemos conhecido”

-T.S.Eliot-

Ah! Se tivéssemos o dom de dominar o tempo… movê-lo, de trás pra frente, de frente pra trás, pausando e voltando, modificando-o, movendo as peças… Conquistaríamos o mundo? Dominaríamos tais mudanças? O que seria de nós?

“O Homem

provavelmente a espécie mais misteriosa do Planeta

um mistério de perguntas sem respostas

Onde estamos?

De onde viemos?

Pra onde vamos?”

Eu amei esse filme! Indico!

Por: Deusa Circe.

Downloading Nancy

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Downloading Nancy

Direção: Johan Renck

Gênero: Drama

EUA – 2009

Os semelhantes se atraem. Isso é fato. Mas isso não funciona somente para as relações amorosas, os Sintomas (sim, toma) também se atraem. Nos ligamos em quem é afinado com nossos gostos, desejos, vontades e jeito de ser (sintominhas, manias, vícios etc).

Qual a participação da Nancy em ter se casado com um empresário completamente distante, ausente, alheio?

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Culpar o ‘mordomo’ não faz o menor sentido… Dizer que ele não presta e que a fez sofrer etc é mero lugar de gente que se põe na posição de vítima o tempo todo. É como mães que dizem aguentar casamentos falidos em nome dos filhos, sendo que os filhos já são maiores de idade. Inventa outra, vai! Pra cima de mim, não.

Uma coisa é certa: Nancy tentou se fazer escutar. Mas tentar se fazer escutar por uma parede é o mesmo que inconscientemente NÃO querer ser escutada. Não é assim?

Esse filme é bem denso… não fica nos poros e nem na pele, ele entra no músculo, nos tecidos. Não é um filme pra sentimentais assistir e dar conta dele. (fica a dica rsrsrs)

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Gozar com a dor é sinônimo de sofrimento? Até onde sofrer é igual a doer? Quando isso se mistura, qual o gozo que se tira disso? Amar é sofrer?

Quando se aprende a amar por uma via é preciso muito esforço pra conseguir conhecer outras vias possíveis. Tudo depende do sofrimento. Só decidimos mudar se estamos sofrendo muito, não há outro antídoto.

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“- Se cometem erros, uma pessoa vai se machucar e a outra segue em frente.

- Quais erros?

- Como você trata as pessoas, como elas tratam você. As cicatrizes que deixam em você e as que elas recebem”.

Esse é um diálogo pertinente que ressalto aqui para ilustrar o que eu disse acima. Na terceira lei de Newton é dito sobre a ação e a reação. Nós participamos do que nos acontecem. “Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas” – Pequeno Príncipe.

Os suicídas agem de maneira que todos tem culpa por suas mazelas, menos eles mesmos. Deixam cartas, dizem lá quem são os condenados e quem fica sente a eterna culpa de um ato alheio. Quem decide morrer, se matar, é porque decidiu se calar pra sempre, é aquele que não quer ser escutado nem mesmo em suas próprias palavras ditas.

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-” A morte é como sugar oxigênio.

-E a vida?

- É como estar presa na casa errada procurando a saída.

- Como sabe que vai poder respirar já que está morta?

- Porque estarei fora do meu corpo. Estarei flutuando e livre.”

O que sabemos da morte? Ninguém tem a experiência da morte, pois os que morrem não voltam aqui pra contar como é morrer. Livres? Quem pode saber?

Por: Deusa Circe.

A Comilança (La Grande Bouffe)

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A Comilança – La Grande Bouffe

Direção: Marco Ferreri

Gênero: Dizem que é Comédia.

França – Itália – 1973

Quatro amigos enjoados da vida decidem viajar juntos afim de passarem um final de semana servidos de comidas.

Esse filme não faz a menor diferença entre o verbo comer de se alimentar e comer de transar.

Já na mansão, os amigos contratam prostitutas e passam o tempo todo, literalmente, comendo.

A comida dá sabor à vida? Qual sabor ela tem?

O prazer de comer é imediato, seja a fome do estômago ou a fome de sexo, a obtenção de prazer e satisfação é intrínseca ao ato. Comer com a boca, com os olhos, com as genitálias… ser comido.

“Devora-me ou te decifro!”

E nesse tratado suicida de decidir ser “devorado” pela existência e pelo gozo da satisfação oral, os amigos comem, comem, comem, comem e comem… comem… comem…

Uma dica: Assistir a esse filme de estômago vazio é sacanagem da pior qualidade rsrsrs, mas também assisti-lo depois de comer muito… o enjôo é certo. Ao menos pra mim! Eles comem comida demais!!! Passam mal comendo, e continuam comendo…

e comem… comem… comem…

Por: Deusa Circe.

Acusado – Anklaget

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Acusado – Anklaget

Direção: Jacob Thuesen

Gênero: Drama

Dinamarca – 2005

A primeira coisa que esse filme me chamou a atenção quando o vi foi que nos primeiros minutos reparei que a sua cor tinha uma predominância azulada, bastante curioso.

Pensei que poderia ser algum problema de funcionamento televisivo, testei outros filmes antes de dar continuidade e vi que fazia parte da obra o tom azul.

Pensei: Um mundo azul?

Bom, o conteúdo, infelizmente, é muito atual: abuso sexual. acusado4

O abuso sexual já é, por si só, uma violência que deixa marcas profundas em que foi violentado, o pior é quando um familiar é o abusador; pois é alguém, entende-se, de confiança.Ou seja, a violação é muito mais ampla.

Mas o filme não se limita e nem se prende somente a isso, embora esse seja todo o seu cerne. O Diretor deu conta de dar um suspense em todo o enredo, deixando – aos poucos – as migalhas de pão que levam à casa da Bruxa má.

Quem é ela? A Acusadora? O Acusado?

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Tem um diálogo entre o acusado e seu advogado que reverbera em minha mente; foi um baita soco no meu estômago, estou impressionada até agora…

Até que ponto os advogados se importam com os crimes de seus clientes?

Será que basta a ampla defesa e papel cumprido?

Por: Deusa Circe.

Vicky Cristina Barcelona

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Vicky Cristina Barcelona

Direção: Wood Allen

Gênero: Comédia Romântica

Espanha – 2008

Antes de mais nada, Javier Bardem está gostosérrimo nesse filme. Aff!! rsrsrs Pra quem o viu em “Onde os Fracos não tem vez” com aquela vestimenta caricatural-pitoresca, vê-lo nesse filme dá até um susto bastante positivo rsrsrs.

Não me atenterei a expor sinopse aqui, pois perderia muito do filme. Ressalto, no entanto, duas falas: uma de Javier e outra de Penélope Cruz para dizer o que penso sobre esse filme; acho que essas duas passagens marcam toda a essência dessa obra.

“É engraçado. Maria Elena e eu somos feitos um para o outro e não feitos para estarmos juntos. É uma contradição. Para entender, é preciso ser um poeta, como meu pai, porque eu não consigo”.

-Javier Bardem, no personagem João Antonio-

A outra passagem é:

“Nosso amor, nosso amor é eterno mas não dá certo. É por isso que será sempre romântico, porque não pode ser completo.”

-Penélope Cruz, na personagem Maria Elena-

As pessoas são desde sempre e para sempre faltosas. Buscam, por sua vez, completarem-se com objetos de amor de toda espécie, desde os compráveis ao nomeáveis abstratos. A falta é uma constante. A angústia, para Lacan, é justo quando a falta falta, quando ela não comparece.

Passamos a vida em busca de um objeto para sempre inominável, perdido, que nos complete, que nos preencha. Por sorte, temos a arte como maneira subversiva de dizer: Sou faltoso, em mim há um buraco, uma hiância, e isso que criei é uma tentativa de falar disso.

Muitos pensam que a Arte é uma forma de “completar a incompletude”. Mas na verdade, a arte é uma maneira de expressar, de dizer, de falar dessa eterna falta-a-ser.

É claro que o relacionamento deles é faltoso, incompleto. Tenho pra mim que quanto mais cônscio o sujeito é dessa realidade, mais chances de dar certo o relacionamento terá. Sim, pois os fracassos sentimentais ocorrem por se depositar no outro uma expectativa de o outro irá suprir todas as carências/buracos/faltas. Só que o Outro também é carente, é faltoso, é esburacado e não tem a menor obrigação de completar nada. E então, os relacionamentos acabam, e o movimento eterno da busca pelo objeto continua…

Não sou poeta, mas entendo bem a fala de Javier, afinal, os desencontros fazem parte de qualquer vida, até mesmo das vidas de almas que se pretendem gêmeas.

Por: Deusa Circe.

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eXistenZ

Direção: David Cronenberg

Gênero: Suspense, Ficção Científica

EUA – 1999

* Não está disponível no Brasil, somente nos EUA e Canadá, além dos meios internáuticos, obviamente.

A primeira coisa dita no filme é como se escreve o título: letra e minúsculo e X e Z em maiúsculo. Confesso que até agora estou me perguntando se isso não passa de um mero fetiche caprichoso ou se tem algum sentido extra que ainda não captei.

Mas também, não captar tudo desse filme não é nenhum pecado, ao contrário; pois trata-se de uma obra que te convida a inúmeras questões.

A primeira delas é: O que é real? O que é realidade?

Vemos a moçada de hoje em dia usando uma linguagem de jogos internáuticos bem distante da linguagem dos Ataris de outrora, pra eles isso é um B a Bá muito simples e fácil, nós mais velhos tivemos que buscar aprender esse conhecimento que já faz parte do cotidiano e que é difícil apreender tudo que é lançado diariamente no mundo comunicativo.

Esse filme mostra que os jogos podem ser bem sérios e absurdamente reais. Não há como deixar de lado Baudrillard enquanto enunciador de que real e virtual não se diferem.

Passei o dia de hoje pensando sobre isso, sobre a Second Life que há cada dia se torna mais comum. Ter uma segunda vida, esta virtual, é tentador por muitos motivos, principalmente por – de alguma maneira – ter algum controle tanto das felicidades quanto das adversidades. É uma vida que dominamos: escolhemos personagens, nicknames, roupagem, linguagem etc.

Imagine se no real pudéssemos nascer e dizer pros nossos pais: Quero que meu nome seja tal, quero me vestir de tal maneira etc?

O que Second Life atrai é justo essa possibilidade de domínio em uma vida totalmente ideal pra quem a escolhe.

Onde a realidade esbarra na ilusão? Real é aquilo que vemos ou que achamos que vemos? O que construímos? E as ilusões?

De certo, Baudrillard está pra lá de correto ao dizer que não se diferem.

Porém, é preciso lembrar que tudo tem seu preço…

;)

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Por: Deusa Circe.

A Vida de David Gale (The Life of David Gale)

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A Vida de David Gale – The Life of David Gale

Direção: Alan Parker

Gênero: Drama, Suspense

EUA – 2003

Quanto vale lutar por um ideal? Dinheiro? Felicidade? Relações? Vida?

Vale por a vida em jogo por um ideal? Fico tentada a dizer que não, pois uma verdade não vale uma fogueira, mas quando esse ideal é sinônimo de uma vida inteira, querendo ou não, não tem preço.

Gale, professor de Filosofia e nessa imagem acima – uma das primeiras cenas – ele ministra sobre O objeto pequeno a Lacaniano, maravilhoso. O objeto pequeno a lacaniano é o Objeto Causa de Desejo que faz parte da fórmula da Fantasia. Assunto extenso e complexo, mas acho brilhante o filme ter seu início pautado no Desejo…

Ideal está para e desde sempre na ordem do Ideal…

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A luta idealística e idealizada de Gale e sua amiga Constance é a abolição da Pena de Morte.

Eu não sei se sou contra ou a favor dessa pena, pois cada caso é um caso e não se pode generalizar. Vejo que o Judiciário ficaria mais moroso ainda se as leis fossem individuais, o que definitivamente não procede. Ao mesmo tempo, existem casos de patologia psíquica que não há cura, como por exemplo, os Psicopatas.

Manter Psicopatas na prisão é um custo sem retorno para o Estado. Mas isso significa que eles não merecem viver?

Hoje estou boazinha rsrsrs, e acho que até mesmo os mais perversos assassinos merecem a vida, nem que seja punitiva, mas merecem viver.

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Mas por esse pensamento, não ponho minha vida em jogo. David e Constance colocaram…

Por: Deusa Circe.

A Conselheira Antropófaga (La Concejala Antropófaga)

A Conselheira Antropófaga – La Concejala Antropófaga

Direção: Pedro Almodóvar

Gênero: Comédia

Vale a pena perder ou ganhar, depende da referência, 8 minutos de seu tempo para ver esse curta Almodovariano; num primeiro instante, é hilário esse monólogo, depois, é algo pra se pensar.

Pra mim, Almodóvar explorou bem a atual concepção de comer e de comer, se me entendem, como forma de engordar o niilismo atual: tudo em nome do desejo?

Até o Desejo segue leis próprias que o Homem não consegue quebrá-las, e num suspiro de alívio, penso: Ufa! Ao menos tem coisas que nem que seja na base da força da natureza, é respeitado.

Vale a pena assistir esse curta, longe dos pudins rsrsrs.

Por: Deusa Circe.

Amnésia (Memento)

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Amnésia – Memento

Direção: Christopher Nolan

Gênero: Suspense

EUA – 2001

Trata-se de um filme com uma dinâmica psicológica, exigindo, portanto, que seja prestado bastante atenção nas falas e ações do personagem principal.

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Eu sou apenas alguém que quer fazer as coisas certas.
Eu posso simplesmente me deixar esquecer as coisas que você disse?
“Don’t Believe His Lies!”

Quem mente? Essa é uma pergunta que deve ser feita antes mesmo de começar a ver o filme, pois a memória não é de confiança! Embora ela seja extremamente confiável… Paradoxo!

Freud foi assertivo, mais uma vez, quando disse que “Lembramos apenas do que é importante, em contrapartida, nos esquecemos apenas do que é importante”. A memória é a causa de maior sofrimento do ser humano: “Padecemos de reminiscências”, as lembranças do passado traz a saudade daquilo que não pode ser apreendido daquela maneira mais.

De que maneira? A maneira em que a memória gravou. Naturalmente seletiva, prioriza o que é importante, descarta o que é importante descartar… e mais, traduz a percepção a seu modo.

Todos nós precisamos de memória para nos lembrarmos de quem somos.
Eu não sou diferente.

Quem é diferente de você, Lenny?

Talvez nos diferenciamos do modo que tratamos nossas melhores e maiores lembranças e do que fazemos com isso, mas a grosso modo, todo ser humano precisa ter uma história para se constituir como tal.

Eu minto pra mim mesmo pra ser feliz?
(…)

Por: Deusa Circe

Tudo Sobre Minha Mãe (Todo Sobre Mi Madre)

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Tudo Sobre Minha Mãe – Todo sobre Mi Madre

Direção: Pedro Almodóvar

Gênero: Drama, Existencialismo

Espanha – 1999

Esse é o filme que mais gosto de Almodóvar! Homenagem que ele fez para a sua mãe que tomo emprestado para dizer que minha mãe é muito parecida com a “dele”, até mesmo na fisionomia. Mulher guerreira, batalhadora, amorosa, determinada…

Para ser mãe é preciso que haja um(a) filho(a), isso é óbvio. O que acho mais bonito de perceber nessa obra é esse paradoxo:

- Tudo sobre a minha mãe OU Tudo sobre meu filho?

Como se dizer mãe sem que a cria tenha sido dita?

Almodóvar é brilhante nesse contexto, e foi de uma sensibilidade ímpar nesse filme.

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Por uma tragédia do destino, Esteban morre. Mas quantos filhos na verdade Manuela tem? Com a personalidade visivelmente materna, cuida de todos que ela quer bem.

Num dualismo providencial, o filme mostra o paradoxo de dois “tipos” de mãe: Rosa (mãe de Rosa) e Manuela. Uma é omissa e eternamente filha, não dá conta de ser mãe; a outra, é mãe até as mães…

Almodóvar explorou bem, também, até o aspecto feminino dos homens, apimentando o filme com o travestismo. Suscita uma máxima Freudiana que Simone de Bouvair fez questão de se apropriar: “Não nasce mulher, torna-se mulher”;   Agrado “que torna a vida das pessoas agradáveis” disse algo que ressalto aqui:

Sai muito caro ser autêntica. E, nessas coisas, não se deve ser avarenta. Porque nós ficamos mais autênticas quanto mais nós nos parecemos com que sonhamos com que somos.

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E assim é o filme da vida de muitas mães e muitos filhos.

Por: Deusa Circe.